Raquel Martins

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Raquel Martins
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A cantora, compositora e violonista fluminense Raquel Martins, e quemora em São Paulo desde 2001, adotou a Pauliceia como cidade do coração.

Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP. Ela formou-se bacharel em música pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e em Violão Popular pela EMESP –antiga Universidade Livre de Música Tom Jobim. Como musicista realiza diversificados trabalhos na rede SESC de São Paulo, tanto na Capital quanto no interior. Apresenta-se com sua banda voltada ao repertório de gafieira, em trabalhos solo de voz e violão, acompanhando outros músicos e como integrante do quarteto vocal Batuque das Sinhás.

Em 2016 lançou seu terceiro CD – “O mar e outras águas”, produzido em parceria com a cantora, pianista e compositora Olivia Gênesi. Em 2015 lançou seu segundo CD – “Homem sem Rosto”, que foi produzido pela Coaxo do sapo – gravadora do Guilherme Arantes, que também gravou seu inconfundível piano na faixa “Mais cedo”. Ambos os CDs são distribuídos pela Tratore e estão disponíveis nas principais plataformas digitais, como: Deezer, Spotify, Google Play e ITunes. Em 2008 gravou e lançou de forma independente seu primeiro CD – “No vai e vem do metrô”, em que explorou a diversidade da música brasileira.

Com mais de 20 anos de carreira, já tocou na noite paulistana em trabalhos solo de voz e violão e participou como vocalista e guitarrista da Banda Gandaia. Já se apresentou em bares e espaços culturais de São Paulo, tais como Centro Cultural Rio Verde (evento coletivo Em coração de Mãe sempre cabe +1), Café Paon (evento do Clube Caiubí de compositores), Ao Vivo Music, AllOff Jazz, Bar Camará, Bar Kabul, Hannover, entre outros.

Paralelamente à profissão de musicista desenvolve pesquisa acadêmica voltada a gêneros musicais urbanos e marginalizada, escrevendo artigos, apresentando seminários e proferindo aulas para educadores e pesquisadores da área. É integrante do grupo de pesquisa sobre Multiculturalismo, na Faculdade de Educação da USP. 

Segue abaixo entrevista exclusiva com Raquel Martins para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 06.02.2017:

01) Ritmo Melodia : Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Raquel Martins : Nasci no dia 21 de novembro em São Gonçalo – RJ.

02) RM : Fale do seu primeiro contato com a música?

Raquel Martins : Ainda na infância, na igreja frequentada pela minha avó. Lá tive minha iniciação musical participando de corais infanto-juvenis e comecei a tocar violão. Na adolescência estudei piano e regência.

03) RM : Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Raquel Martins : Toda a minha formação acadêmica e técnica é vinculada à música. Formei-me em violão popular na Universidade Livre de Música Tom Jobim (atual EMESP), sou bacharel em Música Popular (Violão) pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e Mestre em Educação pela USP. Minha dissertação de mestrado, embora seja sobre Educação, enfoca a utilização de gêneros musicais juvenis nos processos de aprendizagem em sala de aula.

04) RM : Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Raquel Martins : Todas as influências são relevantes até hoje na minha carreira de compositora e intérprete, apesar de terem mudado ao longo do tempo. Na adolescência fui muito influenciada pelo pop-rock nacional; no início da juventude, além do pop-rock, me apaixonei pelo Clube da Esquina e por Chico Buarque, Caetano Veloso, Secos & Molhados entre outros. Em decorrência dos estudos musicais, passei a beber da fonte da Bossa Nova, do Jazz, do Samba de raiz e dos ritmos regionais.

05) RM : Quando, como e onde  você começou a sua carreira musical?

Raquel Martins : Eu comecei na década de 90 tocando em bares pequenos quando ainda morava em Niterói – RJ. Embora interpretasse canções de compositores que admirava, já compunha sem compromisso profissional. Comecei ainda muito jovem a trabalhar com música. Porém, desde quando me mudei para São Paulo, em 2001, a música passou a ser minha única profissão.

06) RM : Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Raquel Martins : Tenho três CDs lançados e no final de 2016 iniciei a produção do quarto. Com exceção do terceiro, em todos eu participei da produção musical em parceria com outro técnico, além de compor as canções, gravar a voz e violões e fazer o design da capa e encarte.

O primeiro se chama:“No vai e vem do Metrô” (2008) e foi produzido por mim em parceria com Amarantes Trindade. Músicos: Bia Clemente (saxofones alto e soprano); Almir Marques (baixo); Eliane Pellegrini (piano); Dom Paulinho Lima (bateria); Lucia Mugia (Violino e viola), Gisele Fink (percussão); Rodrigo Bucair (Percussão).

O segundo se chama:“Homem sem Rosto” (2015). Foi produzido por mim e pelo Pedro Arantes do selo Coaxo do Sapo, de propriedade do Guilherme Arantes que gravou piano na música “Mais cedo” (Raquel Martins e Bia Clemente). Músicos: Bia Clemente (saxofone alto e soprano); Almir Marques (baixo); Ronaldo Gama (baixo); Mateus Schanoski (Teclados e Escaleta); Luis Antunes (bateria); Lilo Cazarini(bateria); Bruna Picazzio (percussão); Betinho (percussão).

O terceiro disco se chama:“O mar e outras águas” e foi concebido em parceria com a também cantora, compositora e instrumentista Olivia Gênesi. A Olivia fez toda a produção do CD: mixagem e masterização. Músicos: Raquel Martins (violão e voz), Olivia Gênesi (piano e voz) e Bruno Balan (percussão). Tanto o segundo quanto o terceiro são distribuídos pela Tratore.

A estética dos três CDs se pauta em ritmos e gêneros populares brasileiros. O CD –“Homem sem rosto”tem uma pitada de Rock e Rap.

07) RM : Como você define o seu estilo musical?

Raquel Martins – Não o defino nem o classifico em nenhuma categoria específica, pois meu repertório é de música popular brasileira cujo campo estético-musical é muito amplo. Mas posso afirmar que não trabalho com alguns gêneros, tais como: pagode e sertanejo universitário, em razão de falta de afinidade com tais gêneros.

08) RM : Você estudou técnica vocal?

Raquel Martins : Não. Assimilei algumas técnicas, ainda na infância, na vivência com o canto coral. Minha formação é toda focada no violão.

09) RM : Qual a importância do estudo de técnica vocal e o cuidado com a voz?

Raquel Martins : Fundamental para qualquer profissional da voz. Embora não tenha estudado canto, já fiz tratamento com fonoaudiólogos e sempre peço dicas a amigos cantores. Como costumo fazer shows de longa duração, procuro falar pouco, em volume baixo e ingerir muita água durante as apresentações. E não consumo bebida alcoólica nem fumo, o que ajuda muito.

10) RM : Quais as cantoras(es) que você admira?

Raquel Martins : Gosto muito do timbre e do repertório da Cássia Eller, assim como da Elis Regina. Mas me inspiro mais em compositores e instrumentistas, tais como Lô Borges, Tom Jobim, Jorge Benjor, Baden Powell. 

11) RM : Como é seu processo de compor?

Raquel Martins : Solitário e objetivo. Componho com hora e dia certos, como qualquer outro trabalho. Não espero a inspiração aparecer. Quando paro para compor a inspiração vêm, pois é fruto de muito estudo unido às minhas referências. Quando componho em parceria, geralmente faço a música depois de receber a letra. Não faço junto com o letrista.

12) RM : Quais são seus principais parceiros de composição? Quem já gravou as suas músicas?

Raquel Martins : A maioria de minhas parcerias foi feita com a Bia Clemente. Atualmente venho compondo com parceiros novos, como a Luhli (compositora muito gravada pelo Secos e molhados); Léo Nogueira, Márcio Policastro, Walter Garcia, Gilvandro Filho e outros que também me deram letra e que aguardam melodia. Até aqui, somente eu gravei minhas composições.

13) RM : Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Raquel Martins : A vantagem é a liberdade para produzir e compor sem as exigências impostas pela indústria cultural, que por razões mercadológicas, submete a espontaneidade e originalidade do compositor a padrões comerciais.

A desvantagem é a questão financeira, pois o artista independente tem que arcar com toda a produção de seus CDs, além de vender shows sem o suporte de um empresário e distribuir e divulgar sua própria produção. Entretanto,por meio da utilização das redes sociais, cada vez mais acessadas, o artista pode produzir e distribuir seu trabalho em disco físico ou em plataformas de streaming e falar diretamente com seu público. Nesse sentido, o perfil de músico independente torna-se mais favorável à criação artística. 

14) RM : Quais as estratégias de planejamento da sua carreira musical dentro e fora do palco?

Raquel Martins : Não penso em fazer sucesso ou obter fama. Planejo minha carreira motivada por minha paixão pela música, por necessidades emocionais e para gerar renda como qualquer profissional de outras áreas. Essa liberdade deixa minha arte mais aberta às percepções acerca do mundo, sociedade da qual faço parte, sentimentos, comportamentos, cotidiano, história etc. As ideias tornam-se ilimitadas quando o compositor não tem esse compromisso com o mercado, com ambições relacionadas a sucesso entre outros fatores que desviam a essência artística. Infelizmente para muitos músicos, principalmente amadores, a realização profissional está atrelada à fama, o que não é verdade. Para um profissional qualificado e competente; que se caracteriza pela junção de um pouco de talento ao conhecimento musical, a realização na carreira incide na quantidade e qualidade de trabalho que realiza ao longo de sua vida. Por isso, minha estratégia é sempre buscar bons trabalhos e, para isso, busco sempre estudar e aprimorar minha performance, tanto como instrumentista, como cantora e compositora.

15) RM : Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Raquel Martins : Produzir meus CDs, estabelecer boas parcerias e contatos no meio musical e usar as redes sociais para difundir e escoar minha produção. Fazer apresentações em espaços que possibilitem visibilidade também é uma estratégia essencial para abrir novas possibilidades de trabalho. Participar de seleção de editais também é importante. Porém sou receosa com relação aos editais, pois ao que tudo indica, existe uma máfia de curadores que peneiram essas políticas públicas, fazendo com que apenas artistas emergentes da cena “independente” sejam contemplados.

16) RM : O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Raquel Martins : É a única mídia que o artista independente tem acesso. Se for bem trabalhada, a internet pode levar a produção musical para outras mídias de massa, como rádio e TV (programas alternativos). 

17) RM : Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Raquel Martins – A vantagem é que hoje qualquer curioso pode gravar um single, EP ou CD. A desvantagem é que nunca se produziu tanto lixo musical como atualmente. Não me refiro a gênero musical, mas sim, à falta de talento e qualificação profissional de músicos, intérpretes e pseudo-produtores. Essa facilidade permite que qualquer sujeito sem nenhuma musicalidade, conhecimento técnico ou amadurecimento musical, produza música em casa e despeje-a na internet. A quantidade enorme de sons mal produzidos ou sem nenhuma essência estético-musical convulsionou os espaços onde a música independente circula, principalmente, a internet.

18) RM : No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Raquel Martins : Sigo minha trilha sem copiar estereótipos, modas, tendências. Acho esse atalho, o da imitação, um tiro no pé. Pois o artista até consegue deslizar numa determinada onda, mas morre na praia.

19) RM : Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Raquel Martins : O cenário musical brasileiro mudou, assim como o curso da história muda constantemente. Isso é inevitável com o advento da globalização e com o avanço da tecnologia. Não adianta ser saudosista, criticar esse ou aquele gênero, classificando-o como desprovido de conteúdo musical e outras bobagens do tipo. A música eletrônica, os softwares e recursos tecnológicos mudaram o modo de fazer música. As orquestras, big band se outras formações elitistas disputam espaços com DJs e MCs. Isso é válido e saudável para a inserção de todas as classes sociais na criação musical e performance. Essa transformação nos processos de criação e distribuição desmitificou a imagem do músico como detentor do conhecimento musical e democratizou o acesso de sujeitos socialmente excluídos ao mercado da produção musical. Todas as formas de expressão musical fazem parte do desenvolvimento social, pois são comunicantes de formas de cultura e identidades. A responsável pelo empobrecimento da música e da arte é a cooptação mercadológica sobre determinados gêneros populares exercida pela indústria fonográfica, que deturpa e padroniza toda expressão popular.

20) RM : Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Raquel Martins : Admiro a postura do Chico Buarque que se resguarda da grande mídia, pois provavelmente, não sente a necessidade de estar sob os holofotes o tempo todo.

21) RM : Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Raquel Martins – Já enfrentei todas essas situações que você citou, no início da minha carreira.

22) RM : O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Raquel Martins : O palco e a possibilidade de exercer minha profissão me deixam muito feliz. A falta de trabalho deprime todo músico, pois o que nos motiva é o fazer musical, muito mais do que cachê.

23) RM : Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Raquel Martins : São Paulo é um polo cultural que reúne uma diversidade étnico-musical muito interessante. Basta andar pela Avenida Paulista num domingo para ouvir uma variedade de gêneros, estilos e performances musicais. Existem espaços e casas de show para todos os tipos de música e público, o que propicia trabalho e renda para músicos e profissionais da área musical.

24) RM : Quais os músicos, bandas da cidade que você mora você indica como uma boa opção?

Raquel Martins : Em São Paulo a cena musical é muito rica, pois concentra músicos muito gabaritados e experientes, tanto daqui como de outras cidades, Estados e países. Por essa razão não tenho nomes específicos para elencar como bons ou melhores.

25) RM : Você acredita que sem o pagamento de jabá suas músicas tocarão nas rádios?

Raquel Martins : Algumas já tocaram e tocam esporadicamente em rádios de outras cidades e Estados. Não sei como foram parar nessas rádios. Uma das razões pode ser as plataformas digitais por onde distribuo meus CDs. Eu assino um site que me dá um relatório semanal de tudo o que acontece com minhas músicas: onde, quando e em que mídia tocou. O mundo digital tem dessas coisas – não controlamos os caminhos que a música tomará quando a colocamos na web. Muitas vezes ela caminha sozinha, dependendo da interação do receptor, no caso, o ouvinte, fã, produtor etc.

26) RM : O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Raquel Martins –Que tenha muita disciplina, estudo e foco. Primeiro devemos fazer a música com e por paixão. O resto é consequência. Muita gente se aventura na música sonhando com fama. Neste caso, a chance de frustração é enorme. Vejo isso acontecer constantemente em reality shows de música. Sempre falo que ser músico é uma profissão como outra qualquer. Glamour e sucesso é produto da grande mídia. Um dentista não estuda para ser famoso; ele segue sua vocação e trabalha para se sustentar, como qualquer trabalhador, independente da profissão. Infelizmente, a música cria uma expectativa deturpada nas pessoas.

27) RM : Quais os prós e contras do Festival de Música?

Raquel Martins : Já me inscrevi em alguns, porém nunca fui classificada. Não posso responder a esta pergunta.

28) RM : Hoje os Festivais de Música ainda tem a importância de revelar talentos?

Raquel Martins : Acredito que não. Atualmente os festivais acontecem como um circuito. Quem ganha algum festival tem maior chance de ganhar outros. Acho redundante. Vejo que na maioria dos festivais, tem sempre aqueles compositores / intérpretes que ganham alguma premiação em vários.

29) RM : Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Raquel Martins : Um comércio muito rentável que retira toda a espontaneidade do artista, pasteurizando-o, colocando-o numa forma. Essa é a fórmula do sucesso volátil.

30) RM : Apresente seu trabalho de pesquisa acadêmica gêneros musicais urbanos e marginalizados?

Raquel Martins :Em meu mestrado pesquisei a estética musical do rap nacional, especificamente do Racionais MC’s e como ela pode ser usada como via de emancipação de jovens da periferia de São Paulo. Agora pretendo ampliar esses estudos num futuro doutorado, porém enfatizando o funk ostentação e o de narrativa erotizada.

30) RM : Qual a sua opinião sobre a obra do jornalista e pesquisador José Ramos Tinhorão sobre a música popular brasileira?

Raquel Martins : Consultei muito a sua obra, desde meu bacharelado. José Tinhorão foi, depois de Mário de Andrade, o musicólogo que reuniu as primeiras e relevantes informações acerca da história da música brasileira e seus hibridismos. Porém, às vezes seus pontos de vista perdem a distância científica necessária para uma análise crítica, ou seja, ele projeta opiniões próprias ao se referir a determinado assunto. Em um de seus livros, ao abordar o surgimento da Bossa Nova, ele se referiu aos músicos pioneiros do gênero em questão como um grupo de jovens alienados da elite carioca que se reunia em apartamentos para fazer música. Esses encontros de fato ocorreram, mas seu comentário soou carregado de preconceito, julgamento e imparcialidade.

31) RM : Quais os seus projetos futuros?

Raquel Martins :Terminar, ainda este ano, meu quarto CD já iniciado, só com composições autorais feitas em parceria e iniciar minhas pesquisas no doutorado na área de etnomusicologia ou sociologia com ênfase nos gêneros musicais populares da periferia de São Paulo. Dar mais aulas de violão, musicalização infantil e iniciar carreira de docente para ensino superior de música ou área próxima.

32) RM : Quais seus contatos para show e para os fãs?

Raquel Martins : www.raquelmartins.com.br |

https://www.facebook.com/raquelmartinsfanpage |Instagram: [email protected] | Twitter: @raquelmviolao | https://www.soundcloud.com/raquel-martins | https://www.youtube.com/raquelmartinsoficial

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.