Maurício Baia

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Mauricio Baia, ele não vai pegar leve. Passou pela escola do iê-iê-iê realista de Raul, passou pela escola da densidade psicológica de Dostoievski, pela escola Bob Dylan, com suas letras expansivas e visionárias, passou por essas e outras célebres escolas sendo sempre seu melhor e anti exemplar aluno: soube aprender e sair delas, pois a verdadeira função das escolas é deseducar, abrir a possibilidade de o sujeito se tornar, finalmente, um analfabeto, como diria de si mesmo Tom Zé – aliás, outra de suas escolas. Deseducado, analfabeto: criador. E aí se pode dizer que há um artista.

O artista Baia é uma combinação desses e outros artistas, e ao mesmo tempo é irredutível a cada um deles. Com Raul, ele aprendeu que o rock pode ser a melhor música pra se dizer um monte de coisas? É como Raul e toda a tradição barroca da Bahia, excessivo; e crítico, irônico, observador mordaz dos estranhos valores da nossa sociedade de consumo. Como Bob Dylan, além do timbre anasalado, ele tende à prosa: gosta de narrar, suas letras parecem querer transbordar a melodia. E, como Tom Zé, sabe contar estórias como ninguém, tem um talento delicioso para o humor, tem o timing cômico de um verdadeiro ator.

Mas Baia, como eu disse, é tudo isso e nada disso. É outra coisa que só ouvindo ou vendo, mas a gente pode se aproximar mais um pouquinho. Ele canta o amor ao avesso: a mulher que tem ciúmes até do cachorro que o lambeu, que quer que ele se lembre até do que ela se esqueceu de lhe dizer, a outra que quer corrigir sua vida com caneta vermelha, quer arrancar suas páginas e tem mania de colocar pingos em ipsilones. Ele canta Deus a torto – o vazio da falta de Pai eterno? – e a direito: em tudo o que há, Ele é? Agora é a hora da falácia? Ele diz, iniciando seu show, como num anti apocalipse.

A inteligência e o rock. A comunhão, que reúne, e a ironia, que separa. Os shows de Baia, quem já viu sabe do que estou falando, são festas para Apolo e Dionísio, ritos para a cabeça e o corpo. Depois da trajetória com os Rockboys (banda em que tocava o guitarrista e talentoso compositor Tonho Gebara, parceiro de Baia em algumas de suas melhores canções, e lamentavelmente falecido no começo desse ano), Baia tem intensificado as parcerias com Gabriel Moura, ex-Farofa Carioca e um dos melhores compositores da sua geração. Soma de forças que vem rendendo canções vigorosas e precisas, como: Fulano e Tu, respectivamente, entre outras.

Dono de uma trajetória que já conta com cinco discos, inúmeros shows e um público fiel, Baia está a ponto de bala, com a faca e o queijo na mão. Às suas canções mais conhecidas, como: Na fé e O comedor de calango e O gerente da multinacional, Eus, Bicho homem, Baia e a doida.

Segue abaixo entrevista exclusiva de Mauricio Baia para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16.11.2012:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Maurício Baia: Eu nasci em Salvador – BA, mas isso já tem muito tempo. Foi no dia 30 de Abril de 1973. Aos cinco anos de idade fui morar em Recife – PE, onde as raízes familiares são mais profundas, e aos treze anos vim para o Rio de Janeiro – RJ, onde moro há 25 anos. Considero-me com tripla naturalidade, até porque eu fui gerado na Rua Santa Clara em Copacabana, onde meus pais moravam antes de mudar-se para Salvador. A minha mãe chegou lá com oito meses, para me ter!

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Maurício Baia: Minhas primeiras lembranças musicais são do que se ouvia em casa e no carro da família. Chico Buarque, Gal Costa, Dorival Caymmi, Moraes Moreira e o trio de Armandinho, Dodô e Osmar. Estas são as vozes que recordo como sendo as mais antigas na lembrança, assim como o carnaval da Bahia, que íamos com mortalhas de macaco, eu e meus irmãos, acompanhando os adultos atrás do Trio Elétrico. Em Recife (PE), lembro que logo que chegamos o grande sucesso nas rádios era “Não Chores Mais”, versão de Gilberto Gil para “Woman No Cry”, de Bob Marley. Essa canção me marcou muito, pois me fazia sentir vontade de chorar. Foi a primeira música que eu lembro ter me despertado tal emoção. Recentemente, ao conversar com o Gil, de quem sou muito amigo do filho, Bem, ele se lembrou que o Marcos Mazzola (produtor da faixa) havia pedido pra ele gravar a versão, já há três anos guardada na gaveta, para uma cantora da época lançar, mas que ao ouvi-la, fez um arranjo em cima e voltou a Gilberto Gil para convencê-lo de lançá-la em sua voz. Foi o maior sucesso da carreira dele. Alceu Valença, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, toda essa turma era muito ouvida no São João e no Carnaval em Olinda – PE, Boa Viagem e Itamaracá. Minha infância também foi lotada de rock. De Led Zeppelin a Iron Maiden, muitos discos entraram para a minha sempre crescente coleção de vinis. Além de um tio meu que tinha grande repertório ensaiado no violão e promovia serenatas nos encontros de família.

03) RM: Qual sua formação musical (teórica e prática) e acadêmica, fora música?

Maurício Baia: Comecei a estudar violão com 8 anos de idade, pensando em tocar guitarra. Fiz cursos particulares e busquei muita coisa como autodidata. Com 16 anos eu tinha muitas canções na manga e dominava quase completamente o repertório de Raul Seixas, que seria a ponte para eu entrar para a profissão, aos 18 anos, em ocasião do tributo “O Baú do Raul”, no Circo Voador. Nesta época eu cursava Filosofia, na PUC, mas os compromissos e crescentes interesses com a banda acabaram por me fazer trancar a faculdade no meio do caminho. Depois do primeiro disco lançado (Na Fé – 1995), fiz um ano de jornalismo, na sala do Rafael Ramos, cujo pai era diretor de uma gravadora e nos contratou pra lançar o segundo disco. Acabei por abandonar tudo novamente e intensificar o trabalho de divulgação do “Overdose de Lucidez” (DECK/PolyGram), pelos principais festivais de música do Brasil. Além do trabalho que desenvolvíamos em nosso próprio festival, o “Sexta Sim”, que acontecia sexta sim, sexta não, no Teatro de Lona da Barra e trouxe ao Rio de Janeiro inúmeras bandas de outros estados como Natiruts – DF, Mestre Ambrósio – PE, Cascabulho – PE, Tia Nastácia – BH, Black Maria – PR, dentre muitas outras. Artistas locais também passaram por esse festival como O Rappa, Planet Hemp, Los Hermanos, PLAP, Dread Lion, Boato, em meio a um sem fim de nomes.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Maurício Baia: As influências do passado, eu já citei acima. No presente eu gosto muito do Lenine, que representa também esse mix do rock com a cultura pernambucana, elevando tudo ao caráter de World Music. Mas não dá pra listar aqui todos os sons que curti e curto no meu radinho (risos).

05) RM: Quantos CDs lançados (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que se destacaram em cada CD?

Maurício Baia: Os três primeiros CDs foram com a minha banda Baia e RockBoys: Tonho Gebara (Guitarra), Shilon (Guitarra), Michael Mariano (Baixo) e Pedro Paiva (Bateria). Na Fé (Produzido Por Tom Capone – Selo: Fora da Lei – 1995). Destacaram-se as canções “Bebopsoul”, “Na Fé”, “Trem” e “Doce Doçura”. Overdose de Lucidez (Produzido por Tom Capone e Ricardo Cantalupi – DeckDisc/PolyGram – 1998). Destacaram-se a faixa título, além de “Bicho Homem”, “De Bem” e “Anjo Entorpecido”. Entrada de Emergência (Produzido por Oswaldo Vidal – A.R. Discos – 2001). Destacaram-se: “Lado Oposto”, “Baia e A Doida”, “O Comedor de Calango e O Gerente da Multinacional”, “103 Chapéus de Couro” e “Eus”. Meu primeiro solo foi o Habeas Corpus (Produzido por Igor Eça – Independente – 2006). Destacaram-se a faixa título, além de “Fulano, Beltrano e Sicrano”; “Lembrei”; “Tu”, “Luíza”. Neste participaram vários músicos, alguns da banda da Cassia Eller, como Chico Chagas, Fernando Nunes e Walter Villaça, que seguiu tocando comigo durante os shows de lançamento. 4 Cabeça (Bolacha Discos – 2009). Esse foi o registro do encontro acústico de quatro amigos e parceiros musicais, que além de mim contava com Gabriel Moura, Luis Carlinhos e Rogê. Todos são cantores e compositores da minha geração, todos ligados ao cenário carioca. Destacaram-se: “O Poeta”, TV Cultura”, “Copacabana” e “Carcaça”. Foi premiado pelo Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo MPB. Agora estou excursionando com o show de lançamento do CD e DVD “Baia no Circo” (Som Livre – 2010). Destacaram-se as Inéditas “Quando Ei Morrer”, “Os Dias de Hoje” e “Tá Tudo Mudando”, que contou com a participação de Zé Ramalho.

06) RM: Como foi a gravação do seu DVD? Quais as dificuldades enfrentadas na pré-produção? Quais os músicos que participaram na gravação?

Maurício Baia: A gravação do DVD foi muito massa, muito fluida. As coisas foram acontecendo como tinham que ser. Como diretor artístico do projeto, eu convidei empresas e pessoas com quem eu já tinha trabalhado e tinha funcionado bem. Pessoas em quem eu confiava para cada etapa, cada setor de produção. Depois que a engrenagem pôs-se a funcionar, tudo foi sendo realizado ao seu momento. Todos eram experientes e cumpriram sua parte com felicidade, curtindo o trabalho, foi uma noite emocionante! A maior dificuldade foi na verdade um susto de véspera, quando uma nova frente fria entrou e trouxe um temporal para alagar a cidade. A previsão para o dia do show também era de raios e trovoadas, mas São Pedro resolveu contrariá-la e fechou a torneira algumas horas antes da noite começar. Toquei com a banda que me acompanha há vários anos: Carlos Sales (Bateria), Wlad (Baixo), Caesar Barbosa (Guitarra), Pedro Augusto (Teclado), Leandro Joaquim (Trumpete) e convidei Rodrigo Chá (Sax e Flauta).

07) RM: O Zé Ramalho participou da gravação do seu DVD. Como vocês se conheceram e qual sua relação pessoal e profissional com ele?

Maurício Baia: Conheci o Zé Ramalho no Baú do Raul, há muito tempo atrás. Os encontros foram esporádicos ao longo dos anos, mas sempre com alguma troca positiva. Muitos foram os artistas que participaram dessas temporadas de shows pelo Brasil, em homenagem ao roqueiro baiano. Frejat, Marcelo Nova, Belchior, Sandra de Sá, Bê Negão, Tico Santa Cruz, Gabriel O Pensador, Nasi e muitos outros. Então um dia o Zé me ligou pra falar sobre seu projeto de gravar CD e DVD em homenagem a Bob Dylan, com versões em Português. Disse que tinha ouvido uma versão minha e que havia feito mais alguns versos, então organizamos as partes e mudamos os pequenos detalhes e havíamos virado parceiros no “Rock Feelingood”, uma versão anárquica para “Tombstone Blues”. Aproveitei a oportunidade para mostrar uma versão que fiz e permanecia inédita, falei que achava a cara dele e coloquei o telefone no viva voz. Cantei “Tá Tudo Mudando”, versão para “Things Have Changed” e ele adorou! Não só entrou pro disco como virou faixa título e fui convidado a participar dos extras e da foto de capa do CD, que parodiava uma imagem do Dylan conhecida, em que figuram alguns amigos atrás. Quando, menos de um ano depois, marquei a data para gravar o meu DVD, não queria enche-lo de participações, não achei que esse fosse o caminho de modo algum, mas achei que tinha tudo a ver chamar o Zé pra fazer aquela versão ao vivo. Ele topou de primeira e fez uma participação extremamente harmônica com o espetáculo, vindo dividir o microfone comigo no último refrão. A última vez que o vi faz alguns meses, andando na praia e ele parou para comentar que sua esposa estava apaixonada pelo DVD em casa, “ela coloca toda hora”, me disse ele sorrindo (risos).

08) RM: Qual seu contato pessoal e profissional com o Tom Capone?

Maurício Baia: Eu conheci o Tom Capone através do guitarrista Shilon, bem no início da minha banda, Baia e RockBoys, por volta de 1993. Outro grande amigo do Shilon e do Tom, que na época tocava sax conosco, o André Rafael, viria a abrir dois anos depois o A. R. Stúdios, um dos maiores estúdios musicais da América Latina. Foi lá que o Tom exerceu grande parte de sua carreira de produtor, antes de ter sua própria “Toca do Bandido” (estúdio). Os dois primeiros grupos que ele produziu foram o Peter Perfeito, de Brasília e o nosso CD “Na Fé”, que saiu pelo selo Fora da Lei, administrado pelo lendário punk gaúcho, Wander Wildner. Na época o Tom operava também o P.A. dos nossos shows no Circo Voador. Éramos próximos e de certa forma ele sempre esteve perto, mesmo depois, quando se tornou um dos maiores produtores do Brasil, gravando pérolas como Gil na Jamaica, em tributo a Marley. A gente se encontrava lá na “Toca” pra conversar e mostrar o que se está fazendo… Minhas últimas lembranças dele foram no velório do Tonho Gebara (nosso guitarrista) e numa visita que lhe fiz para mostrar o repertório do CD “Habeas Corpus” e pegar algumas sugestões. Nesta ocasião ele ofereceu o estúdio para que eu gravasse as bases, mas avisou que não estaria presente por ter um período longo de viagens internacionais. E pouco tempo após aquele abraço de despedida, recebemos a notícia do fatídico acidente automobilístico. Uma grande figura em todos os sentidos, uma risada muito carismática, que espremia os olhinhos e nos revelava o menino querido, que havia dentro daquele gigante roqueiro, barbado e cabeludo. Que Deus monte um set à sua altura, lá no céu!

09) RM: Como você define seu estilo musical?

Maurício Baia: Música Popular Brasileira. O release explica que é um misto de rock com MPB. Pode ser, mas tudo cabe dentro dessas siglas. Eu prefiro dizer que sou um misto de Romantismo e Roma Antiga, pois tenho muito de barroco em meu trabalho, muito desses contrastes e opostos, muito dessa não aceitação de apenas um lugar para estar, um único e definitivo estilo!

10) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Maurício Baia: Eu não me defino. Sou mesmo isso, um cantor… um intérprete.

11) RM: Você estudou técnica vocal?

Maurício Baia: Sim e  Eu continuo estudando.

12) RM: Como é seu processo de compor? Quem são seus parceiros musicais?

Maurício Baia: Eu componho ao violão, às vezes só e outras vezes em parceria. Normalmente nas horas mais altas, sem a pressa de chegar…

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Maurício Baia: O meu primeiro disco nasceu junto com a Era Digital e o que eu comecei fazendo como independente acabou virando a prática geral. Eu tive discos lançados por selos e gravadoras. Hoje estou na Som Livre, mas a relação já é mais de parceria do que de dependência.

14) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Maurício Baia: Acho que depende do dia! Uma coisa que nos deixa triste hoje, pode passar despercebida amanhã e já outra que nos fez tão feliz outrora, pode hoje já não mais satisfazer-nos. Tudo é relativo e o ECAD, por exemplo, que pode gerar tristeza quando se mostra ineficaz e corrupto, também pode nos trazer felicidade ao resgatar algum direito quase perdido, que já não esperávamos mais. Assim como em todas as profissões, o nó muitas vezes tem que ser dado em pingo d’água. E a cobra tem que ser morta pra que o pau se veja à mostra, em cima da mesa! O canto se encarrega de afastar o mal e essa é a maior felicidade de qualquer carreira musical.

15) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Maurício Baia: Eu moro no Rio de Janeiro, uma cidade cheia de altos e baixos. Lotada de coisas que não se vê, devido ao roubo da atenção pelos contornos poéticos de suas colinas. O cenário é rico por natureza, por mais que a pobreza esteja presente. A música acompanha tudo isso e mistura morro e asfalto assim como Funk e MPB. Vejo que realmente não existe mais uma cena unificada, para compararmos com as décadas passadas e dizer que certo artista representa o que aquele outro representou há anos e que o primeiro provavelmente venha a representar o que o segundo hoje representa. A única coisa que não muda na vida é a mudança e o conceito de cena se tornou pequeno pro que realmente acontece a cada esquina, nas casas da Lapa, que são muitas e múltiplas, assim como nos grandes salões ou nas periferias. São muitas cenas sob este sol.

16) RM: Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Maurício Baia: Gosto de recomendar pessoas próximas a mim, que estão com trabalhos na rua e fazendo parte das minhas trilhas sonoras. Edu Krieger, Marcelo Camelo, Paulinho Moska.

17) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Maurício Baia: Já tocam em várias rádios em cidades como Rio Janeiro – RJ, Recife – PE, Salvador – BA e Curitiba – PR, mas em rádios locais. É difícil fazer parte da programação das redes nacionais de rádio sem algum plano de mídia bem negociado com as emissoras. No meu cotidiano eu não costumo me preocupar com isso. Acredito que as músicas vão achando os seus caminhos, seja pela rádio, pela internet ou pelas rodinhas de violão.

18) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Maurício Baia: Eu não tenho muito a dizer sobre isso. Eu vim de uma família onde não havia músicos profissionais, a não ser um tio avô distante, que cantava óperas e hoje conserta violinos. Acho que isso é como falar em acreditar em Deus, não há conselho para quem não deseja acreditar. As pessoas trabalham no que acreditam serem capazes de executar.

19) RM: Quais os seus projetos futuros?

Maurício Baia: Realizar essa temporada de shows na Europa em agosto e levar este DVD a muitos outros lugares onde ainda não fui. Lançar meu livro de frases e pequenos textos, que venho organizando com meu parceiro e professor de Letras da UERJ, André Gardel. Gravar meu próximo disco, daqui a mais um tempo e seguir alargando o leito desse rio.

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.