Jota Sobrinho

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O cantor e compositor pernambucano J. Sobrinho e radicado em Feira de Santana (BA) em 1968.

O artista é também farmacêutico e bioquímico, formado Universidade Federal da Bahia em 1976 e professor de Química e outras Disciplinas. Hoje já é bioquímico aposentado pelo Município de Feira de Santana. Além de cantor, compositor é artista plástico e radialista.

Idealizador e fundador da AFALG – Associação Feirense dos Admiradores de Luiz Gonzaga – em 07 de Março de 1990. Gravou em 1991 o seu primeiro o LP -“Saudades do Cantador”.   Em 1993 gravou o segundo o LP – “Resgate Nordestino”. Ele é o vencedor do sexto ForróFest – Festival Nacional do Forró – 1ª Eliminatória em João Pessoa (PB), em 31 de maio de 1994, e Final em Campina Grande (PB) em 18 de junho com a música de sua autoria: “Flora do Meu Torrão”. Em 1994 foi jurado do primeiro Festival de Forrozeiros da cidade de Santa Bárbara (BA). Em 1999 gravou o primeiro CD – “Edição Especial”. Em 1995 fundou o acervo cultural (material) sobre Luiz Gonzaga, através da AFALG, doado à UEFS para o Museu Casa do Sertão.     Em 1999 participou do 11º ForróFest – Festival Nacional do Forró – 1ª Eliminatória no Forte Santa Catarina – Cabedelo (PB), com a música de sua autoria e interpretação: “No meu tempo era assim…!”. Em 2002 gravou o segundo CD – “Rei nas Estrelas”.  Jurado de Festivais de Músicas em Colégios de Feira de Santana (BA). Em 2008 participou como intérprete com “No meu tempo era assim…!” ao lado de Baio do Acordeom, vencedor do primeiro Festival de Sanfoneiros de Feira de Santana, realizado pela UEFS/CUCA. Participou como poeta e declamador do CD lançado pela Academia Feirense de Letras.   Em 2012 e 2013 foi comentarista musical nos “V” e “VI” Festivais de Sanfoneiros de Feira de Santana (BA), realizados pela UEFS, através do CUCA – Centro Universitário de Cultura e Arte, durante a transmissão ao vivo pela Rádio Sociedade de Feira de Santana, com o apresentador do programa e colega radialista, Leon Vanderley. Em 2013 foi membro e presidente da mesa julgadora do “Festival Vozes da Terra”, realizado pela Fundação Egberto Costa, Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Em 2014 lançou o CD – “Rei nas Estrelas”. Artista Plástico desde 1983 – Óleo sobre tela. Em 2009 inovou nas artes visuais, dando início a um trabalho usando a técnica mista inovadora: colagem de pó de cupim sobre tela. Em 2010 realizou sua Exposição “PERSONALIDADES” em quatro locais diferentes e importantes: Galeria Carlo Babosa, no CUCA; na Biblioteca Julieta Carteado, na UEFS; ao ar livre, durante uma Jornada de Odontologia, no Campus da UEFS; e na Galeria Caetano Veloso, em Santo Amaro da Purificação (BA).

Segue abaixo entrevista exclusiva com Jota Sobrinho para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 04.03.2019:

01) RitmoMelodia : Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Jota Sobrinho: Nasci no dia 29 de Fevereiro de 1952 (sou, portanto, bissexto), na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, na Região Agreste do Estado de Pernambuco. Registrado como José Rodrigues Sobrinho.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Jota Sobrinho: Naturalmente, desde criança, já que todos nós brasileiros nascemos e vivemos ilhados de músicas de toda natureza, mas trago desde minha infância, num cantinho especial do meu coração, a nossa música nordestina, principalmente do cancioneiro de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

03) RM: Qual a sua formação musical e formação acadêmica fora da área musical?

Jota Sobrinho: Em relação à Música, sou autodidata. Tentei fazer o Curso de Licenciatura em Música, pela UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana/BA, mas não deu certo. Com relação à minha profissão propriamente dita, sou Farmacêutico e Bioquímico, formado pela UFBA – Universidade Federal da Bahia, em Agosto de 1976. Sou, também, Professor aposentado pela Secretaria Estadual de Educação do Estado da Bahia.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Jota Sobrinho: Nós pernambucanos, pelo menos, das décadas de 1950/60/70 fomos muito influenciados pelo Forró Pé-de-Serra, pelo Frevo, pelo Maracatu, pela Ciranda e outros ritmos, além do Bolero, do Samba-canção e ritmos e estilos da Jovem Guarda. Lembro-me que muitos ritmos me influenciaram a gostar de fazer o que faço hoje, em relação à música: a música genuinamente Nordestina, com todos os seus estilos, essencialmente relacionados ao Forró Pé-de-Serra; e, particularmente, o Bolero. Até hoje não deixei de apreciar um único estilo musical do meu tempo, a partir da minha fase de criança, incluindo, até mesmo, as cantigas de rodas e de brincadeiras de rua. Atualmente alguns estilos não me atraem, por não agregar valores culturais.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Jota Sobrinho: Profissionalmente, em Feira de Santana (BA) a partir de 1990, logo após a morte de Luiz Gonzaga, em 02 de Agosto de 1989. Entendi que nós nordestinos teríamos que fazer algo que viesse favorecer o resgate e a preservação das nossas tradições, principalmente, as festas juninas. O que me fez perceber essa necessidade foi o fato de Luiz Gonzaga, apesar de ter sido considerado o “Rei do Baião”, muito tempo antes do seu falecimento já se incomodara com o que vinha acontecendo com a nossa Cultura Nordestina, essencialmente com a nossa maravilhosa música voltada para os festejos juninos. Ele já não aceitava o fato da grande mídia da época, principalmente, radiofônica e televisiva, não mais divulgar o Forró Pé-de-Serra como outrora. Era praxe no Brasil, principalmente no Nordeste, quase todas as Rádios terem nas suas programações um Programa diário, de segunda a sexta-feira, às vezes, até nos Sábados, exclusivamente de Forró Pé-de-Serra. Quem acompanhou o trabalho e a vida do Rei do Baião sabe muito bem que em entrevistas a Rádios ele reclamou do fato da sua própria música não estar sendo divulgada no seu próprio Estado, Pernambuco. Então, percebemos que estas dificuldades que enfrentamos hoje têm a sua origem no passado. O aumento de tantas dificuldades que nós forrozeiros temos enfrentado atualmente está relacionado, também, com uma culpa que também é nossa. Não fizemos, já a partir da morte de Luiz Gonzaga, um trabalho crítico, combativo, em relação à invasão de atrações artísticas que não têm nada a ver com a nossa Festa de São João. Na época achávamos que o simples fato de tocarmos forró, de fazermos tributo a Luiz Gonzaga, de conseguir alguma agenda para o mês de Junho, bastaria para o absoluto resgate do São João Tradicional. Faltou um empenho maior e direcionado veementemente para um forte combate a esta descaracterização dos nossos festejos juninos. Vi artistas que se apresentavam nas festas juninas não reclamarem na época, pois certamente as agendas estavam boas, “gordas”. Como a invasão cresceu anualmente, começou a afetar agendas, cachês. Hoje, todo mundo grita, a reclamar de uma coisa que nós poderíamos ter evitado, pelo menos no grau que se encontra hoje. Só que a luta não deve parar. Ao contrário, ela deve se acentuar cada vez mais. Vamos tentar compensar esta culpa com a nossa responsabilidade e com o nosso compromisso cada vez maior para trazermos de volta as nossas raízes, as nossas tradições juninas. Vamos à Luta!

06) RM: Quantos CDs lançados?

Jota Sobrinho: Na época, ainda de LP, cheguei a lançar dois discos: em 1993, “Saudades do Cantador”, uma homenagem a Luiz Gonzaga, a música de divulgação é a que dar nome do Disco. Gravado no Estúdio In Line Digital no Rio de Janeiro – Direção Musical – Abdias Filho e Produção e Execução – Marcos Farias. Em 1996 LP – “Resgate Nordestino”, a música de destaque foi de minha autoria “Flora do meu Torrão”, alusiva à Flora Nordestina, onde me refiro a 23 espécies (vegetais da nossa flora), nativas e não nativas. Gravado no Estúdio In Line Digital no Rio de Janeiro – Direção Musical, Produção e Execução – Marcos Farias. Dois anos antes do lançamento do disco, a música “Resgate Nordestino”, com a minha interpretação, venceu em 1994 o Sexto Forró Fest da Paraíba. Em 1999, lancei o meu primeiro disco em formato de CD com músicas já gravadas dos dois LPs citados e algumas músicas inéditas. Em 2002, gravei em Timbaúba – PE, com o acompanhamento de Duda da Passira (In memoriam), no Acordeon, e Quartinha, no zabumba, o CD com composições minhas e de amigos compositores, incluindo duas autorias de Petrúcio Amorim: “Tareco e Mariola” e “Rei nas Estrelas”, que dar nome ao CD. Disco somente lançado em 2014.

07) RM: Como é o seu processo de compor canção?

Jota Sobrinho: Casual e naturalmente. Vendo ou escutando algo, pode surgir daí um poema, uma ideia a ser desenvolvida ou uma melodia que, certamente, buscará uma letra. Todas as composições, necessária e naturalmente, devem surgir do inesperado, do casual. E neste processo a nossa alma tem que estar presente desde o início, pois sem ela a inspiração do poeta pode ficar muito reduzida ou até mesmo não existir. Torna-se indispensável à participação efetiva da nossa alma em qualquer trabalho a que venhamos desenvolver.

08) RM: Quais são seus principais parceiros musicais em composição?

Jota Sobrinho: O meu trabalho tem sido mais autoral. Um arrasta-pé criado em 1991, lançado em 1993 “Nas Noites de São João”, cuja parceria me é muito honrosa, com o saudoso Abdias dos Oito Baixos. Gravei várias composições de amigos aqui da região. Sou muito feliz por isto. Mas a maioria das músicas que gravei é de minha autoria.

09) RM: Quem gravou as suas músicas?

Jota Sobrinho: No início da minha carreira procurei quem gravasse minhas músicas, mas não tive êxito. Essas coisas acontecem naturalmente ou muito casual. Por isto tenho feito o meu trabalho de uma maneira muito independente, mas satisfeito. Nunca procurei altos voos. Fico aqui na minha singeleza, simplicidade, humildade, procurando agradar ao público. E a vida é assim, não só de artistas, mas de todos.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Jota Sobrinho: Tudo na vida tem um custo. Não somente financeiro, mas de sacrifício. O preço que pagamos é a luta que temos que travar. O mercado de trabalho cada dia que se passa fica mais e mais complicado e bem mais concorrido.

11) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Jota Sobrinho: No início da década de 1990 as gravadoras já não apostavam nem investiam em nossos trabalhos. Tínhamos que correr atrás pra valer. E assim mesmo não conseguíamos. Aí, então, éramos forçados a buscar através de muita luta meios de conseguirmos a realização dos nossos sonhos e muitas vezes ficávamos nos sonhos de gravar um disco. Demorava, mas sempre conseguíamos fazer algo concreto. E foi assim que consegui gravar os meus primeiros discos. Depois vieram alguns trabalhos em CD e estamos até hoje nessa luta. Tenho dito que lutarei pela nossa Cultura Nordestina, particularmente, a Musical, até o último Forró da minha vida. Gravar um disco independente hoje em dia talvez seja mais fácil ou, pelo menos, menos difícil do que há algumas décadas atrás. Naquela época existiam outros fatores, além do dinheiro, que dificultavam a gravação de um disco (LP). Tudo era diferente de hoje. Havia, por parte das gravadoras e da própria grande mídia, critérios que zelavam pela qualidade da música. Era exigida uma boa voz com ótima dicção e outras coisas mais, além dos recursos financeiros. Hoje basta conseguir o dinheiro necessário para a gravação e fica tudo bem. Critérios outros? Serão por conta do cliente. As coisas mudaram demais. Atualmente, tudo parece ser ao mesmo tempo, fácil e difícil.

12) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia de gravação (home estúdio)?

Jota Sobrinho:  As duas situações têm vantagens e desvantagens: sistema analógico e sistema digital. No caso Digital, cujos recursos tecnológicos são muitos e interessantes, penso que as vantagens são a redução de custos e trabalho. Aumentou a quantidade de artistas independentes que gravam atualmente. Gravar pelo sistema analógico, embora a qualidade seja muito boa também, mais natural, era algo quase restrito àqueles (as) contratados pelas gravadoras. Hoje, se um artista tem uma reserva pessoal, conseguida através de economias, poupanças, etc., pode muito bem realizar seu projeto. Até mesmo, com qualidade. O problema é que gravar hoje em dia, muitas vezes não há retorno, nem mesmo para conseguir mais shows. Tudo é muito relativo. A venda de discos caiu e muito!

13) RM : Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Jota Sobrinho: Eu mantive uma opinião que, para a época, era válida. Havia muita cobrança a respeito do resgate do Forró Tradicional, principalmente durante os festejos juninos. Eu não via os artistas buscarem uma solução para o problema. No momento percebo que tem havido movimentações, manifestações e muitas reivindicações em relação às políticas públicas em benefício da “recaracterização” dos nossos festejos juninos. Observamos que em São Paulo existe um movimento próprio sobre o Forró. E já conseguiram coisas importantes. A partir do Nordeste, com início na Paraíba, com a participação de outros Estados nordestinos. E já contando com o apoio e movimentação de outros Estados de outras Regiões do País, existe um forte trabalho para a transformação do Forró em Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira. Tudo isso é favorável à nossa Cultura Nordestina de um modo geral. O que continua faltando é a valorização artística e monetária desta musicalidade que sempre foi a protagonista dentro do São João Tradicional. Vamos ver se com o êxito destes trabalhos, tudo isto, melhora. Há esperança que isto aconteça, pois já não suportamos mais tanta descaracterização da festa maior do Nordeste, usando na maioria das vezes, atrações que não têm nada a ver com o São João.

14) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Jota Sobrinho: O principal motivo para causar o inusitado são os cachês. Geralmente pequenos. Impossibilitando-nos em investimento na estrutura necessária para mantermos um bom trabalho, um bom instrumental, etc. Artistas de outros ritmos, que não têm nada a ver com os festejos juninos, com bons cachês, terminam comprometendo o orçamento destinado às festas e, com isto, nós forrozeiros sofremos, já que os nossos cachês terminam ficando por conta das sobras orçamentárias. E ainda sujeitos a ouvirmos conversas que só nos entristecem, nos humilham, além de recebermos com atraso, sem correção, etc. Há ainda muita deslealdade no tocante à busca de contratos, tipo atravessamento, oferecimento de trabalho por preços menores, muitas vezes fora de qualquer realidade. Tem sido muito difícil mesmo.

15) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Jota Sobrinho: Feliz, é estar no palco cantando e percebendo as pessoas na plateia participando para valer, cantando comigo, dançando, pulando, sei lá! Participando efetivamente do show. É muito prazeroso. Triste é quando o público está indiferente ao show. Graças a Deus, eu, em 25 anos de carreira musical, vivenciei muito pouco essa tristeza, Tem sido só alegria.

16) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Jota Sobrinho: Muito lamentavelmente essa questão de “jabá” (o pagamento para tocar música na programação) tem prejudicado muito os artistas independentes. As agendas, por causa da concorrência, têm sido reduzidas. Além disto, os cachês, também, reduzidos. Sem dinheiro fica muito difícil investir em publicidade. E hoje em dia, como as rádios são empresas, têm custos, precisam de contratos com artistas que podem pagar o “jabá”.

17) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Jota Sobrinho: Não devo passar negativismo para ninguém, mas se esse alguém quiser ter uma ideia do que penso a respeito, basta dar uma lida nessa entrevista, né? (risos).

18) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Jota Sobrinho:  Só sei frisar que Festival de Música é algo muito importante na carreira de um compositor, cantor ou instrumentista. Já participei de Festival de Música como compositor e intérprete de músicas de minha autoria. Já ganhei Festival (6º ForróFest da Paraíba em 1994 com “Flora do meu torrão”); já fui jurado de Festivais de Música e por tudo isto sei da importância que os Festivais de Músicas têm para os artistas.

19) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música para revelar novos talentos?

Jota Sobrinho: Sim. Estes Festivais de Música e Concursos de Música que têm acontecido pelo país têm revelado muito talentos e até tirado artistas do anonimato. É uma grande contribuição à Música Popular Brasileira. Isso é muito bom.

20) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Jota Sobrinho: Não acredito muito na cobertura espontânea da grande mídia. Quando ela acontece espontaneamente é de forma tímida. A cobertura é proporcional à participação das parcerias, acordos, contratos ou sociedade. Pelo que vemos, tem que ter dinheiro. A questão é puramente econômica.

21) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Jota Sobrinho: Só acompanho alguma coisa do SESC, como o projeto “Sonora Brasil”, através dos SESC de Feira de Santana (BA). Inclusive já participei da programação. Sobre o SESI e Itaú Cultural, nada sei falar.

22) RM: O circuito de Forró na sua cidade?

Jota Sobrinho: Aqui em Feira de Santana (BA) encontramos poucos pontos específicos de Forró, mas acontece, sim. Sei que há muita vontade de nossa parte de vermos mais uma vez o Forró Pé-de-Serra consolidado. Por isto, lutarei pela nossa Cultura Nordestina até o último Forró da minha vida.

23) RM: Quais os projetos futuros?

Jota Sobrinho: Pretendo voltar a gravar mais discos.

24) RM: Quais os seus contatos para show e para seus fãs?

Jota Sobrinho: (75) 9.9165-4885 – TIM | [email protected]Facebook: Jota Sobrinho | www.youtube.com/user/JRSOBRINHO2

“LUTAREI PELA NOSSA CULTURA NORDESTINA ATÉ O ÚLTIMO FORRÓ DA MINHA VIDA” – J. Sobrinho – “O Doutor do Forró Pé-de-Serra”.

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.