Ricardo Vignini & Zé Helder

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Ricardo Vignini e Zé Helder, dois violeiros nascidos em 1973 e membros da banda Matuto Moderno, em 2007 se juntaram para tocar e adaptar clássicos do rock para viola caipira.

A ideia inicial de Ricardo Vignini e Zé Helder era mostrar a potencialidade do instrumento para seus alunos e reviver a trilha sonora da adolescência. O lançamento do CD – Moda de Rock – Viola Extrema em 2011 se tornou um sucesso de mídia, vendas e de shows, realizados em diversas regiões do Brasil e nos EUA. No espírito da viola caipira, In the Flesh do Pink Floyd se tornou uma singela valsinha, Aces High do Iron Maiden e Master of Puppets do Metallica ganharam uma levada de pagode de viola.

O DVD é o registro de dois shows de 2011 que aconteceram em São Paulo. O primeiro no dia 21 de abril no SESC Pompéia contou com as participações do guitarrista Kiko Loureiro e do grupo tradicional Os Favoritos da Catira. O segundo foi no SESC Pinheiros no dia 17 de julho, com a participação do guitarrista Pepeu Gomes. O DVD conta com 19 faixas, e também está disponível uma versão reduzida com 15 faixas em áudio para venda digital apenas em lojas como o iTunes. Os encontros aconteceram com Kiko Loureiro nas músicas Norwegian Wood(Lennon/McCartney), Pau de Arara (Kiko Loureiro) Ecologia Brasileira (Índio Cachoeira e Cuitelinho) que teve também a participação de Os Favoritos da Catira. Esses últimos mostraram o poder dos palmeados de catira em Kaiowas (Sepultura). Já com Pepeu Gomes tocaram Bilhete pra Didi e Preta Pretinha, dois clássicos dos Novos Baianos, além de May This be Love (Jimi Hendrix) e Norwegian Wood. O DVD foi finalizado por crowdfunding (financiamento coletivo) pelo site catarse.me.

Ricardo Vignini é um dos violeiros mais atuantes do Brasil, produtor e pesquisador de cultura popular do sudeste. Ao lado da banda Matuto Moderno gravou quatro CDs. Lançou em 2010 oCD – solo instrumental “Na Zoada do Arame” e participou dos principais eventos sobre a viola no Brasil, EUA e França. Dono do selo Folguedo dedicado à música caipira. Foi um dos palestrantes no “Primeiro Seminário Nacional de Viola Caipira” – 2008, realizado em Belo Horizonte – MG. Dividiu o palco com os artistas americanos Bob Brozman em turnê brasileira em 2003 e Woody Mann em 2006 e 2008. Em 2006 tocou com Christiaan Oyens e o gaitista Sérgio Duarte.

Acompanha as cantoras Kátya Teixeira e Maria Dapaz. Leciona viola caipira e guitarra há 18 anos e produz CDs de vários artistas há 12 anos. Produziu três CDs e um DVD do Índio Cachoeira. Tocou e gravou também com: Socorro Lira, Pena Branca, Levi Ramiro, Pereira da Viola, Os Favoritos da Catira, Ivan Vilela, Paulo Simões, Paulo Freire, Roberto Correa, Renato Teixeira, Almir Sater.

Zé Helder é violeiro, cantor e compositor tem dois CDs solos: “A Montanha” (Pedralva – 2004) e “No Oco do Bambu” (São Paulo – 2009), com participações especiais de Ivan Vilela, Dani Lasalvia e Índio Cachoeira. Gravou com o grupo Orelha de Pau (2002), além de participações em CDs de diversos artistas, entre eles Guca Domenico, Levi Ramiro e o CD – Caminho da Fé, da cantora Walgra Maria, produzido por Dércio Marques.

Acompanhou a cantora Ceumar e tem se apresentado ao lado de artistas como Alzira Espíndola, Lucina, Ivan Vilela e a banda mineira Os cabÔco, além do duo Moda de Rock que tem excursionado pelo Brasil e EUA.

Em 2010, passou a integrar o grupo Matuto Moderno, onde assumiu a viola (junto com Ricardo Vignini) e os vocais (junto com Edson Fontes). Formado em Licenciatura Plena em Música, criou o curso de viola caipira no Conservatório de Pouso Alegre (CEMPA), e atualmente leciona o instrumento no Conservatório Municipal de Guarulhos – SP.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Ricardo Vignini & Zé Helder para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistados por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16 de novembro de 2013:

01) RitmoMelodia: Qual a data e local de nascimento de vocês (Ricardo Vignini & Zé Helder)?

Ricardo Vignini: Nasci no dia 03 de setembro de 1973 – São Paulo – SP.

Zé Helder: Nasci no dia 22 de maio de 1973 – Cachoeira de Minas – MG.

02) RM: Como foi o primeiro contato com a música de vocês(Ricardo Vignini & Zé Helder)?

Ricardo Vignini: Meu contato foi escutando música em casa com meu pai, mais tarde meu irmão mais velho começou a tocar guitarra. E eu ia aos shows e ensaios do pessoal, nessa época era só Metal (risos).

Zé Helder: Eu comecei a estudar música aos dez anos, na Sociedade Musical Eduardo Tenório, de Cachoeira de Minas – MG. Essas bandas são tradicionais em Minas Gerais, tocávamos dobrados, fazíamos retreta nos coretos, foi um tempo muito bom. E eu tive um tio que era músico amador, muito bom que era o Tio Zi. Ele me deu a clarineta que eu tocava na banda de Cachoeira de Minas.

03) RM: Qual a formação musical de vocês (Ricardo Vignini & Zé Helder)?

Ricardo Vignini: Tive vário professores particulares, Fernando Pui, Marcelo Araújo, e na Viola com Ivan Vilela, Braz da Viola Rui Torneze, mas aprendi muito na estrada e com o Índio Cachoeira que é um mestre que eu tenho o prazer de tocar junto.  Zé Helder: Eu tenho formação em Conservatório e Licenciatura Plena em música, mas a principal formação é a da estrada. Já fiz quase tudo, tocava em baile, casamento, boteco.

04) RM: Quais as influencias musicais de vocês (Ricardo Vignini & Zé Helder) no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Ricardo Vignini: Quando a gente é moleque se apega na música que está mais perto de você, no meu caso é o rock. E com o passar do tempo isso vai se ampliando e não tem mais fim. Tem a música caipira que entrou na minha vida, mas também tem o blues, música erudita, música oriental, etc. Zé Helder: Eu sempre ouvi de tudo, tive a fase punk rock, sou fã de Raul Seixas até hoje, adoro música erudita. Hoje já não sou tão curioso como já fui. Mas gosto sempre da música menos comportada, aquela que tem atitude, vontade de mudar as coisas.

05) RM: Quando, como e onde  vocês (Ricardo Vignini & Zé Helder) começaram a carreira musical?

Ricardo Vignini: Bem minha primeira banda profissional foi o Tomate Inglês em 1989 (eu acho), comecei a dar aula nessa época também. Zé Helder: Se profissional é o cara que ganha uma graninha tocando, isso começou pra mim com 15 anos de idade. E desde 1997 sou professor em Conservatórios de Música, primeiro em Pouso Alegre – MG e hoje em Guarulhos – SP.

06) RM: Fale do primeiro CD lançado, qual o ano de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações). Qual o perfil musical do CD? E quais as músicas que entraram no gosto do público?

Zé Helder: Minha primeira experiência gravando foi com o grupo pouso-alegrense “Orelha de Pau”. Gravamos em 2002, o disco deu um auê interessante no sul de Minas, tinha a participação do grande batera Zé Eduardo Nazário. Era um trio vocal com viola, violão e muito vocal, foi um trabalho bem marcante.

07) RM: Quantos CDs vocês gravaram com a banda Matuto Modeno? Qual o ano de lançamento de cada CD (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do público?

Ricardo Vignini: Em 2000 – “Bojo Elétrico”. Em 2002 – “Festeiro”. Em 2005 – “Razão da Raça Rustica”, em 2008 – Empreitada Perigosa, em 2013 Matuto Moderno 5. Passou muita gente nesses 14 anos eu e o Marcelo Berzotti somos os da formação original, hoje é Eu, Marcelo Berzotti, Ricardo Berti, Andre Rass e o Zé Helder. E estamos bem felizes com essa formação, acredito que as músicas desse novo álbum são as que vão marcar. Zé Helder:  Faltou falar do Edson Fontes, na formação atual. Comigo é o primeiro disco, o Matuto 5.

08) RM: Quais as diferenças e convergências entre os trabalhos do Moda de Rock com o Matuto Moderno? Vocês continuam no Matuto Moderno?

Ricardo Vignini: O Moda de Rock é o inverso do Matuto Moderno, fora o lance da composição que rola com o Matuto, acabamos de lançar nosso quinto CD e estamos fazendo vários shows. Zé Helder: O Moda de Rock é basicamente uma brincadeira que deu muito certo. Ali somos intérpretes, no Matuto somos criadores, é um trabalho autoral.

09) RM: Como vocês definem o estilo musical do Moda de Rock?

Ricardo Vignini: Rock tocado na viola com ritmos e técnicas caipiras. Zé Helder: Ritmos e técnicas caipiras para tocar rock na viola.

10) RM: Quais as diferenças da Viola tocada por vocês (Ricardo Vignini & Zé Helder) com a tocada pelos Violeiros?

Ricardo Vignini: Nenhuma, é a mesma Viola, mesmo quando tocamos o som da banda Metallica utilizamos as técnicas tradicionais do instrumento. Zé Helder: Os violeiros tradicionais, você quer dizer. Acho que qualquer instrumento deve ser bem tocado, e ser um canal de expressão. Nós simplesmente fazemos o que a nossa informação musical nos permite fazer. Mas, eu concordo com o Ricardo, nós tocamos Viola Caipira.

11) RM: Como surgiu o gosto de vocês (Ricardo Vignini & Zé Helder) pela Viola?

Ricardo Vignini: Para mim foi um processo de regresso as minhas origens familiares, que também veio de encontro a uma música rural que para mim é à base de um rock com existe nos EUA com o blues. Zé Helder: Eu sempre amei a viola, mas não pensava em tocá-la até 1999. Eu era baixista. Quando descobri esse instrumento muitas portas se abriram para mim. E o lance de compor e a descoberta de origens familiares (meu avô paterno era violeiro, minha mão só me contou isso quando me viu com uma viola).

12) RM: Como é o processo de composição de vocês(Ricardo Vignini & Zé Helder)?

Ricardo Vignini: Pratica, acordo cedo e fico teimando, às vezes não vem nada, mas é um exercício. E tenho gostado de fazer músicas com parceiros, como foi a música Topada com oAndré Abujamra no mais recente álbum do Matuto Moderno. Zé Helder: Cada música é de um jeito. Já fiz música ao acordar no meio da madrugada e terminar na hora. E outras que começaram anos atrás e foram terminadas agora. Não tem um processo muito definido, mas precisa de muito trabalho. Frequentemente, eu fico dias ou semanas a fio desenvolvendo uma idéia, até que fique do jeito que eu queria.

13) RM: Quais as cantoras(es) e bandas que vocês (Ricardo Vignini & Zé Helder) admiram?

Ricardo Vignini: Tião Carreiro, Led Zeppelin, Hendrix, Tonico e Tinoco. Zé Helder: Tem muita gente, mas o primeiro cantor em que eu pensei foi Ney Matogrosso. Ele um artista completo, de atitudes muito dignas e extrema competência técnica.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Ricardo Vignini: Com eu sempre fui independente, não sei como seria o outro lado, ninguém nunca falou para mim faz assim. O ruim é claro a falta de grana (risos). Zé Helder: O lado da grana é o pior. Eu nunca pude deixar de dar aula, nem sonho em fazer isso, porque acho que não dá para viver só tocando. Então quando a gente vê artistas que ganham fortunas para fazer música ruim, não dá para não bater uma frustração. Mas fico feliz pelos caras com seus jatinhos, eles merecem, só fico triste de pensar que a educação no Brasil não torna os brasileiros conscientes do patrimônio que é nossa música popular. A grande maioria dos brasileiros não sabe valorizar sua música.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento de carreira dentro e fora do palco?

Ricardo Vignini: Pensar sempre em um projeto futuro em longo prazo ajuda, agregar bons profissionais a sua volta e estudar muito. Zé Helder: Eu sou péssimo para falar de planejamento. Isso é coisa que eu nunca fiz na minha vida, deixo as coisas correrem. Mas é preciso ter seriedade e honestidade, senão você não tem vida longa em nada.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolver a carreira musical?

Ricardo Vignini: Eu aprendo muito com os erros do passado temo nove CDs lançados. E um pequeno selo, um DVD. O que eu faço é acordar todo dia cedo e trabalhar até ir dormir. Zé Helder: Acho que o empreendedorismo é fazer a coisa com dedicação, independente das barreiras que aparecem.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Ricardo Vignini: Se não fosse a internet seria muito difícil minha sobrevivência artística. Lembro-me de décadas passadas quando eu tinha que enviar uma foto por sedex para um jornal. Zé Helder: Internet é tudo. Não sei dizer em que ela prejudica, mas ajuda em muitas coisas. Você pode divulgar seu show e seu disco sem pagar jabá para ninguém, isso é muito democrático.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home Studio)?

Ricardo Vignini: A facilidade hoje faz qualquer um gravar um disco e achar que já é um artista, meus últimos álbuns são gravados quase que ao vivo com antigamente, mesmo tendo estúdio em casa gosto dessa coisa ao vivo. Zé Helder: As vantagens são muitas, você consegue bons resultados com poucos recursos. Mas prevalece o lado humano, se não existir competência e experiência não adianta estar munido de um bom equipamento.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que vocês faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Ricardo Vignini: Bem sou canhoto, toco rock na Viola, já é um pouco diferente, nê? Não gosto de nenhum nicho, acho todos um saco, gosto de música, as pessoas perdem muito nessas fronteiras musicais. Zé Helder: Concorrência é bom, promove a evolução. Só acho muito chato o cara que faz as coisas por ego, para aparecer. E muitas vezes esses nichos são formados por pessoas interessadas em dizer que são exclusivas nesse ou naquele estilo. Isso é uma grande bobagem. O cara pode ser genial tocando dois acordes, se seu foco for a música e não o ego inflamado.

20) RM: Como vocês analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Ricardo Vignini: É complicado você falar em revelação. O que é revelação às vezes quando um artista aparece para o grande público já está na estrada há muitos anos, como é o caso do Lenine. E o Roberto Carlos continua enchendo o saco. Zé Helder: Tem muita gente legal surgindo, a música brasileira continua produtiva como sempre. Mas os melhores trabalhos que eu tenho ouvido são independentes. Gosto muito da Lucina, do Amauri Falabella, da Dani LasalviaKatya TeixeiraSocorro Lira, Chico César, Lenine, Ceumar. O tal do mainstream hoje é dominado pelo Funk e sertanejo universitário, que deve ter bons artistas, mas confesso que não tenho saco de ouví-los. Mas reconheço que eles são um fenômeno de popularidade.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que vocês têm como um exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Ricardo Vignini: Já tocamos com o Pepeu Gomes que é um cara que é tanto conhecido pelo pop como respeitado pelos músicos. Zé Helder: Bem, já falei do Ney Matogrosso, que pra mim é o maior. Gilberto Gil também continua sendo o cara.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas já aconteceram nos shows de vocês?

Ricardo Vignini: Rapaz daria para escrever um livro sobre isso. E talvez tocar na Virada Cultural as 7:00 com o Sol na cara na AV. São João para um monte de gente doida seja um pouco inusitado. Zé Helder: Felizmente, a única coisa que nunca me aconteceu foi tomar um calote. O resto, eu já vi de tudo! Mas acho que as piores situações já ficaram no passado, no tempo dos bailes e barzinhos. Aquele bêbado que grita “toca Raul”, você toca Raul, ele não ouve e grita de novo cinco minutos depois “toca Raul!”. Ou uma vez que toquei em uma exposição agropecuária, tinha uma exposição de avestruzes, na hora que começou a rolar o som os bichos enlouqueceram, quase saíram correndo no meio do povo. Tive que parar pra tirarem os pobres bichinhos de lá.

23) RM: O que deixa vocês mais felizes e mais tristes na carreira musical?

Ricardo Vignini: Fico feliz em pagar minha sopa há 22 anos só trabalhando com  a música. E fico triste quando a sopa fica ralinha (risos). Zé Helder: Mais feliz é o fato de fazer música. É essencial para minha felicidade em qualquer condição. Quando bate uma tristezinha ela passa logo.

24) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que vocês moram?

Ricardo Vignini: A cena musical de São Paulo é a maior do Brasil com música de todos os lugares do planeta, mas existe algumas coisas no Estado de São Paulo que só existem aqui, como Dança de Santa Cruz, à Moda de Viola também é um patrimônio paulista que começou a ser gravada em São PauloZé Helder: São Paulo é realmente incrível. Mas há dois meses estou vivendo em Pouso Alegre – MG, que tem bons artistas também, bons atores de teatro, gente de artes plásticas. Tem um grande Conservatório de Música e projetos interessantes financiados pela lei municipal de incentivo à cultura.

25) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que vocês moram que vocês indicam como uma boa opção?

Ricardo Vignini: Bem na minha cidade que é São Paulo tem gente de todo canto. Eu recomendo as pessoas a assistir o Heraldo do Monte e o Olmir Stocker, aliás, não recomendo é uma obrigação! Zé Helder: Em Pouso Alegre – MG tem o Elder Costa, o Wolf Borges, o Zé Eduardo Nazário, a banda Foxtrot, o Deivid Solo. Em Pedralva também tem uma boa atividade musical.

26) RM: Vocês acreditam que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Ricardo Vignini: Às vezes tocam graças ao bom senso de alguns programadores, raros mais existem alguns ainda. Zé Helder: Se me cobrarem alguma coisa para tocar minha música, eu agradeço e dispenso.

27) RM: O que vocês dizem para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Ricardo Vignini: Muito estudo, paciência e perseverança, pois não é nada fácil, mas se conseguir passar por todas as barreiras é uma conquista que não tem preço. Zé Helder: Perseverança é fundamental. Não existe glamour na vida do músico, quase sempre é muito difícil. Mas sou feliz por ter passado tudo o que já passei e continuado, acho que é melhor que trabalhar em um escritório, por exemplo.

28) RM: Quais os seus projetos futuros?

Ricardo Vignini: Estamos começando a escolher o material para o Moda de Rock 2 que deve sair no primeiro semestre de 2014. Zé Helder: E eu comecei meu terceiro disco solo, que se chama Assopra o Borralho.

29) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Ricardo Vignini: (11) 3842 – 3727 | 99437 – 1113www.modaderock.com.br | www.ricardovignini.com.br | www.zehelder.com.br |

www.matutomoderno.com.br


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.