Nô Stopa

Nô Stopa 1
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Cantora e compositora paulistana Nô Stopa já tem 20 anos de trajetória e quatro discos autorais e independentes lançados.

Artista plural que começou nas artes como bailarina e artista circense, e só depois passou a se dedicar à carreira de cantora e compositora, herança musical que também pode ser atribuída a seu pai, o cantor e compositor mineiro ZÉ GERALDO.  Seu registro de estreia foi em “O NOVO AMANHECE” (Kuarup | 1999), disco de ZÉ GERALDO em parceria com RENATO TEIXEIRA. O seu primeiro CD – “CAMOMILA E DISTORÇÃO” (2004) contou com parceria de CHICO CÉSAR em uma das canções, além do clássico Satellite of Love de Lou Reed. No segundo CD – “NOVO PRÁTICO CORAÇÃO” (2010) mesclou sonoridades acústicas a timbres eletrônicos, somados a um discreto tempero rock. Produzido pelo DJ e produtor musical Érico Theobaldo, teve a faixa “Deixa Andar” na trilha sonora da tele novela Revelação (SBT). No terceiro CD -“MANIFESTO POESIA” (2015) produzido por Fernando Anitelli, realizado pelo PROAC e distribuído pela Unimar Music, esteve entre os 100 melhores discos de 2015 na prestigiada lista do “Embrulhador”, além de ser finalista no Prêmio Profissionais da Música. No quarto CD – “DUAS CASAS” (2017) foi o primeiro álbum homônimo da dupla “Duas Casas”, formada por Nô Stopa e Bezão, compositor atuante na cena folk paulistana. Produzido por Alexandre Fontanetti.

 Paralelamente à carreira autoral, Nô Stopa faz parte da premiada BANDA MIRIM desde sua fundação, tendo participado da montagem de nove espetáculos do grupo (APCA | Grande Prêmio da Crítica 2014, Prêmio Governador do Estado, Prêmio FEMSA), participa da trupe d’ O TEATRO MÁGICO desde o primeiro álbum; integra a banda do maranhense Zeca Baleiro em seu projeto infantil Zoró Zureta. Nô Stopa dança, canta e compõe trilha para espetáculos da Companhia Giz de Cena, grupo de dança contemporânea para crianças e prepara repertório para o segundo álbum de sua dupla “DUAS CASAS”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Nô Stopa para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 25.06.2019:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Nô Stopa: Nascido no dia 25/06/1978 em São Paulo – SP. Registrada como Aniela Stopa Juste e minha irmão me chamava de Noele e logo virei Nô.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Nô Stopa: Foi em casa. Ouvindo meu pai (Zé Geraldo) cantar e minha mãe (Maria Izilda) tocar piano.

03) RM: Qual sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Nô Stopa: Estudei teoria musical com minha mãe Maria Izilda em casa; violão com Aroldo Santarrosa e Etevan Sinkovitz; técnica vocal com Tuca Fernandes e Andrezza Massei.  Cursei Esporte na USP, estudei balé clássico, contemporâneo e técnicas circenses.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Nô Stopa: Zé Geraldo sempre e a música que me rodeava na infância: Bob Dylan, Renato Teixeira, Belchior, Raul Seixas, Rod Stewart, New Young, Rolling Stones, Beatles… Na adolescência fui ouvir Rita Lee, Arnaldo Antunes, Lou Reed, Tom Waits, Chico César, Nirvana, Legião Urbana, Cazuza. Quando ouvi Zeca Baleiro pela primeira vez, comecei a compor.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira profissional?

Nô Stopa: Quando fiz 10 anos de idade fui fazer acrobacia para curar a asma. O mestre Pereira além de acrobata era maestro e dava aulas de canto coral. Foi quando comecei cantar. Da acrobacia fui pro circo. Meu primeiro palco foi o picadeiro, aos 13 anos, com os irmãos Fratelli (Kiko e André Caldas), depois fui dançar (no P.U.L.T.S. Teatro Coreográfico). Só quando fiz minha primeira canção (lavando louça!!), aos 18 anos, entendi que minha maior expressão estava na música. Depois disso comecei frequentar o sarau do KVA, onde encontrei diversos parceiros, entre eles Fernando Anitelli, d’ O Teatro Mágico. Compor se tornou muito prazeroso. Em 1998 Zé Geraldo e Renato Teixeira lançaram um disco ao vivo “O Novo Amanhece”, apresentando seus filhos compositores. Eu e Chico Teixeira iniciamos formalmente nossa carreira nesse álbum.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Nô Stopa: Como Nô Stopa: Em 1998 “O Novo Amanhece”Zé Geraldo e Renato Teixeira. Ao vivo no Centro Cultural São Paulo. Eles apresentando seus filhos: Eu e Chico Teixeira. Em 2004 lancei o CD – “Camomila e Distorção” (Produzido por Alexandre Lima e Tomas Gruetzmacher; com Peri Carpigiani, Luque Barros, Estevan Sinkovitz e Juliana Souto). Um disco pop rock com suavidade. Em 2010 o CD – “Novo Prático Coração” (Produzido por Érico Theobaldo, com Érico, Roger Menn, Fernando Nunes, Theo Werneck e Dudu Tsuda). O disco mescla sonoridades acústicas a timbres eletrônicos e um leve tempero rock. Em 2015 o CD – “Manifesto Poesia” (Produzido por Fernando Anitelli, com Gustavo Souza, Sérgio Carvalho, Zeca Loureiro, Guilherme Ribeiro, Fernando Anitelli e Zé Geraldo. Um disco pop mais solar, com canções que celebravam a palavra como meio de expressão.

Em 2017 lancei em dupla o CD – “Duas Casas” em parceria com Bezão – Produzido por Alexandre Fontanetti, com Curumim, Fabio Sá, Thomas Rohrer, Adriano Grinemberg, Felipe Camara e Alexandre Fontanetti. Um álbum folk brasileiro que conta uma história de amor.

Os discos com a Banda Mirim (teatro musical dedicado ao público infanto-juvenil com: Alexandre Faria, Claudia Missura, Edu Mantovani, Lelena Anhaia, Nina Blauth, Olivio Filho, Simone Julian, Tata Fernandes, Andrea Pedro, Marcelo Romagnoli, Marisa Bentivegna) lancei em 2006 o CD – “Felizardo” (trilha do espetáculo Felizardo, produzido pela banda Mirim e Leonardo Nishimura. Em 2009 o CD – “Espoleta” (trilha do espetáculo Espoleta, produzido pela Banda Mirim e Paulinho Lepetit). Em 2014 o CD – “Primeira Cartilha e Segunda Cartilha” (produzidos pela Banda Mirim e Ernani Napolitano – mesclam canções de 8 espetáculos da banda. Companhia Giz de Cena (grupo de dança contemporânea para crianças). Em 2018 o CD – “Pé de Tudo” (produzido pela Companhia Giz de Cena e Paulinho Lepetit – mescla canções dos três espetáculos da Cia.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Nô Stopa: Sou cancionista. Faço canções. Ultimamente tenho dialogado muito com folk, mas com sotaque do Brasil!

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Nô Stopa: Estudei com Tuca Fernandes e Andrezza Massei. Na Banda Mirim tivemos aulas com a italiana Francesca della Monica.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Nô Stopa: É um treino. Já fui atleta e penso que funciona exatamente igual. Quanto mais preparo técnico e muscular, mais à vontade você fica na performance. Quanto à saúde vocal, cada artista conhece seus limites. Eu comecei cantar pra curar a asma. Fico rouca com facilidade, então evito falar muito depois dos shows ou em lugares muito barulhentos, detesto cigarro e bebo bastante água.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Nô Stopa: Rita Lee, Joan Baez, Ceumar e Dandara.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Nô Stopa: Não tenho fórmula para compor. Na maioria das vezes começo pela letra. Adoro fazer parcerias!

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Nô Stopa: Fernando Anitelli (O teatro Mágico) e Marcelo Bucoff (poeta, bailarino e coreógrafo do P.U.L.T.S.) foram os primeiros parceiros musicais. O Marcelo é poeta rock’n roll, sempre trazia uma letra cortante e eu adorava musicar. O Fernando é poeta cantante, trazia verso, melodia e me inspirava muito. Essenciais na minha história. Com a Roberta Campos fiz uma porção de músicas também. Chegamos a montar um show de parcerias, se chamava “Da cor do vento”.  E meu parceiro maior é sem dúvida o Bezão (Folk na Kombi), do “DUAS CASAS”, que conheci há 3 anos e de imediato viramos uma dupla. A gente já compõe fazendo arranjo pras duas vozes, as músicas já nascem pra nós dois cantarmos. Temos o mesmo gosto musical, uma trajetória muito parecida e isso facilita muito na hora de compor. Ele é meu grande parceiro! É a minha dupla!

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Nô Stopa: Não ter estrutura e respaldo financeiro para gerir a carreira é sem dúvida uma dificuldade que encontramos, mas a liberdade criativa e o tanto que aprendemos pra conseguir seguir adiante são trunfos da independência.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco? 

Nô Stopa: Gosto de mergulhar em processos criativos (herança da minha experiência na dança e no teatro). Da bagagem adquirida nos processos nascem os conceitos de cada trabalho. Cada disco é uma história a contar com canções, sonoridades, cores, temáticas.  Tenho um selo próprio e uma editora onde estão todas as minhas músicas já lançadas desde o início da carreira. Conto com essa estrutura pra fazer shows, lançar meus álbuns e procuro estar atenta a editais, festivais, saraus, etc.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira artística?

Nô Stopa: Criação de conceitos para projetos, editais, festivais de canções, encontros e trocas artísticas em saraus, contato e parceria com outros compositores. Participo de alguns projetos paralelamente à minha carreira, que são fundamentais para minha evolução artística e meu sustento financeiro. São eles: Banda Mirim, O Teatro Mágico, Zeca Baleiro (Zoró Zureta), Giz de Cena, etc.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Nô Stopa: A internet é essencial. A principal forma de divulgação de meu trabalho.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)? 

Nô Stopa: Só vejo vantagem. Criar e poder colocar no mundo sua arte. Há um aumento significativo de artistas que conseguem lançar seus projetos e não vejo isso como competitividade no mercado musical, mas como fortalecimento da cena. Há espaço pra todos.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Nô Stopa: Não penso em ser diferente ou então tentar seguir uma onda, mas em fazer o que gosto e o que acredito.  Ser autêntica e estar alinhada com minha verdade já são suficientes para me tornar especial.

19) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Nô Stopa: Não vou citar nomes. O mercado musical é muito rico e por todos os lados tem artistas incríveis. Cada um descobre sua maneira de se manter nessa caminhada. Uns colocam música na novela, outros ganham o público pela internet, uns tem o viés mais politico, outros falam de amor, uns são mais intelectuais, outros conversam com a massa. Alguns são professores, uns são locutores, outros vivem de direitos autorais. Existem os renomados e os bairristas. Eu me viro com a somatória de vários projetos que amo fazer. O artista está por todo lado e quem não tem verdade e consistência não segura à onda da arte. Como diria Ariano Suassuna, arte é missão, vocação e festa!

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Nô Stopa: Minha principal referência é meu pai, Zé Geraldo, exemplo de perto que me ensina muito. Nunca vi meu pai entrar em cena sem se benzer. O palco é seu altar e sua simplicidade me emociona. Recentemente entrei para a banda do projeto infantil do Zeca Baleiro e me encantei com a leveza, seriedade e paixão com que ele toca a sua carreira. É um artista inquieto, além de um queridaço e muito generoso.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Nô Stopa: Uma vez cantei de costas pro público, num Bar em Mogi das Cruzes – SP, o público não parava de falar, virei de costas e fiz o show curtindo com a banda. Já “levei bolo” de cachê, uma merreca que até hoje não recebi. Na Banda Mirim uma vez entrei com o acessório errado: usando a asa do mosquito na cena do diabo.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Nô Stopa: Os encontros e parcerias sonoras são, para mim, a melhor parte. Fico triste quando fico muito tempo longe do palco.

23) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?  

Nô Stopa: São Paulo é cidade natal de artistas variados, além de receber artistas de todos os cantos do país. Essa mistura torna a cena paulistana muito rica.  Frequento uma cena musical que vem se formando pelas margens. Há cerca de três anos nos atraímos e viramos uma família musical de diferentes gerações, mas com uma paixão em comum, a música folk, também reconhecida como rock rural, rock do mato, caipira moderno, entre outros “rótulos”. Artistas como Renato Godá, Roberta Campos, Wilson Teixeira, Devonts, Folk na Kombi, Magê, Tuia, Francis Rosa, Chico Teixeira, Demerara, Duas Casas, Dois Reis, Ricardo Vinigni, Horses and Joy, entre muitos outros, apadrinhados pelo nosso “pai do folk” Zé Geraldo.

24) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção? 

Nô Stopa: Todos os que eu citei acima e incluo Fernando Anitelli (O Teatro Mágico), as Orquídeas do Brasil (que acompanhavam Itamar Assumpção), Mariana Aydar, Tiê, e alguns artistas da cena independente como Demétrius Lulo, Thiago K, Chico Salem, Paulo Monarco, Dandara, Raul Misturada, Kleber Albuquerque, entre outros!

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

 Nô Stopa: Algumas rádios que apoiam artistas independentes como a Rádio Brasil Atual; Radio USP; Rádio Eldorado tocam. Já paguei jabá em uma rádio grande, toquei lá durante um mês, depois acabou a verba e aí babau.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Nô Stopa: Seja teimoso e divirta-se muito!

27) RM: Quais os prós e contras de ter um pai (Zé Geraldo) conhecido na sua profissão?

Nô Stopa: Todos os prós! Nenhum contra. Crescer ouvindo meu pai cantar foi o melhor presente que a vida me deu. Ele dizer sorrindo “vou trabalhar” me ensinou que trabalhar é uma delícia! O respeito que ele tem pelo que faz me inspira muito e sua resistência é uma baita lição. Ser honesta com o que acredito com certeza também veio dele!

28) RM: Quais as influências direta e indireta, pessoais, profissionais e da obra do seu pai (Zé Geraldo) para a sua carreira e obra musical?

Nô Stopa: Tudo o que disse acima são as influências de caráter e postura na carreira. Artisticamente sinto que cada vez me aproximo mais do seu som, do seu rock do mato e da simplicidade madura de sua música. Mostrou-me desde criança a importância da leitura para quem lida com a palavra e cresci vendo dos bastidores como funcionava a engrenagem que fazia tudo funcionar.  A estrada de Zé Geraldo é uma das minhas escolas mais importantes.

29) RM: Quais as ações na sua carreira musical que são diferentes das praticadas pelo seu pai (Zé Geraldo)?

Nô Stopa: Os tempos são outros, ele construiu a sua carreira numa época sem internet, já os Festivais de Música eram vitrines mais potentes que os de hoje. Através de um Festival ele foi levado para uma gravadora e assim teve início sua carreira no mercado fonográfico. Eu fui apresentada ao público por ele, e depois segui meu o caminho como artista independente. Passeei por outros palcos que me possibilitaram misturar linguagens diversas em meus shows. Cada um fez a sua estrada, mas de vez em quando nos encontramos pelo caminho e é sempre uma alegria estar com ele em cena!

30) RM: Quais os seus projetos futuros?

Nô Stopa: Estou preparando o segundo álbum da minha dupla “Duas Casas”, com Bezão. Acabamos de estrear o projeto “Duas Casas Toca Raul”, onde homenageamos o grande maluco beleza Raul Seixas, que em 2019 completa 30 anos de sua partida.  Estou fazendo uma turnê pelo Brasil com a Banda Mirim pela Petrobras Distribuidora de Cultura em comemoração aos nossos 15 anos de trajetória.

31) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

 Nô Stopa: [email protected] | www.facebook.com/nostopamusica | www.nostopa.com.br |

 instagram: @no_stopa | http://duascasas.com.br | https://www.bandamirim.com

Links: Nô Stopa e Zé Geraldo – “Falando à saudade”:  https://www.youtube.com/watch?v=QoWdrJbZrho

Chico Teixeira e Nô Stopa – “Raízes” : https://www.youtube.com/watch?v=9UFGD80EUps

NÔ STOPA E BEZÃOhttps://www.youtube.com/watch?v=sMTnLA-bbXA


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.