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Pierre Gaioni Por
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa O
cantor e compositor carioca Pierre Gaioni
vem trilhando o caminho musical desde criança. Os maiores incentivadores são
seus pais Josué Gaião (compositor, que o influenciou desde pequeno)
e Inês (a sua fã nº1). Pierre
começou sua trajetória
na noite, com repertório empolgante: MPB, POP, Reggae, Soul, Rock, Bossa
Nova, Regional e Samba. Com
uma performance carismática, envolvente e com bom astral,
o seu show tornou-se interativo e descontraído. As melodias de suas músicas são
intuitivas e com letras cheia de positividade. Suas músicas aparentemente
ingênuas nos levam a reflexões sobre o amor, lirismo e preocupação
social. A música: “Sonhos
e Fábulas”
mostra a sua verve lírica e tem harmonia complexa (comparadas às obras de Toninho
Horta) . Essa música foi primeiro lugar no festival de música da UERJ. A música “Sereia”
é uma balada romântica que põem os ouvintes pra dançar e beijar. Essa música
dá o clima alto astral soul – funk do CD. Pierre trabalha como
arte-educador em um projeto social. Ele ensina música e a importância da
cultura em
nossas vidas. A música “Sinal”
retrata
o cotidiano (sem perspectiva) de cada uma dessas crianças antes do projeto, e que expõem
milhares de outras que estão nos faróis das grandes cidades.
Seus
parceiros musicais são: Sergio (Magol), Carlos (Boca), Nestor
Cezario, Carlão, Josué Gaião e Carlos Bismarck,
todos importantes para a concretização desse primeiro CD. Segue abaixo
entrevista exclusiva de Pierre Gaioni em 02\01\2008 para a www.ritmomelodia.mus.br : 1-)
Ritmo Melodia – Qual sua data de nascimento e sua cidade natal? Pierre
Gaioni
- Nasci no Rio Janeiro em 13/02/82. 2-)
RM – Fale do seu primeiro contato com a música? PG
- Foi através de meu pai Josué Gaião. Ele compunha suas canções
e eu criança ficava admirando-o. Cresci escutando músicas de Caetano
Veloso, Zé Ramalho, Chico Buarque, Djavan e outros grandes artistas. 3-)
RM – Qual sua formação musical e\ou acadêmica (Teórica)? PG
- Sou autodidata, comecei tocando e cantando músicas da Legião Urbana,
Cazuza, Raul Seixas entre outros. Isso no tempo de colégio quando tinha
12 anos. Compus minha primeira canção, em parceria com meu pai intitulado,
“Sou Índio e não Idiota”. Uma música ecológica, obedecendo ao
tema abordado em sala de aula. E cantei a música no pátio da escola para
todas as outras turmas. Após essa apresentação, meus pais me colocaram na
Escola de Música Villa Lobos, estudei o básico completo.
Depois comecei a fuçar livros de Almir Chediak e outros livros didáticos.
Desde outubro de 2007, estudo Harmonia Funcional no Centro Musical Sigan,
uma escola muito considerada. 4-)
RM – Quais suas influencias musicais no passado e no presente. Quais
deixaram de ter importância? PG - Desde músicas folclóricas, até a erudita são minhas influencias. Pois qualquer música, na minha concepção que tenha sentido artístico, faz grande sentido no universo. 5-)
RM – Quando, como e onde você começou sua carreira musical? PG
- Em 2000, no bar do meu tio José, na Baixada Fluminense (São
João de Meriti - RJ), toquei algumas músicas de sucesso. A partir daí
não parei mais, me apresentei em festas fechas, restaurantes como Tropitália
em Olaria, Bela Blue em Copacabana, República
Gourmet na Barra da Tijuca entre outros no RJ. Morei seis meses
em São Paulo na rua Santa Cecília, me apresentei dando uma canja no
show do Zabê no Café São Paulo. E outras apresentações,
entre canja e bailes, tocados e cantados. 6-)
RM – Fale da realização do seu primeiro CD (músicos que participaram
nas gravações). Qual o ano de lançamento do CD e quais as músicas que
estão se destacando? PG - A proposta desse CD, foi somar com canções de grandes compositores amigos, a soma dessas idéias, foi o grande êxtase para que chegássemos ao conteúdo apresentado. Os músicos amigos participantes da gravação foram: Pierre Gaioni - voz e violão, Fofete - contrabaixo, Almir Horácio - teclados, Carlinhos Boca - guitarra solo, base e Violão, Paulinho Valoni - guitarra solo, Allan Griplet - Trompete, Lassaval Farias - sax tenor, Andressa Ribeiro - flauta transversa, Natal - percussão geral, Roberto França, Alessandra Rosa, Gilciane Souto, Daniel Prata - back-vocal. O CD foi lançado em 29/06/2007 e as músicas em destaques são: “Sereia”, “Ginga de Capoeira”, “Sonhos e Fábulas” (que ganhou o premio em primeiro lugar em um Festival na UERJ), “Melô do Camelô” “Sinal”, “Mistérios dos Sonhos”, “Chuva de Verão”, “Juras de Amor” e “Moleque do Morro”. A música de trabalho: “Sereia”. 7-)
RM – Como você define o som do seu primeiro CD? PG
- O estilo do meu CD, é ser versátil, sem nenhuma preocupação de rotulação.
8-)
RM – Quais são seus principais parceiros musicais? PG
- Sergio
(Magol), Carlos (Boca), Nestor Cezario, Carlão, Josué Gaião e Carlos
Bismarck. 9-) RM – Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente? PG
- O bom é que o artista pode se expressar livremente, sem nenhum tipo de
rotulação. E o ruim é a dificuldade da distribuição do CD. 10-) RM – Como você analisa o cenário musical brasileiro. Na sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu? PG
- Atualmente existem
excelentes músicas, mas em contra partida, devido o excesso de produções
independentes (que tem seu lado positivo e negativo) fizeram surgir nos últimos
anos, verdadeiras aberrações musicais, no mercado fonográfico brasileiro.
Na minha opinião, as revelações bacanas foram: Zeca Balero, Lenine, Zélia
Ducan, Maria Rita, Jorge Vercilo, Mart´nalia, Cássia Eller, Ana Carolina,
Jota Maranhão, Vanessa da Mata, inclusive Pierre Gaioni (risos).
11-) RM – Nos apresente a cena musical carioca? PG
- O cenário é de ótima
qualidade, há uma grande diversidade de estilos. Muita música boa que
valem à pena serem curtidas nas noites cariocas. 12-) RM – Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosto, cantar e não receber, ser cantado e etc)? PG
- A maior garfe que cometi, foi no lançamento de meu CD no dia
29/06/07 no SESC de Madureira – RJ. Na hora dos agradecimentos,
esqueci de mencionar, o nome da minha grande amiga, professora de operação
de áudio, produtora de show, compositora de trilhas sonoras e
fotografa: Andréa Zeni, a quem devo imensa gratidão pelas orientações
e dicas. Inclusive autora das fotos de meu CD.
13-) RM – Fale da sua atividade com a arte educação? PG
- Trabalho faz quatro anos, em um projeto social chamado PETI
(Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), desenvolvido pela
prefeitura do Rio, em parceria com ONGs. O objetivo do projeto é retirar as
crianças que trabalham nas ruas, tais como: malabares, flanelinha, vendedor
de balas em ônibus, empacotadores de supermercados e mendigos. Ensinamos
que o lugar deles é na escola, incentivamos e damos acesso à cultura,
esporte, lazer, desenvolvimento da criatividade e etc. Faço um trabalho
diretamente com a música, explorando sons corporais, oficinas de ritmos em
latas, esquetes teatrais, disciplinas em uma apresentação. Temos apresentações
trimestrais abordando temas sugeridos de acordo, com a época de cada
festividade anual como: folclore, dia do meio ambiente, dia da água e
etc. Fazemos apresentações em escolas da região, Sesc de
Madureira, Universidade Veiga de Almeida, exposições de trabalhos em
escolas. 14-) RM – Como é nascer no Rio de Janeiro e não virar sambista? PG
- É verdade, a influência é muito forte. E até me arrisquei, em fechar o
meu CD na faixa 13 com o samba: “Moleque do Morro”. 15-)
RM – Como é seu processo de compor? PG
- É a coordenação da inspiração num referido tema. 16-) RM – O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical? PG
- A felicidade de qualquer artista é quando pelo menos emplaca um
sucesso, e muito mais quando dá seqüência. A tristeza é quando isso não
acontece. 17-) RM – O que você diria para alguém que quer trilhar uma carreira musical? PG - Insista, persevere, acredite e estude muito. 18-) RM – Quem são os músicos conhecidos que você se espelha como um padrão de criatividade e profissionalismo? PG
- No Brasil existem muitos artistas de qualidade, vou citar alguns: Caetano,
Gil, Chico Buarque, Djavan, João Bosco, Zélia Ducan, Ivete Sangalo, Zé
ramalho, Edu Lobo, entre outros. 19-) RM – Quais os projetos futuros? PG
– Farei
o circuito Sescs, Lonas Culturais e shows em geral. E partirei em
turnês no Interior do RJ, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, São
Luis –MA e Recife – PE. Os meios de comunicações
previstos para divulgações do meu CD: Rádios comunitárias, Jornal Extra,
Jornal da Lapa, Jornal das Gravadoras, Rádio FM SONORA, TVE Brasil, MPB FM.
Rádio FM O DIA. Contato:
(21) 3455-2860 / 9632-1381 – www.pierregaioni.com
\ pierregaioni@hotmail.com
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