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Yamandú Costa Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa O violonista gaúcho Yamandú Costa depois de ganhar o premio Visa e gravar seu primeiro CD solo virou uma sensação na música instrumental brasileira por popularizar um gênero considerado hermético e de publico seleto. No repertório musicas regional brasileira; desde nordestina a gaúcha. Apresenta-se em teatros a praças publicas. Levando um publico heterogêneo nos seus shows que não lembra as salas eruditas. A música instrumental deixa para trás o estereotipo de ser uma música “chata” ouvida por nossos bisa-avôs que ficaram presos na poeira do tempo. Por tocar nos shows canção conhecida na voz de artistas populares trazendo nas suas próprias composições influencia direta. Ele formado na boemia dos bares e tendo em casa os primeiros aprendizados com a música instrumental regional soube dosa esses elementos alegres do povo. A formação que se apresenta pode ser Violão, Baixo, Bateria ou Violão, Cello, Violino, Sopros. A sonoridade lembra o bom jazz ou regional de choro. Por sua proximidade geográfica e influencia direta da fronteira latina que tem o Rio Grande do Sul traz a pegada da guitarra flamenga em algumas execuções. Entrega-se no palco em interpretações que o faz entrar em transe colocando o violão como uma extensão do seu corpo e alma. Bem humorado e habilidoso na improvisação preparou em Novembro de 2003 o segundo CD em show Ao Vivo no teatro Crowne Plaza em São Paulo. Esse novo CD mostra a atmosfera dos shows em descontração e improvisações. Segue a entrevista exclusiva de Yamandú Costa para revista musical on-line Ritmo Melodia - www.ritmomelodia.mus.br em 01/12/2003. 1-) RitmoMelodia – Fale de seu primeiro contato com a musica e sua formação musical? Yamandú Costa – Totalmente caseira desde criança. Meu pai (Algacir Costa –Trompetista e Violonista) era musico e minha mãe (Clarin Marson – cantora). Meu pai era lide de um conjunto folclórico Os Fronteiriços (Regional gaúcho) e tinha boa formação musical e me passou o básico de leitura de partitura e técnica de violão. Mas não tive formação musical acadêmica. O que sei aprendi tocando em bares e como autodidata. 2-) RM – Você acha que por tocar musica instrumental aberta aos ritmos regionais em suas apresentações o faz conquistar publico em diversa faixa etária e classe sócio – cultural ? YC – Acho fundamental e faço musica para as pessoas. Tem músicos que acham que as pessoas são obrigadas a ouvir algo chato e hermético e aplaudir. Faço musica para compartilhar com as pessoas e aprender com o calor delas. Sem tocar musicas ruins nem fazer apelações. Mas levando uma cultura brasileira adiante e o violão como um instrumento de informação e cultura. Um país tão rico como o nosso não pode ficar dependente de cultura internacional o tempo todo, principalmente em matéria cultural. 3-) RM –Quantos CDs lançados e o perfil deles ? YC – São dois CDs. O primeiro com meu mestre argentino que mora em no Brasil há 25 anos. O primeiro solo foi lançado em 2001 pela radio Eldorado depois que ganhei o premio Visa. Esse CD eu gosto por ser bem eclético. Acompanha-me um quarteto um tanto estranho (Violão Calo, Violino, Flauta e Clarinete) que soa como uma mini orquestra. E com composições próprias. Ate o final de 2003 vou lançar um ao vivo com o clima de improvisação do palco. 4-) RM – Você acredita que esta popularizando o violão como instrumento de acompanhamento e solo por não ter presença do canto? YC – A música instrumental sempre teve seu espaço. A fase que passo não posso me queixar por ter muito convite para se apresentar e contando com bom publico? 5-) RM –Você acha que o despertar de um publico heterogêneo para musica instrumental não tem haver com a falta de um modismo musical popular no novo milênio ? YC – Não. Eu não acho que esses modismos tenham culpa da musica instrumental não ter um maior numero de publico. Foi natural o que aconteceu comigo e fico feliz por terem respeito pelo meu trabalho. na estrada o artista vai criando seu publico fiel. 6-) RM – Como você defini seu trabalho musical? YC – Não dar para ter uma definição exata por tocar muitos ritmos. Seria algo como Violão regional brasileiro. Levando a musica brasileira e gaúcha radiante para outros lugares. Contatos:
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Yamandú Costa |