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Celso Galvão Por
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa Celso Galvão é nome artístico
Antonio Celso de Carvalho Galvão. Vindo de família de músicos e
artistas plásticos, iniciou seus estudos de música aos quatro anos de
idade, através do piano, mas aos 12 anos, quando conheceu o violão, é que
realmente se dedicou a essa arte. Começou a participar de festivais aos 14
anos, desde então obtendo ótimas colocações. Musicou e participou da peça
"Romance do Vilela", baseada em Literatura de Cordel, com o
grupo TEPO - Teatro Experimental Policursos (Mogi das Cruzes - SP).
Essa peça foi apresentada em várias cidades do interior do Estado de São
Paulo. Em 1982 participou como compositor do disco de “SAMBAS DE
ENREDO DE GUARATINGUETÁ” com a música pra “Dinheiro que
dinheiro” em parceria com Cesinha Carvalho ganhando o
estandarte de ouro desse ano. E ganhou o estandarte de ouro em 1983 e 1984
na cidade de Cachoeira Paulista - SP pela escola de samba “Flor
de Lis” como compositor. Em 1982, "colocou o pé na
estrada", e encarou a profissão de músico, e a apresentou-se por toda
a região do Vale do Paraíba, Sul de Minas, Litoral, São Paulo e
cidades do Rio de Janeiro, Paraná, Brasília (Distrito Federal). Em
1985 a 1989, abriu o "Bar do Celso". Em 1987 ele iniciou a
gravação do disco "CLARIDADE", produção independente,
com composições próprias e a participação de amigos e lançado em 1988.
O disco tem músicas em vários estilos como: baião, country, balada, rock,
funk. Em junho de 1995 apresentou-se em alguns países da Europa como: França
(Paris e Grenoble), Itália (Florença), Bélgica (Bruxelas) e
Alemanha (Berlim). Participou do concurso "Novos
Talentos" do programa do Faustão na Rede Globo ficando
entre os 100 finalistas dos 30 mil inscritos. Seu repertório é eclético:
MPB e Internacionais (Rock, Pop, Blues, etc...). Em 2000 lançou seu
primeiro CD - "Sementes de Luz". E contou com a participação
dos músicos Dinarte Lemes, Lauro de Almeida, Ricardo Leão, Levy
Barreto, Renato Rangel, Aldair Soares e Luiz Cláudio Bartollini. A
programação visual é de Celso Faria. E CD - “RECOMEÇO”, seu terceiro trabalho, tem o apoio da lei de incentivo a cultura de Goiás (Lei Goyases) lançado em setembro de 2005 e um outro CD com produção própria, “SIMPLICIDADES” (independente - 2005). E Celso desde maio de 2001 mora em Anápolis-Goiás, apresentando-se por toda região e outros Estados. Participou do 1º Festival de Música de Anápolis (12/2002) chegando ao 1º lugar com a música: “Vaga-lume” entre 600 músicas concorrentes. Segue abaixo uma entrevista exclusiva de Celso Galvão em 06/08/2008 para a www.ritmomelodia.mus.br : 1-) Ritmo Melodia – Qual sua data de nascimento e sua cidade natal? Celso Galvão - Nasci em Cachoeira
Paulista - SP no dia 07 de dezembro de 1958. 2-) RM – Fale do seu primeiro contato com a
música? CG - Desde pequeno a música
faz parte de meu universo. O meu pai toca vários instrumentos e meus tios
também, minha casa sempre foi um verdadeiro palco. Meu primeiro contato
oficial com a música foi aos quatro anos de idade, quando minha mãe me
colocou pra aprender piano. 3-) RM – Qual sua formação musical e\ou
acadêmica (teórica)? CG - Tive aulas de piano dos
quatro aos dez anos de idade e em relação ao violão e a gaita sou
autodidata. 4-) RM – Quais suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância? CG - No passado: o pessoal do Clube
da Esquina, Beatles, Cat Stevens, Chico Buarque, Almir Sater, etc... E
no presente: Paulinho Moska, Lenine, Zeca Baleiro, etc... E nenhum
deixou de ter importância. 5-) RM – quando, como e onde você começou sua carreira profissional? CG - Comecei nos festivais de
música aos 14 anos de idade. E tocando na noite comecei em Guaratinguetá
- SP em 1982 tocando em bares, festas, bailes, etc... 6-) RM – Quantos cds gravados(músicos que participaram nas gravações). Quais os anos de lançamentos e quais as músicas que se destacaram? CG – Gravei quatros discos, O
primeiro foi Claridade (LP) em 1988. As músicas que se destacaram: “Claridade”
e “E lá vou eu”. Os músicos que participaram foram: Rique de
Carvalho - vocal, guitarra, violão ovation, guitarra sintetizada,
percussão; Júlio Ricarte - teclados; Zé Zóio - bateria e
percussão. O segundo: Sementes de luz (CD) em
2000. As músicas que se destacaram: “Beato da fé”, “Mãe” e
“Sol nascente”. Os músicos que participaram foram: Ricardo Leão:
violões; Celso Faria: percussão (mãe); Lauro Alves:
teclados e programação; Luiz Cláudio Bartollini: guitarra e violão
aço (vibração); Levi Barreto: percussão; Renato Rangel:
back vocal (beato da fé); Dinarte Lemes: baixo; Aldair Soares:
sax (vibração); Marcelo “Tapu” Almeida: bateria (sol nascente). O terceiro: Simplicidades (CD) em
2005, As músicas que se destacaram: “Feitiço mineiro”,
“Colibri”, “Amiga” e “Rio Paraíba”. E os músicos que
participaram foram: Lauro Almeida: teclados e programação (bateria,
percussão e baixo), back vocal. O quarto: Recomeço (CD) em 2006. As músicas
que se destacaram: “Recomeço”, “Aconteceu você”, “Nosso
canto”, “Sweet friend” e “Why?”. E os músicos que
participaram foram: Guilherme Bicalho: teclado; Front JR:
guitarra e violão; Lauro de Almeida: piano; Leandro Carvalho:
guitarra e violão; Gleyson Andrade: guitarra e violão; Geovani
Fernandes: guitarra, Dênio de Paula: guitarra; Josué Santos:
trompete; Marquinhos: baixo; Fred Valle: bateria e percussão. 7-) RM – Como você define seu estilo? CG – Eu componho em inglês e
espanhol e por tocar na noite eu acabei adotando vários estilos, mas minha
maior marca é a mpb. 8-) RM – Quais são seus principais parceiros musicais? CG – Ricardo Leão, Júlio
Ricarte e Beto Mi. 9-) RM – Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente? CG – Os prós: você não
tem ninguém dizendo grave isso, ou faça dessa forma... E com um trabalho
bem feito através da internet você consegue bons resultados. - Os contras: não tem uma mídia
dirigida, falta de apoio financeiro, problemas com distribuição, enfim
falta de apoio técnico. 10-) RM – Como você analisa o cenário musical brasileiro. Na sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu? CG – Como já cantou Caetano,
“... da força da grana que ergue e destrói coisas belas”. Infelizmente
a qualidade das canções que estão na mídia está de mal a pior. E, tem
sempre aquela história, não precisa qualidade, o que precisa é vender.
Mas em contra partida existem ótimos músicos se lançando no cenário
independente e tendo a ajuda de algumas emissoras de rádio que primam pela
qualidade. Quanto às revelações das duas últimas décadas eu incluo:
Paulinho Moska, Lenine, Ana Carolina, Chico Pinheiro, Vander Lee, Mônica
Salmaso, Zeca Baleiro e creio eu que todos tem uma obra consistente. 11-) RM – Nos apresente a cena musical de sua cidade ? CG – Estou morando em Anápolis
- Goiás há seis anos. Existem alguns projetos culturais interessantes
por aqui, e diria que há um grande interesse dos governantes em promover
essa cultura, através de festivais, encontros e leis de incentivo a
cultura. As diversidades musicais são várias. Existem muitas bandas de
garagem, e estilos que vão do blues ao pop/rock, do regional a música
sertaneja de raiz e a comercial. Tem rádios aqui que a cada quatro músicas
que tocam, uma é daqui da região. 12-) RM – Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical? CG – São 26 anos de carreira
musical, daria pra escrever um livro. Aliás, é o que estou fazendo nesses
últimos anos reunindo essas histórias em um diário que poderá se tornar,
digamos num livrinho (risos).
13-) RM – Como é seu processo de compor? CG – A noite é minha grande
parceira, juntamente com meu violão velho de guerra. A composição pode
partir de uma frase apenas. Muitas vezes é a letra que sai primeiro pra
depois a melodia. Outra vez a letra e a melodia nascem juntas. 14-) RM – O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical? CG – Sou formado em eletrônica
e por alguns anos trabalhei nessa área. E foi justamente numa promoção
que eu tive que rever meus conceitos e me fazer uma pergunta: esse é o
trabalho que eu quero realmente pra minha vida? Foi ai que resolvi pegar a
estrada musical. E minha família,
meus amigos acharam que eu estava maluco (risos). Hoje eu posso responder
que sou mais feliz com esse trabalho, pois a música me levou a conhecer
muitos lugares do Brasil e alguns paises da Europa. E outras coisas
interessantes, inclusive eu conheci minha esposa através da música. O lado
triste talvez seja o de não estar fazendo com mais freqüência o meu
trabalho autoral. 15-) RM – O que você diria para alguém que quer trilhar uma carreira musical? CG – Estude muito, tenha a
mente sempre aberta para as novidades. E pesquise e ouça tudo o que puder e
procure ser autêntico, original e não desanime. 16-) RM – Quem são os músicos conhecidos que você se espelha como um padrão de criatividade e profissionalismo? CG –
Gosto muito do trabalho do Paulinho Moska e do Lenine. 17-) RM – Você acredita que sua música vai tocar nas rádios sem o jabá? CG – Acredito, pois desde 1988
quando lancei meu primeiro trabalho, minha música tem tocado em algumas rádios
do Brasil e sem o famigerado “jabá”. 18-) RM – Quais os projetos futuros? CG – No momento estou
trabalhando nos arranjos e nas últimas composições de um CD de sambas e
bossas que será gravado em 2008 em Goiânia - GO. Contatos: (62) 3099 - 6759 \ 8419 - 2746 - celso@celsogalvao.com.br \
www.celsogalvao.com.br |