Julio Bellodi

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Julio Bellodi
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O maestro, arranjador, produtor, multi-instrumentista, cantor e poeta paulistano Julio Bellodi é Bacharel em Composição e Regência pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) e Mestre em Música, pela mesma instituição.

Como pesquisador possui artigos apresentados e publicados nos principais congressos de música do país, como a ABEM – Associação Brasileira de Educação Musical e ANPPOM – Associação Nacional dos Pesquisadores em Pós-Graduação em Música. Foi professor de Harmonia, Percepção e Teoria Musical, e História da Música da Universidade Livre de Música (ULM) de 1993 a 2008. Da Faculdade Mozarteum de São Paulo, de 1987 a 1998. Desde 2010 é professor de várias disciplinas nos cursos de Regência Coral e Canto Popular na ETEC de Artes, em São Paulo.

Desenvolvendo intensa atividade composicional, atuando tanto na área erudita como na popular, suas obras têm sido executadas e gravadas por vários solistas e grupos de diversas formações, tanto aqui como no exterior, entre eles, na música erudita, o renomado instrumentista e professor da Manhattan School of Music, David Taylor; Janet Kagarice, professora da universidade de Denton-Texas; Quarteto Franc-Brésilien; Gilberto Tinetti e Céline Imbert, Gabriella Pace, Adriana Clis; Renato Farias; Ulisses de Castro; Pedro Martelli; Francisco Araújo; Quinta Essentia Quarteto; Grupo AUM; Grupo de Metais e Percussão da Orquestra Sinfônica Municipal; Orquestra Jazz Sinfônica e Coral Sinfônico do Estado de São Paulo; o Grupo de Percussão do Instituto de Artes da Unesp, Orquestra de Câmara Ênio Antunes, entre outros.

Na música popular: Olmir Stocker(Alemão), Lula Barbosa, Mário Lúcio Marques, Miriam Miráh,Tribo Mira Ira, Bella Guima, Nilza Maria, Virgínia Rosa, Verônica Ferriani, Mateus Sartori, Cláudio Lacerda, Noel Andrade, Anjos da Noite, Mônica Marsola, Paulo Henrique, Waldir Vera, Leilah Neme, Eliana Bañeza entre outros.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Julio Bellodi para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 13.05.2018:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Julio Bellodi: Nasci no dia 13.05.1964, em São Paulo-SP.

 02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Julio Bellodi: Meu primeiro contato com a música vem de tenra idade, desde muito pequeno já cantava, vivia batucando em tudo que via pela frente. Aos 4 anos ganhei um tamborzinho de um vizinho, no dia das crianças, e vivia grudado nele. Com 6 anos já inventava musiquinhas e com 8 anos comecei a escrever poesias e nunca mais parei. Eu tinha uma espada de plástico que tinha uma bainha com alça, eu pegava e colocava como se fosse uma guitarra e ficava cantando com as músicas do rádio, Beatles, Elvis, Creedence Clearwater Revival.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Julio Bellodi: Sou formado em Administração de Empresas, entrei na faculdade quando tinha 17 anos e me formei com 21. Nunca exerci. Ficava pagando o conselho à toa, até que um dia congelei a carteira e assim está. Bacharel em Composição e Regência pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) e Mestre em Música, pela mesma instituição. É também arranjador, produtor, multi-instrumentista, cantor e poeta. Como pesquisador possui artigos apresentados e publicados nos principais congressos de música do país, como a ABEM (Associação Brasileira de Educação Musical) e ANPPOM (Associação Nacional dos Pesquisadores em Pós-Graduação em Música.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Julio Bellodi: Na área popular cresci ouvindo: Elvis, Beatles, Creedence, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joe Cocker, Grand Funk Railroad, Carpenters, mas também os Festivais televisivos da música popular brasileira com todos os seus grandes talentos que apareciam, Edu Lobo, Chico Buarque, Taiguara, Gonzaguinha, Ivan Lins, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Sérgio Sampaio, Jards Macalé, Mutantes, Alceu Valença, Luiz melodia, Raul Seixas e tantos outros, sem esquecer-se da Jovem Guarda. Sempre fui e ainda sou bem eclético e tive a sorte de ter essas influências também bem ecléticas. Sem falar nos discos 78 rotações da minha mãe, ela adorava Francisco Alves e tinha muitos discos dele, assim como também do Luiz Gonzaga, Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Dalva de Oliveira, Orlando Silva etc. Sou da periferia, nasci nela e vivo nela até hoje, então cresci também fazendo e tocando samba, aí tem muita gente que admiro: Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Ban Powell, Cartola, Nelson Cavaquinho, João Nogueira, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Clara Nunes, Elza Soares, Clementina de Jesus e tantos outros. No presente gosto do trabalho do Lenine, Nei Lisboa, Paulinho Moska, Frejat, gostava muito do Cazuza e do Barão Vermelho. Gosto também do Guinga, Renato Braz, Mônica Salmaso, Verônica Ferriani, Fabiana Cozza, Mariana Aydar, Céu, Ana Cañas entre outros. Na área erudita os grandes gênios, J.S. Bach, Beethoven, Brahms, Mozart, Chopin, Tchaikovsky entre tantos outros. Acho que nada deixou de ter importância, tudo faz parte de minha formação e me permite atuar tanto na área popular, como na área erudita.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Julio Bellodi: Eu conto desde os 11 anos de idade, quando comecei a compor canções e a aprender violão sozinho, mas só fui estudar música e violão no conservatório com uns 15 anos. Nesta altura tínhamos um grupo de samba aqui no bairro, onde eu tocava violão e cantava. Fui professor de Harmonia, Percepção e Teoria Musical, e História da Música da Universidade Livre de Música (ULM) de 1993 a 2008. E da Faculdade Mozarteum de São Paulo, de 1987 a 1998. Desde 2010 é professor de várias disciplinas nos cursos de Regência Coral e Canto Popular na ETEC de Artes, em São Paulo.

06) RM: Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações).? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as musicas que entraram no gosto do seu público?

Julio Bellodi: CD meu como intérprete, até agora nenhum. Como compositor são muitos, tanto eruditos, como populares. Os perfis são bem variados. Na área popular algumas: “Cenas Urbanas”, “Grafite”, “Ausência”, “Canta Que é Bonito” em parceria com Cláudio Lacerda, entre outras. Na área erudita: “Ave Maria”, “Mágoa Seresteira”, “Luz de Vitrais”, “Adagio Para Orquestra de Cordas”, “Choro Nº 5” (A Roseira da Serra) gravado na França, entre outras. No choro: “Céu de Brigadeiro”, “Choro Pra Van Gogh”, “Nazarethiando”, “Caracol”, entre outros.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?    

Julio Bellodi: É difícil definir por causa do meu ecletismo. O Centro Cultural São Paulo em seu catálogo de compositores me definiu como “Músico de Fronteira”, ou seja, aquele que atua tanto na música erudita, como na música popular. Então talvez meu estilo seja “de fronteira” (risos).

08) RM: Como é o seu processo de compor?

Julio Bellodi: Meu processo é variado, depende do que estou compondo, se é uma canção popular, um chorinho ou se é uma peça erudita. As canções, já são mais de 700, costumo fazer na hora, letra e música, geralmente com o violão, a maioria sai tudo junto. Os chorinhos faço na hora, mas a maioria, já são 1280, faço no Bandolim. As eruditas são mais complexas, vou elaborando, trabalhando nelas, geralmente no piano.

09) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Julio Bellodi: Olmir Stocker (Alemão), Edmundo Villani Côrtes, Francisco Araújo, Mônica Marsola, Lula Barbosa, Mário Lúcio Marques, Paulo Henrique (PH), Waldir Vera, Cláudio Lacerda, Noel Andrade, entre outros.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Julio Bellodi: Os prós são que você pode fazer o que realmente deseja, do seu jeito, sem pressões de ordem “artística”, mercadológica e financeira. Os contras são bancar financeiramente a realização total do seu trabalho, como estúdios de gravação, prensagem e confecção do disco, divulgação, encargos e estrutura total dos shows e, principalmente, a divulgação nas grandes mídias, como televisão, rádio e jornais.

11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Julio Bellodi: Isso me falta, sou bem devagar neste aspecto, como tantos outros artistas que conheço, esse é meu ponto falho, não tenho essa aptidão para ”vender o meu peixe”.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Julio Bellodi: Não é meu forte. Se fosse, acho que eu já estaria num outro patamar como artista no que se refere à fama e também ao dinheiro.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Julio Bellodi: Ajuda na divulgação do trabalho, prejudicar, acho que não.

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Julio Bellodi: Vantagens é que você pode produzir seu trabalho com menor custo, dá acesso a muita gente boa que não poderia pagar um grande estúdio para gravar. Desvantagens é que propicia que também um monte de coisas ruins, de baixo nível, de péssima qualidade seja feito por pessoas sem o mínimo talento.

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Julio Bellodi: Apenas faço o meu trabalho, acredito na música de boa qualidade, feita para ficar. Não me importo com os modismos e essa enxurrada de porcarias que assola a música no cenário atual.

16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Julio Bellodi: Como acabei de dizer, o que está na grande mídia é desolador, mas tem muita coisa boa e gente de talento fazendo música no Brasil, só que não tem divulgação do trabalho e não consegue entrar na panela da indústria do entretenimento. Acho que a Verônica Ferriani e a Fabiana Cozza foram duas grandes revelações. Quem permaneceu com obras consistentes, Edu Lobo, Chico Buarque, Milton Nascimento, Lô Borges, Lenine etc. Quem regrediu… Deixa pra lá (risos).

17) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Julio Bellodi: Têm vários que já citei: Edu Lobo, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Lenine, Alceu Valença, Lô Borges, Flávio Venturini, Jards Macalé, Mônica Salmaso, Guinga, Toninho Horta, são alguns.

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Julio Bellodi: Todas essas já aconteceram! (risos).

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Julio Bellodi: Mais feliz é poder fazer e viver daquilo que mais gosto que é a música. Mais triste, é ver a boa música perdendo cada vez mais espaço para um monte de porcarias e baboseiras.

20) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Julio Bellodi: Nossa, vai ser um pouco difícil, sou paulistano tipo Mário de Andrade, amo São Paulo, mas apresentar a cena musical de uma das maiores cidades do mundo é quase impossível dado a sua tamanha diversidade. Só posso dizer que ganhei em 2013 o concurso de composição da EXPOSAMBA, maior mostra de samba do país, com a música “Infinita Cidade” dedicada a São Paulo, o nome já diz tudo.

21) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Julio Bellodi: Também são muitos, mas vou indicar a Orquestra Jazz Sinfônica, onde muitos amigos, colegas, ex-alunos meus tocam, todos grandes músicos.

22) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Julio Bellodi: As minhas músicas que tocam nas rádios, tocam sem jabá. Mas, são rádios que valorizam a música de qualidade. Nas rádios de massa (FMs), sem jabá eles não executam, estão todas ligados a um esquema milionário de gravadoras e TVs.

23) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Julio Bellodi: Que estude música e procure se aperfeiçoar sempre, tenha muita persistência e perseverança, nunca desista, pois é um mercado de trabalho bem difícil e concorrido. Mas a música é maravilhosa, o mais perto do divino. Tem um verso de uma canção minha que chama “Música” e que resume isso “Você é a musa da minha existência, é mais que arte mais do que ciência, música!”.

24) RM: Quais os Violonistas que você admira?

Julio Bellodi: Vários, na música popular gosto muito do Baden Powell, Raphael Rabello, Marco Pereira, Yamandú Costa. Na música erudita, Andrés Segovia, Kazuhito Yamashita, Duo Assad, Julian Bream entre outros.

25) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?

Julio Bellodi: São muitos, mas vou dizer os três que mais admiro: Johann Sebastian Bach, Ludwig Van Beethoven e Arnold Schoenberg.

26) RM: Quais os compositores populares que você admira?

Julio Bellodi: São muitos também, mas vou citar alguns, Tom Jobim, Edu Lobo, Taiguara, Sérgio Sampaio, Gonzaguinha, Lô Borges, Milton nascimento, Alceu Valença, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivan Lins, Lenine, Guinga entre outros.

27) RM: Quais os compositores da Bossa Nova você admira?

Julio Bellodi: Johnny Alf, Tom Jobim, Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal, João Donato entre outros.

28) RM: Nos apresente seus métodos para Violão?

Julio Bellodi: Na verdade, eu não tenho métodos para violão, o que eu tenho é um livro com peças minhas para violão.

29) RM: Fale do seu livro que está à venda?

Julio Bellodi: Chama-se “Peças para Violão”. São estudos, prelúdios e uma peça, “Traços Noturnos”, que foi uma das seis finalistas do concurso em âmbito nacional chamado Ciclo do Violão realizado pelo Banco do Brasil em parceria com o SESC Pompéia.

30) RM: Quais as principais diferenças entre as técnica de Violão Popular e Erudito?

Julio Bellodi: Acredito que a maneira da execução no Violão Popular a sonoridade é mais “suja” levando mais em conta o suingue, a pegada rítmica, o improviso. No Violão Erudito a postura é outra, há uma preocupação com a “limpeza” do som, da articulação das notas e não há espaço para a improvisação.

31) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Violonista?

Julio Bellodi: Praticar sempre exercícios de técnica de digitação, escalas, arpejos. E ser disciplinado, treinar diariamente.

32) RM: Quais os Violões para tocar música Popular e  Erudita que você indica atualmente?

Julio Bellodi: Prefiro não fazer propaganda e também não melindrar ninguém, mas os melhores instrumentos são sempre de luthiers (construtores de instrumento) e não os de fábrica. Embora existam bons instrumentos de fábrica, que são mais comumente usados na música popular.

33) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Violão?

Julio Bellodi: Creio que a postura ao tocar o instrumento. E, que vem da falta de orientação por alguém especializado no ensino do instrumento, sei disso porque comecei como autodidata e quando fui estudar tinha muitos vícios de postura e digitação, que foram muito trabalhosos de resolver.

34) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Julio Bellodi: Creio que as amarras das grades curriculares da maioria das escolas, que não levam em conta a vivência prática da música e a criatividade como fator preponderante para o aprendizado desta. Gostaria de deixar aqui um link para a minha dissertação de mestrado que trata, exatamente, deste assunto: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/95130

35) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Julio Bellodi: Penso que sim e a história da música, tanto popular, como erudita nos dá incontáveis exemplos disso. São pessoas com musicalidade e talento exacerbados e que, geralmente, já mostram isso desde tenra idade, aliada ao estudo costuma ser uma combinação infalível.

36) RM: Qual a definição de Improvisação para você?

Julio Bellodi: Improvisação é a prática de criação desenvolvida na hora, tendo em conta os conhecimentos e a bagagem já adquirida.

37) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Julio Bellodi: Existe, mas, seja qual for o tipo de improvisação que esteja sendo feita, ela é fruto de uma vivência, de um aprendizado, seja ele acadêmico ou não. A arte de improvisar também é um dom, um talento que certas pessoas já têm e que elas só lapidam com o tempo e com estudo.

38) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Julio Bellodi: Os prós são o ensinamento das escalas, modos, aplicação sobre a harmonia, os graus da escala, o campo harmônico e suas alterações. Os contras é que não basta isso para ser um bom improvisador.

39) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Julio Bellodi: Os prós e que estudando você amplia as suas possibilidades, sem o estudo, você fica limitado apenas a sua intuição, que na maioria das vezes, lhe restringe ao universo musical de menor âmbito. Os contras é que as diretrizes harmônicas dos tratados sobre o assunto, também são limitadoras, direcionadoras e tolhem, em alguns casos, a sua espontaneidade e criatividade. O ideal é dosar os conhecimentos adquiridos com o estudo e aplicá-los à sua intuição.

40) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Julio Bellodi: A leitura à primeira vista é o resultado de várias coisas combinadas, de um treinamento de leitura rítmica e melódica primeiramente, de um trabalho diário de leitura de peças do seu instrumento. Para a leitura rítmica e melódica eu utilizo vários métodos, como o Pozzoli, tanto rítmico, como melódico, Edgard Willems, Hindemith, Gramani entre outros.

40) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Julio Bellodi: Praticando-a diariamente!

42) RM: Quais os seus projetos futuros?

Julio Bellodi: O mais próximo é a realização do show em comemoração dos meus 1.200 Choros, se bem que já estão em 1.263 até o momento (risos). E também a edição destes Choros em forma de quatro Songbooks com acompanhamento de CDs com gravações, em cada um deles, de alguns escolhidos. E também a edição do meu livro de poesias em homenagem a Augusto dos Anjos. E do meu CD como autor e intérprete de minhas canções.

43) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Julio Bellodi: Meu site www.juliobellodi.com.br , minha Fanpage no facebook, Julio Bellodi.

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.