Felipe Bedetti

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Felipe Bedetti
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O cantor, compositor e violonista mineiro Felipe Bedetti é da nova geração da música mineira. Autodidata, aos seis anos de idade começou a tocar violão tendo como referência, seu pai, também músico e mais tarde interessou-se pela viola caipira, instrumento que lhe acompanha em algumas apresentações.

Natural da cidade de Abre Campo (MG), aos oito anos de idade fez a sua primeira apresentação na tradicional festa de Sant’ana desta cidade. Desde então, dá continuidade aos seus estudos e trabalhos. Aos 13 anos iniciou na sua carreira profissional se apresentando em praças, movimentos culturais, feiras, bares e restaurantes em Minas Gerais e em outros estados do país. Neste mesmo período, começou a compor canções inspiradas pelo clima interiorano e influenciadas pela música regional mineira. Estas canções retratam o contato com a terra, com a natureza e com a vida no interior de Minas Gerais. Muitas delas em parceria com nomes como: João Evangelista Rodrigues, Zebeto Correa, Marília Abduani, Zé Luiz Rodovalho, Thales Martinez, Lu Toledo, Álvaro Cueva, entre outros.

Algumas dessas canções estão presentes em seu primeiro CD – “Solo Mineiro” composto por 10 canções autorais, com participações de Tadeu Franco, Ladston do Nascimento, e outros nomes da música mineira, e tendo um seleto time de músicos, como Gabriel Guedes (Bandolim e piano elétrico), Ramon Rozado (viola caipira) e Bruno Felga (percussão).

Em 2015 e em 2016 participou e abriu shows de diversos músicos da Música Popular Brasileira, que fizeram parte da sua formação musical, como: Toninho Horta (Caratinga/MG), Tavinho Moura (Brumadinho/MG), Celso Adolfo (Brumadinho/MG), Lô Borges (Ponte Nova/MG), entre outros. Em 2016 realizou junto com o Campinense, Zé Luiz Rodovalho, a turnê “Café com Leite”, um show em Duo, com parcerias e canções de cada um, estabelecendo a boa relação entre a música mineira e a música paulista. Esse show foi apresentado nas cidades de Campinas (SP), Ponte nova (MG), Rio Casca (MG) e Belo Horizonte (MG). Em 2017, participou do Show “Trinato’’ com Ladston do Nacimento, Lu Toledo e Cecília Barreto no Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte (MG).

Atualmente, aos 18 anos, residente em Belo Horizonte (MG), busca divulgar o seu trabalho de forma independente realizando shows em bares, espaços culturais e casas de shows da capital e de cidades do interior de Minas e do Brasil.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Felipe Bedetti para a  www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 13.08.2018:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Felipe Bedetti: Nasci no dia 04.02.2000 em Abre Campo (MG).

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Felipe Bedetti: Meu pai sempre tocou, desde pequeno convivo com isso sempre dentro de casa, então veio daí, das cantorias e da musica sempre presente dentro de minha própria casa.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Felipe Bedetti: Comecei a tocar de maneira autodidata. No início aprendendo com meu pai, e depois aprendendo sozinho de acordo com as minhas influências. E depois vindo para Belo Horizonte (MG) e comecei a estudar a parte teórica e estudar canto.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Felipe Bedetti: Acho que tudo que ouvimos, contribui, não sei se tem algo que deixou de ter importância, são fases de escutar um estilo determinado. Desde bem novo a música mineira me chamou a atenção, o pessoal do Clube da esquina, Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, logo depois Tavinho Moura, Nelson Ângelo. E ao mesmo tempo a música nordestina com Geraldo Azevedo, Xangai, Vital Farias. A música regional, tanto mineira quanto nordestina tenha sido e ainda é a minha maior influência: Dercio Marques, Doroty Marques, Elomar, Tavinho Moura, Tadeu Franco… E muitos outros.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Felipe Bedetti: Começou de uma forma muito natural me apresentando aos oito anos de idade na tradicional Festa de Sant’ana, padroeira de minha cidade e todo ano me apresentava lá. E cada vez tomando mais gosto pela música e o Violão sempre andou comigo, em qualquer lugar que eu ia, na casa de alguém, na praça… O tempo foi passando e descobri que não tinha como seguir outro caminho que não fosse a música. E com 13 anos, eu comecei a compor e isso me ajudou ainda mais,  e aí não parei mais…

06) RM: Fale do seu primeiro CD?

Felipe Bedetti: Gravei meu primeiro disco entre 2016\2017, previsão de lançamento para maio de 2018. Um longo trabalho e ao mesmo tempo prazeroso de fazer, totalmente independente. Tem participações especiais de Ladston do Nascimento e Tadeu Franco, dois queridos amigos e ídolos. E muitas feras tocando como: Gabriel Guedes, Ramon Rozado, Túlio Lima, Jader Moreira, Francisco Falcon, entre outros. O disco chama: “Solo Mineiro” é o primeiro registro de minhas composições feitas de 2013 a 2016. Um disco com estilo regional, passando muito pelo interior de minas. Desde que compus, uma canção que chamou a atenção de quem ouvia é o “Sertão de meu pai” em parceria com Zé Luiz Rodovalho.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Felipe Bedetti: Diria MPB, mas sou livre quanto a estilos musicais, já fiz Baião, xote, Samba. Mas tudo com certo regionalismo vindo de minas (risos).

08) RM: Você estudou técnica vocal? Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Felipe Bedetti: Estudo Técnica vocal e acho muito importante esse cuidado com a voz, exercícios para mantê-la equilibrada, saudável e protegida.

09) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Felipe Bedetti: Tem muitos. Dercio Marques, Elomar, Xangai, Tadeu Franco, Ladston do Nascimento, Celso Adolfo, Paulinho Pedra Azul, Geraldo Azevedo, Zé Renato, Diana Pequeno, Claudio Nucci. Muita gente!

10) RM: Como é o seu processo de compor?

Felipe Bedetti: Acontece de várias formas. Na maioria das vezes coloco melodia na letra que o parceiro me manda, mas acontece de eu criar a melodia e mandar para alguém colocar a letra e também componho junto melodia e letra.

11) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Felipe Bedetti: Tenho muitos parceiros, mas os mais constantes são: Marília Abduani, Thales Martinez, Zé Luiz Rodovalho.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Felipe Bedetti: Hoje em dia a maioria dos artistas é independente. Apesar dos recursos ficarem mais escassos, é uma boa forma de se trabalhar.

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Felipe Bedetti: A organização é um ponto muito importante e o profissionalismo também. A inspiração e a transpiração juntas.

14) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Felipe Bedetti: A internet é um grande canal de divulgação para os artistas. E tem que ser aproveitado e muito bem usado!

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Felipe Bedetti: Hoje em dia, acho que o principal é o técnico de gravação, quem faz a mixagem, a masterização. Tem que ter um bom microfone, uma boa placa de áudio, coisas assim. Mas, já vi muitas produções de home estúdio, muito melhores do que feitas em estúdios famosos.

16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Felipe Bedetti: Tem muita gente fera por aí, sempre teve, no meio independente, nos Festivais de Música, nos locais alternativos, é só buscar. E cabe a grande mídia valorizar.

17) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Felipe Bedetti: A música para mim é um caminho feliz, compor, colocar o pé na estrada, me apresentar em diversos lugares para diversas pessoas, ser prestigiado pelo meu trabalho. Tudo isso só traz alegria. A tristeza nem vale lembrar.

18) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Felipe Bedetti: Belo Horizonte é referencia em todo Brasil pela produção musical dos artistas daqui. A música mineira é universal. Quanta gente boa surgiu em todas essas décadas, e quanta gente está surgindo, BH não para. Contribui muito para música do Brasil e do mundo.

19) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Felipe Bedetti: Sim. Há espaço para todo mundo, apesar da grande mídia, valorizar os modismos, há muitos espaços que a música entra por qualidade e não por pagar para ser tocada sistematicamente.

20) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda revelar novos talentos?

Felipe Bedetti: Sim. Hoje há muitos Festivais de Música, muitos sem uma projeção merecida, mas é um bom caminho, uma boa divulgação, para deixar a música autoral viva, estamos precisando disso.

21) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Felipe Bedetti: A música brasileira de qualidade tinha que ter mais visibilidade, acho pobre a cobertura, só aparece em espaços característicos, raramente aparece na TV aberta. Por isso, digo que o principal meio de divulgação atual é a internet, ainda se encontra TVs, Rádios que mostram. A grande mídia deveria apostar em coisas com mais qualidade, nem digo precisamente MPB, mas coisa que tenha um conteúdo melhor.

22) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com seus parceiros: Marilia Abduani, Zé Luiz Rodovalho e Thales Martinez?

Felipe Bedetti: São três amigos e parceiros queridos, todos os três grandes compositores. Marília, eu conheci primeiro, por sermos de cidades vizinhas, foi minha primeira parceira musical, temos muitas canções juntos, através dela conheci o Thales, no qual também temos bastantes parcerias, temos uma pratica de compor ao vivo, um dando idéias nas produções do outro, é uma boa forma de compor, e através do Thales conheci o Zé Luiz, que também além de parceiro musical temos um show Juntos “Café com leite” fizemos uma turnê por Minas Gerais e São Paulo.  O mais interessante é que todos têm parcerias em comum.

23) RM: Quais os seus projetos futuros?

Felipe Bedetti: Os projetos não param. Inicialmente é trabalhar bastante meu primeiro disco e fazer os shows de lançamento, quero dar uma circulada maior em 2018, me apresentar em outros Estados, participar de Festivais de Música e continuar compondo.

24) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Felipe Bedetti: Os contatos são: [email protected]

| www.facebook.com/felipebedetti

 

 

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.