Roberta Coentro

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Tempo de Leitura: 11 minutos

A cantora e compositora paulista Roberta Coentro, desde pequena cantava para seu avô, mas imaginava que seguiria uma carreira musical, já que era de família humildes.

Na adolescência assistiu um festival de corais em São José dos Campos – SP e ouviu aquele coro de vozes, lindo, cantando se apaixonou, se encontrando de vez com a música. Em 2000 entrou para o Coral da Universidade de São Paulo (CORALUSP), estudou por seis anos de Canto Erudito e depois estudou por três anos Canto Popular na Universidade Livre de Música Tom Jobim (ULM, hoje chamada de EMESP). Ela já se apresentou em vários lugares como: Teatro Municipal de São Paulo, FIESP, MASP, Sala São Paulo, Memorial da América Latinae na Rede Globo, no Programa Esporte Espetacular. Tornou-se professora de técnica vocal e continuou a carreira de cantora. Fez vários trabalhos como backing vocal e o que mais marcou, foi com a cantora revelação do programa Raul Gil, a cantora Liriel. Foi convidada a cantar no carnaval de 2012 em Angra dos Reis e Paraty, cidades do Rio de Janeiro, com a Banda Chiclete de Águia, cantando para mais de 40 mil pessoas. Em suas apresentações, Roberta esbanja carisma e talento, cantando músicas de artistas como: Djavan, Ana Carolina, Cassia Eller, Vanessa da Mata, Jorge Vercillo, Marisa Monte, Jorge Aragão, Alcione, Maria Rita, Rita Lee, O Rappa entre outros grandes nomes da MPB.

Em Novembro de 2012 Roberta lançou seu primeiro CD – Sempre com Você, que contou com os músicos: Luara Rodrigues (violão base), Cláudio Kamimura (guitarra solo), Marcos Alves (baixo), Renan Caetano (teclado), Flávia Caruso (percussão), Estela Paixão e Eloiza Paixão (Backing Vocal) e Helber Reis (bateria). Em Junho de 2013 Roberta foi um dos artistas convidados para participar da “Caravana do Bem“, projeto beneficente que apoia a AACD. No mês de Dezembro do ano de 2012, participou da final do quadro “Desafio da Taça” no programa Eliana no SBT. Em 2013 ela esteve no palco do programa Raul Gil no SBT, participando do quadro MULHERES QUE BRILHAM, das 2.000 mulheres inscritas, foi uma das 48 mulheres selecionadas. Em sua primeira apresentação foi DESTAQUE do programa e ficou entre as semifinalistas. E participou do quadro “Dez ou Mil” no Programa do Ratinho no SBT, e foi a melhor caloura da noite, ganhando o prêmio máximo. Janeiro de 2014 Roberta fez a abertura do show da cantora Zizi Possi pela prefeitura de Mogi das Cruzes – SP, no 1º Festival de Verão da cidade. Ela se destaca com seu timbre de voz forte e grave, conquistando muitos ouvidos nos seus shows.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Roberta Coentro para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa  em 01 de junho de 2014:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Roberta Coentro: Nasci no dia 17 de Setembro de 1982 em Itapecerica da Serra – SP.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Roberta Coentro: Quando criança eu costumava cantar para meu avô, cantava músicas de João Mineiro e Marciano; Milionário e José Rico, na maioria das vezes ele se emocionava ao ouvir. Mas só decidi levar a música à sério depois de vê um coro lindo de vozes cantando em uma apresentação da igreja de Itapecerica da Serra – SP.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Roberta Coentro: Eu fiz o curso de Canto Popular na ULM (Universidade Livre de Música). Sempre me dediquei à música, nunca fiz nada que não estivesse voltado a ela. Vivo de música e para a música.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Roberta Coentro: Quando pequena escutava de tudo, principalmente músicas antigas que meus parentes escutavam perto de mim. Quando comecei a estudar canto em Coral. Eu passei a escutar músicas clássicas, minha vida era escutar erudito. E isso só foi mudando quando passei a estudar Canto Popular na ULM (Universidade Livre de Música), comecei a me “alfabetizar” musicalmente falando e passei a admirar músicas nacionais e conhecer mais a MPB. Nenhuma influencia musical deixou de ter importância para mim, muito pelo contrário, hoje o que canto é devido a essa mistura (influencia) do clássico com o popular.

05) RM: Quando, como e onde  você começou a sua carreira musical?

Roberta Coentro: Dei início à minha carreira musical no Coral da USP em 2000. A minha primeira apresentação com o Coral foi no Teatro Municipal de São Paulo, e me apresentei em vários lugares como: Teatro Municipal de São Paulo, FIESP, MASP, Sala São Paulo, Memorial da América Latina e Rede Globo (Programa Esporte Espetacular).

06) RM: Fale do seu primeiro CD, qual o anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical do CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Roberta Coentro: A ideia de fazer o CD – “Sempre com Você” não surgiu de mim, mas de meus amigos e companheiros musicais: Luara Rodrigues, minha violonista e meu guitarrista Cláudio Kamimura. Nós já tínhamos algumas composições feitas, então montamos um time de músicos bem legal e que encararam este projeto com nós. Depois de alguns meses de gravações conseguimos finalizar o CD, que na verdade é só uma demonstração do nosso trabalho, até conseguirmos fazer um álbum definitivo. Os músicos que participaram das gravações foram: Luara Rodrigues (Violonista), Cláudio Kamimura (Guitarrista), Marcos Alves (Baixista), Renan Caitano (Teclado) e Helber Reis (Baterista). O lançamento aconteceu no mês de Novembro de 2012 na cidade de Mogi das Cruzes – SP, onde moro atualmente. Graças a Deus todas as músicas foram bem aceitas pelo público, mas as que mais fazem sucesso quando tocamos é a “Sempre com Você”, música de trabalho, a “Fel do Amor” (uma parceria com meu amigo Antônio Carlos, que me entrevista agora), e a “Olho pra Você”.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Roberta Coentro: Como tenho muita influência de músicos da Soul Music, Black Music, acabo tendo um dedinho de agressividade nas minhas músicas e no meu jeito de cantar. Então defino meu estilo como MPB, mas com um temperinho de Black Music e Soul Music.

08) RM: Você compõe? Como é seu processo de compor?

Roberta Coentro – Eu componho muito pouco, na verdade minha composição é harmônica e melódica, não sou muito boa com palavras (letra), isso fica por conta dos meus músicos. Na hora de compor o necessário para sair um trabalho bem feito é a INSPIRAÇÃO, normalmente eu uso o Teclado para compor as minhas melodias, em um ambiente calmo, sem barulhos e pedindo ajuda a Deus (risos).

09) RM: Quais são seus principais parceiros musicais?

Roberta Coentro: É minha violonista, amiga e parceira Luara Rodrigues e meu guitarrista e grande amigo Cláudio Kamimura.

10) RM: Você estudou técnica vocal?

Roberta Coentro: Sim. No ano de 2000 entrei para o Coral da Universidade de São Paulo (CORALUSP), fiz seis anos de canto erudito, mais tarde entrei para a Universidade Livre de Música Tom Jobim (ULM), hoje chamada de EMESP, fiz Canto Popular por três anos.

11) RM: Como professora. Qual a importância do estudo da técnica vocal?

Roberta Coentro: Toda importância possível. Com a voz não se brinca, nós professores trabalhamos com SAÚDE, mas infelizmente muitas pessoas acham que isso não é importante e cantam anos sem nenhum conhecimento, porém a “vida útil” de suas cordas vocais estará com os dias contados. Quem canta de forma errada tem grandes chances de perder a voz. Adquirir um nódulo vocal, perder extensão vocal, ou até ser obrigado a fazer cirurgias nas cordas vocais impossibilitando assim o uso da mesma.

12) RM: Quais os clichês e vícios que seus alunos devem fugir?

Roberta Coentro: Quem canta tem que fugir de todos: cigarro, narguilhé e bebidas alcoólicas. Não devem ser levadas a sério as lendas, como: balas de gengibre antes de cantar. O gengibre amortece as cordas vocais, proporcionando assim um alívio arriscado às cordas vocais. A pessoa canta e pensa que está tudo bem, mas na verdade pode estar usando mais o que deviria sua extensão vocal. E outra lenda, é fazer gargarejo com água, sal e vinagre. O correto é fazer somente com água morna e sal, porque o vinagre irrita a laringe, já o sal tem ação cicatrizante, e não irrita. Evitar bebidas geladas para não causar choque térmico nas cordas vocais, principalmente durante ou depois de cantar. E evitar o pigarro quando dá aquela coceira na garganta, porque pode machucar as pregas vocais.

13) RM: Quais os principais métodos e técnicas de estudos que você indica para os seus alunos?

Roberta Coentro: Fazer exercícios de vibração nas cordas vocais todos os dias e principalmente antes de cantar. E exercícios de ressonância para o aluno aprender a colocação da voz na caixa de ressonância e exercícios que trabalhem bastante a resistência e a respiração. A respiração correta é responsável por 50% de um cantar bem.

14) RM: Quais os principais erros cometidos por cantor(a) que não estuda a técnica vocal?

Roberta Coentro: São muitos, mas os principais são: respiração errada: quando o cantor respira na hora errada na música. A colocação errada da voz: quando o cantor usa uma voz muito parecida com a do falar. A voz falada não tem nada haver com a voz cantada. O não prolongamento de finais de frases: quando o cantor não estende a última nota cantada. O abuso de extensão vocal: quando o cantor canta além do que a extensão dele permite, seja para extensão grave ou para aguda.

15) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Roberta Coentro: – Aretha Francklin, em primeiro lugar. Depois, Ella Fitzgerald, Sandra de Sá, Chaka Khan, Donna Summer, Alcione, Withiney Houston, Beyonce, Elis Regina, Stevie Wonder, Jorge Vercillo, Jorge Aragão, Ed Motta, entre muitos outros.

16) RM: Quais os prós e contras de cantar em Bar?

Roberta Coentro: O Bar traz um aprendizado muito grande para os cantores. Eu costumo dizer que quem canta em Bar canta em qualquer lugar. No Bar o cantor se depara com todos os tipos de gostos musicais, públicos e etc. E quem canta em Bar normalmente é obrigado a cantar de tudo, isso traz certa riqueza para a interpretação das músicas. Agora, o outro lado da moeda é que muitas vezes quando cantamos em Bar, cantamos muitas horas seguidas e isso não faz bem à saúde vocal.

17) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Roberta Coentro: Os prós seriam a independência de você poder desenvolver seu trabalho, de forma única, individual, “dá a cara” que você quer para sua carreira musical. Os contras: é muito difícil crescer no mundo musical sem ter um contato forte e influente no meio musical ou uma pessoa que tenha uma visão diferente da sua. Para você conquistar alguma coisa você precisar ser conhecido ou conhecer alguém, e quando você trabalha sozinho fica meio complicado.

18) RM: Quais as suas estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Roberta Coentro: Na verdade o maior objetivo é ser conhecida e ter meu trabalho reconhecido. Como estratégia para que isso aconteça eu acabo usando tudo, desde internet a programas de televisão. Eu busco fazer um trabalho bem feito e que agrade o público dentro do meu estilo musical, e por aí vai. Talvez seja mais fácil usar como estratégia o fato de crescer, musicalmente falando, fora de São Paulo e depois tentar ingressar dentro da grande capital. Acho que isso ajudaria um pouco a ser mais valorizada.

19) RM: Quais as ações empreendedoras que você faz para desenvolver a sua carreira musical?

Roberta Coentro: A maior ação empreendedora é a divulgação. Eu tento divulgar meu trabalho o máximo possível além de conciliar com venda de shows e busca de patrocínios para melhorar a qualidade do trabalho.

20) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Roberta Coentro: Atualmente a internet só tem ajudado a minha carreira musical, principalmente em divulgação. Consigo atingir pessoas que sem a internet nunca conseguiria atingir. Talvez ela prejudique somente quando o artista já é muito famoso e acaba se deparando com o problema da pirataria, e fofocas sobre sua vida particular, mas no momento não é algo com que eu deva me preocupar.

21) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Roberta Coentro: A vantagem seria a qualidade com que pode se chegar ao final de um trabalho, sem muitas complicações. A facilidade com que dá para se usar vários recursos. Agora, a desvantagem eu não sei não, talvez pelo fato de acabar possibilitando pessoas leigas a tomarem o trabalho de uma pessoa que estudou para aquilo.

22) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Roberta Coentro: Eu procuro em primeiro lugar ser o que realmente sou. Uso uma frase dita pelo Djavan e que sempre carrego comigo: não me deixo levar por modinhas nem me “prostituo”, musicalmente falando. Só quero que as pessoas gostem do meu som pelo que ele é. E não deixo a minha essência só porque algum estilo está em alta no mercado, mesmo porque minha música não é para ser comercializada e sim pra quem gosta e sabe apreciar a música brasileira.

23) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Roberta Coentro: O cenário musical vem mudando bastante com o passar dos anos. A “moda” musical interfere diretamente nisso. De revelação musical foram mostradas poucas. Tem muito mais talentos espalhados por aí que ainda não conseguiram o seu espaço na grande mídia. Mas agrada bastante alguns ganhadores de reality show musical como a Ellen Oléria, até mesmo a Cristal da última temporada. Gosto de alguns músicos não tão conhecidos, a grande maioria ainda anda “escondida” por aí. Agora com relação a regredir musicalmente depende muito do ponto de vista. Uma regressão de obras eu entendo como artistas que tinham suas músicas nas paradas de sucesso e hoje não estão mais. Isso é muito difícil de falar porque hoje em dia o cenário musical está com a qualidade muito inferior. Aqueles que faziam sucesso com suas excelentes músicas, hoje não conseguem mais se destacar. Existe quem regrediu em suas composições e passou a fazer músicas sem tanta riqueza em harmonia e com letras muito apelativas, mas daí eu prefiro não entrar em detalhes (risos).

24) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Roberta Coentro: Nossa são tantos. Tenho como exemplo artistas como Djavan, Aretha Franklin, Beyonce, entre tantos. Uns são um exemplo de disciplina, outro de composições, outro de técnica vocal, mas admiro todos por conseguir manter uma carreira longa e duradoura.

25) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Roberta Coentro: Várias situações, desde não receber cachê a parar de cantar porque um bêbado caiu em cima de mim (risos). Também já aconteceu de parar o show porque acabou a energia e ficamos todos no breu (sem luz). E acredito que vou passar ainda por algumas situações bem “cabeludas”.

26) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Roberta Coentro: O que me deixa feliz é o carinho e reconhecimento do público. Não tem preço que pague alguém gostando e elogiando o que você está fazendo, porque quem canta; quem faz música; faz com a alma e faz para os outros também. Agora o que me entristece profundamente são as pessoas desqualificadas levando méritos por apenas ter um rostinho bonito, e terem as “costas quentes” ou dinheiro no bolso. Eu gostaria que a grande mídia fosse mais justa e mostrasse o que realmente merece ser mostrado e estar em um patamar tão alto na carreira musical.

27) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Roberta Coentro: Em Mogi das Cruzes – SP, onde moro atualmente, os músicos daqui são bem “cara de São Paulo“. Temos muita influencia da MPB. Os bares e casas noturnas daqui sempre optam pelo formato de show Voz e Violão ou uma banda que toque um som animado. E na maioria das vezes dando mais valor ao repertório com música nacional, o que me deixa feliz, já que moramos no Brasil.

28) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora que você indica como uma boa opção?

Roberta Coentro: Tenho muitas indicações nem todas já trabalham com música. Como sou professora de canto (técnica vocal) vejo crescer aos poucos grandes músicos ou musicistas, mas daqueles já em ação eu recomendo o Vital que tem suas belas composições que retratam bem o que ele é. O Carlos Mello com seus incríveis Especiais. O João Rafael que eu adoro tocando gaita. O Léo Zerra, entre vários outros colegas que fazem um bom trabalho aqui na região.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Roberta Coentro: (Risos) essa é difícil hein?! Depende, talvez sim, talvez não. Acho que se eu pagasse um “jabazinho” ajudaria bastante minhas músicas serem conhecidas, mas acredito que quando está nos planos de Deus, algo acontecer, não precisa chegar a tal ponto.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Roberta Coentro: Estude, estude, estude e estude. A principal arma para fazer um trabalho bem feito e merecedor de reconhecimento é o estudo. E claro, sempre persistir, “nãos” podem ser levados várias vezes, mas uma hora acaba aparecendo um “SIM”.

31) RM: Como foi o processo de seleção para se apresentar no quadro “Mulheres que Brilham” no Programa do Raul Gil?

Roberta Coentro: Eu e minha equipe decidimos arriscar e nos inscrever através do site do SBT. E fui classificada na primeira fase e selecionada para fazer o primeiro teste para ir para televisão. No teste eles pediram para eu cantar uma música que gostaria de cantar no dia da apresentação na televisão. E eles avaliaram o comportamento de cada uma da banda e lógico a minha voz.

32) RM: Descreva a emoção de subir no palco de um programa musical na Televisão?

Roberta Coentro: Não tem como explicar, é uma sensação totalmente diferente de qualquer show ou teste musical, foi um show. Demorei em ter consciência do que estava acontecendo. Aproveitei aquela chance como se fosse a última da minha vida.

33) RM: Qual a sensação de ser avaliada naquilo que você faz com excelência, técnica e paixão?

Roberta Coentro: É bem complicado. Ouvir críticas que muitas vezes vindo de quem nem tem tanta técnica ou conhecimento vocal, de palco, do que você. É engolir a seco e agradecer. E tem muitas críticas construtivas de quem realmente sabe o que está falando e nem precisa ser cantor ou cantora para saber. Acaba sendo bem interessante ouvir o que eles têm a dizer.

34) RM: Você vendo o vídeo de sua apresentação como você se autoavalia? O que fez bem e o que poderia ter feito melhor?

Roberta Coentro: Falo sempre que, para mim, o que eu deixei a desejar foi no condicionamento físico por estar acima do meu peso. O que já comecei a arrumar. É diferente cantar sentada, no formato Bar por 4 horas e cantar uma música de dois minutos precisando se movimentar e tomar o palco como se fosse seu. Se eu estivesse menos nervosa, claro, e com mais resistência de fôlego teria feito meu 100% naquele palco.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Roberta Coentro: Pretendo montar um trabalho de qualidade alta, como um CD e um DVD bem produzido. E levar a minha música a vários cantos do Brasil. E conseguir chegar ao coração de cada um que curte um som bem Black Brasil.

36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Roberta Coentro: www.facebook.com/roberta.coentro . As redes sociais como Instagram, Twitter, e tem meu blog www.robertacoentro.blogspot.com.br . E para contratar o show : (11) 97331- 4068 (VIVO) | 7866-0063 NEXTEL e Rádio ID: 114*21105

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.