Léo Poeta

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Léo Poeta
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Léo Poeta é pernambucano e radicalizado em São Paulo desde 1991, começou na vida artista como poeta na época de escola e depois quando cursava História fez as suas primeiras apresentações no palco do Teatro da Universidade, com colegas de sala criou a peça “Uma noite na ditadura” com adaptação do poema “O santo protetor” de Chico Pedrosa.

No final dos anos 90 como poeta declamador fez diversas apresentações declamando as poesias dos grandes mestres da cultura popular brasileira em escolas e no teatro de alguns campi da UNIBAN e passou a escrever os próprios poemas. No início do ano 2000 começou a compor forró, em sua maioria voltada para a cultura nordestina tradicional, escrevia as letras, e a melodia ficava por conta de dois amigos norte-rio-grandense, Carlos Wagner e Evanio. E com Carlos começou aprender música e passou a compor as próprias melodias e fundaram com Evanio uma banda chamada “Forró Um Gole a Mais” e gravaram 13 músicas de autoria de Léo Poeta, todas voltadas para o forró estilizado. Por não ser o que queria, Léo saiu da banda e começou a compor as suas canções usando a sua paixão por forró de raiz e toda a tradição representada na figura de Luiz Gonzaga.

Depois disso, em 2011 gravou o seu primeiro disco – “SEMENTE DE MUSSAMBÊ” em parceria com Pedro Tarrão da Bahia, sendo dez composições de cada um e com participação de sua filha na época com 11 anos (Fiama Fernanda).

Em 2016, gravou o segundo CD “solo”, com o titulo, “GIBÃO DE VAQUEIRO” ambos independentes. Em 2017, após sua música “Gibão de Vaqueiro” ser regravada pela banda “BUZÃO DO FORRÓ” e ficar mais conhecido no meio do forró, após participar por diversas vezes do programa festa popular com NERIVAN SILVA. Passou a acompanhar o “PROJETO PINTANDO O SETE” com o poeta Luiz Wilson, acompanhado os eventos e sempre que possível contribuindo com declamações.

Em 2017 foi convidado pela Rádio Jaraguá FM 87,5 criou o “PROGRAMA FORRÓ DO LÉO POETA” que vai ao ar todos os sábados das 14:00 as 16:00 horas, tocando o que há de melhor da cultura nordestina, sempre com um misto de forró, poesia e muita irreverência. 2018 iniciou participações semanais no programa “HUMOR VALENTE SHOW”, pela TV CINEC com o apresentador e radialista Valentim Souza, da Radio Onda FM de Caieiras.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Léo Poeta para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 26.03.2018:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Léo Poeta: Eu nasci no dia 11.07.1972, na cidade de Bezerros – PE, porém fui naturalizado como sendo filho de Capoeiras – PE, e cresci em Paranatama – PE precisamente no Sítio Nambí. E registrado como Leonildo Almeida Soares Ferro.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Léo Poeta: Meu primeiro contato com a música foi em São Paulo já em 1992, quando era vendedor de enciclopédia em uma empresa no bairro da Bela Vista, SINAC era o nome da distribuidora. Lá, fiz amizade com uma pessoa que hoje é meu compadre Igor Libâno de Siqueira, foi ele quem me ensinou as primeiras notas no Violão e me ensinou tocar as duas primeiras músicas, “Menino da porteira” do Teddy Vieira e “Capim Guiné” do Raul seixas. Depois me casei com uma baiana chamada Fabiana, que se tornou mãe de minha filha FIAMA, cuja família tem diversos músicos incluindo o patriarca Sr. Pedro Tarrão, aprendo muito com eles sobre músicas.

03) RM: Qual a sua formação musical e formação acadêmica fora da área musical?

Léo Poeta: Minha formação musical é autodidata, membro honorário da OMO (ORDEM DOS MÚSICOS DE OUVIDO), isso existe? (risos). Minhas formações acadêmicas são: Em 2007, História pela Universidade Bandeirantes de São Paulo (UNIBAN). Em 2016, Direito pela Universidade Paulista de São Paulo – UNIP.  Até que me sai bem para um nordestino que chegou aqui em 1991 praticamente analfabeto (Analfabeto funcional).

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Léo Poeta: Bom, eu cresci ouvindo, cantando e adorando Vavá Machado e Marculino, Heleno Gino e Ivone Leão, Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Genival Lacerda, Zé Duarte, Assisão, Amado Batista, Frankito Lopes, Bartô Galeno, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva, Coronel Ludugero e as dupla de emboladores locais.  Em São Paulo foi que eu vim ter contato efetivo com outros gêneros musicais e me encantei pela MPB, pelo Rock e pela música sertaneja de raiz, passei a adorar Raul Seixas, e minha música tem influência de todos. As que deixaram de ter importância foi o rock, embora tenha curtido muito o rock antigo, minha maior paixão sempre fora o forró de raiz, meu ouvido é simplesmente adorador de um bom xote.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Léo Poeta: Em São Paulo, embora no início tenha sido exclusivamente com poesia, já no início fiz algumas composições. Eu comecei declamando poesias dos grandes mestres da poesia popular brasileira como, por exemplo: Amazan, Chico Pedrosa, Zé Laurentino, Onildo Barbosa dentre outros. Isto começou para valer quando eu estava cursando o ensino médio na escola estadual Miss Brownner no bairro Pompéia, lá fiz minhas primeiras apresentações com poemas. Depois, comecei a escrever meus próprios poemas, e durante o curso de História, montamos uma peça de teatro chamada “Uma noite na Ditadura” quando fiz junto com amigos da classe, uma adaptação do poema de Chico Pedrosa, “O Santo Protetor”. Depois disso fiz amizade com um cunhado de minha ex-esposa, Carlos Wagner que na época morava em Rio Grande do Norte, lá eles tinha uma banda de forró estilizado chamada “Forrazão Swingado” e de lá, recebi um recado dele pedindo para que eu compusesse duas músicas para eles colocarem no CD que gravariam. Lembro-me que na época argumentei: Tu és doido, doido! Eu só sei fazer poesia. Ai ele disse: é quase a mesma coisa, tenta ai. Então, incentivado por este pedido escrevi duas músicas lembro ainda que uma delas chamava-se “Água de coco e Whisky”. E quando vi o resultado disso, fiquei super feliz. E desde então não parei mais de compor, depois não deu certo a banda deles lá em RGN, então vieram para São Paulo e ele me chamou para cantar com ele, novamente eu respondi: Tu és doido, eu só sei compor. Resposta dele foi, mas tu vai levar estas músicas pra quem? Se a gente não conhece ninguém do meio, faz assim, eu te ensino um pouco de música, como cantar e ai tu aprende um pouco, grava as suas músicas e então pode mostrar. E assim eu comecei a cantar, mas até hoje tenho certeza que como cantor sou ótimo compositor, como compositor, sou bom poeta, como poeta sou excelente declamador e como tudo isso um grande artista por convencer as pessoas que faço algumas destas coisas (risos).

06) RM: Quantos CDs lançados (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que se destacaram?

Léo Poeta: São dois CDs, mas teve uma gravação de 13 músicas minhas junto com os meninos do Rio Grande do Norte, Carlos Wagner e Evanio, na época tínhamos uma pequena banda chamada “Forrozão um gole a mais” durou muito pouco tempo, no repertório não cabia minhas letras e músicas do forró de raiz, isto foi em 2010. Depois disso, parei e fui estudar Direito e comecei o projeto de fazer o  meu CD com minhas músicas independentes, ai veio em 2011 o primeiro CD – “Semente de Musssambê”, com o Dj Digão e participação especial de minha filha Fiama Fernanda quando cantamos três músicas juntos, o avô dela Pedro Tarrão, os tios dela, Jordana Tarrão e Pedro Junior. Depois em 2016 gravei o CD – “Gibão de Vaqueiro”. Ambos tinham um perfil voltado para o forró de raiz, mas com músicas sertanejas de raiz e algumas românticas e MPB. De todas as músicas, “Gibão de Vaqueiro” que foi regravada pela banda “Buzão do Forró” teve um excelente destaque e vem me levando junto com ela.

07) RM: Como é o seu processo de compor canção?

Léo Poeta: Normalmente em casa tocando o meu violão, porém já fiz músicas nos lugares mais inusitados, por exemplo, a música “Gibão de Vaqueiro”, eu compus quando estava na Marginal Pinheiros por volta das 17:00 h quando eu ia para a Universidade. A ideia veio, eu parei o carro na alça de segurança da via, escrevi a música no celular e após as 23:00 quando cheguei em casa peguei o violão e arrumei ela. Normalmente, qualquer coisa me inspira: Uma palavra, uma frase, uma reportagem, uma paisagem, por exemplo, a música “Coração Valente”, eu compus enquanto assistia ao filme “Coração Valente” com Mel Gibson e inspirado em uma história pessoal.

08) RM: Quais são seus principais parceiros musicais em composição?

Léo Poeta: Até hoje só tive uma parceira, saudosamente falando, Vania Cardozo de Ibiara na Paraíba, no meu segundo CD a segunda música “Curta Metragem” é uma parceria nossa, as demais canções são todas minhas. Sempre trouxe comigo a seguinte filosofia: Para não estragar absolutamente nada de ninguém, procuro cantar as minhas músicas (risos).

09) RM: Quem gravou suas músicas?

Léo Poeta: Por enquanto só a banda “Buzão do Forró” gravou uma música minha: “Gibão de Vaqueiro”.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Léo Poeta: Prós: Escolher o próprio repertório. O opinar nos arranjos, na produção e fazer o que gosta apenas. Contras: Não ter o apoio de uma produtora, um selo e ficar por conta própria. Hoje para um artista ser sucesso não basta apenas ser bom, é preciso atender o que a grande mídia e o rastaquerismo das elites enfiam goela abaixo das massas como sendo a verdadeira cultura. É isso, ou você estará fora do circuito dos grandes holofotes. Nesta esfera, para atender o que a grande mídia diz ser bom, seja apenas um produto, pois a sua cultura, crença e valores já eram.

11) RM : No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Léo Poeta: O Brasil é o melhor país do mundo no que diz respeito à música. E temos uma diversidade cultural tão grande que a nossa música só poderia ser tão rica. Mas há uma grande mistura de coisas boas com coisas que supostamente são ruins, só que ruim é um conceito relativo, principalmente para aqueles que seguem os movimentos culturais específicos como, por exemplo: FUNK. Eu imagino que para a maioria quase que esmagadora dos forrozeiros de raiz jamais aprovaria a depreciação que algumas letras de FUNK faz e generaliza sobre as mulheres. Se antigamente a maior dificuldade era gravar um disco, hoje com a evolução dos meios digitais este obstáculo foi superado, porém, juntos com estas facilidades surgiu no mercado uma grande quantidade de material fonográfico diverso de tudo que se tinha como música e cultura brasileira. Hoje, nós temos uma enorme invasão de músicas estrangeiras e os empresários e selos que sempre foram dominantes neste mercado voltado para qualquer porcaria que dê retorno imediato e encha o seus cofres. Diante disto, adotar uma estratégia que possa suplantar investimentos milionários na grande mídia dominante, nossas iniciativas sempre ficarão periféricas. É Triste, mas é real.

12) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Léo Poeta: Vantagens: mesmo que os verdadeiros produtores musicais indiquem mil desvantagens. Mas não há como negar que para muitos sem esta possibilidade de que tendo uma placa áudio, um computador, um programa de gravação e um microfone muita gente boa não teria como mostrar o seu talento. Existe gente muito boa que acabou se tornando conhecido por conta de uma gravação amadora. Desvantagem: Eu mesmo fui vítima dela, meu grande amigo Dj Digão foi obrigado a fechar o estúdio porque não compensava mais; segundo ele as pessoas faziam as suas próprias gravações em casa com um notebook, uma placa de áudio, programa de gravação, depois chegava lá querendo que ele fizesse um milagre de arrumar aquilo. Ele era obrigado a refazer tudo e ainda cobrar menos porque o cara tinha certeza que já tinha feito o principal. O Dj Digão é alguém com um grande talento que parou porque não dava mais para sobreviver com gravação. Difícil equilibrar isso né?

13) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Léo Poeta: O cenário do forró atualmente é triste. O forró de raiz tem dois ou três tubarões que vivem como reis e fazem shows milionários e o resto dos forrozeiros vive a margem disto. Há uma iniciativa para registrar o forró de raiz como patrimônio imaterial da cultura brasileira, mas tem algumas perguntas que faço aqui inspirado nas sábias palavras do poeta Onildo Barbosa, lá da Chapada Diamantina. Quais benefícios este registro trará efetivamente à comunidade forrozeira? Os eventos promovidos por este fórum nacional irá incluir nele os mestres desta cultura? Se for por que em seu estado de origem já negligenciou a presença de grandes nomes e autênticos representantes da cultura naqueles Estados como, por exemplo, Ivan Valente um dos grandes caciques da cultura nordestina em Pernambuco. Nos últimos 20 anos, nós temos que falar de nomes que se mantiveram no forró como Flávio Jose, Alcymar Monteiro, Onildo Barbosa, Luiz Wilson, e da safra nova de grandes nomes no forró não se pode deixar de fora o grande Flávio Leandro poeta e cantador de Pernambuco.

14) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Léo Poeta: Eita, agora se danou tudo. Rapaz se eu for contar certas coisas aqui e a “galega” (esposa) ler, pronto! Pensa ai na pisa (surra) que vou levar. Mas, já fomos tocar em locais aonde o cara tinha um “felino na luz” (ligação ilegal) e queimou nosso equipamento e fomos para casa com o prejuízo. Uma vez estava cantado, minha esposa na época estava no show, não tinha palco e uma mulher querendo dançar comigo de qualquer jeito e beijando no meu pescoço, pensa ai numa sinuca de bico. Na atualidade como eu faço evento voltado para o forró de raiz e a “galega” (atual esposa) esta sempre junto, não tive mais problemas.

15) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Léo Poeta: Feliz demais em poder vê os meus versos sendo cantando e as pessoas comentando sobre as músicas, é muito gratificante. A gente fica triste quando entende que em nosso país a música de qualidade não tem espaço na grande mídia, aqui só é sucesso se tiver um milhão de reais para pagar o jabá na grande mídia para ela fingir que você é o melhor artista do país e tocar suas músicas incansavelmente. E assim, nestas condições não mais importa se sua música é boa ou não, vira sucesso e todos te querem, mesmo que sua música seja uma droga.

18) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Léo Poeta: Não tocarão, infelizmente! Salvo raras exceções como no programa de Onido Barbosa na Chapada Diamantina, de Marivaldo Aboiador em Taquaritinga do Norte e alguns outros programas no nordeste a fora e na www.forroots.com.br em Curitiba (PR). Nas Capitais aonde existem as grandes FMs as opções são pagar o Jabá ou não terá a sua música tocando ou você sendo visto em programas de TV. E neste contexto, a gente ver uma infinidade de pequenos programas, tanto em emissoras pequenas quanto nas grandes vivendo deliberadamente dos grandes sonhos de artistas incógnitas e que arrancam da garganta dos filhos para tentar ver um pouco do seu trabalho fora do círculo de familiares e amigos. Alguns gastam tudo com isto, outros caem na real e percebem que é inútil, pois retiram de onde não tem e o efeito é exatamente o mesmo de antes de pagar.

19) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Léo Poeta: Digo para não se iludir. Não é fácil, mesmo que você seja o melhor no ofício! E ao menos que você tenha muito dinheiro para se tornar a sensação das Rádios e da TV, terá que trilhar um longo caminho. Portanto, se você gosta de música, se toca, se canta ou se é compositor, antes de tudo faça isto por amor, pois a única forma de não se frustrar é controlar as expectativas. E neste mundo artístico, para onde você se vira tem alguém com uma mão enorme para enfiar em teu bolso, te prometendo o que seguramente não tem como cumprir. O segredo é, tente divulgar-se como puder, e faça investimentos moderados.

20) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Léo Poeta: O prol é a possibilidade de descoberta de grandes talentos que não são poucos no nosso imenso Brasil. Os Contras são muitos. Vivemos uma era em que o capitalismo e o imediatismo se fundiram em uma coisa terrível: Um grande destruidor das tradições e da verdadeira qualidade nas coisas. Hoje, um festival de música para ter uma validade e ser respeitado é preciso primeiro ver quem é o promovente, pois em sua maioria as iniciativas semelhantes tem exatamente o mesmo propósito que o The Voice: encher o Bolso dos organizadores. Eu, já vi algumas tentativas de se promover um Festival de Música e a ideia era exatamente esta.

21) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Léo Poeta: Não! Infelizmente mesmo que comece de forma lícita, a maioria deles se torna tendencioso e privilegia a um ou a outro músico. Revelação de talentos hoje em dia está mais ligado ao quanto se pode investir em divulgação da imagem do músico. Ainda há casos de grandes interpretes que foram descobertos por acaso pela facilidade digital que se tem hoje em dia. E que, diga-se de passagem, tem tido um efeito positivo para quem não alcança a grande mídia de massa que exige altos investimentos (pagar o jabá).

23) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Léo Poeta: Tendenciosa, seletiva e só vai onde há resultados financeiros imediatos, basta ver a quantidade de artistas que explodiram e simplesmente desapareceram em seguida. E os poucos músicos que permanecem são bons e, em geral são independentes e bem desvalorizados.

 24) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical em São Paulo?

Léo Poeta: Acredito que toda forma de olhar para o que há de melhor da cultura de uma nação é uma iniciativa válida e importante. Só espero que eles realmente abram espaço a todos que fazem parte do movimento musical brasileiro, pois do contrário, será apenas mais um caso de prega-se uma moral e pratica-se outra.

25) RM: Qual a sua opinião sobre o circuito de Forró no Bairro de Pinheiros e outros bairros em São Paulo?

Léo Poeta: São muito significativos, mas ainda representam um grão de areia neste oceano que é a vida cultural no Brasil, onde os tubarões são quem dão as regras e abrem as portas e ainda selecionam quem deve nadar ali.

26) RM: Quais os projetos futuros?

Léo Poeta: Em 2018 tenho bastante coisa para fazer, primeiro estou finalizando meu terceiro CD – “Léo Poeta, O Poeta dos Vaqueiros”, que é o nome de umas canções do disco, que talvez seja a música de trabalho, este título veio porque em 2016 quando lancei o CD – “Gibão de Vaqueiro”, um amigo ao ouvir o disco, ao final me olhou e disse: “Cara você é o poeta dos vaqueiros” fiquei com isso na cabeça e depois escrevi a música com o mesmo título, é um xote. Continuarei com o Programa “Forró do Léo Poeta” pela Rádio Jaraguá FM 87,5 todos os Sábados das 14 às 16 horas, aliás, o programa está fora do ar desde 30 de dezembro, pois a rádio está passando por reforma, e possivelmente voltará após o carnaval de 2018. Também estou participando de um programa semanal, que vai ao ar toda quinta feira das 17 às 18 horas pela TV Cinec, www.tvcinec.com.br  programa humor valete show, juntamente com Valentim Souza. Também fui convidado pelo PMB (partido da mulher brasileira) para vir como candidato a deputado estadual em 2018. Possivelmente vai acontecer, como ainda é um projeto, de acordo com a lei eleitoral pode ser mencionado sem implicações. Também há um projeto em andamento para criar uma rádio comunitária no centro de São Paulo, com uma associação cultural comunitária que estamos fundando.

27) RM: Quais os seus contatos para show e para seus fãs?

Léo Poeta: (11) 9.4856 – 8395 | [email protected] | @poeta.leo no instagran | https://www.facebook.com/leo.poeta.1 | https://www.facebook.com/leopoeta/ | https://www.pensador.com/colecao/leopoeta/ | http://casadecantador.blogspot.com.br/2015_04_01_archive.html

https://www.youtube.com/channel/UC1AOpMEqmzWNlhTd-nf-W-w

https://www.youtube.com/watch?v=DTkUuDN11LM

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.