Mirianês Zabot

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A cantora e compositora gaucha Mirianês Zabot lançou seu primeiro CD e DVD MOSAICO FOTO-PROSAICO.

Produzido por Itamar Collaço (baixista do Zimbo Trio e Triálogo) e pela própria cantora, traz no repertório canções de novos compositores, e também algumas releituras de nomes já consagrados como Paulo Cesar Pinheiro e Paulinho Tapajós. Ao lado de Itamar Collaço (contrabaixo), Marinho Boffa (piano) e Percio Sapia (bateria), passeiam por diversos ritmos musicais, como samba, baião, valsa, e outros.

CD – Mosaico Foto-Prosaico tem distribuição, no Brasil e exterior, pela Tratore. A faixa “½% de Tristeza” (Alexandre Florez) passou a fazer parte também da Coletânea Tratore – O Fator Guanabara, lançada recentemente com exclusividade Nokia, ao lado de artistas como Johnny Alf, Carlos Lyra, Ithamara Koorax, Conrado Paulino e outros. Mosaico Foto-Prosaico tem chamado a atenção do público e da mídia (com convite para entrevista em TV, Rádio, Jornais e revista).

O show Mosaico Foto-Prosaico foi selecionado pelo edital do Banco do Nordeste, para circuito de shows em seus Centros Culturais de Fortaleza – CE, Cariri e Sousa – PB e pelo edital do X Festival de Inverno de Amparo – SPMirianês apresentou-se em inúmeras cidades do país, em locais como Sesc Vila Mariana, Centro Cultural São Paulo, Auditório Franco Montoro na Assembléia Legislativa de São Paulo e no Auditório da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Terraço Itália, Teatro da Vila, Ao Vivo Music, Villaggio Café, Morumbi Hall, Casa de Cultura do Butantã, Teatro da UNESP, Lua Nova & Arte Bar, Magnólia Villa Bar em São Paulo – SP, Othon Palace, no Rio de Janeiro – RJ, Teatro Aramaça, em Santo André- SP, Photozofia, em São Francisco Xavier – SP, Pinacoteca Benedito Calixto, em Santos – SP, Teatro Múcio de Castro, Clube Juvenil, Clube Comercial, em Passo Fundo – RS, Café Coletânea, em Porto Alegre – RS, Fundação Cultural de Paranavaí – PR, entre outras tantas apresentações.

Participou do CD de Galldino e do DVD de Willians Marques, ambos de O Teatro Mágico, no primeiro, cantando a música Hedonista, que segue há vários meses consecutivos no Top 10 da Trama Virtual. Cantou no CD de Maurício Grassmann, ao lado do violonista Eduardo Agni. Gravou, com Filó Machado, Duofel, Lula Barbosa, e outros, a canção-tema brasileira da Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência. Participou do espetáculo teatro-musical Flores Sertanejas (de moda de viola), pelo Circuito Cultural Paulistano, entre outros.

Mirianês estudou canto na EM&T, na Universidade de Passo Fundo e com as cantoras Izabel PadovaniPat Escobar e Magali Mussi. Ela escreveu críticas de CDs, para a revista Cover Baixo e fez parte do Coral da Rede Globo de Televisão nos Carnavais de 2008 e 2009. É também professora de canto e musicalização infantil e atua como cantora em shows e gravações.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Mirianês Zabot para a  www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01.03.2011:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Mirianês Zabot: Nasci no dia 26.04.1981 em Ciríaco – RS.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

 Mirianês Zabot: Minha mãe conta que quando eu era bebê, ela costumava deixar o rádio ligado para eu não chorar enquanto ela fazia os serviços da casa. Bem, eu devia ser uma boa ouvinte (risos). Além disso, na minha casa sempre existiram instrumentos musicais (meus dois irmãos tocavam). Eles, que são mais velhos que eu, já não moravam mais conosco. Mas os instrumentos ficavam por lá, e quando eles vinham passar uns dias em casa, iam me ensinando a tocar algumas músicas.

03) RM: Qual a sua formação musical e acadêmica fora música?

Mirianês Zabot: Eu estudei violão, canto e teoria musical com vários professores. Técnica vocal na Universidade de Passo Fundo – RS e lá também me formei em Ciência da Computação. Já em São Paulo, onde moro desde 2006, continuei os estudos na EM&T. E também com as cantoras Izabel Padovani, Pat Escobar, Magali Mussi e outros professores.

04) RM: Quais suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Mirianês Zabot: Eu ouvi e cantei diversos estilos musicais. Trabalhei em bandas de vários gêneros musicais, com os quais aprendi muito a respeito de vida e arte. Já me dedico há alguns anos à Música Popular Brasileira, por ser a que realmente me arrebatou e muito me encanta.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Mirianês Zabot: Eu comecei com 14 anos de idade. Cantando em uma banda de baile chamada Ritual Show em São Domingos do Sul – RS. E também cantando no coral. Antes disso, aos 12 anos, eu já havia me apresentado em alguns festivais.

06) RM: Fale do seu primeiro CD e DVD (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical do CD? E quais as músicas que se destacaram?

Mirianês Zabot: Em 2009 lancei o meu primeiro CD e DVD – “MOSAICO FOTO-PROSAICO”. O repertório traz música popular brasileira (passeia por diversos ritmos musicais, como samba, baião, valsa, e outros) com canções inéditas de novos compositores, e algumas releituras de nomes já consagrados como Paulo Cesar Pinheiro e Paulinho Tapajós. Tive a imensa alegria de poder gravar este trabalho com grandes músicos como Itamar Collaço (contrabaixo), Marinho Boffá (piano) e Percio Sapia (bateria)Itamar Collaço fez a produção junto comigo.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Mirianês Zabot: Música Popular Brasileira.

08) RM: Como você se define como cantora/interprete?

Mirianês Zabot: Eu tenho muito carinho e respeito pela música, e isso faz com que eu busque sempre melhorar a minha forma de interpretar as canções. Gosto de experimentar ao máximo o que uma palavra cantada, uma nota, ou uma célula rítmica possa dizer. Gosto de redescobrir a cada momento a música.

09) RM: Você estudou técnica vocal?

Mirianês Zabot: Estudei e continuo estudando.

10) RM: Quais as cantoras que você admira?

Mirianês Zabot: Gosto muito do trabalho de cantoras como Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Joyce, Vânia Bastos, Clara Nunes, Leny Andrade. E tantas outras excelentes cantoras e artistas. Eu realmente poderia escrever aqui vários e vários nomes.

11) RM: Você compõem? Quem são seus parceiros musicais?

Mirianês Zabot: Sim componho. Tenho parcerias com Sandro Dornelles, Luis Pimentel, Peter Mesquita e outros compositores.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Mirianês Zabot: Um ponto positivo é a autonomia no direcionamento que se dá para a carreira. Contra, talvez seja o fato de ter que montar toda uma estrutura para realizar esse trabalho, para mantê-lo. E isso demanda bastante esforço e zelo.

13) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram as revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Mirianês Zabot: Felizmente temos muito artistas realizando belíssimos trabalhos, de grande valor e consistência. Independentemente de estes estarem ou não em uma posição que dê a eles uma grande visibilidade.

14) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Mirianês Zabot: Eu acredito que o profissionalismo e excelência estão nas mais diversas áreas. Por isso meus exemplos são um mosaico de histórias de vida que já vi, vivi e que ainda virão.

15) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Mirianês Zabot: Certamente já aconteceu tudo isso aí (risos). E certamente ainda acontecerão outras situações complicadas. Mas, o bom é que sempre aprendemos com isso, por pior que possa parecer.

16) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Mirianês Zabot: Posso dizer que um dos meus grandes desejos sempre foi o de conhecer muitas cidades por causa da música. Ou seja, ir para fazer shows e poder provar da diversidade cultural. E nesses vários anos de profissão, a música me levou a vários lugares. Isso me faz muito feliz. É muito emocionante e gratificante também ver as pessoas, que acompanham nossos shows, cantando junto canções de um trabalho feito com tanto carinho. Sem falar, da alegria que é ter a oportunidade de dividir o palco com artistas que são meus mestres. Tristeza… Sinceramente não tenho o que falar, porque procuro valorizar mais as boas coisas, e os problemas vamos superando.

17) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Mirianês Zabot: São Paulo é uma cidade de cultura efervescente e de origens diversas. E fazer parte desta produção cultural, sem ser somente expectador, é muito enriquecedor.

18) RM: Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Mirianês Zabot: Novamente posso citar vários artistas. Mas na verdade eu penso que é bom ouvir muita coisa. Conhecer cada vez mais a música em suas diversas vertentes. Do antigo ao novo e baseado nisso, ter ferramentas para poder criar a própria opinião.

19) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Mirianês Zabot: Sim, e as rádios já as tocam (risos). Eu acredito no trabalho continuado e no apreço por ele. O que torna possível encontrar caminhos alternativos para fazermos nossa música. Cada vez mais surgem espaços dispostos a mostrar a produção dos artistas, sem a contrapartida do jabá.

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Mirianês Zabot: É importante poder trilhar o caminho que realmente desejamos. Então, se a música for a carreira que nos realiza, é isso mesmo que devemos seguir. Acho importante o comprometimento, a paciência, e sobretudo o respeito e amor pela arte.

21) RM: Quais os seus projetos futuros?

Mirianês Zabot: Novos discos, shows, parceiras, enfim, mais e mais música!

Contatos: (11) 98390 – 8201 |  www.mirianeszabot.com.br | [email protected]

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.