Rangel Júnior

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Rangel Júnior
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Antonio Guedes Rangel Júnior, professor universitário.  Rangel Júnior, poeta-cantador paraibano, do cariri, sim senhor. Conheci o Antonio Guedes discursando nos palanques em Campina Grande-PB, em prol das causadas sociais. Na época (anos 90) um professor universitário filiado ao PC do B.

Um homem do campo que chegou a universidade e fez carreira acadêmica. Só por isso, já tinha meu respeito e admiração. Com seu discurso árido, crítico e politizado, para os ouvidos conservadores e provincianos, deixava muita gente de cabelos em pé. Poucos anos após conheço no palanque o Rangel Júnior, dessa vez como poeta – cantador. O seu primeiro CD também era árido como a terra seca do semi-árido do cariri. O verdadeiro poeta canta a alegria, a dor e os sonhos do seu povo. Um disco de compositor-cantador, com voz de cantador, cantada pela afinação do coração. Um disco sertanejo (com forró, toadas, bregas), que mostra que acima de tudo somos fortes. Depois vieram os discos de Forró. Neste gênero o compositor se encontrou em plena harmonia com o cantor. Pra cantar forró tem que ter afinação, ritmo, tendência, ser forjado com o barro do sertão. É um misto de aboiado de gado com violeiro. O Rangel Júniorcom o forró, xote, baião estava em casa e a vontade. Seus versos telúricos, sertanejos ou sociais vão ponteando sua obra. Ele compõe em diversos gêneros, mas naturalmente suas origens do campo gritam mais alto nos gêneros genuinamente nordestinos. Com isso ele quebra um estereotipo que pessoa letrada não canta forró, xote e baião. Já tivemos letrados escrevendo forró. Mas fazendo as duas funções criando e cantando o Rangel Júnior está sendo pioneiro e com maestria.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Rangel Júnior para a  www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 03.11.2009:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Rangel Júnior: Abri os olhos pela primeira vez na cidade de Juazeirinho – Paraíba, na noite de 16 de novembro de 1962.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Rangel Júnior: Meu pai recebia em casa, vez por outra um violão para afinar. Meu avô promovia cantorias de viola e algumas delas eu via na feira de Juazeirinho. Minha mãe, apesar de não tocar nenhum instrumento, era afinadíssima e gostava muito de cantar. Esse foi o ambiente em que cresci.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica (Teórica) e fale da
sua outra formação acadêmica?

Rangel Júnior: Meu pai nos ensinava a cantar (eu e mais dois irmãos mais velhos) em casa, cantando à noite antes de dormirmos. Aprendi a cantar e ouvia muito rádio. Ajudava minha mãe na feira e com uns trocados que ela me dava, comprava revistas de música usadas para aprender as letras. Daí, como não sabia inglês ficava criando letras em português para algumas músicas. Aos nove anos de idade construí um instrumento que, depois descobri, era uma espécie de marimbau. Uma ripa de telhado, uma lata de leite vazia que esticava um arame de caderno entre uma ponta e outra da vara de ripa. Daí eu percutia o lado menor com uma vareta de pau e encostava deslocando uma faca de mesa na parte maior do arame tirando notas. Eu tocava de ouvido: Noite Feliz; Parabéns pra você e Asa Branca. Nesta época eu já participava de grupinhos musicais formados no colégio. Tocávamos com instrumentos fabricados por nós mesmos (não tinha música – risos) a gente batia lá naquilo e cantava coisas como “criança feliz / que vive a cantar…” Fazíamos até show nas festas do colégio. Era um sucesso! Depois fui aprendendo música na banda marcial do colégio. Toquei Surdo, Caixa-repique e Bumbo. Tentei com a Corneta, mas não fui feliz. Aos 15 de idade (após a morte de meu pai), um amigo me emprestou seu violão e me ensinou as noções básicas: Tom, primeira, segunda, preparação, terceira. Tom maior, menor… E por aí vai, sempre fui autodidata depois disso. Entrei em vários cursos de violão, mas nunca passei do primeiro mês de aula.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Rangel Júnior: Ouvia de tudo o que tocava no rádio e os sambas que meu pai me ensinava. Depois em casa, já com uma radiola – toca disco (nessa época eu já tinha uns 15-16 anos), ouvia de tudo: Demônios da GaroaRoberto Carlos, Sambas em geral e tudo da Jovem Guarda e o internacional que aparecia na moda. Creio que fui fortemente influenciado pelo romantismo ingênuo da Jovem Guarda e muito pela literatura. Lia de tudo, mas principalmente os românticos, parnasianos. Creio que todas as influências dessa época estão vivas ainda. Musicalmente, me aproximei mais da Bossa Nova e do Samba quando descobri Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Toquinho. Todos têm seu lugar ainda no meu imaginário musical.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Rangel Júnior: Cantei pela primeira vez para um público desconhecido num programa de calouros promovido pela Rádio Rural de Caicó – RN, em Santa Luzia – PB, num concurso chamado “A mais bela voz do sertão”. Fiquei em terceiro lugar cantando Gosto de Maçã, do Wando. Logo depois comecei aprender violão. Aos 17 de idade eu fazia participação em um conjunto de bailes, em que o meu professor de violão, o Zominho (que havia me emprestado o violão antes), cantava e tocava guitarra. Eu segurava a barra dele depois do intervalo, tocando algumas músicas enquanto ele ia pra paquera. Eu acompanhava o conjunto nas festas como um agregado e um dia surgiu uma oportunidade, então passei uma semana treinando no contrabaixo e ainda toquei algumas festas acompanhando com este instrumento. Depois tive que parar, porque minha mãe reclamava muito, já com 18 e fazendo a faculdade de psicologia. Ela dizia que aquilo não era trabalho e eu acabei largando. Depois continuei os estudos, me graduei em Psicologia. Tentei Sociologia uma época, mas segurei mesmo em psicologia. A partir dos anos 80 (já morando em Campina Grande – PB) eu tocava muito violão nas festinhas e eventos na universidade e dava canjas em barzinhos e não parei mais.

06) RM: Quantos CDs lançados (músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que se destacaram em cada CD e caíram no gosto do público?

Rangel Júnior: Em 1994 eu estava fazendo Mestrado em Fortaleza – CE. E como já havia participado de muitos festivais nos anos 80, tinha algumas músicas compostas, mas que algumas pessoas não conheciam. Conversando com Eugênio Leandro e Lifanco (cearenses), eles me propuseram gravar um CD com minhas canções e outras de compositores cearenses. Comecei em 1997 e só fui concluir em 2000. Lancei o primeiro CD – Coração de Aroeira. Ele foi gravado em Juazeiro do Norte – CE, com arranjos do Lifanco e direção de Eugênio Leandro. Era um CD meio indeciso (risos) com Forró, Toadas, uma Guarânia de minha autoria e uma regravação da música Tropeiros da Borborema (Rosil Cavancanti e Raymundo Ásfora). Esta célebre música que fala de Campina Grande-PB foi imortalizada por Luiz Gonzaga. Deste CD, o maior destaque ficou para Armadilha da Paixão, que ganhou um prêmio nacional, promovido pelo Sindicato Nacional de Docentes das Universidades. Com o dinheiro do prêmio terminei o CD. Depois gravei o CD – Nordestino Cantador, com arranjos de Lifanco e produzido entre o Crato-CE e Campina Grande-PB. Uma parte dos músicos era do Crato e a outra de Campina GrandeLifanco tocou a maior parte dos instrumentos. Teve ainda a participação de Biliu de Campina e Oliveira de Panelas. O trabalho é quase totalmente autoral e mistura Forró com Glosas e Cordel. Depois lancei o CD – Rangel Junior e o Cangaço. Quase ao vivo, semi-acústico e meio “desplugado”. Na verdade foi quase ao vivo mesmo, mas no estúdio. Depois lancei uma coletânea com Forrós, incluindo uma música inédita, “Florbela”. Que fez certo sucesso na região. Inclusive foi gravada por Santanna, o Cantador, sendo sua música de trabalho entre 2008 e 2009.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Rangel Júnior: Considero-me um compositor que leva a sério a poesia e a mensagem de sua música. Sou romântico e componho desde forró a samba, toadas, bolero, e não me prendo a um estilo específico para compor. Como intérprete de minhas músicas, fiquei mais com o forró. Por contingências e por ter a maior parte de minhas composições nesse estilo. Um forró comprometido com as raízes, mas fazendo uma ‘ponte’ entre o rural e o urbano. Falando do mundo atual e dos sentimentos e relações entre as pessoas. Faço uma espécie de crônica do cotidiano.

08) RM: Como é o seu processo de compor?

Rangel Júnior: Tenho me saído melhor quando componho caminhando. A melodia e letra nascem juntas. Geralmente uma ideia, um tema, com uma frase musical e vou trabalhando. Gravo no celular ou direto no computador e vou trabalhar depois. Raramente utilizo o violão a não ser quando estou pra finalizar a composição. Se eu começar com o violão, me sinto atrapalhado, preso (risos).

09) RM: Quais são seus principais parceiros?

Rangel Júnior: Fiz poucas parcerias; com Luiz Amorim, Lifanco, Jessier Quirino e Edmundo Gaudêncio, um amigo, professor universitário como eu e psiquiatra. Grande poeta.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Rangel Júnior: Creio que caminhamos para uma situação em que quase todo mundo será independente, mais no aspecto da produção e criação. A arte ganha com isto. Ao menos a independência na hora de construir um projeto, um conceito de disco. A grande dificuldade para os independentes é a distribuição, divulgação. Os que têm grandes estruturas por trás se garantem nas rádios, seja pelo nome que construíram, seja pelo jabá. O que é a gritante realidade das rádios, principal meio de difusão da música. Claro que agora a internet está aí pra mudar isso. Já está mudando, mas num ritmo que ainda não atinge grandes massas, que forma opinião pelo rádio e TV.

11) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Rangel Júnior: Creio que vivemos uma fase muito boa em termos de criação. O grande problema ainda é a circulação. Quanto às revelações creio que é muita coisa pra falar sobre duas décadas e ainda posso ser injusto na citação de nomes, mas considero Lenine, Zeca Baleiro, Maciel Melo, Ana Carolina, Adriana Calcanhotto, Vander Lee, Socorro Lira, Chico César, Targino Gondim, Roberta Sá, Dudu Nobre, tantos outros… E Sandra Belê, de quem ainda muito se falará. Creio que esses que citei vieram pra ficar.

12) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Rangel Júnior: Chico Buarque, Paulinho da Viola, Dominguinhos e Flávio José.

13) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Rangel Júnior: Tem piada de sobra nesse campo aí. Num show do Parque do Povo em Campina Grande – PB, noite de São Pedro e eu abri o show de Zé Ramalho. Ele demorando a chegar e eu já estava concluindo o show quando o sujeito da produção local fez sinal pra mim com os dedos: SETE. Pensei… Sete minutos, canto um pot-pourri de Luiz Gonzaga e encerro o show. Quando me despedi o cara gritou de lá: Não, eu falei sete músicas… Zé Ramalho no Hotel e eu aparecendo no São João do Nordeste pela TV Globo, pois o horário era fixo e estava reservado pra Zé Ramalho. O humorista Shaolin, que é meu amigo, fazia às vezes de apresentador e “enchia a minha bola” de lá dos camarotes e eu mandando ver pra todo o nordeste ao vivo (gargalhamos muito disso depois). Bêbados pedindo música que não tem nada a ver com meu repertório. Outros pedindo pra oferecer música no meio do show. Já “levei cano” de muitos shows feitos, inclusive de prefeituras importantes como a de Campina Grande no Maior São João do Mundo. Muita coisa engraçada, mas muito aperto também. Algumas não são declaráveis (risos).

14) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Rangel Júnior: A felicidade maior é poder cantar e oferecer ao público a oportunidade de ouvir algo diferente do que toca nas rádios. Quando o público tem empatia, entra no clima, viaja junto com você. É o clímax, é o grande pagamento pro artista. Tristeza de ver tanta coisa boa, uma infinidade de boas músicas, bons artistas que não são “tocados” no rádio nem na TV. Infelizmente, o jabá é um câncer no meio artístico e degenera tudo. Faz rebaixar o gosto musical, faz vender a cada dia “produtos” da mais baixa qualidade, pra girar rápido, pra manter o comércio aquecido. Tudo pela transformação da música em pura mercadoria. A lógica é perversa neste sentido.

15) RM: Nos apresente a cena musical paraibana e campinense?

Rangel Júnior: Na Paraíba há muita coisa boa acontecendo em termos musicais. Em João Pessoa principalmente a cena se movimenta muito e há um verdadeiro boom musical, orquestras, músicos, festivais, shows com um calendário muito bom de eventos e um equipamento cultural que se mobiliza, tem ocupação. Em Campina Grande e a maioria do interior, infelizmente, há muito espaço físico e pouca política cultural. A “farra” tomou o lugar da festa popular e o rebaixamento do nível das escolhas tem piorado a cada ano que passa. Muitos compositores, muitos cantores novos, mas que não encontra na cena oficial nem alternativa o espaço adequado para mostrarem seu trabalho. A meu ver, está muito longe de ficar regular, numa escala de péssimo a ótimo.

16) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Rangel Júnior: Não! Definitivamente, não! Tocará uma vez ou outra, numa entrevista, num lançamento de CD, num ou noutro programa fora do horário nobre. Uma vez ou outra, raramente, na programação regular das rádios. O jabá é a regra, portanto, sem ele, a esperança de ver sua música executada pra que possa ser entendida, gostada, é mínima. Somente a democratização efetiva dos meios de comunicação mudaria esse quadro perverso. A internet ainda está longe de ser popular de verdade, atingindo a grande massa da população.

17) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Rangel Júnior: Acredite nos seus sonhos. E, se puder se ainda for tempo e você acreditar no que faz. Se lance de corpo e alma nos seus projetos. Seja honesto com os seus, com sua história, com sua arte. Não espere facilidades, nem sucesso efêmero. Sucesso mesmo é você viver da sua arte, independentemente de fazer sucesso comercial ou não. Afinal, se artista é ser um trabalhador como tantos outros e tem sua importância na sociedade tanto quanto a tem o pedreiro que ergue casas e a medida do seu sucesso é ver a casa de pé, resistindo e agasalhando bem as pessoas.

18) RM: Como você administra sua vida entre a carreira acadêmica como professor e pesquisador com a carreira musical? Quais as portas que se abriram e se fecharam por desenvolver estas duas carreiras?

Rangel Júnior: É difícil e o artista sempre sai perdendo. Na verdade, há um professor universitário que sustenta o artista materialmente. Atrasei bastante os dois lados quando fiquei indeciso. Hoje invisto num doutorado e tenho uma participação muito efetiva na vida política da Universidade Estadual da Paraíba onde trabalho há 21 anos. A produção acadêmica é deficitária também por conta desta atividade. Nunca percebi nenhuma vantagem por ser um acadêmico ou gestor da UEPB. Percebo um tratamento gentil por parte da imprensa em geral, mas isso por conta das relações mesmo que construí independente de cargos. A cada dia o artista fica mais prejudicado pelo professor, mas um não fica com raiva do outro. São dois na mesma pessoa. Ainda tem lugar pra mais.

19) RM: Você acredita que por ser um intelectual reflete positivamente em uma carreira musical consciente do seu papel de cidadão?

Rangel Júnior: Isso faz um diferencial enorme. A participação política, a militância e o estudo da política me deram uma consciência social diferenciada e isso me compromete a ser como sou. Sou feliz em poder honrar o meu nome naquilo que faço, seja como professor, gestou ou artista e as pessoas me respeitam por isso. Entretanto, o fato de ser assim fecha também muitas portas, mas já sou preparado para isto.

20) RM: Você acredita que se encontrou como cantor e compositor nos CDs de forró?

Rangel Júnior: Creio que sim, mas não estou satisfeito. Tenho um CD praticamente pronto com músicas em outros estilos. E, na hora certa, estas músicas virão ao público pra que as pessoas conheçam esse outro lado. Pois até hoje, quase tudo que escutaram de minha criação foi ligado ao forró. Como compositor eu me sinto mais reconhecido e feliz. Na verdade, sou um compositor que, por não ter quem cantasse suas músicas resolveu ser cantor, intérprete de si mesmo. Tem dado certo.

21) RM: Você se sente mais seguro na de cantor ou de compositor?

Rangel Júnior: Sinto-me bem nas duas funções, mas a composição tem seu lado de prazer que a interpretação não dá. Ouvir sua música interpretada por outros é sempre uma sensação muito gostosa. Como meu tempo é pouco pra atividade de cantor. Limitado até mesmo para viajar, tento não me frustrar com isso e tocar em frente o meu trabalho. Assim como a vida me foi oferecendo oportunidades e sei que ainda surgirão muitas outras.

22) RM: Como você analisar as bandas de forró que gravam mais letras apelativas?

Rangel Júnior: Pra mim isso é puro apelo comercial, muito pouco ou quase nada de música de verdade, de arte. Mas é assim a lógica do mercado, a lógica do produto no capitalismo. As pessoas confundem o fato de precisarem vender suas músicas e acabam se vendendo. Depois isso é um caminho sem volta. Fica o vício, o gosto pelas facilidades. O dinheiro entrando fácil. Mas acaba, pois a fórmula esvazia, se exaure. Cada dia vai ficando mais apelativo, mais baixo nível até que atinja uma espécie de “pré-sal” das tendências mais escatológicas dos sujeitos.

23) RM: Quais os projetos futuros?

Rangel Júnior: Tenho um projeto de um CD e DVD já aprovado no Fundo de Cultura do Estado da Paraíba, mas encalhado na burocracia e na politicagem. Será um CD de forró com 12 faixas, sendo 10 inéditas, todas de minha autoria, gravado ao vivo. O DVD trará estas mais 14 faixas de outros CDs anteriores, todas também de minha autoria ou parcerias. Projeto mesmo eu tenho em médio prazo, pois com minha aposentadoria daqui mais uns 12 anos pretendo me dedicar exclusivamente à música. Tenho saúde, energia, vitalidade, força interior, garra e muitos sonhos guardados numa espécie de embornal que é o coração. Acredito muito em mim e nas coisas que faço, por isso não tenho pressa de chegar. O bom mesmo não é o lugar aonde se quer chegar, mas a caminhada, o caminho sendo construído. Sou apaixonado por isso. Isso é vida!

Contatos: (83) 98811 – 3481 | 99121 – 5678 | [email protected]  / www.palcomp3.com.br/rangeljunior

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.