Reggaebelde

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Tudo começou por conta do livro de poesia Poemas D’versos Poemas lançado em 1998 por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa quando cursava o segundo ano de Comunicação Social / Jornalismo na UEPB – Universidade Estadual da Paraíba em Campina Grande.

No final de 2000 o jornalista, poeta e músico Antonio Carlos mudou-se para São Paulo e conheceu em 2004 o cantor e compositor baiano Savilar que colocou melodia em dez poemas do livro em ritmo de reggae. Savilar é um regueiro com mais de 20 anos de atuação. Essas dez músicas foram gravadas em estúdio e nasceu o primeiro álbum da Reggaebelde“Reggae baseado em poesia”, o nome Reggaebelde é também o nome da nona música do álbum. O objetivo é lançar três álbuns com os poemas do livro que se tornaram canção. Já foram lançados dois álbuns, o primeiro em 2008 e o segundo em 2015. No primeiro álbum, Savilar foi o cantor e Antonio Carlos tocou o contrabaixo nas dez canções. No segundo álbum outros compositores colocaram melodia nos poemas: Eugênio Black, Cardo Peixoto, Cadu Marques, Rogério Granja, Elisete Retter, Karin Martins, Sonekka, Luiz Rojas, Carlos Mahlungo, Emmy. Antonio Carlos cantou as 12 canções e tocou o Teclado. Ele assumiu a função de Vocalista, Tecladista e Violonista nos shows.

O terceiro álbum será lançado até 2020 e os autores das melodias são: Beto Porto, Wagão Paiva, Cadu Marque, entre outros. Paralelamente a Trilogia: “Reggae Baseado em Poesia”, existem as músicas que farão parte dos álbuns Reggaebelde Love e ForróReggae.

Os formatos de show da Reggaebelde: com banda (Bateria, Contrabaixo, Teclado e Guitarra); com Voz e Violão; com Voz e Teclado e com Sound System: playback no qual a base instrumental da música gravada em estúdio é tocada e a voz é cantada ao vivo.

Segue abaixo entrevista com Antonio Carlos Reggaebelde para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 12.07.2018:

01) Ritmo Melodia: Qual a data de nascimento e cidade natal dos membros do Reggaebelde?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Nasci no dia 12.07.1972 em Campina Grande (PB). Registrado como Antonio Carlos da Fonseca Barbosa. Sou o único membro fundador da Reggaebelde e os músicos que gravaram nos discos e participam dos shows são contratados. Reggaebelde é uma banda de “um músico só”.

02) RM: Como foi o seu primeiro contato com a música.

Antonio Carlos | Reggaebelde: Fui levado pelos meus avós paterno (José Barbosa e Amélia) para os bailes de forró aos oito anos de idade. Meu avô me dava o dinheiro para pagar a Cota, algo como o ingresso. Essa é a minha primeira boa lembrança com a música. Música com a função de Dançar. Na mesma época o meu irmão Gilson tocava Tamborim em uma Escola de Samba do Bairro de Monte Castelo em Campina Grande (PB). Eu ia junto com ele para o ensaio, eu tocando um Tamborim de brinquedo. Em quando morei em São Paulo de 1987 a 1989 desfilei em 1989 tocando Tamborim na bateria da Escola de Samba Vai Vai. E dentro de casa escutava por tabela os discos de Roberto Carlos, Nelson Gonçalves, ídolos da minha mãe e os discos de Zé Ramalho, ídolo do meu irmão mais velho Gláucio. Chegou à adolescência e continuei escutando músicas que serviam para dançar nos bailinhos realizados nas casas dos meus amigos, no sítio do meu avô paterno e nas matines nos clubes. Adorava dançar Forró, Lambada e Rock Balada internacional lenta. Ou seja, gostava da companhia das meninas para dançar. A partir dos 18 anos de idade comecei a escutar música para pensar nessa ordem: Raul Seixas, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso, Cazuza, Oswaldo Montenegro, Gonzaguinha, Paralamas do Sucesso, Vital Farias, Elomar, Xangai, Milton Nascimento, Legião Urbana, Edson Gomes, Skank, Cidade Negra, Tribo de Jah, Lenine, Chico César, Petrúcio Amorim, Bob Marley, Jimmy Cliff e Belchior. A partir das letras das músicas e do hábito da leitura, eu despertei para escrever os meus primeiros poemas e em 1998 selecionei 36 poemas para o livro “Poemas D’Versos Poemas” e os demais classifiquei como “letras para música” por julgar que não se sustentavam como poesia. Hoje desconfio que nem os poemas do livro se sustentam (risos).

03) RM: Qual a sua formação musical e acadêmica fora música?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Cursei Comunicação Social e Artes\jornalismo na UEPB – Universidade Estadual da Paraíba em Campina Grande de 1996 a 2000. De 1992 até hoje sigo estudando música: teoria musical e aprendi a tocar alguns instrumentos como: Violão, Teclado, Contrabaixo, Bateria e Percussão. Em 2009 comecei ter aula de técnica vocal e hoje meu maior desafio é aprender a cantar. Atualmente estudo música pelo SMD – Sistema Musical Definitivo – www.smdjacklima.com.brcom o mestre Jack Lima sem prazo para concluir. É um estudo musical visionário, definitivo para um músico consciente.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Quando penso em influências musicais é o que gosto de escutar e o que uso como parâmetro de referência de qualidade musical e de mensagem do texto. Pela minha atividade jornalística desde 2000 com a revista www.ritmomelodia.mus.br já escutei muitas músicas boas dos meus entrevistados, indico a audição de 99% dos que entrevistei. Mas os ícones que me servem de selo de qualidade são: Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso, Cazuza, Oswaldo Montenegro, Gonzaguinha, Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Xangai, Milton Nascimento, Legião Urbana, Edson Gomes, Skank, Cidade Negra, Tribo de Jah, Lenine, Chico César, Petrúcio Amorim, Luiz Caldas, Bob Marley, Jimmy Cliff, Bruno Mars, Benji Myaz e Belchior. E os clássicos do rock, reggae, Forró e MBP. Ritmos que deixaram de ter importância: Axé music, Lambada, Pagode e Sertanejo. Ritmo que nunca dei importância: FUNK Carioca.

05) RM: Quando, como e onde começou o projeto Reggaebelde? Qual o significado do nome?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Em 2004 conheci o cantor, compositor e regueiro baiano Savilar no seu estúdio no bairro Belenzinho em São Paulo. Deixei com ele o meu livro “Poemas D’Versos Poemas” e ele colocou melodia em dez poemas. E ai começou a minha missão com o reggae baseado em poesia. Em agosto de 2007 entrei em estúdio para gravar as músicas e em julho de 2008 lancei o primeiro disco da Trilogia: “Reggae baseado em poesia”. 2008 é o ano de nascimento do projeto. Reggaebelde é o nome da nona canção do primeiro disco e resume em uma palavra a proposta do projeto: Reggae para pensar e dançar.

06) RM: Quantos discos lançados? Quais os músicos que participaram da gravação dos discos?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Foram dois discos lançados: o primeiro em 2008 e o segundo em 2015. E falta um disco para fechar a trilogia: “Reggae baseado em poesia”. E tenho músicas com letras românticas e líricas para serem lançadas em um projeto paralelo como Reggaebelde Love e ForróReggae.

No primeiro disco os músicos que participaram da gravação foram: Tiago Stocco que que tocou Violão, Guitarra e foi o arranjador e o produtor musical. Savilar foi o vocalista. Eu (Antonio Carlos) toquei o Contrabaixo e Persio Sani tocou a Bateria. Savilar foi o autor de todas as melodias. As músicas que mais agradaram na primeira audição: “Chega de Privação”; “Não basta ser exótico”; “Rostos”. O perfil do primeiro disco: um reggae mais próximo da MPB. No segundo disco os músicos que participaram da gravação foram: Tiago Stocco que tocou Guitarra e foi o arranjador e o produtor musical. Eu (Antonio Carlos) fui o vocalista e toquei o Teclado. Edu Camargo tocou o Contrabaixo e Ricardo “Pikachu” tocou a Bateria. Os autores das melodias: Elisete Retter, Cardo Peixoto, Sonekka, Luiz Rojas, Cadu Marques, Eugênio Black, Rogério Granja, Carlos Mahlungo, Karin Martins, Emmy C.D.T. As músicas que mais agradaram na primeira audição: “Asas”; “Pés Ligeiros”; “Obrigado por Existir”. O perfil do segundo disco: reggae mais pop. No terceiro álbum os poemas já ganharam melodias de Beto Porto, Wagão Paiva e alguns parceiros citados acima. O perfil será mais no clima do reggae jamaicano roots, new roots, DUB, SKA.

07) RM: Como você define o estilo musical da Reggaebelde da cena reggae?

 Antonio Carlos | Reggaebelde: No campo do ideal/utopia a estética da Reggaebelde seria mais para os reggae do Gilberto Gil até chegar ao seu disco Kaya N’Gandaya e menos para os reggae de Bob Marley. Ou seja, um reggae mais brasileiro que jamaicano. Mas não consegui ainda na gravação dos dois discos esse ideal e quem sabe, eu consiga quando gravar o primeiro DVD com as melhores músicas dos três álbuns. E no quesito personificação/rótulo, eu sou um poeta/letrista/músico que canta reggae e que traz nas letras mensagens de: paz, amor, igualdade e justiça social. Os meus reggae servem para dançar e pensar. Um “Rocksteady a brasileira”. Rocksteady é precursora do reggae jamaicano com letras mais voltadas aos temas sociais e de consciência política. As letras da Reggaebelde não cultuam as cores e indumentária do reggae jamaicano, não fazem apologia à maconha nem cultuam a religião Rastafári. O foco é o ritmo reggae, SKA e DUB com influência da música brasileira e mensagens positivas.

08) RM: Qual o balanço que você faz após os 10 anos de Reggaebelde?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O reggae apareceu para mim como uma possibilidade de trabalho musical em 1997 por conta do conteúdo dos meus poemas. Quando Savilar colocou melodias nos meus poemas a possibilidade se concretizou. Hoje 33 dos 36 poemas do meu livro se tornaram música e já gravei 22 músicas nos dois álbuns da Trilogia: “Reggae baseado em poesia”. Até 2020 quero concluir a Trilogia. O saldo dos 10 anos da Reggaebelde é positivo no quesito deixar uma obra musical original. No quesito show deixou a desejar, mas é justificável, primeiro pela demora em definir o cantor e a dificuldade de montar uma banda. Porém, a proposta inicial era para ser uma “banda de estúdio” e não para show. Com a definição que é uma banda de “um homem só”, será um novo ciclo no qual posso me apresentar sozinho ou com músicos contratados. O processo é lento pelo fato de ser um projeto que ousa quebrar paradigmas do cenário reggae e por ser realizado por um poeta/músico desconhecido na cena sem apoio de “panelinhas” e que não dispõe de recurso financeiro para ações de marketing. Após concluir a Trilogia faço um novo balanço.

09) RM: Qual a importância do Bob Marley para o reggae?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Bob Marley está para o reggae como Elvis Presley para o rock e Roberto Carlos para música brasileira. Até quem não goste da obra deles respeitam suas trajetórias. Bob Marley não criou o reggae, mas popularizou o reggae e tem uma obra irretocável. Para o bem e para o mal a sua imagem/personificação se tonou sinônimo de reggae. O lado positivo é o legado de sua obra musical consistente, seja como Bob Marley & The Wailers ou como Bob Marley. O lado pejorativo ou preconceituoso que começou a partir da popularização de Bob Marley como artista é que, o consumo da maconha, a religião rastafári, o cabelo dreadlock se tornaram sinônimos do reggae, e até “obrigação” e “imposição” para o artista que escolher o reggae como ritmo seguir esses paradigmas. Quando Bob Marley se tornou o pop star do terceiro mundo a cultura reggae passou a ser mais relevante que o ritmo reggae e quase mais importante que as mensagens das letras do reggae. Qualquer músico que ousar desconstruir esses paradigmas terá um caminho árduo e espinhoso a percorrer no cenário reggae. A Reggaebelde escolheu esse caminho quando adotou o “Rocksteady a brasileira”.

10) RM: Qual a importância do Jimmy Cliff para o reggae?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Jimmy Cliff é o melhor intérprete de reggae para mim. Mas, conheci as suas músicas nos anos 80 no ritmo de balada pop rock. Só depois escutei suas músicas em ritmo de reggae. Jimmy e Bob são sinônimos dos meus parâmetros de reggae da melhor qualidade.

11) RM: Antonio Carlos como você se define como cantor/intérprete?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Ser cantor da Reggaebelde foi uma necessidade por falta de um cantor. E depois das tentativas de achar um cantor ou cantora, fui orientado a ser a voz das minhas mensagens, já que acredito nelas. Sou um cantor-autor que solta a voz do “coração”. Eu gosto do meu timbre quase barítono. Cantar na tessitura do grave para o médio explorando pouco o agudo me deixa confortável e confiante. E quero melhorar como intérprete de minhas próprias canções, já que não sou o criador das melodias, é como se eu fosse o cover dos cantores/compositores (as) que criam as melodias para os meus poemas/letras.

12) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Mesmo eu sendo um cantor-autor as minhas preferências são os grandes intérpretes. Cantores: Ney Matogrosso, Oswaldo Montenegro, Gilberto Gil, Emílio Santiago, Djavan, Pedro Mariano, Jimmy Cliff, Bob Marley, Ras Bernardo, Benjy Mraz, Alexandre Carlo, Bruno Mars, Michael Jackson, Edson Montenegro, Jessé, Tony Garrido, Jailson Silva, Cardo Peixoto, Edimundo Santos, Rogério Granja, Emerson Uray, Luiz Caldas, Tim Maia, Savilar. Cantoras: Elis Regina, Gal Costa, Vanessa da Matta, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Elisete Retter, Karin Martins, Mirianês Zabot, Roberta Coentro, Carise Santos, Luana Faddlei, Margareth Miguel, Alcidéa Miguel, Glaucia Nasser.

13) RM: Você estudou técnica vocal?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Sim. O meu primeiro professor foi Rogério Granja, ele me incentivou a cantar minhas músicas, pois já acreditava no que cantaria e a parte técnica seria o complemento fundamental. Cantar nunca esteve em pauta, mas para não deixar minhas canções aprisionadas na gaveta, eu soltei a voz e aprovei o resultado. Depois fiz aula com Ricardo de Paula, Karin Martins. Fiz terapia fonoaudiológica com Alessandra Del Vecchio Cajueiro por quase um ano focada nas correções da dicção para cantar as doze músicas que gravei no segundo álbum. Foi importante para o resultado final e recomendo a terapia para quem usa a voz como ofício.

14) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e os cuidados com a voz?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Tem a mesma importância de estudar as técnicas de qualquer instrumento musical. Conhecendo o seu instrumento e usando a técnica corretamente o resultado é uma melhor qualidade para quem escuta. Respirar corretamente ao cantar somada à emoção de interpretar, é o caminho correto para o cantor (a) chegar à perfeição. Ao contrário de outros instrumentos de cordas, a voz não tem como trocar as pregas vocais. A prevenção é a garantia de uma maior durabilidade desse instrumento natural. Cantar sempre na sua tonalidade e extensão/tessitura vocal. Dicas essenciais: Aquecer a voz antes de cantar, ter boas noites de sono, ter uma alimentação saudável. E fazer terapia fonoaudiológica para corrigir a dicção, cuidar e aperfeiçoar o uso correto da  emissão da voz.

15) RM: Você é compositor? Como é o seu processo de compor?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Ainda não tentei compor uma melodia para uma letra.  Eu sou letrista e uso prioritariamente o formato verso livre; que não se obriga a rima nem a métrica fonética rígida no verso. As minhas letras por mera coincidência e não por influência tem semelhanças na estrutura com as letras do meu xará Antonio Carlos Fernandes Belchior. A minha escrita tem como foco a mensagem, o tema e não o formato do verso: Métrica fonética e Rima. Eu busco refletir sobre o tema que trato, e não apenas fazer um relato sobre um tema. Se o conteúdo da minha letra levar quem lê ou escuta,  concordar ou discorda da minha visão, já fico satisfeito. E sou grato aos melodistas que colocaram “alma” nas minhas letras (corpos). Hesito em criar melodia para meus poemas/letras porque gosto da parceria musical. Quando um compositor (a) coloca melodia em um poema meu é porque escrevi antes o que ele gostaria de ter escrito.

16) RM: Quais são os seus principais parceiros de composição?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Savilar, João Gonçalves, Beto Porto, Rogério Granja, Eugênio Black, Cardo Peixoto, Karin Martins, Elisete Retter, Luana Faddlei, Luiz Rojas, Carlos Mahlungo, Cadu Marques, Sonekka, Wagão Paiva, Arlindo Junior, Helena Elis, Christovão Nascimento, Zé Orlando, Jailson Silva, João Gonçalves, Roberta Coentro, Cacá Lopes.

17) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Savilar, Luana Faddlei, Jailson Silva, Helena Elis, Carise Santos, Roberta Coentro.

18) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Seguir uma carreira musical independente não foi uma escolha, mas por não ser contratado por uma gravadora ou produtora. A vantagem de ser independente é ser o dono do seu próprio negócio e decidir qual o caminho a seguir. A desvantagem é que o trabalho é dobrado para realização e desenvolvimento da carreira. O músico é o “faz tudo”. Mas quem tem que pagar primeiro pelos meus sonhos e ideais, sou eu por acreditar neles. E se alguém aparecer para contribuir no processo será bem vindo e serei eternamente grato.

19) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Antonio Carlos | Reggaebelde: A primeira ação foi pagar as gravações das músicas para ter um produtor para apresentar. Ter aparelhagem de som (mesa de som, potencias, caixas, etc), instrumentos musicais necessários para a realização dos shows. Depois encontrar os lugares e parceiros para fazer os shows. E tenho um projeto de levar o reggae para a sala de aula; no qual dividi as 22 músicas dos dois discos em quatro temáticas para serem debatidas com os alunos.

20) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Só ajuda. A má utilização é que prejudica.

21) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas? Quem permaneceu com obras consistentes? Quem regrediu?

Antonio Carlos |Reggaebelde: Melhorou em relação ao passado, mas não expandiu. E não existem articulações nem união das bandas e músicos dos anos 2000 para os dias atuais, a não ser as “panelinhas” existentes em todo cenário musical. O Mercado é garantido só para os ícones: Edson Gomes (http://www.ritmomelodia.mus.br/2006/05/01/edson-gomes/), Tribo de Jah (http://www.ritmomelodia.mus.br/2016/11/07/tribo-de-jah/), Natiruts, O Rappa, Skank. O mercado disputado à tapa e por “panelinhas” é a realidade das bandas emergentes da cena reggae roots dos anos 2000. O “mercado” para tocar de graça (sem cachê) é a opção que sobra para as outras bandas/cantor (a) de reggae que não estão “nos esquemas das panelinhas” da cena de reggae. O que mais assusta é que as letras de algumas bandas e cantores (as) são opostas a conduta que eles têm no dia a dia. O mercado do reggae ainda está à margem em relação a outros gêneros musicais. Nesse link estico mais a prosa sobre a cena reggae: http://www.ritmomelodia.mus.br/2014/07/22/o-reggae-no-brasil-e-uma-caricatura-do-reggae-internacional/. E pela www.ritmomelodia.mus.br entrevistei mais de trintas regueiros. Revelação: Fabiana Rasta (http://www.ritmomelodia.mus.br/2014/05/15/fabiana-rasta/).

22) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia  de gravação (Home Studio)?

Antonio Carlos |Reggaebelde: Só ajuda. A má utilização e incompetência profissional é que prejudica. Estúdio em casa democratizou a produção musical que antes era só realizável por quem estivesse em gravadora ou tivesse muito dinheiro para pagar a gravação de música em grande estúdio. A maior dificuldade é após gravar a música encontrar quem faça a primeira audição E pela grande demanda de música no mercado o preconceito e o julgamento de valor acontece antes da primeira audição.

23) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Gilberto Gil no aspecto pessoal, profissional, intelectual e na condução da própria carreira. E Zé Orlando ex Tribo de Jah e atualmente na Pedra Rara, na coerência na postura pessoal e profissional.

24) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Fiz poucos shows, mas a falta de condições técnicas para a realização do show foi o mais recorrente. E incompetência e má vontade de produção de alguns eventos. E o que mais me impactou foi em 2014 ao cantar “Becos do Mundo” no Vale do Anhangabaú na Virada Cultural de São Paulo tendo como ouvintes alguns moradores de rua. A letra dessa canção, que está no primeiro disco, trata dos mendigos, marginalizados e excluídos da sociedade. E cantar essa mensagem para quem me inspirou escrever foi emocionante. Agora o mais inusitado até agora foi uma fã tatuar o logotipo da Reggaebelde no corpo.

25) RM: Mara Moura o que te motivou a tatuar o logotipo da Reggaebelde nas suas costas. E se tornar a fã número 1?

Mara Moura | Reggaebelde: As músicas da Reggaebelde me encantaram por darem “voz” aos meus ideais e melhorou a minha análise crítica do sistema social que vivemos. As músicas trazem mensagens abordando temas interessantes e relevantes. É uma proposta de através das músicas agregarem conhecimentos e reflexões. As músicas da Reggaebelde podem ser escutadas em qualquer ambiente. É um grito de conscientização em prol da cidadania. Reggaebelde Project conquistou o meu coração, a minha alma e por isso, tatuei o logotipo no meu corpo. A Filosofia e a ideologia da Reggaebelde estão em harmonia com o ser humano que eu sou. Amo o reggae, mas me incomodavam alguns temas que outras bandas propagavam.

26) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Feliz em levar minha mensagem para as pessoas e deixar uma obra sem prazo de validade. Eu sou mais letrista que músico. Triste em constatar que músicas com conteúdo descartável ainda tem mais visibilidade e audiência. Mas, quem faz música com conteúdo relevante sabe que é para quem gosta de dançar e pensar. Poucos ouvintes é que têm bom gosto musical. Então, resta a satisfação em fazer o que acredita e a felicidade de encontrar quem goste do que criamos.

27) RM: Quais os cantores e cantoras que gravaram as suas canções?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Zé Orlando (Pedra Rara), Roberta Coentro, Carise Santos, Helena Elis, Jailson Silva, Luana Faddlei, Alcidéa Miguel, Rogério Granja, Carô de Oliveira.

28) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Nas rádios FMs e TVs minhas músicas só tocarão quando eu tiver dinheiro para pagar. Sem pagar o jabá só se alguma música minha se tornar famosa pelas plataformas digitais e redes sociais. Mas nas rádios menores, comunitárias ou rádios web ou até mesmo nas rádios comerciais quando o programa é feito por um amigo que admira meu trabalho, pode ser que eles toquem. A única certeza é o pagamento do jabá a regra na grande mídia.

29) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Só entre na carreira musical se for algo que você não pode deixar de fazer na vida. Estude e se dedique para fazer o seu melhor dentro e fora do palco. O primeiro objetivo deve ser a música. Digo isto porque benefício financeiro e reconhecimento pode não acontecer da forma que você almeja. E se puder tenha uma formação superior em música e trabalhe em toda a cadeia de produção do mercado musical (Músico de estúdio, freelance tocando para outros músicos, ministrando aula, DJ, técnico de sonorização, etc). E se optar em trabalhar exclusivamente fazendo show, o mercado será mais restrito e escasso. E se puder tenha uma profissão fora da música para pagar as contas imediatas até o dia que o trabalho com a música pague essas contas e você possa ter o orgulho de dizer que vive e sobrevive exclusivamente da profissão de músico. E se fizer tudo isso e muito mais e não atingir o propósito almejado no mercado musical, não culpe a MÚSICA. Toda área profissional tem as suas dificuldades particulares.

30) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com o uso da maconha?

Antonio Carlos | Reggaebelde: É devido ao fato de que no passado os primeiros regueiros que fizeram sucesso fumavam a maconha publicamente e alguns por serem adeptos da religião rastafári faziam como ritual espiritual. Mas, o reggae, a rigor é um ritmo musical e não uma seita religiosa ou que tenha a obrigatoriedade do uso da maconha por quem escutar ou tocar a música reggae.

31) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a religião Rastafári?

Antonio Carlos | Reggaebelde: É devido ao fato de que no passado alguns regueiros eram adeptos a religião rastafári. Mas, a rigor, não existe uma relação de obrigatoriedade de tocar ou escutar reggae e ser adepto a qualquer religião.

32) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa essa afirmação?

Antonio Carlos | Reggaebelde: É devido ao fato de que no passado alguns regueiros eram adeptos a religião rastafári. E na atualidade alguns fanáticos ainda têm essa visão. Mas, o reggae verdadeiro é aquele que expressa à verdade individual de quem o faz. No mais, o reggae é um ritmo no compasso dois por quatro com o chimbal tocando em tercina. Tudo que for fora do conceito musical são preferências, crenças, costumes e gostos pessoais.

33) RM: Na sua opinião por que o reggae no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Antonio Carlos | Reggaebelde: No Brasil ainda existe um preconceito sobre a cena reggae por conta da relação direta que algumas pessoas desinformadas fazem do reggae com uso da maconha. O uso de drogas também está presente em shows de outros gêneros musicais. E os organizadores da cena reggae nacional ainda deixam a desejar na produção e assim como, as “panelinhas” que existem em outros gêneros musicais também são comuns na cena reggae. A cena reggae alternativa sofre dos mesmos problemas de forma mais aprofundada.

34) RM: Quais os prós e contras de fazer show usando o formato Sound System (no qual o DJ solta a base instrumental sem voz)?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O formato Sound System é uma boa alternativa para quem não tem banda fixa e que ainda não recebe um cachê que possa pagar músicos de apoio. Existe ainda um preconceito por parte do público e de alguns organizadores de evento por achar que é um “karaokê de música autoral”. Mas acho melhor o formato de playback do que tocar no formato enxuto Voz e Violão.

35) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Antonio Carlos | Reggaebelde: A vantagem é poder se apresentar para um público que está esperando escutar músicas inéditas. A desvantagens é que no passado você tinha maior ajuda de custo para participar de Festival de Música. Hoje é preciso escolher bem qual Festival de Música se inscrever para não pagar para participar de Festival. Avaliar bem os custos e benefícios e se tem “panelinhas”.

36) RM: Na sua opinião, hoje o Festival de Música revela novos talentos?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Não. Nem acho que seja mais esse o objetivo. O Festival de Música hoje é para testar a aceitação da música em uma primeira audição. E para o músico “profissional de Festival” é uma alternativa de sobrevivência com foco em estar entre os três colocados. E para os novatos (as) é a possibilidade de se apresentar para muitas pessoas, mesmo que seja tocando apenas uma canção.

37) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Antonio Carlos | Reggaebelde: É pautada em quem paga o jabá. Quem paga o jabá tem visibilidade: simples assim. E a música descartável está em evidência e com audiência. E não existe diversidade musical no editorial para mostrar as várias vertentes musicais, exceto revistas alternativas com o perfil da RitmoMelodia.

38) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Antonio Carlos | Reggaebelde: No geral são excelentes espaços de diversidade musical. Apenas precisam deixar mais transparente como é o processo de seleção do músico para fazer parte da agenda de show desses espaços. É visível a repetição de nomes na programação.

39) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Jailson Silva?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Meu amigo e parceiro musical pisciano Jailson Silva somos conterrâneos e nos conhecemos na metade dos anos 90 em Campina Grande (PB). Ele era vocalista e guitarrista e eu tecladista e percussionista de uma banda de baile. Jailson é um talento nato e de muita musicalidade. Um intérprete versátil e um criativo produtor de jingle. Ele colocou melodia e voz em duas letras de minha autoria. Torço e o incentivo a desenvolver a sua carreira musical autoral. Ele tem ótima desenvoltura como cantor e compositor nos ritmos como MPB, Sertanejo e Forró.

40) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Tiago Stocco?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci o ariano Tiago Stocco em 2001, apresentado pelo poeta Costa Senna. E logo em seguida passei a ser seu aluno de Violão na sua escola no bairro da Mooca – São Paulo. Em 2005 já como seu aluno de Contrabaixo o convidei para produzir o primeiro álbum da Reggaebelde e em 2014 produziu o segundo álbum. Em 2018 produziu algumas músicas minhas em parceria com Luana Faddlei. Além de sua formação em Violão Erudito e Guitarra, é um professor por excelência e vocação, multi-instrumentista criativo, produtor musical e técnico de gravação eficiente. Em resumo, “um operário da música”. O entrevistei para a RitmoMelodia em 2013. Ele tem um trabalho autoral como cantor e compositor eclético de MPB, Reggae, Soul Music e Pop Rock. Uma pessoa do BEM.

41) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Savilar?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Tenho uma eterna gratidão ao meu amigo e parceiro musical leonino Savilar por ele provar que meus poemas poderiam ser canções. Em 1998 lancei meu livro e deixei com alguns músicos para analisarem se algum poema poderia se tornar canção. A maioria dizia que os meus poemas não tinham o perfil para letra de música. Por não terem métrica e rima obrigatória e por não serem temas comerciais ou de apelo popular. Eu optei pelo formato de versos livres. Quando o Savilar musicou em 2004 dez músicas abriu a “porteira” e o meu livro de 36 poemas já tem 33 que se tornaram canção. E junto com outros poemas que não estão no livro já tenho quase 70 músicas das quais quase 30 já foram gravadas oficialmente. E Savilar, de parceiro musical, se tornou também um amigo fraterno e torcemos para um dia podermos trabalhar juntos nos nossos projetos musicais. E tenho uma grande satisfação de tê-lo como intérprete de nossas canções.

42) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com João Gonçalves?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Tenho satisfação e orgulho de ter o mestre geminiano João Gonçalves como parceiro musical. Sou seu fã desde o final dos anos 80, quando assistia os seus shows no Parque do Povo nas festas juninas de Campina Grande (PB). Eu adolescente dançando ao som dos seus forrós de duplo sentido. Em 2003, eu já morando em São Paulo e já editando a revista RitmoMelodia tive a satisfação de entrevistá-lo para a revista. E enviei algumas letras para ele colocar melodia e para minha alegria nasceram oito forrós em parceria com meu ídolo. Todo ano quando estou de férias em Campina Grande vou à sua casa tomar um café e colocar o papo em dia. Em 2018 no final mês de março ele sofreu um AVC e estive na primeira semana de Abril em Campina, mas ele não podia receber visita. Um dia gravarei as nossas músicas.

43) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Rogério Granja?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical canceriano Rogério Granja é o “culpado” por eu cantar minhas músicas. Eu procurei cantor (a) para show da Reggaebelde. A última tentativa em 2009 foi com Rogério, depois de dois ensaios, acredito que ele percebeu que os músicos da banda tinham talento e experiência bem inferior a dele. Ele já um intérprete e professor de técnica vocal experiente. Ele sugeriu para eu tentar ser o “cantor”, já que eu conhecia as músicas e acreditava na mensagem das letras. E que ele podia ser o meu professor de técnica vocal. Pensei: quem não tem cantor tenta ser um, por acredita no projeto. Mesmo eu já tocando alguns instrumentos musicais, cantar nunca foi o meu desejo. Hoje o agradeço por ter me sugerido essa missão e em 2014 interpretei as 12 canções do segundo disco da Reggaebelde e não me envergonho do resultado final. Ele colocou melodia em duas letras minhas.

44) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Eugênio Black?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical canceriano Eugênio Black, conheci pelo Orkut em 2008 e temos cinco canções em parceria e uma delas foi gravada no segundo disco da Reggaebelde. Ele é de Mossoró (RN) e não nos conhecemos pessoalmente. Um cantor e compositor talentoso que atua como músico na sua cidade.

45) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Tiago França, Edu Camargo, Welton Fernandes e Ademir Santos?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Com os meus amigos leonino, escorpiano, pisciano e ariano: Tiago França (Guitarrista), Edu Camargo (Baixista), Welton Fernandes (Baterista) e Ademir Santos (Guitarrista), eu fiz uma tentativa de ter uma banda para show e futura gravação dos outros discos. Ficamos de 2009 até 2012 nessa tentativa. Fizemos alguns shows, mas não conseguimos a sintonia de banda necessária para avançar em shows e gravações autorais. A falta dessa sintonia em parte é por conta dos músicos serem mais roqueiros que regueiros. Eu, Edu e Welton gravamos: “Chega de Privação” e “Não basta ser exótico”; músicas do primeiro álbum, em projeto de gravação coletiva de um DVD no CEU Jaçanã – São Paulo no final de 2012. Foi a nossa última apresentação dessa formação. Edu criou e gravou as linhas do Contrabaixo das músicas do segundo álbum. Terminou a banda e permaneceu a amizade com todos. E passei a me apresentar sozinho tocando o Teclado ou Violão ou usando o meu Sound system. Por enquanto músicos freelance para o formato banda para show e gravação do próximo álbum.

46) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Beto Porto?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical ariano Beto Porto é o músico, cantor e compositor que eu gostaria de “ser”. Quando escutei as suas músicas em 2011 gostei muito e o entrevistei em 2012 para a RitmoMelodia, após a entrevista a nossa afinidade pessoal e musical foi espontânea e em menos de uma mês ele já tinha colocado melodia em mais de 10 letras minhas. E uma de nossas parcerias, “Simples Desejos” foi gravada por Carise Santos, com arranjos dele. Até o momento não nós conhecemos pessoalmente, mas já estou me programando para visitá-lo em Pelotas (RS). Existem parceiros musicais que a relação fica na amizade profissional e outros se estabelecem uma amizade fraterna.

47) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Cardo Peixoto?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical canceriano Cardo Peixoto é o músico, cantor e compositor que em mil reencarnações eu não conseguiria chegar ao nível dele. Quando escutei as suas músicas em 2009 fiquei impressionado com a sua capacidade criativa e musicalidade do nível do Gilberto Gil. O entrevistei em 2009 para a RitmoMelodia. Após a entrevista a nossa afinidade pessoal foi espontânea. Ele colocou belas melodias em três poemas áridos que gravei no segundo disco da Reggaebelde. Ele consegue colocar melodia até em bula de remédio e transformar em uma bela canção.

48) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Zé Orlando?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci Zé Orlando em 1998 em Campina Grande (PB). Na época, eu como aluno de jornalismo, eu fiz fotos da banda Tribo de Jah para um trabalho da disciplina de fotojornalismo. Nessa oportunidade falamos brevemente. Em 2010 em São Paulo tivemos o segundo contato, ele como ex vocalista da Tribo de Jah e tocando seu projeto Pedra Rara. A partir desse ano nossa amizade e parceria musical se estabeleceram. Ele é um exemplo de pessoa e de músico para mim. Falamos quase que todos os dias sobre assuntos musicais e pessoais. E tenho alegria, satisfação e orgulho dele ter gravado “Pedra Rara” (Antonio Carlos | Savilar) e “Asas” (Antonio Carlos | Elisete Retter) no seu primeiro disco. Estamos juntos e misturados em fazer Arte.

49) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Fabiana Rasta?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci Fabiana Rasta em 2010 através das redes sociais. Ela encontrou no myspace as músicas do primeiro disco da Reggaebelde. E passamos a nos falar pelo MSN e ela mostrou as primeiras composições dela. E tenho alegria de acompanhar e apoiar a sua carreira musical. Hoje é uma revelação musical do reggae nacional e como canta perfeitamente em inglês, tem potencial para ser reconhecida internacionalmente. Uma voz e interpretação no nível das divas do reggae e das cantoras de outros estilos musicais. O seu potencial como interprete vai além da cena reggae. Será uma satisfação e orgulho ter uma canção minha sendo interpretada por ela.

50) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Luana Faddlei?

Antonio Carlos | Reggaebelde: A minha parceira musical pisciana Luana Faddlei me procurou em 2017 para ser o seu professor de Teclado. Nossa sintonia e afinidade musical foi imediata. Somos opostos que se complementam; ela melodista criativa e eu letrista de ofício. Fui “letrando” as primeiras melodias que ela me apresentou e depois fazendo letras para ela colocar melodia. De agosto de 2017 até julho 2018 já passamos das 12 músicas em parcerias. Nossas músicas foram gravadas no seu primeiro álbum “Caleidoscópio”. Um álbum eclético com Bossa Nova, Reggae, Pop Rock, MPB mostrando a diversidade musical dela como compositora e intérprete. Ela é uma talentosa intérprete, compositora e violonista. E, além disso, ela é a minha primeira parceira musical na qual tenho contato pessoal direto no processo de criação musical e que coloco letra em melodia pronta.

51) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Cadu Marques?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical geminiano Cadu Marques conheci em 2012 através do mestre Jack Lima e nossa empatia foi à primeira vista. Depois mantivemos o contato pelas redes sociais e logo nos tornamos parceiros musicais. Ele colocou melodia em três poemas meus e gravei no segundo álbum “Meninas da Nicarágua”. Cadu é multi-instrumentista talentoso e estudioso e professor dedicado. Uma satisfação de tê-lo como amigo. É uma pessoa do BEM.

52) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Jack Lima?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O mestre canceriano Jack Lima fez contato comigo para apresentar o livro Dicionário de Ritmos em 2010. Ele ficou três anos me apresentando o visionário SMD – Sistema Musical Definitivo até ser entrevistado pela RitmoMelodia em 2013. Estudo música pelo SMD e tenho a satisfação tê-lo como amigo. Um músico genial e visionário. É uma pessoa do BEM.

53) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Edson Gomes?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci Edson Gomes em 2006 em Santo André (SP) quando fui entrevistá-lo para a RitmoMelodia e ficamos umas três horas de bate papo. Eu pude conhecer a pessoa e o pensamento do artista no mesmo dia. Ficamos alguns meses falando esporadicamente por telefone até perdermos o contato. Eu o tenho como um precursor do reggae nacional, mas depois do terceiro disco não conseguiu manter o mesmo nível de relevância em produção e letras.

54) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Fauzi Beydoun?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci Fauzi Beydoun em 1998 em Campina Grande (PB), na época, eu como aluno de jornalismo, eu fiz fotos da banda Tribo de Jah para um trabalho da disciplina de fotojornalismo. Nessa oportunidade falamos brevemente e me passou o contato telefônico. Em 2003 em São Paulo fiz contato telefônico com ele e o entrevistei para RitmoMelodia. E em 2016 fiz uma segunda entrevista. Não tenho proximidade, só contato profissional à distância. Eu tenho a Tribo de Jah como precursora do reggae roots nacional, mas depois de quinze anos de banda os discos começaram a ficar parecidos com os anteriores.

55) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Gerson Conceição?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci Gerson Conceição em 2016 em São Paulo em show no Sesc Consolação na Virada Cultural, que teve a participação de Célia Sampaio e banda Veja Luz. Depois desse fato tivemos contato para uma entrevista para a RitmoMelodia que foi publicada em 10.03.2018. Em fevereiro de 2018 ele produziu “Meu Desejo” (Antonio Carlos | Luana Faddlei) que faz parte do primeiro disco de Luana Faddlei. Fez historia com a banda Manu Banto e como produtor musical.

56) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Célia Sampaio?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci Célia Sampaio em 2014 e mantemos contato para sua entrevista para RitmoMelodia. É a primeira mulher a cantar exclusivamente reggae. Tem uma energia em palco de arrepiar. Infelizmente não continuou gravando reggae após o seu primeiro disco. Ela além do reggae tem a música afro e maranhense como o seu canto. Uma diva do reggae. E sempre nos falamos pelas redes sociais.

57) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Ras Bernardo?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci Ras Bernardo em 2013. No mesmo ano a sua entrevista foi publicada na RitmoMelodia. Desde então mantemos contato pelas redes sociais. Uma pessoa da melhor qualidade. Eu o tenho como um precursor do reggae nacional e fez historia nos primeiros dois discos da banda Cidade Negra como cantor e compositor dos hits da banda. E manteve o mesmo nível de relevância em produção e letras no seu trabalho solo.

58) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Karin Martins?

Antonio Carlos | Reggaebelde: A minha parceira musical geminiana Karin Martins era minha vizinha de bairro. Em 2010 foi por um curto período a minha professora de técnica vocal. Nesse período ela colocou melodia em uma letra minha que foi gravada no segundo disco da Reggaebelde. Ela é uma intérprete, compositora e violonista talentosa e de alto nível profissional. Em 2016 a entrevistei para a RitmoMelodia.

59) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Roberta Coentro?

Antonio Carlos | Reggaebelde: A minha parceira musical virginiana Roberta Coentro, em 2011 foi por um curto período backvocal da Reggaebelde e nesse período ela colocou melodia em uma letra minha que foi gravada por ela no seu primeiro disco. Ela é uma intérprete, compositora talentosa e de alto nível profissional. Em 2014 a entrevistei para a RitmoMelodia.

60) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Elisete Retter?

Antonio Carlos | Reggaebelde: A minha parceira musical libriana Elisete Retter conheci em 2008 quando a entrevistei para a RitmoMelodia e para minha grata surpresa recebi uma ligação telefônica dela direto de Tel Aviv, Israel me pedindo para escutar uma música e começou a cantar acompanhada pelo violão de um músico israelense. A cada verso eu reconhecia o meu poema Asas. Quando ela terminou de cantar, me perguntou se gostei da melodia que ela criou para meu poema citado. Eu adorei. Asas foi gravada no segundo álbum da Reggaebelde e no primeiro álbum da banda Pedra Rara do Zé Orlando, ex vocalista da Tribo de Jah. Não nos conhecemos pessoalmente. Ela é uma excelente intérprete que canta do português ao hebraico. E talentosa compositora. Um artista versátil.

61) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Luiz Rojas?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical virginiano Luiz Rojas conheci através do site do Clube de Compositores Caiubi em 2008 e não nos conhecemos pessoalmente. Luiz é daqueles compositores de mais de 500 canções em todos os ritmos. Um engenheiro por formação que ao se aposentar montou o seu estúdio musical e se dedica de corpo e alma para criação musical. Fico orgulhoso de ter um poema musicado por ele. Em 2016 o entrevistei para a RitmoMelodia.

62) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Helena Elis?

Antonio Carlos | Reggaebelde: A minha parceira musical aquariana Helena Elis. A entrevistei em 2007 para a RitmoMelodia e depois ela colocou melodia em três poemas meus. Uma cantora e compositora com uma bela discografia e que emplacou “Lugares Proibidos” na programação Rádio Nova Brasil FM.

63) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Carlos Mahlungo?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical virginiano Carlos Mahlungo conheci em São Paulo em 2012 em um Sarau. Um cantor, compositor e violonista criativo que musicou um poema meu que imaginei que nunca seria música: “A canção comuna”.

64) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Sonekka?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical pisciano Sonekka. Em 2008o entrevistei para RitmoMelodia e para minha grata surpresa ele colocou melodia em um poema meu. Um compositor criativo que coleciona belas canções com vários músicos e letristas da melhor qualidade. Estar na galeria dos seus parceiros musicais me deixa muito feliz. O seu trabalho autoral mostra um artista original e inclassificável.

65) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Wagão Paiva?

Antonio Carlos | Reggaebelde: O meu parceiro musical ariano Wagão Paiva é o mais recente. Nossa empatia foi de primeira mesmo pelo WhatsApp. Uma sintonia intelectual, musical e humana. Entrevistei-o para a RitmoMelodia em 2018. E mostrei para ele um poema que eu gosto muito e já estava achando que não se tornaria música. Na torcida que tenhamos mais músicas em parceria. Um professor que “largou a sala de aula” para se dedicar exclusivamente ao ofício de músico e escritor. Um cantor e compositor talentoso, inteligente e eclético.

66) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Arlindo Junior e Christovão Nascimento?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Os meus parceiros musicais, o escorpiano e o libriano Arlindo Junior e Christovão Nascimento, são dois compositores criativos dentro do gênero do samba. Eu contribui com duas letras de sambas que eles já estavam em fase de finalização. Em 2011 entrevistei a Sambajah, banda do Arlindo. Arlindo, eu, o conheço pessoalmente e Christovão, só por redes sociais. Duas pessoas do BEM.

67) RM: Qual o seu contato pessoal e profissional com Cacá Lopes?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Conheci em 2001 em São Paulo o cantor, compositor e cordelista virginiano Cacá Lopes. Ele também é meu parceiro em letra. Ele transformou um artigo meu em poema de cordel. E Jailson Silva colocou a melodia e nasceu o cordel cantado O Canto do Santo de Casa. Em 2014 o entrevistei para a RitmoMelodia.

68) RM: Quais os seus projetos futuros?

Antonio Carlos | Reggaebelde: Meus projetos estão com um pé no presente realizando e outro no futuro que quero fazer até morrer. Quero concluir a Trilogia “Reggae baseada em poesia” até 2020. Depois fazer a gravação das músicas românticas em ritmo de reggae: Reggaebelde Love. E as músicas em ritmo regional: ForróReggae. Em 2018 comecei o projeto Reggaebelde em sala de aula, no qual tocarei em sala de aula músicas dentro de temáticas específicas e abrirei o debate com os alunos sobre o tema proposto. Eu sempre trabalhei com música paralelamente a profissão de jornalista. E quando me aposentar, eu almejo trabalhar exclusivamente com música e jornalismo. Almejo conhecer algumas cidades brasileiras levando o meu reggae na bagagem.

69) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Antonio Carlos | Reggaebelde: (11) 9.9853 – 5545 (Vivo e WhatsApp) | [email protected]

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.