Maurício Monjardim

Maurício Monjardim 1 Entrevista - Música - Revista Ritmo Melodia
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O cantor, compositor Maurício Monjardim nascido em uma família de músicos religiosos e é autodidata nos estudos musicais.

Seu interesse pela música começou muito cedo e aos 15 anos de idade começou a tocar profissionalmente e começou a tocar com importantes nomes da música de sua região, participando de diversos grupos musicais. Maurício Monjardim de 2014 a 2015 foi vocalista da banda “Sangue Rasta”, posteriormente, integrou a banda o “Gueto” tendo ainda participado e fundado das bandas conteúdo roots.

Maurício Monjardim em 2017, muda-se para São Paulo para fundar a banda “RaizSudeste”, onde teve a oportunidade de demostrar o seu trabalho por todo Vale do Paraíba e grande São Paulo. Em 2018, fechou contrato com a Nova Recordes gravando seu primeiro álbum com a banda “RaizSudeste”.

Segue abaixo a entrevista com Maurício Monjardim para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 19.07.2019:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Maurício Monjardim: Nasci no dia 20.12.1989 em Nova Iguaçu – RJ, mas fui criado em Belford Roxo – RJ. 

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Maurício Monjardim: Na minha infância meus pais cantavam na igreja e meu tio tocava e cantava, fui estimulado a cantar desde então, cresci nesse meio musical.

03) RM: Qual a sua formação musical?

Maurício Monjardim: Minha formação musical é como autodidata. E cursei Licenciatura em História pela Uniabeu em Belford Roxo – RJ.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Maurício Monjardim: No passado eram: Novo Som; Oficina G3; Ana Carolina; Maysa; Nirvana; Guns N’ Roses; O Rappa. Hoje as minhas influências musicais são: Alicia Keys; Bishop Brigs; Ladi Gaga; Kirkin Franklin; Maysa (nunca deixará de ser); Robert Jhonson; Ana Carolina; O Rappa. Não digo que deixaram de ser influências, mas não ouço com frequência: Novo Som; Oficina G3; NIRVANA;  Guns N’ Roses.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Maurício Monjardim: Em 2007 na igreja assembleia de Deus na Vila Piam em Belford Roxo – RJ, eu comecei a cantar e tocava guitarra, contrabaixo e bateria no ministério de Louvor Filhos do Rei. 

06) RM: Quantos CDs lançados?

Maurício Monjardim: Não lancei disco ainda, mas gravei dois singles que a galera canta bastante até hoje: “Jah cansei”, a banda “Frequência Roots”; formada por músicos que fizeram parte da minha banda “Conteúdo Roots”,  canta até hoje nos shows e gravei a música “Infelizmente”, na banda “Conteúdo Roots”. Desde 2018 sou o vocalista, guitarrista e compositor da banda “RaizSudeste” de Taubaté – SP e em maio de 2019 gravamos nosso primeiro single “Simples Assim” (Maurício Monjardim e Guido Campos).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Maurício Monjardim: Pop swing (risos).

08) RM: Fale do seu trabalho com a música gospel. Qual a diferença do mercado musical gospel para o secular?

Maurício Monjardim: Tenho muitas composições no gênero musical gospel mas sempre cantei cover gospel. Acho que é um mercado musical muito fechado, estou liberando aos poucos minhas músicas gospel no youtube. O mercado musical secular também é difícil, mas é mais aberto a oportunidades sendo na grande mídia ou não.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Maurício Monjardim: É muito importante o estudo de técnica vocal e cuidado com a voz. Mas confesso que eu não estudei e o que aprendi foi estudando sozinho e na raça.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Maurício Monjardim: Admiro muitos artistas, mas tenho um carinho especial pelo Seu Mathias do “Panela Zen”, admiro muito Alicia Keys, Marcelo Falcão, Alex Gonzzaga, Belo, Maysa, Juçara Freire, Adi Matos. A lista é numerosa (risos).

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Maurício Monjardim: Muito introspectivo, até minhas parcerias musicais são a distância, são escritas separadas, prefiro compor a minha parte sozinho, mas isso não me impede de compor junto. É só minha preferência.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Maurício Monjardim: Guido Campos, Yuri Pato, Juçara Freire, Adi Matos e mestre Canthidio Vallete.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Maurício Monjardim: Os pros são a liberdade e o tempo da realização de modo geral e contras são a falta de investimento e o conhecimento para abrir a porta certa no mercado musical.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Maurício Monjardim: Eu não tenho (risos). Meu produtor deve ter (risos).

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Maurício Monjardim: Ajuda na velocidade de movimentação da nossa arte e atrapalha se não souber usar a ferramenta tecnológica.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Maurício Monjardim: Acredito que as mesmas da internet que a velocidade e praticidade, mas se não souber usar as ferramentas de gravação se perde. 

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Maurício Monjardim: Procuro sempre me redescobrir musicalmente e pessoalmente, isso me ajuda a está sempre atual e original.

18) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Maurício Monjardim: A cena musical brasileira está se redescobrindo, mas sem dúvidas há muita banalização na arte musical. Creio que Annita é o grande nome dos últimos anos, mas tem muita coisa boa escondida. Escuto uma banda chamada “Far From Alaska”, muito boa. Annita conseguiu chamar atenção e se firmar no mercado musical sempre se inovando sem enjoar. Não vejo regressão, vejo um público que muitas vezes não sabe o que quer e que não sabe valorizar os artistas já consagrados. E a falta de estratégia da produção faz com que o artista saia de evidencia, mas os talentos e as potências estão na ativa…

19) RM: Como você analisa a cena do Samba? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Maurício Monjardim: Jorge Aragão, mestre Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho se consagraram nos anos 90 até mais do que os antigos sambistas, mas acredito que a concorrência sempre existiu. O Pagode se apropriando do nome Samba com um samba com instrumentos elétricos e isso forçou os sambistas tradicionais a mudarem os nomes para não misturar os públicos usando os termos Samba de Raiz ou Samba de Partido Alto. As grandes revelações foram nomes conhecidos no meio, mas tivemos o samba “Deixa a vida me levar” consagrando o grande Serginho Meriti. A música “O nome das favelas” com Paulo César Pinheiro e “Beijos Sem” com Adriana Calcanhotto mostrando que não é só sambista que sabe fazer Samba.

20) RM: Como você analisa a cena Soul, Black music? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Maurício Monjardim: Hoje não tem mais artistas como Michael Jackson, Prince, Tim Maia. Vejo muita miscigenação, o black music, o soul estão sofrendo muito com artistas pop que bebem da fonte e acabam colocando bastante influência no seu estilo pop e deixando mais Black com pegada mais sentimental. Acaba confundindo o público. Eu ainda fico com as raízes (risos) mas de revelação eu vejo Alicia Keys, Bruno Mars e o Leon Bridgs. E aí é muito louco, pois está tudo muito igual. Muito Mais do Mesmo e temos que ser muito seletivo, principalmente no black music, que é um estilo que já é uma vertente né? Vem do Hip Hop que é uma cultura. Hip Hop abre vertente, abre os braços a black music. O black music abre mais os braços que o Soul, o Gospel.  E está uma mistura hora boa, hora forçada e hora sinceramente inaudível. Algumas coisas não tem nem como engolir. Regressão teve a Jesse J que deu uma sumida, ela teve uma pegada interessante no começo, mas se comparou muito a Katy Perry até pela própria mídia e acredito que uma certa falha até da produção dela e teve Akon que sumiu. Tem Drake que também veio forte, mas eu não consegui identificar mais o que seja… Complicado, mas assim que eu vejo.

21) RM: Como você analisa a cena MPB? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Maurício Monjardim: Para falar da MPB para mim é um pouco complicado sou apaixonado por MPB. Eu tive o prazer de ver Ana Carolina no auge e tive o prazer de acompanhar o crescimento do Jorge Vercillo. Eu tive prazer de tocar e cantar músicas do Djavan e vi bastante Adriana Calcanhotto, Marisa Monte. Hoje no Brasil está morta a MPB que eu conheci. Hoje a MPB é muito separada. Hoje você pode identificar fácil MPB trans; MPB gordofóbica; MPB feminista. Eu não consigo compreender mais o que é MPB e o que não é MPB. E entrou também toda aquela velha ideia do pop eu não tenho nada contra o pop, “nem conta os trans e contra gordinhas, não é isso que eu estou falando, estou falando do estilo musical. Não tinha necessidade de se separar e também não foi algo proposital. A sociedade hoje até forçou muito aos artistas estarem focando em um tema só aonde eu acho que a música a música E se ela perdeu toda aquela ideia de se passar uma mensagem no estilo porque essa ideia de se identificar e desse engessar dentro de um tema só. É o que é o que caracteriza toda essa mudança para mim é o que desconstrói”, mas eu acho que influência é diferente de mudar misturar por isso que eu não vou citar nomes aqui falando MPB  mas tem muita artistas e destruindo e confundindo o público hoje MPB tá muito rede social tá muito internet então não tem mais aquela originalidade  é muito o que o povo quer que o povo quer e eu sigo muito uma frase do Tesla que ele fala que se o público soubesse que quer não era público era artista estava no palco eu acho que nós artistas nós somos formadores de opiniões . também eu vejo tão fácil ser artista né? estão fácil não sei… MPB para mim tá muito difícil analisar a cena eu vejo uma regressão no Jorge Vercillo mas não sei dizer se é regressão ou se é desânimo ou se é falta de espaço a concorrência é muito agressiva muito covarde muito pesada  porque você vê artista de funk de pop lançando EP  com uma música voz e violão com uma pegada MPB entendeu então fica complicado é tudo assim hoje.

22) RM: Como você analisa a cena do reggae no Brasil? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Maurício Monjardim: O reggae para mim é mais fácil falar das bandas que não estão na grande mídia. Não se tem mais bandas com a força do Cidade Negra quando surgiu a ponto de participar do Sanplash Festival na Jamaica sendo a primeira banda da América Latina e fora da panela jamaicana a participar do Festival. Hoje em dia eu tenho que citar o pop e para mim prejudica principalmente o reggae que é um estilo muito espiritual. O reggae é um dos poucos estilos que insiste em falar contra o preconceito em geral e o preconceito ao Negro de maneira aberta sem subterfúgios sem papa na língua. Eu vejo hoje as bandas que não estão na grande mídia sendo muito mais fortes do que as bandas que estão. Bandas da verdadeira cena do reggae são bem mais fortes. A Tribo de Jah nos anos 80 veio muito forte e hoje em dia falta espaço para eles na grande mídia para se manter. Eles ficam na contramão do sistema. Eu acho que quem está sustentando a cena reggae de uma maneira não tão reggae ou tão roots é O Rappa que acabou e agora é o Marcelo Falcão com a sua carreira solo. Eu vejo que ele está sustentando um pouco essa ideia do reggae na grande mídia, mas para falar das bandas que não estão na grande mídia são várias: Sangue Rasta; Raízes que tocam; Frequência Roots; Nazireu Rupestre. Regressão o Natiruts nem sei se tem ainda a carreira solo do vocalista deles. A banda Cidade Negra se afastou muito do que era na época do Ras Bernardo e até tentou manter um pouco na época do Tony Garrido, mas tá muito longe do que foi um dia. Eu fico com as bandas que não estão na grande mídia. Elas é que estão sustentando o reggae no Brasil.

23) RM: Fale do seu trabalho musical na MPB, Samba, Black music? 

Maurício Monjardim: Meu trabalho musical MPB, Samba, Black music é muito autoral. Quando jovem até tive uma banda Cover Black Music Gospel e minha iniciação profissional foi em Barzinho tocando cover de MPB, Samba. Hoje toco mais autoral e muito voltado mais a compor para o meu trabalho atual que é reggae, Black music e um Pop junto. O trabalho atual com Raizsudeste tem as minhas influências e as influências do Guido, por isso, nome Raizsudese que tem essa ideia do sudeste. O meu Sudeste que é Grove carioca, o samba, o reggae, a MPB e a pegada acústica, a guitarra swingada e tal. E Guido é o Hip Hop, o RAP, mas tudo de maneira muito orgânica. Nada muito sintético que é onde acontece a desconstrução. Influência não é destruir ou misturar e virar uma bagunça. Eu não paro de compor e não paro de ouvir MPB e muito menos Black music. Eu foco nas raízes, pode me chamar de piegas, falar o que seja, mas é o que eu escuto. E para escutar algo novo tem que ser bom. No samba, eu fico com a galera antiga, na MPB com as raízes mesmo. E não abro mão até que surja algo que me chame atenção até agora não surgiu. Já surgiu, mas são artistas que não estão na grande mídia, exemplo meus parceiros musicais: Adi Matos, Juçara Freire e sem palavras o mestre Canthidio Vallete, não só por ser meu parceiro de composição, mas por ser demais e é isso…

24) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Maurício Monjardim: Seu Jorge, Marcelo Falcão, Ed Mota, Annita, Ana Carolina.

25) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Maurício Monjardim: Vou contar uma muito engraçada. Fui fazer um show com a banda “Sangue Rasta” e a casa que nos contratou ficou vazia tinha umas quatro pessoas assistindo (risos). O dono do espaço ao lado ouviu o som e nos convidou de última hora, a casa encheu ao ponto de fechar a rua de gente não cabia mais ninguém. O show era pra acabar um determinado horário, mas só paramos de tocar ao amanhecer. Foi inesquecível.

26) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Maurício Monjardim: Feliz é realizar um trabalho bem feito. Triste pela ignorância de alguns ouvintes e colegas de trabalho.

27) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Maurício Monjardim: Taubaté – SP é muito rica musicalmente, tanto quanto Belford Roxo – RJ. MC Rato, Ralph MC, Banda Análise, Renato Freire que é aqui do Vale do Paraíba, Guido Campos, Luana Camarah (vocalista da banda Malta), Nego Max, Delirius Jam, A Tropa, Lata Preta, Maria Preta, e a gora a RaizSudeste que faz a conexão Belford Roxo com Taubaté, Baixada Fluminense com o Vale do Paraíba.

28) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Maurício Monjardim: Acredito num Deus que sabe de tudo, se tiver que pagar terei condições, se não tiver dinheiro, será fruto do bom trabalho que venho fazendo.

29) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Maurício Monjardim: Pare entes que fique infectado, quando se ama a música não tem cura (risos). Nunca desista, acredite sempre, estude muito, seja sempre grato.

30) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música? Hoje o Festival de Música revela novos talentos?

Maurício Monjardim: Não sei se ajuda tanto assim para quem vence, mas ajuda na visibilidade. Não acho que revela novos talentos.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Maurício Monjardim: A verdadeira cena musical está na rua andando a pé com seu instrumento musical na mão. Escuto artistas que não são de gravadoras. Acho uma piada o que a grande mídia faz com a cena musical.

32) RM: O Bar é ainda uma boa opção para o músico?

Maurício Monjardim: Sim. O músico só não pode se acomodar a essa opção.

33) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com o uso da maconha?

Maurício Monjardim: Isso é cultural. Não é porque eu gosto de reggae que fumo maconha, é um estereótipo criado e talvez popularizado pelo Bob Marley. Mas Bob Marley era rastafári e cantor, compositor de reggae, mas nem todo rastafári é cantor de reggae e nem todo regueiro é rastafári. Infelizmente isso não vai acabar já está impregnado na cultura sobre o reggae. Eu vejo alguém com a pulseira com as cores da unificação da África (verde, amarelo, vermelho e preto) e o ouço as pessoas falarem que é a pulseirinha da maconha, as cores da maconha ou as cores do reggae. Mas não é as cores do reggae nem são as cores da maconha são de fato as cores da unificação África, enfim…

34) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a religião Rastafári?

Maurício Monjardim: O reggae, o Rastafári e o movimento judaico cristão que surgiu na Jamaica, mas a ligação também é muito cultural, pois os louvores rastafáris não são reggae, mas são músicas tribais muitas vindas da África usando o tambor Nyahbinghi e é muito cultural também. A ligação remete ao próprio Bob Marley; um dos principais expoentes para o rastafári e que o difundiu pelo mundo.

35) RM: Você usa os cabelos dreadlock. Você é adepto a religião Rastafári?

Maurício Monjardim: Não sou adepto ao Rastafári, só da ideologia de vida…

36) RM: Os adeptos a religião Rastafari afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa essa afirmação?

Maurício Monjardim: Os rastafáris não cantam especificamente o reggae, a maioria dos louvores são músicas tribais acompanhadas por tocadores de tambor Nyahbinghi; mas se eles dizem quem sou eu para discutir.

37) RM: Na sua opinião porque o reggae no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Maurício Monjardim: Porque no Brasil são poucos que fazem reggae de verdade, a maioria faz reggae pop que nunca vai ser aceito pelos regueiros de raiz. No Brasil existe o reggae de verdade, mas só se vê nos guetos e na verdadeira cena reggae, pois na grande mídia não vejo o reggae de verdade.

38) RM: Quais os seus projetos futuros?

Maurício Monjardim: Lançar o meu CD com a banda “RaizSudeste”, lançar meu CD solo pra cena musical gospel.

39) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Maurício Monjardim: (12) 99132 – 5634 | [email protected] | www.facebook.com/mauricio.monjardim.7

| Insta @mauriciomonja

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.