Flor D’Já

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Flor D’Já
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O primeiro CD da banda de Goiânia – GO, Flor de D’ Já foi produzido e gravado em Brasília por Samuel Motta (Ex Jah Live), o CD conta com as participações especiais de Zeider (Planta e Raiz), Carlos Maltz (ex-Engenheiros), Toninho Horta (padrinho da banda e que pela primeira vez em sua carreira gravou uma música no melhor estilo “reggae’n’jazz”) e Zé Orlando (ex-Tribo de Jah e hoje vocalista da Pedra Rara).

A ideia do CD – Vila dos Reis nasceu junto com o projeto da banda Flor D’Já, em 2000, quando Cássio D’Lima – líder e vocalista da banda – começou a compor as primeiras canções. Ao longo destes 10 anos de reflexão e inspiração, o músico selecionou, em 2009, as 16 músicas que fazem parte deste CD. O nome Vila dos Reis expressa bem toda produção e gravação do CD, que contou com as participações especiais dos músicos citados acima. O aspecto de irmandade e fraternidade também está expresso no encarte do CD, que tem ilustrações de renomados artistas nacionais e locais como: Alexandre Segrégio, Wanessa Alcantara, Denis Carvalho, Guilherme Babi, Manu Lima, Rogério Lourenzo e Rodrigo Godah. A direção artística de Vila dos Reis é de Cássio D’Lima, a mixagem é de Samuel Motta e a masterização é de Rogério Pafa.

A Flor D’Já se apresenta nos palcos goianienses desde 2005 e se preocupa em promover uma inovação em sua maneira de fazer Reggae, misturando em suas composições estilos como samba, maracatu, jazz, rock e black music. Em 2005, o grupo teve o privilégio de tocar com Toninho Horta, que atuou como diretor artístico na gravação do CD demo e desde então apadrinha e incentiva a banda em suas apresentações pelo Brasil. Dentre outros grandes encontros, a banda já teve o merecimento de dividir o palco com grandes nomes da música brasileira, em shows importantes como do próprio Toninho Horta, Planta e Raiz, Natiruts, Jah Live, Cordel do Fogo Encantado e muitos outros.

Outro importante aspecto no perfil da banda é o trabalho de conscientização ambiental e preservação da fauna e flora do Cerrado Brasileiro. Como dois dos integrantes da banda (Cássio e Murilo) são netos do célebre fundador da “Caminhada Ecológica”, Antônio Firmino (o Donca), a bandeira da preservação continua sendo levantada. A Flor D’Já incentiva jovens e adultos a ouvirem o “Reggae Goiano” pela sincera busca da verdade, consciência social e humanitária. “O reggae é um estilo musical como qualquer outro. Mas devido a sua origem, ainda está muito vinculado à cultura jamaicana, onde o Rastafarianismo e o consumo de maconha são muito populares. O que acontece, na maioria das vezes, aqui no Brasil, é que as pessoas fazem uso inconsequente da maconha e se afastam da proposta sincera do Rastafarianismo, que é uma religião séria e merece o devido respeito. O que fazemos é o ‘Reggae Luz’. Um reggae com mensagens positivas, mantendo as origens revolucionárias do estilo, mas sem fazer apologia ao uso de qualquer tipo de droga”, defende Cássio D’Lima. Uma das formas de exercer este trabalho de conscientização, seja de prevenção às drogas ou de preservação ambiental, são as palestras. As palestras são direcionadas ao público da banda, antecedem o início dos shows. Fala sobre a preservação ambiental do Cerrado brasileiro, como também as oficinas de construção de instrumentos com materiais reciclados, ministradas por Murilo D’Lima, coordenador ambiental, biólogo e monitor da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico. As oficinas de construção de instrumentos com materiais reciclados são ótimas. Todos podem participar e, ao final das oficinas, os participantes têm aulas de música e normalmente o grupo ensaia uma canção pra ser tocada com a banda nos shows. Segue abaixo entrevista exclusiva com Cássio D’Lima para a em 16/03/2012

1-) Ritmo Melodia – Qual sua data de nascimento e sua cidade natal?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Nasci dia 22 de março (Dia da água) de 1982, em Goiânia – GO.

2-) RM – Fale do seu primeiro contato com a música?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Como todo ser humano meu primeiro contato musical com certeza se deu quando ainda era um pequeno embrião embalado ao som das batidas do coração de minha mãe. Minha mãe também conta que quando criança eu mesmo cantava para eu dormir. Conta também que desde pequeno eu cantava nas festas em casa e que eu era fã de Michael Jackson, Elvis Presley e Madonna; mas essas lembranças eu não tenho. De uma maneira mais consciente lembro-me de sempre ouvir os discos de vinil do meu pai, ouvia coisas tipo Maria Bethânia, Gal Costa, Martinho da Vila e Bezerra da Silva. Desde pequeno também sempre tive muito contato com a dança e com a arte em geral. Mas se tem algo que realmente fez diferença foi ter ganhado, aos sete anos de idade, uma fita K7 escrita Maluco Beleza – Raul Seixas. Com certeza Raul foi meu primeiro mestre na música, lembro bem que, mesmo tão novo, ouvia suas músicas sozinho no carro e me derramava de lágrimas; tocado pela profundeza de suas letras.

3-) RM – Qual sua formação musical e acadêmica fora música?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Eu ainda estou em formação musical, comecei a tocar violão aos 17 anos de idade. Com dois meses de aula eu já comecei a compor minhas músicas e segui um bom tempo aprendendo sozinho e com amigos. Um tempo depois, quando senti que precisava de aprimoramento, cheguei a estudar violão clássico, estudo que também me serviu para entrar no curso de Musicoterapia na Universidade Federal de Goiás em 2005. Antes disso eu já havia estudado dois anos e meio o curso de Ciências Sociais, mas depois de um tempo a música falou mais alto e o trabalho com a banda Flor D’já batia mais forte o coração. Atualmente tenho formação técnica em Gestão e Produção cultural.

4-) RM – Quais suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Meu contato com a Musicoterapia me mostrou que todo tipo de contato musical, direto ou indireto, ativo ou passivo, acaba se tornando dentro do ser humano uma influência musical. Mas dentre minhas principais influências posso citar; Raul Seixas, The Doors, Led Zeppelin, Jetro Tull, Cat Stevens, Yes, Belchior, Planet Hemp, O Rappa, Cidade Negra, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Zé Geraldo, Beatles, Hard Core, punk rock, Bob Marley, Peter Tosh, Common Sense, Chico César, Zeca Baleiro, Gilberto Gil, Caetano Veloso, etc. Eu sou fã de música boa, gosto dos clássicos em todos os gêneros. Sou um pesquisador, adoro os bastidores, os extras. Ainda compro CDs e DVDs de todos os estilos, mas desde que seja música com pegada e verdade!

Agora dentre estes, o que já não escuto tanto é o Hard Core e o Punk Rock, fiquei mais com a influência na atitude “faça você mesmo” do que no som, mas ainda consigo identificar em minhas letras muito do movimento alternativo.

5-) RM – Quando, como e onde você começou sua carreira profissional?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Ainda me sinto em fase de profissionalização dentro da música, mas creio que foi em 2005, com a estréia da banda FLOR D’JÁ em Goiânia – GO, que se deu início essa fase, na qual continuo até hoje e pretendo sempre ser cada vez mais profissional e mais competente em tudo que faço.

6-) RM – Fale do seu primeiro CD (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical do CD? E quais as músicas que se destacaram no CD?

Flor D’Já – Cássio de Lima – O CD – Vila dos Reis – da FLOR D’JÁ é o primeiro CD profissional de uma banda de reggae da capital do estado de Goiás! O nome Vila dos Reis: expressa bem toda concepção artística e musical deste trabalho que, é fruto de 10 anos do projeto Flor D’Já que iniciei em 2000. Eu fiz a produção executiva e a direção artística e musical do CD, que foi produzido e gravado em Brasília – DF (2009). E contou com a produção musical de Samuel Mota (Ex Jah Live) e a participação de vários músicos do reggae de Brasília, como: Jah B. Gabriel (Jacareggae), Rondi Saraiva (Mente Sã), Dieguin (Arawaks) e ainda as participações mais que especiais de Zeider (Planta e Raiz), Zé Orlando (Ex Tribo de Jah), Ronaldo Silva (Batera Toni Garrido), Carlos Maltz (Ex Engenheiros do Havaí) e o mestre e padrinho da banda Toninho Horta, que pela primeira vez gravou um reggae em sua carreira, na música – O Prisma.

Com tantas participações, o CD não poderia deixar de ter várias influências musicais, que vão desde a música e os mantras indianos, Maracatu, Rock, Jazz, MPB e o Reggae Roots.

O CD está bem diversificado, tanto em arranjos como na inspiração das músicas, por isso cada pessoa que escuta aponta uma música que gosta mais, ou seja, não é um CD de uma ou duas músicas, são várias, como o público mesmo tem dito. Mas vale enumerar aqui um destaque especial para as faixas; 2 – Humanize (Part. Esp. Zé Orlando), 3 – Semente Celeste (Part. Esp. Ronaldo Silva), 5 – O Prisma (Part Esp. Toninho Horta), 6 – Sereia Zen (música de trabalho produzida por Marcelo Maia em 2007), 8 – Scambo do Mucambo (Part. Esp. Zeider do Planta e Raiz) e 12 – Cada Maluco com seus Dreads (Part. Esp. Rosa Ferraz).

O CD está todo disponível no www.mysapce.com/flordja e pode ser baixado gratuitamente pelo link: http://www.4shared.com/file/T8cmD1Vo/FLOR_DJ_-_CD_Vila_dos_Reis_MP3.html

7-) RM – Como você define seu estilo musical?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Em primeiro lugar, antes de estilo e tudo mais, eu sou um compositor brasileiro! Curto o reggae e outros estilos musicais, mas o reggae ainda é o estilo musical que mais toca minha alma. Componho de tudo um pouco: rock, folk, samba rock, canções e reggae roots. Mas vale sempre lembrar que sou um compositor brasileiro e não tenho intenção alguma de imitar os jamaicanos. Por isso procuro sempre manter a identidade do meu trabalho musical.

Procuro sentir a inspiração e deixo a musicalidade fluir independente de estilo. No CD – Vila dos Reis, todas as canções são minhas, e algumas em parceria com amigos. É um CD de reggae, porém quem ouvir vai entender que não é apenas mais um reggae e tem duas ou mais canções que não são reggae. Deixo a definição de estilo para os críticos e para o tempo. Agora se tratando de reggae, não faço reggae pop nem reggae roots eu faço algo novo – Reggae Luz. Um reggae sem apologia ao uso de drogas e com mensagens de conscientização existencial e humanista em prol da cultura de Paz.

😎 RM – De que forma sua proposta musical pode ser uma aliada da Natureza?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Toda música feita com um intuito positivo, de levar mais consciência e bons sentimentos às pessoas é, por essência, uma “manifestação da Natureza”. Assim como o canto dos pássaros. Trazendo pra um nível mais pessoal, tenho a honra de ser neto do senhor Antônio Firmino de Lima (O Donca), precursor da Caminha Ecológica – Goiânia/ Aruanã – que este ano completou 20 anos e é a maior caminhada do gênero da América Latina.

Certa vez tive a felicidade de ser presenteado pelo meu avô com uma poesia em meu aniversário. E logo após seu falecimento eu a musiquei. A música se chama – A semente. E é com ela que a Flor D’Já continua a levantar a bandeira da preservação ambiental por onde a banda se apresenta: http://www.caminhadaeco.com.br/mp3/semente.mp3 .

Além das mensagens nas músicas, a banda também oferece palestras de sensibilização e conscientização ambiental e oficinas de reciclagem de lixo e construção de instrumentos musicais com materiais reciclados, ministradas pelo meu irmão Murilo D’Lima, percussionista da banda e biólogo. Ainda queremos amadurecer mais essa parte das palestras e oficinas e por isso estou sempre inscrevendo a banda em editais de leis de incentivo pra que este trabalho venha ser realizado com mais eficiência e alcance um maior número de pessoas pelo Brasil.

9-) RM – De que forma a música é a melhor forma de conscientizar as pessoas?

Flor D’Já – Cássio de Lima – A melhor forma de conscientizar as pessoas ainda é o exemplo, mas a música, se der bons exemplos dentro e fora dos palcos, com certeza é uma das melhores e com maior alcance de conscientização. Pouca coisa neste mundo tem o poder que a música tem de reunir multidões, basta se lembrar dos “Woodstocks” da vida, os grandes festivais, shows em estádios lotados e todas as edições do Rock in Rio.

Uma música pode tocar o coração e trazer uma nova compreensão da vida e da existência das coisas dentro e fora de nós. Uma música pode ser escutada pelas pessoas mais pobres e pelos mais ricos, pode comunicar em várias línguas e pode até comunicar apenas pelo som. E o mais lindo na música é que ela sempre se torna maior que seu autor, dura e ecoa por gerações e gerações. Quem sabe um dia escutará seu eco…

10-) RM – Além da banda, vocês tem alguns trabalhos socioambientais?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Eu e meu irmão Murilo, que é biólogo, participamos de atividades beneficentes praticamente todo mês. E ele dá palestras e oficinas de sensibilização, conscientização, reciclagem de lixo e confecção de instrumentos musicais, entre outras atividades ligadas à preservação ambiental e sustentabilidade. Mas quero aperfeiçoar este trabalho junto às atividades da banda com palestras de combate ao uso de drogas e oficinas de confecção de instrumentos com materiais recicláveis, etc. Pra isso estou sempre inscrevendo a banda em editais de cultura pelo país, pois assim podemos conseguir uma maior facilidade para produzir e realizar esta parte socioambiental da banda. O que já é realidade hoje em dia é nossa mensagem neste sentido que é passada nas letras das músicas e nos shows de uma maneira leve e alegre.

11-) RM – Por que a escolha do cerrado brasileiro como pauta das palestras?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Somos filhos do cerrado, praticamente todos os músicos da banda nasceram aqui. Então, como toda mensagem de transformação deve começar de dentro pra fora, o mais certo a fazer, depois de preservar nosso próprio corpo é preservar e lutar pela preservação do cerrado, nosso berço, nossa casa.

12-) RM – A Caminhada Ecológica também é um dos trabalhos assinados pela Flor D’Já?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Como já descrevi acima, a Caminhada Ecológica foi uma semente plantada pelo meu avô – Antônio Firmino de Lima – portanto é uma honra e um dever, pra mim e pra meu irmão, continuar levando esta mensagem de preservação adiante. Por isso a Caminhada Ecológica é um projeto que apoiamos e ao mesmo tempo também recebemos apoio nessa parceria.

13-) RM – Qual a sensação de fazer o bem?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Certa vez um sábio disse que: “Quem faz o bem não sabe que fez o bem, pois quem sabe é quem recebe”. Vendo por este prisma, seria pretensão de minha parte afirmar que faço o bem. Mas o que posso dizer é que procuro e venho lutando pra que a mensagem da Flor D’Já chegue ao máximo de pessoas possíveis! Eu sinto que estou fazendo algo de coração e me sinto bem em fazer canções em sintonia com a essência da vida, me sinto bem tocando, lapidando um dom que Deus me deu e cantando suas mensagens… Se faz bem pra alguém que ouve, com certeza ela vem sentir-se bem.

14-) RM – Muitas pessoas associam o Reggae ao Rastafarianismo, e portanto, ao consumo de drogas. Por outro lado, a Flor D’já desenvolve um trabalho para o combate deste consumo. Por que é importante levantar esta bandeira?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Veja bem amigo, o reggae é um estilo musical, assim como o rock, o samba, a salsa, o jazz e o maracatu. Imagine você se o samba tivesse sido aperfeiçoado e divulgado ao mundo por músicos budistas desde sua origem. O que seria o samba hoje em dia? E como seriam as letras de samba e o próprio visual do sambista atualmente? Conseguiu imaginar? Pois é isso que aconteceu com o reggae, este estilo musical foi aprimorado e divulgado ao mundo por músicos e pessoas ligadas a religião Rastafári, por isso essa veiculação do reggae com a religião é tão forte e até natural.

Porém, ainda assim, é preciso ter discernimento pra entender que uma coisa é o reggae (estilo musical) e outra coisa é a religião, filosofia e cultura Rastafári! Nem todo reggae precisa ser um Rasta, assim como também o reggae não é o único estilo musical usados pelos próprios rastas pra expressar sua fé.

O que vem acontecendo não só aqui no Brasil, mas em vários países aonde o reggae chegou é uma banalização da cultura e da religião rastafári, por parte dos próprios músicos das bandas de reggae. Muitos músicos só porque fumam maconha e tem dreads já se acham rastas! Ficam cantando, muitas vezes imitando os jamaicanos, usando expressões rastas, chavões, frases prontas, símbolos e cores, mas na verdade não são rastas coisa nenhuma! Pois suas atitudes, seus hábitos no dia a dia se assemelham bem mais a de um “sambista boêmio” de qualquer esquina da cidade e por que não dizer da Babilônia! Divulgam o reggae, mas ao mesmo tempo banalizam a religião Rastafári, que na Jamaica é coisa séria e merece devido respeito.

Por isso o reggae ainda é tão veiculado ao uso de maconha; porque pra maioria do público dos shows, o que fica mesmo “quando a fumaça baixar” é só a deixa pra poder fumar maconha e assim ser um simpatizante e incentivador de uma mensagem que na verdade poucos sabem. Porque na maioria das vezes, quem está lá em cima cantando e balançando os Dreads é só mais um “Rastafraudy” ou, pra não ser tão radical; mais um simpatizante da filosofia rasta que gosta de fumar maconha e é fã de Bob Marley, etc…

A Flor D’Já, pelo repertório e músicas deste primeiro CD, pode-se dizer que é uma banda de reggae (Atualmente). Porém, não somos uma banda rasta, por isso o nome da banda não é Flor D’Jah ou Flor de Jah. Neste primeiro CD, em nenhum momento nas letras eu falo ou faço alguma menção à religião rastafári, em nenhum momento eu uso sequer o termo Jah! E isso tudo é proposital, justamente pra mostrar que cada coisa tem seu lugar. A Flor D’Já é uma banda cristã e Já é o momento presente é o Agora, e é no agora, no presente em que tudo acontece, onde todas sementes são plantadas, onde todas escolhas são feitas e onde um dia colheremos os frutos: sempre no presente – Já! É essa mensagem que a banda quer passar, o despertar para o presente, pra magia do Existir. Flor D’já é a Flor da Vida…

Não somos contra os rastas, nem contra os “rastafraudys”, nem contra os simpatizantes da filosofia e nem contra as pessoas que consomem maconha, oriunda do tráfico, somente como droga, como tantas outras. Apenas nossa mensagem é outra! Temos a mesma mensagem de paz e de amor como tantas bandas de reggae pelo mundo, mas não fazemos apologia ao uso de drogas e nem ficamos banalizando a religião dos outros. No Brasil já existem outras bandas de reggae que vem realizando um belo trabalho neste sentido, e eu defino este novo jeito de se fazer reggae, não de reggae roots, nem de new roots, mas sim de Reggae Luz! Um reggae positivo de verdade, sem apologias e sem banalização, mais simples e com uma mensagem mais clara, sem tantos malefícios à “saúde mental, memória e pulmão de quem escuta”.

E é importante levantar esta bandeira, primeiro em respeito à religião Rastafári, e em segundo pra que cada vez mais as pessoas entendam que o reggae e a religião Rastafári são coisas, culturalmente ligadas, porém distintas e independentes entre si! Cada coisa tem seu lugar e por isso repito e peço que divulguem esta mensagem: Nem todo reggae precisa ser Rasta, assim como também o reggae não é o único estilo musical usados pelos próprios rastas pra expressar sua fé.

15-) RM – Como você se define como cantor/intérprete?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Só posso me definir como aprendiz, mais que isso só outra pessoa para falar. Música é uma expressão infinita e o canto é o instrumento mais abrangente que Deus criou, portando ainda tenho muito a aprender. Gosto de cantar minhas músicas, mas também gosto de homenagear outros artistas. Mas como intérprete, eu acho que sou melhor interpretando eu mesmo (risos).

16-) RM – Você estudou técnica vocal?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Sim. Estudei um pouco de canto e já participei de alguns corais, tanto como baixo como também tenor. Na época da gravação do CD, como havia passado muitos meses sem fazer shows, apenas fazendo a produção executiva do CD e a direção artística; acabei ficando muito tempo sem cantar e tive que pegar algumas aulas mais direcionadas para o repertório do CD para atualizar a voz! Hoje em dia treino mais sozinho, observo outros cantores, mas ainda quero voltar a estudar canto.

17 -) RM – Quais os cantores e cantoras que você admira?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Gosto muito de Bob Marley, mesmo conhecendo reggae há mais de 11 anos, ele ainda é o número 1 no reggae pra mim. Depois vem um cara que acho que poucos conhecem: Cat Stevens (Atualmente seu nome é Isulf Islam), Raul Seixas, Caetano Veloso, Djavan, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Belchior, Alceu Valença, Zé Ramalho, Ney Matogrosso, Cazuza, Luiz Melodia, Lenine, Paulinho Moska, Chico Cesar, Chico Science, Tim Maia, Jorge Bem Jor, Ed Motta, Carlinhos Brown, Zeca Baleiro; estes cantores são clássicos.

No Brasil, mais ligados ao reggae e a Black music, tem dois que são cantores profissionais incríveis, um é o Toni Garrido e o outro é o Marcelo Falcão do O Rappa. Tem o Fauzi Beydoun, Zé Orlando, Samuel Rosa, Nando Reis, Zeider, Hélio Bentes (tem um timbre e um jeito próprio de cantar que são legais, também).

Agora entre todos os cantores, um que eu acho que tem um destaque especial no Brasil é o Rick Vallen, ele canta muito, mas muito mesmo. Entre as cantoras começo com a “Ave mãe” Maria Bethânia, seu canto desperta em mim um profundo respeito e admiração, às vezes chego a parar o que estou fazendo pra ouvi-la. Gal Costa, Elis Regina, Alcione (não escuto muito, mas ela canta demais), Adriana Calcanhoto, Zélia Duncan, minha xará Cássia Eller, Elba Ramalho, Ana Carolina, Maria Rita, Marisa Monte (Essa é um das melhores do mundo), Ivete Sangalo, Aline Duran, Vanessa da Mata, Céu, Lilian de Barros (Banda Madalena) e Rita Lee. As goianinhas Camila Faustino, Rosa Ferraz, Taty Ribeiro, Grace Carvalho, Debora de Sá, Pollyana Penna, Kaloni, Vanessa Bertoline, a paulistana Samanta Sá, Daniela Mercury, Margarete Menezes, Paula Toller e Flávia Wenceslau. Como assim? Um regueiro que gosta disso tudo? Sim, como já disse gosto de boa música e sou um compositor brasileiro e por isso me inspiro tanto nestes pássaros daqui. Mas também têm outros lá de fora que vale a pena citar como: James Brown, Michael Jackson, John Lennon, Jim Morrison, Joy Cooker, Fela Cuti, Peter Tosh, Luky Dube, Jimy Cliff, Gregory Isacs, Ziggy Marley, Julian Marley, Sthepen Marley, Rick Ravens, Lenny kravitz, Bem Harper, John Legend, San Cook, Elvis, George Harrison e Ian Anderson (Jehtro Tull). Entre as cantoras lá de fora tem a Janis Joplin, I Threes (Back vocals Bob Marley), Fergie (Black Eyed Peas), Joss Stone, Tracy Chapman e Lauryn Hill.

18-) RM – Como é seu processo de compor? Quem são seus parceiros musicais?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Não há regras neste campo, deixo fluir, procuro sentir e cantar o que realmente acredito. E vejo assim, a inspiração vem e a música nasce. Às vezes começo pela melodia, outras vezes pela letra, mas pode ser também apenas uma palavra ou uma frase e vem a música. Às vezes guardo uma idéia dias e dias e no momento certo a inspiração vem, e outras vezes sem menos esperar pego o violão e faço uma nova música em poucos minutos. Tenho alguns parceiros musicais, inclusive no CD como: Getson Lima, Clara Sabbag, Murilo D’Lima, Thiago Ribeiro. E mais recentemente encontrei dois novos parceiros Camila Lourenço (escritora, cronista e blogueira goiana) e Ricardo Black. O próximo CD, que ainda não tem previsão de lançamento, promete.

19-) RM – Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Até hoje sempre fui um artista independente, então não sei como seria o outro lado. O lado bom de ser independente é a liberdade de criação, tempo de realizar as coisas, escolhas, parcerias, repertório. Enfim, somos o diretor artístico e produtor ao mesmo tempo. O lado ruim é que você não tem o recurso e a mídia que uma gravadora tem para divulgar seu trabalho, e precisa se jogar no infinito mar musical como se fosse uma pequena canoa no meio do oceano. Mas apesar disso tudo, “tirando as bijuterias o resto está tudo jóia!”. Estamos conseguindo divulgar nosso trabalho via internet, e também distribuindo CDs promocionais nos shows. Até dezembro desde ano já teremos distribuído mais de 10.000 CDs em menos de 1 ano do lançamento do CD.

20-) RM – Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram as revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Flor D’Já – Cássio de Lima – O Brasil é uma fonte de boa música. Em todos Estados, em todas as Cidades, bairros têm um ótimo músico, cantor e compositor e todos sabemos disso. Porém são poucos que chegam à grande mídia, que o mercado consome ou que tem a sorte de ser popular nacionalmente. O Mercado musical e de entretenimento já está prostituído faz tempo. A maioria dos produtores produz eventos pensando apenas na grana. E as gravadoras e os empresários acabaram seguindo a mesma via do produto descartável.

E quem permaneceu foi quem conseguiu não se vender a esta idéia descartável e continuou fazendo arte mesmo sem estar na mídia. E com certeza quem regrediu foi o próprio mercado musical e a maioria dos produtores de shows pelo Brasil, pois acabaram comprando a idéia de vender música de péssima qualidade ao público em prol do lucro sujo.

Outro aspecto que quero abordar é a relação que existe entre os músicos e o mercado atual. Se todo músico tivesse condições financeiras de se manter e viver com dignidade, com certeza só tocaria e faria a música que acredita e gosta. Porém a realidade não é bem assim. E aí vemos todos os dias ótimos músicos se “prostituindo”, tocam com artistas famosos que não gostam, que não se identificam, apenas pela recompensa financeira.

A música sertaneja virou uma espécie de “praga” no mercado. E por fazerem apologia à bebida alcoólica muitas vezes músicos são patrocinados pelas grandes empresas de bebida. E com isso o mercado sertanejo ganha muito dinheiro e conseqüentemente paga muito bem aos seus músicos. E isso é o que acaba seduzindo ótimos músicos, que poderiam estar servindo de canal para que a energia e o fluído da música celeste viessem nos presentear. Mas estão conformados e se vendendo, limitando seu potencial e deixando de contribuir de verdade pela música e por si mesmos.

21-) RM – Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Bob Marley pelo exemplo de liderança, verdade e espiritualidade de sua música. No Brasil para mim O Rappa é a banda que mais gosto. Mas admiro muito também o trabalho da Tribo de Jah, Cidade Negra, Natiruts e o Planta e Raiz. Tenho a honra de ser amigo dos meninos do Planta. E já acompanho a banda faz um tempo, já fiz várias participações especiais em shows deles, já viajei com a banda e sou amigo do Zeider. O Zeider é um exemplo de pessoa para mim, dentro e fora dos palcos e o Planta e Raiz é uma banda super profissional em todos os sentidos. Com certeza aprendo muito com eles.

22-) RM – Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Acho que já aconteceu isso tudo e mais um pouco (risos e trelas). Cachê atrasado, fiscalização chegar e não poder ter o show, equipamentos toscos, cancelamento de show, “Vichi” é muita coisa!

Uma vez fomos convidados pra fazer abertura do show do Velhas Virgens em Goiânia – GO, show lotado de roqueiros, metaleiros e motoqueiros bêbados e a maioria com roupas pretas. Imaginou a cena? E dai a Flor D’Já sobe ao palco! Caramba, mesmo aumentando os drives das guitarras e colocando no repertório umas versões reggae com solos de rock não teve jeito. Tinha gente mandando a gente sair do palco, “dando dedo”, “xingando”, mas até aí tudo bem. De repente os equipamentos da banda começaram a dar defeito. A energia pesou mesmo, tive que fazer minhas rezas e chamar guarnição se não a gente não terminava aquele show! Ufffaaa… conseguimos (risos).

Outra vez nosso batera não apareceu no show, dai o guitarrista que estava estreando na banda naquele dia teve que ir tocar a batera e ainda bem que ele deu conta do recado.

São muita coisas, é só colocar o pé na estrada que lá vem novidades. Ah, levar choque do microfone também não é nem um pouco legal, mas anima. (risos).

23-) RM – O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Flor D’Já – Cássio de Lima – O que me deixa triste é a falta de apoio das autoridades, as panelinhas e formação de grupos de interesse visando benefícios próprios. Infelizmente aqui em Goiânia – GO isso tem acontecido muito. Pessoas que são escolhidas para escolha de artistas em editais, festivais e apresentação são facilmente compradas por um telefonema, por uma troca de favor ou por um pedido de alguém “influente”. E com isso artistas e bandas que realmente estão fazendo um trabalho competente e benéfico à cultura e à sociedade acabam ficando de fora. Isso é muito triste e chega a ser vergonhoso. Mas talvez, na verdade eu tenha que me sentir feliz por não estar na lista de escolhidos por pessoas tão incompetentes, sem honestidade e compromisso com a arte de verdade.

Mas apesar desse tipo de coisa, o que me deixa feliz é tocar e fazer o que eu amo de coração. Fico feliz com um bom ensaio, uma boa passagem de som, com um show então nem se fala! Sinto-me em casa nos palcos, é onde posso ser realmente quem eu sou aqui neste mundo. Gosto quando componho uma música nova, quando conheço algum artista que admiro e ali nasce uma amizade e uma futura parceria. Isso tudo são flores dignas de serem regadas sempre. E tem algo também que realmente é o que mais me alegra e toca meu coração é quando recebo um elogio de alguém dizendo que a mensagem das músicas tocou seu coração e lhe trouxe alegria e esperança de um dia ser mais feliz. Certa vez um fã veio se apresentar e me disse que gostava muito da banda e do CD, disse que estava honrado de estar me conhecendo e tal e me contou que era usuário de drogas e que estava a um tempo querendo se libertar, que às vezes ficava muito triste e que a única coisa que o fazia ficar bem era escutar o CD da Flor D’Já. Emocionei-me muito com esse relato e senti uma alegria que quero sempre lembrar; de saber que estou conseguindo realizar meu propósito de levar uma mensagem positiva às pessoas.

24-) RM – Nos apresente a cena musical de Goiânia – GO?

Flor D’Já – Cássio de Lima – É, apesar do lado podre que descrevi acima, rola muita coisa boa. Também não posso dizer que todos envolvidos nestas questões são incompetentes e compráveis. Tem muita gente boa nesse meio, tenho amizade com alguns e procuro sempre ter uma boa relação com todos. Afinal de contas, além da banda também sou produtor cultural e estes são parceiros também.

A visão que o Brasil tem de Goiânia é verdadeira, porém não é absoluta. Aqui rola sim muito sertanejo, tem muitos bares e de uns cinco anos pra cá o mercado sertanejo se profissionalizou ainda mais (Merda). Mas poucos sabem, mas aqui rola muito rock, um dos maiores festivais de rock acontece aqui todos os anos e na cena é bem forte. Por aqui ter muitos bares, tem ótimos músicos de MPB, aqui rola jazz, folclore, orquestra, recitais, concertos etc. A cena do samba em Goiânia também vem crescendo e quero destacar o trabalho da Camilla Faustino e de Rosa Ferraz.

Propostas mais alternativas também vêm ganhando força como os meninos do Vida Seca e do Cega Machado. Tem também o grupo Coró de Pau, Passarinhos do Cerrado, Umbando, Grace Carvalho, Juraildez da Cruz, Milla Tulli, Novos Ébanos e o Caixa Acústica. A cena reggae aqui vem acontecendo há uns 12 anos, já foi mais forte e vem se reciclando e ganhando mais força de uns dois anos pra cá. A Flor D’Já é a primeira banda de reggae de Goiânia a lançar um CD profissional, mas existiram aqui outros projetos até mais antigos como Mandinga Man, Mamma Jamma, Canáua. Atualmente, além da Flor D’Já, existem o Rastacry, Unidade M.R.T e o Umidade Relativa. Devo estar esquecendo alguém, mas faz parte. Quem quiser conhecer mais de perto precisa vir aqui sentir o sabor da arte do cerrado.

25-) RM – Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Recomendo todos artistas e bandas que citei acima na entrevista e recomendo que cada artista que ler esta entrevista escute seu coração, o verdadeiro artista que existe dentro de você. Escute e o faça ecoar aos quatro cantos, só assim a mensagem positiva poderá chegar a outros corações.

26-) RM – Você acredita que sua música vai tocar nas rádios sem o jabá?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Atualmente não. Só se for nas “rádios web”, como já tem tocado e recebido vários elogios. Mas fora isso só pagando mesmo, infelizmente o mercado da música está desse jeito e se você quiser entrar na engrenagem o caminho é esse. Mas tenho a esperança de um dia as músicas tocarem apenas pelo apelo do público e dos ouvintes fãs da banda.

27-) RM – O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Primeiro certifique-se que você tem o Dom pra música. Segundo lembre-se que um Dom deve ser usado para o bem, pra o engrandecimento da arte e do ser humano. Terceiro procure se aprimorar ao máximo, profissionalize-se, estude a respeito, procure conhecer a raízes musicais, os clássicos, a história da música e dos artistas, os bastidores e principalmente escute sempre seu coração. Em quarto lugar, se possível, tenha uma profissão paralela ou uma poupança no banco, pois pode ter certeza que um dia você pode precisar investir dinheiro pra que sua arte ganhe mais visibilidade e mercado. E em quinto lugar, se você sente que o que está fazendo é o certo e vem do seu coração, mesmo que tudo pareça estar dando errado, amigo jamais desista! Uma das flores mais belas do mundo nasce no deserto após muito tempo de espera e tempestades de areia. Continue, procure os sinais e vá em frente.

28-) RM – Quais os seus projetos futuros?

Flor D’Já – Cássio de Lima – No momento estamos em plena fase de divulgação do CD – Vila dos Reis, pretendo concluir a divulgação das primeiras 10 mil cópias. E logo em seguida organizar a divulgação de mais 10 mil em várias cidades, como São Paulo, Brasília e Salvador. Outro projeto que já está em andamento é a gravação do vídeo clipe da música – A Semente – em parceria com a TV UFG aqui em Goiânia. Ainda este ano também vamos relançar nosso site, com um visual mais atual e várias novidades para os fãs. Outro projeto que vamos realizar é a gravação do clipe da música – Scambo do mucambo – e o clipe contará com a participação especial de Zeider do Planta e Raiz. Em 2012, além da divulgação da banda em São Paulo, Brasília, Sul do País e Salvador, a banda também irá se preparar pra gravação do seu primeiro DVD, em que os fãs terão a oportunidade de ver a banda ao vivo tocando com todas as participações especiais do CD – Vila dos Reis (Zeider , Zé Orlando, Carlos Maltz, Ronaldo Silva e Toninho Horta entre outros nomes do reggae).

29-) RM – Contatos ?

Flor D’Já – Cássio de Lima – Os contatos da banda pra quem quer conhecer mais da banda FLOR D’JÁ são:

www.myspace.com/flordja

www.melodybox.com.br/flordja

O link pra baixar todo CD Vila dos Reis gratuitamente é:

http://www.4shared.com/file/T8cmD1Vo/FLOR_DJ_-_CD_Vila_dos_Reis_MP3.html

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.