Ivan Barasnevicius Trio

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Ivan Barasnevicius Trio
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O músico Ivan Barasnevicius gravou com as bandas Violent HateCisma e Grooveria Brasil.

Formado em 2003 pela FAAM/FMU – SP, ele estudou com os professores como Paulo Tiné, Zeli, Aida Machado, Marisa Ramirez, Orlando Mancini, Paola Picherzky e Abel Rocha. NaFAAM, desenvolveu o projeto de pesquisa “A improvisação no ensino da teoria musical elementar: uma proposta metodológica aplicada à guitarra elétrica”. Entre 2003 e 2006 integrou aOrquestra Popular Brasileira, atuando como violonista e arranjador. Estudou também arranjo com Vittor Santos e baixo elétrico com Nilton Wood. Atualmente, é coordenador didático doCENTRO MUSICAL VENEGAS MUSIC, onde também leciona guitarra, baixo elétrico, harmonia e improvisação desde 1995.

Em 2006, teve seu método “Harmonia para Contrabaixo” publicado pela editora HMP, sendo que o mesmo faz parte da coleção Toque de Mestre. Foi colaborador da revista COVER BAIXO, escrevendo por quatro anos uma coluna sobre harmonia e improvisação.

Em 2007, começou as atividades do seu grupo de música instrumental, o Ivan Barasnevicius Trio. Em 2009 lançou o livro “Jazz: Harmonia e Improvisação” pela editora Irmãos Vitale.

Entre 2009 e 2012 apresentou o programa “Venegas Music TV”, em que entrevistou e tocou com grandes músicos, de Nelson Faria e Heraldo do Monte a Andreas Kisser e Nuno Mindelis.

Em 2012, lançou com o “Ivan Barasnevicius Trio”, o CD – Síntese, em que mescla, em seus arranjos e composições, todas as influências adquiridas ao longo da sua carreira, indo do jazz ao rock e passando pelos ritmos brasileiros, tudo com muita experimentação e improvisação.

Segue abaixo entrevista exclusiva de Ivan Barasnevicius para a   em 16 de maio 2013:

1-) Ritmo Melodia – Qual sua data de nascimento e sua cidade natal?

Ivan Barasnevicius – Eu nasci em 16/04/1979 em São Paulo – SP.

2-) RM – Fale do seu primeiro contato com a música?

Ivan Barasnevicius – Em casa, era um ambiente musical, com muitos discos que meus pais tinham dos Beatles, Pink Floyd, Yes, assim como Chico Buarque, Caetano Veloso, entre outros. No começo da adolescência surgiu o interesse pelo violão e posteriormente pela guitarra. A partir daí, nunca mais parei de tocar e estudar música.

3-) RM – Qual sua formação musical e\ou acadêmica (Teórica)?

Ivan Barasnevicius – Sou bacharel em Guitarra Elétrica pela FAAM – SP. Estudei com diversos professores, como Paulo Tiné, Marcelo Gomes, Zeli, Marisa Ramirez, Orlando Mancini, Abel Rocha, entre outros. Mas estudei também arranjo com Rafael dos Santos – Unicamp e com o trombonista Vittor Santos, violão com Paola Pichersky, baixo elétrico com Nilton Wood, entre outros.

4-) RM – Quais suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Ivan Barasnevicius – Além das bandas citadas no início da entrevista, na adolescência ouvi muitas bandas de metal, tais como Sepultura, Metallica, Slayer, Machine Head, Testament, entre outras. Nesta época tocava muita coisa deste estilo em diversas bandas.

Posteriormente, após ingressar na FAAM, tive contato com referências como Pat Metheny, Hermeto Pascoal, John Coltrane, Miles Davis e Guinga. De certa forma, a música que produzo atualmente é uma síntese de todas essas influências. E nenhuma delas deixou de ter importância ao longo do tempo, mas talvez a maneira de absorver e encarar as informações acabe amadurecendo com o tempo.

5-) RM – Quando, como e onde  você começou sua carreira profissional?

Ivan Barasnevicius – Comecei tocando em bandas de metal durante a adolescência. Participei de vários grupos, sendo o mais duradouro o Violent Hate. Com esta banda, gravei o disco“Preaching”, lançado em 1997, que foi distribuído também na Europa. O Violent Hate também participou de uma coletânea lançada em Portugal nesta época, “High Radiation IV”. Nesta mesma coletânea consta outra banda da qual participei, o Cisma. Com o Cisma gravei mais um disco, mas que infelizmente nunca foi lançado.

6-) RM – Quantos CDs lançados pelo Ivan Barasnevicius Trio, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Ivan Barasnevicius – O “Ivan Barasnevicius Trio” foi formado em 2007 por mim e por Dé Bermudez, inicialmente como um quarteto, sendo que passou por algumas formações até a chegada do baterista Thiago Costa em 2010.

Com esta formação o Trio participou de diversos shows em São Paulo e no interior divulgando seu trabalho e também com o workshop de divulgação do meu livro “Jazz: Harmonia e Improvisação” lançado pela editora Irmãos Vitale.

Em 2012 lançamos o primeiro disco, chamado “Síntese”, com composições e arranjos meus (Tatuí, Tema pra Elis, Novos Ares, Machine e Valsa pra Ana) e um arranjo da música“Girando Lâmpada” da banda “O Terço” como bonus track. Além dos músicos do Trio, tivemos também a participação do baterista Edson Ghilardi, que gravou junto com o Thiago Costaas percussões presentes no disco.

Acredito que todas as músicas são bem aceitas, mas as que mais chamam a atenção provavelmente são Tatuí, que mistura rock com maracatu, e Machine, que mistura metal com jazz-funk.

7-) RM – Como você define seu estilo musical?

Ivan Barasnevicius – O Trio traz em suas músicas influências de música brasileira, jazz, fusion e heavy metal, buscando sempre uma sonoridade própria, aberta a experimentações e sem se preocupar com definições de estilo. Não costumo começar uma composição já limitando as possibilidades de misturas de ritmos e concepções musicais.

😎 RM – Como é seu processo de compor?

Ivan Barasnevicius – Costumo compor temas instrumentais. Cinco destes temas estão no primeiro disco do “Ivan Barasnevicius Trio”, chamado “Síntese”. Costumo fazer isso de várias formas, mas de maneira geral não costumo me prender a um determinado estilo, como: vou compor um samba, uma valsa ou um bebop. Costumo sair de uma idéia musical que me pareça interessante, sem preconceitos. Em algumas situações, costumo compor a partir do cruzamento de elementos puramente musicais, como é o caso de “Machine”, que está no disco, em que primeiro o “riff” é composto de uma frase em um compasso sete por oito dentro da escala dom-dim. E em outros casos busco a mistura de estilos musicais bastante díspares.

9-) RM – Quais são seus principais parceiros musicais?

Ivan Barasnevicius – Minha principal parceira musical, entre outras parcerias, é a Dé Bermudez, minha esposa e baixista do meu Trio. Ela coloca em prática os arranjos que imagino pro Trio com extrema competência, buscando sempre extrair novas sonoridades do instrumento.

10-) RM – Além de músicas instrumental, você compõe canções? Quem gravou suas canções?

Ivan Barasnevicius – Componho basicamente temas instrumentais, algumas vezes com arranjos mais fechados, todos escritos, outras vezes com bastante espaço para improvisação e experimentação. Talvez no futuro venha a escrever canções, mas certamente seria uma parceria com alguém disposto a escrever as letras, para que eu possa me concentrar nos arranjos e instrumentação.

11-) RM – Quais as cantoras(es) que você admira?

Ivan Barasnevicius – Entre tantos outros exemplos, gosto da Leila Pinheiro, gosto muito do disco que elas fez cantando os temas do Guinga, acho muitíssimo musical o trabalho que ela faz neste CD. Gosto muito também do trabalho da Flora Purim, principalmente pela interação que ela mostra com os outros instrumentos e sua maneira inusitada de improvisar em discos como “Flora Purim sings Milton Nascimento” e “Open your eyes, you can fly”, entre outros. Mas poderia citar muitos exemplos de diferentes estéticas e épocas, como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Elis Regina.

12-) RM – Quais os guitarristas que você admira?

Ivan Barasnevicius – Entre tantos e tantos músicos que admiro, entre os guitarristas devo ressaltar: Heraldo do Monte, Nelson Faria, Lula Galvão, Pat Metheny, John Scofield e Mike Stern. Mas certamente o virtuosismo no instrumento não é o único ponto nestes músicos. Pat Metheny, por exemplo, é um grande compositor, assim como Nelson Faria escreve arranjos se altíssimo nível, como podemos verificar em seu disco “Nelson Faria & Frankfurt Radio Bigband live in Frankfurt”, lançado em 2011.

13-) RM – Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Ivan Barasnevicius – Os principais problemas são: a falta de apoio e estrutura; a falta de profissionalismo que temos que conviver em muitas das situações inerentes à atividade musical, principalmente nos shows. Sem contar que nas poucas situações em que existe algum tipo de apoio Estatal, muitas vezes as cartas já estão marcadas de antemão, como é possível observar.

14-) RM – Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Ivan Barasnevicius – Acredito que o principal seja cuidar da formação, estudar bastante, desenvolver um trabalho sério baseado no respeito aos alunos e clientes, oferecendo sempre o nosso melhor. Acredito que trabalhar sempre com pensamento positivo seja também uma importante estratégia.

15-) RM – Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver sua carreira?

Ivan Barasnevicius – Penso ser importante sempre estimular e motivar a equipe para obter melhores resultados. E também investir sempre em formação, equipamentos, propaganda e sempre buscar novas alternativas para melhorar os serviços oferecidos.

16-) RM – O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Ivan Barasnevicius – A internet é, obviamente, um canal excelente para divulgação. Só quem fazia este trabalho há cerca de 15 ou 20 anos atrás através de cartazes, fitas K7 e correio sabe a vantagem que se tem hoje em dia neste aspecto.

O que é um grande problema, sem volta e sem uma solução viável em curto prazo, é o fato de muita gente disponibilizar as coisas de graça na internet, tanto as próprias quanto as de outros músicos (sendo que não exatamente estes últimos concordem com isso). Esta prática tem minado vários e vários mercados, e é necessário que se encontremos uma solução para isso.

17-) RM – Nos apresente seu programa de entrevista na TVweb?

Ivan Barasnevicius – A Venegas Music TV foi um programa de entrevistas conduzido por mim entre 2008 e 2012, no qual participaram músicos dos mais variados estilos, desde Heraldo do Monte, Nelson Faria, passando por Tetê Espíndola e Nuno Mindelis até Andreas Kisser e Rafael Bittencourt. Muitas das vezes toquei com os entrevistados. A experiência com o programa foi pra mim uma fonte inesgotável de pesquisa e tenho muito orgulho de ter feito este trabalho por quatro anos. Quem tiver curiosidade de conhecer, existe um acervo enorme no youtube, são quase 200 entrevistas.

18-) RM – Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso a tecnologia de gravação (home estúdio)?

Ivan Barasnevicius – Acredito que a principal vantagem seja ter a liberdade de gravar/ experimentar sem limite de horas. A desvantagem é que essa facilidade não necessariamente traga um resultado 100% profissional, tanto na execução como na concepção do arranjo e da gravação. Às vezes, podem-se obter melhores resultados quando procuramos ajuda especializada, principalmente na parte de mixagem e masterização, sendo estas duas últimas as mais decisivas.

19-) RM – No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje grande não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para ser diferencia dentro do seu nicho musical?

Ivan Barasnevicius – Acredito que o mais importante seja tentar contribuir com alguma ideia nova para a cena musical na qual se pretenda estar inserido. Acredito ser essencial para uma banda desconhecida no cenário propor algo diferente do que os grupos já conhecidos e consagrados. Essa é a minha busca. Porém, não é possível ter controle total dos resultados. E talvez não seja possível propor algo totalmente novo. Certamente, não é uma tarefa fácil. Para se ter uma proposta musical realmente relevante, são necessários muitos anos de lapidação.

20-) RM – Como você analisa o cenário da música instrumental brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Ivan Barasnevicius – Penso que existem músicos com nível cada vez mais alto, excelentes duos, trios e quartetos, conhecidos ou não, fazendo música de altíssima qualidade e oferecendo um trabalho muito bem elaborado. Porém, acredito que o principal problema resida no fato de que o público para música instrumental é cada vez menor, ficando muitas vezes totalmente restrito a outras pessoas que também estudam o assunto. A figura do ouvinte, do apreciador de música artística – alguém que não necessariamente seja músico ou trabalhe com isso de alguma forma, mas que conhece os grupos e adquire CDs e vai aos shows underground de música instrumental e/ou autoral – é cada vez mais rara, no sentido de investir dinheiro nisso.

21-) RM – Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Ivan Barasnevicius – Posso citar vários, por diferentes motivos: Nelson Faria por toda a sua competência musical e profissionalismo, Pat Metheny por extrapolar as fronteiras do jazz,Guinga pela qualidade das composições, entre muitos outros.

22-) RM – Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Ivan Barasnevicius – Dependendo da formação utilizada, se é algo com menos volume, por exemplo, Voz e Violão; pode acontecer do público conversar durante a apresentação, o que demonstra enorme falta de educação dos presentes. Eu já vi isso em diversos shows, grande e pequeno, nacional e internacional, infelizmente.

A falta de infra-estrutura e profissionalismo da maioria dos espaços musicais é um capítulo à parte, desde pequenos pubs até apresentações maiores. Certamente quem é músico já foi vítima de alguma situação constrangedora no que se refere a estes aspectos.

23-) RM – O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Ivan Barasnevicius – O que certamente vale muito à pena e nos torna felizes é trabalhar o dia todo com o que mais amamos. O que é bastante negativo é o fato de que grande parte das pessoas não leva a música a sério, não entende o quanto a música pode adicionar na formação de uma pessoa. E não entende quanto tempo e dinheiro um instrumentista bem qualificado precisa investir para ter uma sólida formação e poder atuar de forma abrangente. Soma-se a isso o fato de a concorrência entre os músicos ser cada vez maior e desleal, muitas vezes os próprios profissionais da área dá um verdadeiro “tiro no pé” jogando os preços lá embaixo para não perder um determinado trabalho e aí o panorama torna-se bem desfavorável.

24-) RM – Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Ivan Barasnevicius – São Paulo é um dos maiores centros de cultura e música do mundo. Existem dezenas, centenas de apresentações de bandas dos mais diversos estilos todos os dias. Porém, quando se trata de música instrumental ou autoral, o público é cada vez menor. Me parece que a facilidade existente com a internet e a falta de segurança existente por aqui cada vez mais afasta as pessoas das apresentações ao vivo, de forma que é cada vez mais difícil uma casa de shows que trabalha com este tipo de música ter um bom público sempre.

25-) RM – Você acredita que as suas músicas tocarão nas rádios sem pagar o jabá?

Ivan Barasnevicius – Dificilmente. Só em programas alternativos direcionados para quem goste de música instrumental e autoral.

26-) RM – O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Ivan Barasnevicius – É importante estudar de maneira consistente. E buscar ter uma sólida formação e abrangente. E se informar não apenas sobre questões musicais, mas também sobre marketing, economia, gestão empresarial, entre outros assuntos.

27-) RM – Fale sobre o seu livro – Harmonia e improvisação no jazz?

Ivan Barasnevicius – Este método tem por objetivo evidenciar ao aluno quais são os procedimentos mais utilizados por improvisadores, compositores e arranjadores para a escolha dos materiais utilizados na construção dos seus solos e improvisos. Trata-se de um guia para aqueles que desejam se aprofundar no assunto da improvisação jazzística, assim como composição e arranjo. O livro traz uma análise completa da harmonia, melodia e a forma de temas compostos por nomes como Tom JobimVinícius de Moraes e Carlos Lyra, entre outros, como forma de exemplificar os assuntos abordados. O livro contém a maioria do conteúdo que o músico precisa adquirir para desenvolver os improvisos com consistência e qualidade. Vale lembrar que este material, na verdade, é o resultado dos muitos anos de experiência com aulas de música, trata-se da base que costumo utilizar em nossas aulas de instrumento, improvisação e arranjo.

O livro é indicado para quem deseja conhecer os principais procedimentos utilizados na improvisação jazzística, para posteriormente também poder aprofundar seus conhecimentos em composição e arranjo. Pode ser bastante útil independentemente do instrumento que se toque, já que não se trata de um livro específico de guitarra ou baixo. Entretanto, para um melhor aproveitamento do material, um pré-requisito importante é a leitura musical.

O livro Jazz: Harmonia e Improvisação pode ser adquirido nas principais livrarias e lojas de música, entre elas a Venegas Music Store, Freenote, Livraria Cultura e Saraiva Megastore.

28-) RM – O que é fundamental para ser um bom improvisador no Jazz?

Ivan Barasnevicius – Além de conhecer com profundidade o universo das escalas, acordes e arpejos, e assuntos relacionados à harmonia, deve-se também estudar as principais características do fraseado jazzístico, buscando exemplos dos grandes músicos, como Miles Davis, John Contrane, Bill Evans, Joe Henderson, Wayne Shorter, entre outros. Além disso, ouvir muitos discos do estilo e pesquisar a história do jazz, para compreender os diferentes tipos de jazz, estes são os principais aspectos.

29-) RM – Existe mesmo o “improviso”, no sentido de criar ideias musicais na hora ou se toca ao vivo o que se pratica com horas de estudos?

Ivan Barasnevicius – O que acontece na maior parte das vezes é que o músico estuda escalas, frases, solos e arpejos por um bom tempo para se obter um bom vocabulário do estilo. E durante a apresentação, ele contextualiza todas essas informações nos moldes do tema sobre o qual se está improvisando. O discurso musical, em boa parte das vezes, não é improvisado o tempo inteiro, muitas idéias já estavam pré-concebidas e foram inseridas, e se necessário, adaptadas. E deve-se ressaltar que isto não é problema nenhum, desde que este recurso seja bem utilizado, ou seja: devemos, com o tempo e experiência, criar nossas próprias frases e formas de aplicação.

30-) RM – Quais as ciladas e clichês musicais que os guitarristas devem fugir?

Ivan Barasnevicius – O que pode ser um limitador no desenvolvimento é a tendência a estudar apenas assuntos relacionados à técnicas específicas da guitarra, em detrimento de assuntos mais gerais e musicais, como contraponto, harmonia e arranjo. Estes assuntos são bastante importantes para uma formação musical bastante sólida.

31-) RM – Quem é mais vaidoso em uma banda, guitarrista solista ou vocalista?

Ivan Barasnevicius – No meu grupo não tem vocalista(risos). Brincadeiras à parte, em nosso grupo temos espaço para os três músicos, embora eu organize o trabalho e cada um tenha a sua atribuição, as sugestões são sempre bem vindas, e existe espaço para arranjos e composições dos outros integrantes.

32-) RM – No apresente sua esposa baixista Dé Bermudez? Quais os prós e contras de ter a esposa no TRIO?

Ivan Barasnevicius – A Dé Bermudez é uma excelente instrumentista, muito musical. Bacharel em baixo elétrico pela FAAM, conduz, improvisa e compõe com grande desenvoltura. O que acontece é que escrevo para ela sem me preocupar. Grande instrumentista que é, toca o que estiver escrito, inclusive frases de difícil execução, já que usa um instrumento de 6 cordas, e improvisa e conduz livremente sobre as harmonias propostas. No segundo trabalho do trio, que já estamos começando a organizar, teremos também músicas de sua autoria no repertório. Além disso, é coordenadora da unidade III do Centro Musical Venegas Music, e professora dos cursos de baixo elétrico e prática de banda da escola. Foi também colaboradora da revista Cover Baixo.

33-) RM – Quais os seus projetos futuros?

Ivan Barasnevicius – Dar continuidade ao trabalho de divulgação do disco “Síntese” e do meu livro “Jazz:harmonia e improvisação”, além do processo de pré-produção do segundo disco do Trio, ainda sem nome, além de continuar administrando o Centro Musical Venegas Music e a Venegas Music Store, nossa loja de instrumentos musicais (www.venegasmusicstore.com.br).

34-) RM – Quais seus contatos para show e para os fãs?

Ivan Barasnevicius – Quem quiser ouvir o trabalho do Trio, basta acessar o nosso site oficial: www.ivanbarasneviciustrio.com .

Links:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=5084773&sid=10523611414224504848171681

http://saraivamegastore.com.br/produto/2850123/jazz-harmonia-e-improvisacao

“Groove pra Dé” – Ivan Barasnevicius Trio:

http://www.youtube.com/watch?v=9s-KtVTe62w

Workshop sobre o livro e sobre o trio que fizemos no Conservatório Souza Limahttp://www.youtube.com/watch?v=9rGuDUfXEM0

Ivan Barasnevicius Trio no programa “Músicos do Brasil”:

http://www.youtube.com/watch?v=3Q2FxSqw4rA

“Tatuí” – Ivan Barasnevicius Trio:

http://www.youtube.com/watch?v=ppadifgRPr4

“Tema para Elis” – Ivan Barasnevicius Trio:

http://www.youtube.com/watch?v=9YdzmKBfy_k

Matéria sobre o livro no site Whiplash!:

http://whiplash.net/materias/news_857/118214.html

Matéria sobre o livro no site “Alô Artista”:

http://www.aloartista.com/conteudo.asp?id=275

Matéria sobre o livro no site português “Palco Principal”:

http://palcoprincipal.sapo.ao/noticias/Noticia/ivan_barasnevicius_realiza_workshops_sobre_livro_de_jazz_em_portugal/0002216

Matéria no site da Guitar Player:

http://guitarplayer.uol.com.br/?area=materia&colid=4&matid=1280

Ivan Barasnevicius – [email protected] | www.myspace.com/ivanbarasnevicius | www.ivanbarasnevicius.com

Coordenação didática – CENTRO MUSICAL VENEGAS MUSIC –

www.venegasmusic.com | www.venegasmusic.blogspot.com

Venegas Music TV

www.youtube.com/venegasmusictv

Gerente – VENEGAS MUSIC STORE

www.venegasmusicstore.com.br

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.