Jó Silva

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Jó Silva
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O cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Jó Silva aos nove anos de idade começou a tocar sanfona mostrando o nosso forró em todos os lugares.

Em 1986, aprendeu tocar Teclado. E com este aprendizado surgiu à oportunidade de tocar em várias bandas de Baile, Orquestras e Trios Elétricos. Participou das bandas: “Fly Som” de Alagoinha – PE; “Impulso Musical” de Garanhuns – PE; “Orquestra Trovadores de Venturosa” e o trio “Asas da América”. Em 1993 foi sanfoneiro da banda “Cacau com Leite” de Itabuna – Bahia, estilo forró pé-de-Serra. Saindo da banda “Cacau com Leite”, iniciou a função de produção musical e tecladista na banda “Virou Mania” no Rio de Janeiro. Saindo da mesma, trabalhou na “Orquestra Oliveira” de Salvador – Bahia. Em 1996, retornou para Pernambuco, permanecendo nas atividades de produção e tecladista na “Banda Indomáveis”. Quando encerrou os trabalhos de tecladista na “Banda Indomáveis” retomou a função de sanfoneiro na banda “Fogo de Palha” de Arcoverde – PE. E teve a honra de acompanhar diversos artistas como: Jorge de Altinho, Paulinho Leite e Genival Lacerda.

Em 2008 iniciou a carreira como cantor e sanfoneiro e gravou o seu primeiro CD – “São João do Nordeste”, com doze músicas, dentre elas, nove obras de sua autoria, uma de Petrúcio Amorim com participação de Nádia Maia e duas do sanfoneiro Genaro, em que uma tem a participação de Genival Lacerda. Destaque para as canções: “Uma Noite é Pouco”, “Casinha de Taipa”, “Jamais Poderei Ser Igual a Você” e “São João do Nordeste”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 09.08.2018:

01)Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Jó Silva: Nasci no dia 09.08.1966 em Recife (PE).

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Jó Silva: Dei início na música aos nove anos de idade. Comecei a tocar com a sanfona do meu pai (Antonio Severino da Silva). E aos 12 anos já me apresentava no auditório da Rádio Difusora de Pesqueira (PE) (Atual Rádio Jornal do Comércio) e também nas Palhoças, Escolas e Fazendas daquela região.

03) RM: Qual a sua formação musical e formação acadêmica fora da área musical?

Jó Silva: A minha formação musical é como autodidata e a formação acadêmica é de ensino médio.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Jó Silva: Minhas influências musicais foram o forró, frevo e MPB em geral. E todas prevalecem e permanecem.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Jó Silva: Comecei a minha carreira musical em 1975 tocando sanfona na cidade de Pesqueira (PE).

06) RM: Quantos CDs lançados (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que se destacaram?

Jó Silva: Até o momento gravei um CD – “São João do Nordeste”, com doze músicas, sendo nove obras autorais, uma de Petrúcio Amorim com participação de Nádia Maia e duas do sanfoneiro Genaro, onde uma das faixas tem a participação de Genival Lacerda, todas elas de autêntico forró. Destaque para as canções: “Uma Noite é Pouco”, “Casinha de Taipa”, “Jamais Poderei Ser Igual a Você” e “São João do Nordeste”.

07) RM: Como é o seu processo de compor canção?

Jó Silva: Minhas músicas são baseadas em historias fatos reais da minha própria vida e de pessoas próximas.

08) RM: Quais são seus principais parceiros musicais em composição?

Jó Silva: Não tenho parcerias em meus trabalhos até o presente momento.

09) RM: Quem gravou as suas músicas?

Jó Silva: A cantora carioca Kelly Rosa gravou o samba ”Minha Maria”; Ezequiel Silva e Arlindo Guia do Forró gravaram ”Casinha de Taipa”; Banda Cheiro de Milho gravou ”Coração Desiludido; Genildo Sousa gravou ”Olhar Conquistador” e ”Eu Vou Me Dar Bem”; Bruno Flor de Lótus gravou ”Uma Noite é Pouco”, ”Tua Armadilha” e ”Fato Real”; Júnior Torres, Neném Oliveira e Valda do Forró gravaram ”Uma Noite é Pouco”; Márcia Lima gravou “Sanfoneiro Bom de Fole”; Nadia Maia gravou ”São João do Nordeste”; Manu Olímpio gravou ”Amor Fingido”; Xinelo Rasgado gravou “Tua Armadilha”.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Jó Silva: Um dos benefícios da carreira independente é que se administra com autonomia, liberdade, sem barreiras comerciais, podendo escolher que caminhos trilhar. E nos dias atuais, temos as ferramentas da internet nos dando direcionamento e velocidade nos trabalhos que nos conduzem ao público e ao sucesso desejado.  E a desvantagem é que sem o apoio de uma instituição comercial dentro do mercado de vendas, divulgação ou show, a carreira se torna inviável por falta de recursos próprios em alguns casos.

11) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Jó Silva: Desde quando comecei a minha carreira artística, busco fazer a diferença, me aperfeiçoando num estilo próprio. Jamais me espelharei em alguém para obter qualidade profissional. Eu sou autêntico e isso tem sido meu diferencial dentro do contexto musical.

12) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

 Jó Silva: A tecnologia nos auxilia em grande estilo, agiliza e colabora para um melhor rendimento e aproveitamento. A tecnologia chegou para avançar, ajudar e revolucionar o mundo, não há desvantagem.

13) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Jó Silva: O forró sempre teve seu brilho no contexto da cultura nordestina, porém sempre foi um estilo pouco aceito pela maioria, mesmo na época do mentor Luiz Gonzaga e seus sucessores Dominguinhos, Marinês, etc. O autêntico forró sempre sobreviverá, porque sempre existirá seu defensor. E seremos os chamados sobreviventes. As regiões Sul e Sudeste do Brasil ainda são os “berços” do autêntico forró, apesar do Nordeste ter sido a “maternidade” desse estilo cultural.  E nas duas últimas décadas se destacaram Flávio José, Fala Mansa e Santana “O Cantador”, permanecendo todos eles até hoje, no auge do sucesso.

14) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Jó Silva: Na minha carreira musical o que sempre me deixou feliz foi a autoestima que trago comigo. Acredito que sempre há algo de bom em tudo que recebo. E sempre sei agradecer a Deus, aos colaboradores, fãs, familiares e amigos. Já recebi alguns convites, elogios e homenagens em reconhecimento ao meu trabalho, isso me fortalece e me conduz. O que me entristece é o fato do pouco espaço para divulgar o meu talento.

15) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Jó Silva: Não concordo que o artista pague para a sua música seja tocada e divulgada nas rádios, ainda mais no contexto econômico atual. Empresários se organizam e ocupam os espaços na programação dos meios de comunicação disponíveis no momento.  E hoje, o poder de divulgação das Rádios Web se multiplicou e vem se expandindo, assumindo o lugar das chamadas grandes Rádios. Não podemos mais ficar no passado, devemos acompanhar a modernidade, seguindo os passos da tecnologia da internet. Em breve, as chamadas grandes Rádios, não mais existirão e o canal de divulgação passará a ser totalmente através das grandes redes sociais.

16) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Jó Silva: Que é necessário ter amor ao que faz. E escolher um estilo musical que o valorize e se profissionalizar.

17) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Jó Silva: Não existem muitos benefícios trazidos pelos Festivais de Música, porém em certos casos isolados, ainda lançam alguns nomes no mercado de expressão.

18) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música são relevantes para revelar novos talentos?

Jó Silva: Ainda há quem se projete a partir de Festivais de Música como FENFIT de Itaúnas (ES) e outros.

19) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Jó Silva: Poucos programas de rádio e TV divulgam quem não paga jabá. Apenas os grandes artistas aparecem nos programas de grande mídia.  E essa divulgação só é feita por interesse puramente comercial da instituição.

20) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Jó Silva: O SESC ainda é um espaço digno para o pequeno artista se projetar nos palcos oferecidos por ele em suas cidades.

21) RM: O circuito de Forró na sua cidade?

Jó Silva: Atualmente resido na cidade de Recife. No cenário da Cultura Nordestina, o cenário musical é eclético, mas ainda encontramos o forró como arte principal.

22) RM: Quais os projetos futuros?

Jó Silva: Meu projeto para o futuro é levar o meu trabalho por todo o Brasil, começando pela região Sudeste (São Paulo) e posteriormente seguir para outras cidades do país.

23) RM : Quais os seus contatos para show e para seus fãs?

Jó Silva: [email protected] | https://www.facebook.com/jo.silva

| (81) 99710 – 0692 | (21) 98190 – 1708 (com Maria José Araújo)

 

 

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.