Thiago Pondé

Thiago Ponde
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Thiago Pondé
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O Cantor, Produtor Cultural, Ator e Filósofo baiano Thiago Pondé, é bacharel em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, e mestrando pela mesma universidade, no Pós-cultura (IHAC), com a pesquisa: “O que é Tropifagia? – Novas Poéticas brasileiras”.

Cantor formado em curso técnico profissionalizante, pela Escola Baiana de Canto Popular, e idealizador e diretor artístico dos projetos: Atuar Música, Cena Tropifágica, e Bahias Intemporais, com os quais já se apresentou e/ou realizou temporada em alguns espaços como: Teatro Vila Velha – BA, Teatro SESI – BA, Teatro Gamboa Nova – BA, Teatro Ziembinski – RJ, Teatro Gregório de Mattos – BA, entre outros.

Diretor do espetáculo “O Jardim de Humberto Porto”, apresentado na Virada Cultural do V Festival de Cultura e Arte de Camaçari, e aprovado no edital de ocupação do BNB Fortaleza (2017). Foi um dos fundadores do Grupo de Palhaço Nariz de Cogumelo, desligando-se para se dedicar à música e o teatro como cantor e diretor. Com o coletivo Fanfarra das Artes participou dos eventos como artista convidado: Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia no Lounge Oi Futuro do Espaço Goethe, com curadoria de Marcelo Rezende, e o XIII Encontro de Estudantes de Arte – ENEARTE, realizado em Salvador-BA.

Assistente de direção musical no espetáculo 50 Anos Esta Noite, pelo qual ficou em cartaz no Teatro de Arena do Aterro do Flamengo – RJ. Curador e coordenador de música e artes cênicas das 6º e 7º Bienais de Cultura da UNE, realizadas em Salvador e no Rio de Janeiro respectivamente. Ministrante da oficina “A Voz e a Canção” na Escola Baiana de Canto Popular, no processo do espetáculo 50 Anos Esta Noite, e no “III Encontro das Produtoras Colaborativas”, que aconteceu no Vale do Capão, Bahia.

Formação profissional incompleta como ator na Sitorne Estúdio de Artes Cênicas (2006-2008). Trabalhou como mediador e articulador cultural nos projetos Agência de Redes Para Juventude (RJ 2011-2014) e Sextas da Casa (2014), iniciativa do Observatório de Favelas.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Thiago Pondé para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa  em 12.09.2016:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Thiago Pondé: Eu nasci no dia 24/12/1985 em Salvador – BA.

02) RM: Como foi o seu primeiro contato com a música?

Thiago Pondé: Sou de uma família de músicos e amantes da música. Tenho uma recordação de infância na qual meu pai, Annibal Porto, ouvia canções que me tocavam, do Tropicalismo a Stevie Wonder, Tim Maia, Gilberto Gil, Freddie Mercury, Montserrat Caballé, e outros. Minha formação começa em casa e na ancestralidade de meus laços sanguíneos, por conta de Humberto Porto, meu tio-avô, um excelente compositor da Era do Rádio, da marchinha de carnaval “A Jardineira”, clássico do cancioneiro brasileiro.  Há também os irmãos Rafael e Lucas Pondé e o primo Pedro Pondé, envolvidos com música profissionalmente.

03) RM: Qual a sua formação musical e acadêmica fora música?

Thiago Pondé: Tenho formação técnica como Cantor na Escola Baiana de Canto Popular, sou Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia, e mestrando pelo Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Cultura e Sociedade, da mesma Universidade (UFBA). Além disso, possuo formação técnica incompleta como ator, na Sitorne Estúdio de Artes Cênicas.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Thiago Pondé: Meu trabalho é primordialmente como intérprete, com interesse explícito em construir uma hermenêutica própria de cada canção que executo. As minhas influências são icônicas e a principal delas é Elis Regina, a maior cantora brasileira até hoje, por conta de sua versatilidade. Com ela aprendo sobre timbres vocais, respiração e entrega apaixonada à canção. Além dela posso citar Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee. Gosto também da nova MPB, mas as vezes sinto falta de certa visceralidade que encontro nas interpretações de Elis Regina, por exemplo. Como bom capricorniano sou um pouco apegado ao passado. Além destes cito também os que estão na minha formação de criança e que aprendi a valorizar com meu pai e familiares: Stevie Wonder, Bob Marley, Marvin Gaye, Aretha Franklin.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Thiago Pondé: Sou um artista no sentido largo da palavra, de encarar a vida de forma sensível e apaixonada. Meu primeiro projeto musical tinha o nome de “Atuar Música”, uma proposta transversal que envolvia canção, teatro, poesia e audiovisual. Apresentei-o nos principais teatros de Salvador: Vila Velha, Sesi, Gamboa Nova, entre os anos de 2008 e 2010. Antes disso fui um dos fundadores de um grupo de palhaço chamado Nariz de Cogumelo, em 2007, do qual me desliguei um ano após para me dedicar mais ao estudo do canto.

06) RM: Quantos discos lançados e quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram das gravações)? Qual o perfil musical de cada álbum? E quais as músicas que você acha que caíram no gosto do seu público?

Thiago Pondé: Tenho um disco lançado em grupo e estou em fase de pré-produção do meu primeiro trabalho solo.  Gravei com a Cena Tropifágica em 2011, e devido a questões pessoais e a um hiato profissional, o lancei agora em junho de 2016. Este trabalho contou comigo nos vocais, Silas Giron no Violão, Rafael Pondé na Guitarra, Rubens Leite no Baixo, Maurício Chiari na Bateria, e Marcos Odara na Percussão. Além disso, tivemos as participações de Jorge Mautner, um artista que admiro muito, Luiz Galvão, Mariella Santiago, Karla da Silva, Juninho Duvalle e Edson Big.

Este álbum foi um trabalho de pesquisa, das raízes brasileiras às experimentações musicais contemporâneas, como na minha faixa preferida, o Samba TQT, composição de Silas Giron, um samba de roda com harmonias de sopro. As faixas acabaram de passar por um tratamento de áudio e parte delas está disponível em: www.soundcloud.com/tropifagia .   Sobre o meu trabalho solo estou escolhendo o repertório e será um disco de intérprete, com uma composição minha chamada “O silêncio são”.

08) RM: Como você define o seu estilo musical?

Thiago Pondé: Não curto definições estilísticas, acho que elas criam um limite desnecessário. Óbvio que há de se tomar cuidado para que o trabalho tenha uma identidade, porém definir ritmo limita o trabalho do intérprete, um pesquisador de voz que pode perfeitamente ser plural em estilos. Mas por gosto e por inclinação diria que MPB com influências de samba, jazz, bossa, rock.

09) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Thiago Pondé: Acredito que cada canção contenha uma narrativa e meu desejo é compreendê-la e traduzi-la em voz e corpo.

10) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

Thiago Pondé: Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Aretha Franklin,  Janis Joplin, Marvin Gaye, Freddie Mercury, Ney Matogrosso.

11) RM: Quem são seus parceiros em composições musicais?

Thiago Pondé: Tenho apenas uma composição chamada “O silêncio São”, que tem uma letra que particularmente gosto muito. A melodia está em processo de composição. Não tenho parceiros em composições, por enquanto.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Thiago Pondé: Os prós são a liberdade de criar, de fazer o que deseja, de ter sua autonomia e vontade preservadas. Decerto que há uma árdua batalha em termos de concretização de planos, e por vezes a instabilidade característica te desanima. Eu não posso reclamar muito porque me viro e além da música atuo com artes e cultura em geral.  Sobre contras eu ressaltaria esta inconstância, o fato de realizar de maneira intervalada trabalhos consistentes, principalmente pela falta de investimento.

13) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Thiago Pondé: Esta questão de revelação é relativa. Nos grotões deste país existem trabalhos maravilhosos, que nem ao menos chegam ao grande público, como a Orquestra Tambores de Aço da Casa de Cultura Tainã, que conheci na Teia de 2010 e fiquei fascinado com uma versão deles da música Canto de Ossanha, composição de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Mas falando do circuito alternativo, na nova MPB tem surgido trabalhos interessantes como o de Mariella Santiago,  Márcia Castro, Tulipa Ruiz, Ava Rocha e outros. Sobre obras consistentes cito Gilberto Gil, a ponto de seu melhor álbum, em minha opinião, datar de 2006, o Luminoso. Sobre regredir prefiro não emitir opinião, acho o trabalho com música sagrado e respeito o esforço de todo artista, porém digamos que certos trabalhos com viés estritamente comercial não me agradam.

14) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Thiago Pondé: Digamos que todo artista comprometido com seu discurso e em conformidade com sua expressão, digo, um espelho daquilo que acredita e verbaliza, tem meu respeito. Fora isso artistas ousados e que se reinventam, como Gilberto Gil e Jorge Mautner, dois grandes que mantém a qualidade nos seus trabalhos e são mestres incontestes.

15) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Thiago Pondé: No sentido negativo o microfone parar de funcionar no meio da apresentação em um teatro cheio, o Vila Velha em Salvador – BA. Bateu um desespero, mas continuei cantando até finalizar a música e resolver o problema. Não havia o que fazer na situação. Positivamente foi uma apresentação na Universidade Federal do Pará, no Encontro Nacional dos Estudantes de Arte, na beira de um rio, numa atmosfera mística, apaixonada.  Fiquei encantado neste dia.

16) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

 Thiago Pondé: Além de cantar, eu trabalho como diretor artístico, ministro aulas de voz, produzo, idealizo e executo projetos no qual estou envolvido artisticamente, e por isso, acho que essa característica camaleônica me deixa feliz, já que me reinvento a todo momento. Deixa-me triste o fato da arte de pesquisa não ter o valor que merece no Brasil.

17) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Thiago Pondé: Salvador – BA é uma cidade extremamente plural, que tem uma cena crescente e exponencial. Aqui há para todos os nichos, dos ritmos já conhecidos como axé, pagode e arrocha, com mais apelo comercial, ao rock das bandas como Cascadura e Canto dos Malditos, o blues da dupla Álvaro e Eric Assmar, as sonoridades com influência afro como o Baiana System, Ifá, e jazz com a Jam no Mam. Interessante ressaltar também Thiago Trad, um percussionista exímio, que realiza um trabalho de experimentação e improviso primoroso. E os trabalhos de meu irmão Rafael Pondé e a banda Scambo, de meu primo Pedro Pondé.

18) RM: Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Thiago Pondé: Esses citados acima além dos ícones já referenciados.

19) RM: Qual a importância dos Festivais de Música para lançar novos talentos para um grande público?

Thiago Pondé: Hoje em dia os Festivais de Música não têm o lastro de antigamente, de alçar carreiras para o grande público. Há Festivais de Música segmentados, como os produzidos pelo Fora do Eixo, que têm um alcance restrito a determinado nicho. Os Festivais de Música cumprem um papel de circulação de trabalhos autorais dentro do mercado de música, porém, longe de revelar artistas para o grande público, que considero ser a população em geral, ou como definimos, o povo. A internet é uma excelente ferramenta para formação de público, e artistas de qualidade atingem públicos significativos através dela.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Thiago Pondé: Sim. Na Bahia temos como exemplo a Rádio Educadora, de propriedade do Estado, que toca músicas de artistas locais. O Jardim de Humberto Porto, um projeto meu e de minha família, que lançou um CD póstumo em homenagem a Humberto Porto, teve canções veiculadas já alguns vezes, principalmente no programa Brasil Pandeiro, de Jonga Lima.

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Thiago Pondé: Persistência, versatilidade, adaptabilidade, resiliência e foco são grandes aliados.

22) RM: Fale de sua atuação como ativista cultural.

Thiago Pondé: Hoje estou mais recluso, sobretudo por conta de processos de saúde que me levaram à uma inclinação espiritual e ao recolhimento social. Acredito que um trabalho artístico e na área de cultura deve considerar, além dos assuntos subjetivos e de foro íntimo, a dimensão política de onde se vive, por isso fiz parte de projetos transformadores como a Agência de Redes para Juventude e o Observatório de Favelas, que lutam e proporcionam mobilidade social e debates qualificados acerca de políticas públicas. O Brasil é um país profundo e desigual, e acho vital que o artista e o trabalhador da cultura se coloque como agente de reflexão.

23) RM: Quais os prós e contra das leias de incentivo a cultura?

Thiago Pondé: A Lei de Incentivo à Cultura Nacional, Rouanet, precisa de aprimoramento, e está em tramitação no Congresso o ProCultura, uma lei mais adequada.  Esta reformulação visa democratizar o acesso, que concentra recursos na região Sudeste, e em projetos que atendem os interesses de mercado das empresas investidoras. Não questiono o êxito da Rouanet, porque ela cumpriu o gargalo de investimento em cultura que há no Brasil, porém, diante de uma realidade continental e diversa, como é a nacional, a Rouanet não cumpre sua função com êxito. Acompanhei o debate do ProCultura e vejo-a como uma lei mais adequada e democrática, sobretudo por criar um fundo público para financiamento, com as verbas destinadas não pelo interesse privado de uma empresa, e sim por uma comissão que envolve governo, sociedade civil e também a iniciativa privada. Deste modo alcançaremos uma política pública mais eficaz e descentralizadora.

24) RM: Você já teve algum projeto aprovado por lei de incentivo a cultura?

Thiago Pondé: Sim. O Jardim de Humberto Porto, Cena Tropifágica e Bahias Intemporais, projetos que sou o idealizador e diretor artístico. O primeiro se resume pela organização do acervo de Humberto Porto, pelo qual fomos aprovados no Setorial de Música da Fundação Cultural do Estado da Bahia, em 2014, e lançamos um CD póstumo e um espetáculo que dirigi e atuei em Salvador, no Teatro Vila Velha . A Cena Tropifágica, espaço de criação e intercâmbio artístico, pela qual tivemos um pequeno aporte financeiro da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para gravar o álbum e lançar pílulas audiovisuais. E por fim o Bahias Intemporais, uma plataforma artística da qual sou curador, com recurso advindo do Fundo de Cultura, e que apresentou uma série de trabalhos na cidade de Salvador e Vitória da Conquista no primeiro semestre de 2016, inclusive o lançamento do portfólio da Cena Tropifágica, e um show de Jorge Mautner, que há algum tempo não toca em Salvador.  Para acompanhar:  O Jardim de Humberto Porto

Cena Tropifágica 

25) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira artística dentro e fora do palco?

Thiago Pondé: Planejo minha carreira de modo a integrar minha atividade como cantor com as demais ações que empreendo. Sou pesquisador; atualmente faço mestrado em Cultura e Sociedade, na linha de arte, na UFBA; diretor artístico, e professor de canto, o que me coloca em uma posição de maleabilidade profissional e de sazonalidade. O grande desafio é conectar essas frentes como faço em determinados projetos como a Cena Tropifágica e O Jardim de Humberto Porto. Neste momento estou em fase de pré-produção do meu primeiro trabalho solo como cantor, parte de um empreendimento concebido por Sebastian Notini, produtor musical, do qual sou parceiro, o selo SOM SSA.

26) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Thiago Pondé: Sou inquieto e curioso por natureza, e além disso, acredito que o meu exercício artístico não se finda no palco, sendo cotidiano nas minhas iniciativas. Idealizei um lugar de criação que é a Cena Tropifágica; objeto de minha pesquisa no mestrado, pela qual concebi dois projetos: o primeiro o Bahias Intemporais, que visa debater a Bahia imaterial e simbólica nas perspectivas de memória e linguagem, que teve sua 1º edição realizada em 2016, com a participação de Jorge Mautner, e o Curto Circuito Sonoro, espaço de formação e criação em música, residente no Teatro Castro Alves, em parceria com Manuela Sena. E tem O Jardim de Humberto Porto, uma linda homenagem a este grande músico da minha família.

27) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Thiago Pondé: Uma vez entrevistei Gilberto Gil para um trabalho que estava prestes a realizar e ele disse mais ou menos o seguinte: “O imperativo tecnológico se sobrepõe sobre qualquer resistência que possamos ter acerca dele”. Conversávamos sobre o modelo de arrecadação do direito autoral e a internet como ferramenta de difusão de arte. Acredito que esta fala define o modo como deve ser nossa relação com a internet, no caso, de potencializar a estrutura autônoma de artistas, grupos e empreendimentos criativos, e da criação de novos modelos de arrecadação de direito autoral, por exemplo. Eu utilizo a internet para pesquisa, seja acadêmica ou não, e difundo meus trabalhos por ela.

28) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Thiago Pondé: Todos. Desde que o home estúdio tenha tecnologia e qualidade suficiente para competir com os demais discos, só vejo vantagens. Para mim isso pode ser traduzido como democratização dos meios de produção, em que a horizontalidade dos processos de produção, se traduz em igualdade de condições entre os agentes.

29) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Thiago Pondé: Como já dito acima, me considero um artista camaleônico, e o canto não é minha única expressão artística, logo, estou sempre em movimento, seja como cantor, pesquisador de arte, diretor artístico, ou professor de canto, e assim desejo seguir.

30) RM: Quais os seus projetos futuros?

Thiago Pondé: Gravar meu primeiro trabalho solo. Esse é o grande desejo e pelo qual vou lutar arduamente em 2016 e em 2017.

31) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Thiago Pondé: [email protected] | www.thiagoponde.com | (71) 9.347 – 5571 | (71) 3240 – 2616

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.