Gilberto Oliveira

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O gaucho Gilberto Oliveira começou a carreira como músico autodidata. E depois, estudou de Violão Clássico na Escola de Belas Artes em Rio grande – RS. E teve como mestre o professor Jorge Mello. Estudou também com outros grandes mestres como Eduardo Castañera, Ary Piassarollo e Nico Assumpção.

É guitarrista, violonista, baixista, compositor, arranjador e produtor conhecido por imprimir seu estilo marcante na sua música e nas músicas dos artistas com quem produz e atua, por isso, é um músico bastante requisitado em palcos e estúdios. Ele, é músico e professor há 32 anos, teve a oportunidade de dividir o palco e gravar com vários artistas brasileiros e estrangeiros.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Gilberto Oliveira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01 de janeiro de 2014:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Gilberto Oliveira: Nasci no dia 23 de março 1961 em Rio Grande – RS

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Gilberto Oliveira: Meu primeiro contato com a música foi em casa, com mãe e o pai que ouviam muito rádio. O meu pai gostava muito de ópera e cantava bastante à capela no banheiro, a mãe adorava cantar enquanto cozinhava… Também o meu irmão mais velho influenciado pela música que se ouvia em casa começou a tocar violão, e os encontros de músicos passou a ser lá em casa, muitos músicos bons passaram por lá e ali foi o começo de tudo.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica (Teórica)?

Gilberto Oliveira: Comecei a carreira de músico como autodidata, depois de algum tempo resolvi levar a música a sério. E estudei Violão Clássico, em Rio Grande – RS na Escola de Belas Artes com formação de teoria musical e tudo mais. Logo percebi que queria aprofundar meus conhecimentos e resolvi procurar por professores que falassem linguagem da sonoridade que eu estava procurando. E essa linguagem eu não tinha no Violão Clássico, mesmo o professor e mestre Jorge Mello tendo me mostrado os melhores caminhos da música. Resolvi então sair por aí atrás de grandes mestres da “Word Music” e foi aí que encontrei e fiz aulas com mestre Eduardo Castañera, Ary Piassarollo e Nico Assumpção.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente?

Gilberto Oliveira: Cartola, Heitor Villa Lobos, Filó Machado, Luis Melodia, Dori Caymmi, Chico Buarque, Tadeu De Marco, Gilberto Gil, Djavan

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Gilberto Oliveira: Comecei com a música nos anos 80 em Rio Grande – RG, em um Festival de Música.

06) RM: Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que estraram no gosto do seu público?

Gilberto Oliveira: Discografia: – Tadeu e Irka no CD – Três Américas, gravado no ano 1994 em Montreal – Canadá em que participei como instrumentista. – Beto Federal no CD – Fazendo Música, gravado no ano 1999 na cidade de Santa Maria – RS no “Boby Estúdio” em que participei como instrumentista e arranjador.
– Teclas e Palhetas no CD – Uma Noite na Companhia, gravado no ano de 2002 em Porto Alegre – RS em que participei como instrumentista e arranjador. – Angelo Vigo no CD – Morrer de Fome, gravado no ano de 2004 na cidade do Rio Grande – RS em que participou como instrumentista, arranjador e diretor musical.
– Daniel Torres no CD – Volver a Empezar, gravado no ano de 2004 em Porto Alegre – RS em que participei como instrumentista. – Loma no CD – Ziguezagueando, gravado no ano de 2005 em Porto Alegre – RS  em que participei instrumentista e arranjador. – Leonardo Bulcão “Lunar” no CD – Alternativismo, gravado no ano de 2007 em Pelotas – RS em que participei como instrumentista, arranjador e diretor musical. – Grupo Status no CD – Velhos Amigos, gravado no ano de 2007 em Porto Alegre – RS em que participei como instrumentista.
– Mariana Moraes no CD – Somente Mulheres, gravado no ano de 2010 no Estúdio Orion em Montevidéu – Uruguaio em que participei como instrumentista, arranjador e diretor musical. – Filme curta metragem (Noiva do Mar), uma história de amor rodado em Rio Grande – RS e Porto Alegre – RS em que compus e gravei a trilha sonora.
– Gilberto Oliveira no CD – Cordas pra que te quero, um trabalho autoral de música instrumental gravado no ano de 2009 no Estúdio Tríade, em Pelotas – RS em que participei como instrumentista, arranjador, compositor e diretor musical. O CD foi indicado ao Prêmio Açorianos de música em 2011 : http://coordenacaodemusicasmc.wordpress.com/2012/03/01/308/ e Pré-selecionado ao Prêmio da Música brasileira no ano de 2012 http://www.premiodemusica.com.br/noticias/novas-remessas-no-ar .
– O CD – Cordas pra que te quero, foi indicado a seis prêmios no I PRÊMIO BRASIL SUL DE MÚSICA. Gilberto Oliveira foi premiado como melhor instrumentista na CATEGORIA INSTRUMENTAL: http://premiobrasilsuldemusica.blogspot.com.br/ – Alvaro Luthi no DVD – Eu Gosto, gravado no estúdio Soma no ano de 2011 em que participou como instrumentista.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Gilberto Oliveira: Word Music.

08) RM: Você compõem? Como é seu processo de compor?

Gilberto Oliveira: Não costumo marcar cartão para compor, sempre tenho que ter alguma inspiração! Raras foram as vezes que compus por encomenda.

09) RM: Quais são seus principais parceiros musicais?

Gilberto Oliveira: Francisco Sérgio Alves de Oliveira (Fio), Carlos Medeiros, Luis Mauro Viana.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Gilberto Oliveira: O lado bom é aprender a desenvolver um estilo próprio, passamos a fazer parte do cenário musical e construir um público que passa a gostar da nossa música. A parte ruim é este mercado desleal, em que a verdadeira arte está em terceiro plano… Mas o artista por vocação não desiste jamais.

11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Gilberto Oliveira: Fora do palco, eu sou professor particular de música, faço produção musical e arranjos para outros artistas e procuro cuidar da minha carreira com carinho.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Gilberto Oliveira: Essa é uma parte da carreira que nunca fiz bem feito, nunca fui empreendedor!  Depois de muitos anos de carreira é que me dei conta que ser músico não é só tocar bem… É muito importante cuidar da carreira como profissão, depois que gravei meu trabalho autoral mudou radicalmente a minha carreira, me vi obrigado a ser empreendedor, ou seja, estou aprendendo e muito bem.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Gilberto Oliveira: Só ajuda! 90 % do meu trabalho fecho através da internet, para mim não prejudica em nada.

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso a tecnologia  de gravação (home Studio)?

Gilberto Oliveira: Só vejo vantagens!

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje grande não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para ser diferencia dentro do seu nicho musical?

Gilberto Oliveira: O grande problema que vejo não é a concorrência, sim a procura da fama a qualquer preço. Eu busco o sucesso e não a fama! O problema é que as pessoas têm medo de dizer que essa música que tem espaço na mídia, é um lixo. O mesmo “COMPOSITOR” que compõe pro Rock compõe também pro Samba, Sertanejo, Funk brasileiro, ou seja, é essa porcaria que estar por aí. Mas tem grandes compositores produzindo maravilhosamente bem, temos que garimpar. É o que faço.

16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Gilberto Oliveira: Apesar desse lixo musical que anda por aí, que em um mês as músicas já são consideradas velhas. Temos uma leva de compositores que vão ficar para sempre: Chico César, Lenine, Paulinho Mosca, Zeca Pagodinho, Maria Gadú, Adriana Calcanhoto, Arlindo Cruz, Roberto Frejat, entre outros. Isso é para quem gosta de música.

17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Gilberto Oliveira: Lulu Santos, Filó Machado, Gilberto Gil, João Donato, Raul de Souza, Ricardo Silveira, Hamilton de Holanda, Yamandú Costa, João Bosco, Vitor Ramil.

18) RM: Quais as situações mais inusitadas que aconteceram na sua carreira musical?

Gilberto Oliveira: Tocar e não receber aconteceu muitas vezes. Tocar sem saber o repertório nem a tonalidade da música. Certa vez, bem no começo da minha carreira acompanhei o JAMELÃO, eu nem sabia quem ele era. Ele chegou e disse Dó maior, eu fiz e ele disse: prepara, claro que fiz “G7” e ele disse nãoooo… Prepara para outra, aí “A7” e ele entrou: “Ela disse-me assim tenha pena de mim e vá embora”. Só que conviveu em Boteco fala essa linguagem. Orgulho-me disso.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Gilberto Oliveira: Feliz, poder levar a minha música para o mundo. E Triste acho que nunca…

20) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Gilberto Oliveira: A Rio Grande – RS é uma cidade portuária, portanto, a boemia é o forte lá. Músico tem que viver a Boemia.

21) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Gilberto Oliveira: Leonardo Bulcão, Iva Beck.

22) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Gilberto Oliveira: Infelizmente, não!

23) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Gilberto Oliveira: Siga em frente, que vale a pena.

24) RM: Cite quais os músicos que você trabalhou como arranjador, instrumentista e diretor musical?

Gilberto Oliveira: Artistas brasileiros: Neguinho da Beija – Flor, Bebeto, o saudoso Mestre Marçal, Jamelão, Gelson Oliveira, Luciah Helena, Loma, Djalma Corrêa, Robertinho Silva, Zé Caradípia, Enzo e Rodrigo, Daniel Torres, Geraldo Flach, Renato Borguetti, Tadeu De Marco, Cesar Passarinho, Alvaro Luthi, Jim Porto, Cidinho Teixeira, Lidoka – ex Frenéticas, Eduardo Ferreira, entre outros… Artistas Estrangeiros: As cantoras americanas: Jane Blakstone, Sandy Sasso, Kat Parra e Roseanna Vitro (indicada ao “GRAMMY” 2012). Os pianistas americanos: Verner Vana, Cliff Korman, o pianista Gladstone Trott, o pianista Allen Farnham, o guitarrista sueco Tomas Janzon, a trompetista holandesa Saskia Laroo,  o pianista Warren Byrd, o trombonista inglês Mark Mulley, o pianista Murray Low, a cantora dominicana Irka Mateo, a cantora uruguaia Mariana Moraes, entre outros…

25) RM: Quais os seus projetos futuros?

Gilberto Oliveira: Estou começando a gravar um novo CD que vai se chamar: Pra Todo Mundo Ouvir, um trabalho autoral de música instrumental. E pretendo gravar minhas canções no formato Violão e Voz. E seguir com os shows em bares, festivais, teatros…

26) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Gilberto Oliveira:  [email protected] | www.facebook.com/gilbertoliveirarg | (51) 9299 – 3001.


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.