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Sivuca e Gloria Gadelha Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa O Cantor e compositor paraibano Sivuca é respeitado no meio musical e considerado por uma unanimidade entre os músicos como sendo um patrimônio musical cultural brasileiro inigualável. Musico que uni duas características importantes: A alma e virtuosismo musical. Iniciou seu contato com a música na sua cidade natal, Itabaiana, no interior da Paraíba. Seu primeiro conservatório musical foi à sombra de uma Gameleira. Estudo música erudita, mas sua musicalidade híbrida unida à técnica apurada e um ouvido absoluto invejável e desejado por todo musico faz esse albino ser respeitado e considerado como um gênio musical. Desde década de 50 que divulga a musica popular brasileira pelo mundo. Tocou e encantou músicos do Jazz americano. A música flui dos dedos e criatividade desse sanfoneiro, pianista e violonista com uma naturalidade e simplicidade de criança fazendo traquinagem no terreiro. A sua esposa, companheira e parceira musical e afetiva Gloria Gadelha divide composições que fizeram sucesso na voz da dupla de outros cantores como: Feira de Mangaio e outras. Agora dividem o palco com um show acústico: Voz, Violão, Piano e Sanfona. Gloria toca seu primeiro instrumento a: Sanfona e o também o Violão e canta. O show mostra toda a criatividade e genialidade desses dois artistas que uniram a música ao amor em uma cumplicidade desnuda que tem como frutos e filhos as lindas composições de hoje e do futuro. Vê-los no palco em harmonia e ritmo foi um êxtase de emoção. Segue entrevista exclusiva com a dupla Dinâmica Sivuca e Gloria Gadelha no Sesc Vila Mariana – SP em 12\ 2002 para a www.ritmomelodia.mus.br: 1-) Ritmo Melodia – Gloria Gadelha, fale da sua parceria amorosa e musical com Sivuca? Gloria Gadelha – Está sendo uma parceria muito antiga e feliz, que enche meu coração e minha vida de alegria e felicidade. Compomos muitas musicas, um dos maiores e freqüentes parceiros de musicais como: Como é Grande e Bonita a Natureza; Feira de Mangaio; Energia e muito outras. 2-) RM – Gloria Gadelha, fale da sua formação musical? GD – Eu estudei muita quando jovem. Minhas primeiras professoras foram feiras e depois estudei com uma prima escolada. Quando sai do interior (Sousa -PB) para Capital (João Pessoa –PB) para atender os desejos da família (Estudar Medicina). Meu instrumento de estudo era a sanfona. Parei de tocar quando casei com Sivuca, por ter me tornando uma dona de casa. Lancei em 2000 o CD: Ouro e Mel pela CPC UMES, produção musical de Sivuca. E começamos em 2002 fazer shows pelo Brasil, voltei a tocar em homenagem a ele e compondo para sanfona. O show é mais acústico e revezamos nos instrumentos: Ele toca piano e eu canto e toco violão. Depois toco sanfona e canto e Sivuca toca violão. Depois ele toca sanfona e eu canto. 3-) RM – Sivuca, fale de sua formação musical? Sivuca – Comecei como autodidata. Depois estudei teoria musical. Com o maestro Guerra Peixe, desenvolvi a parte musical mais profunda como:Harmonia, Orquestração e Contraponto. Fiz alguns cursos musicais no exterior, mas o meu instrumento primordial é a sanfona. 4-) RM – Fale do respeito e admiração que músicos brasileiros e estrangeiros têm da sua pessoa e do seu trabalho? Sivuca – Antes de FHC (Ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso) falar de globalização. Eu e mais oito brasileiros começamos a globalização através da música com o forró. Levando e divulgando em 1958 a nossa música popular brasileira na Europa. Eu tenho feito sarcedoticamente à divulgação da nossa querida música popular brasileira no exterior. Hoje sinto a necessidade de divulgar a nossa música no próprio país. Hoje temos terreno fértil para expandir a nossa música. 5-) RM – Fale da sua participação no filme: Viva São João e da importância do mesmo para a cultura nordestina ? Sivuca – Eu e Gloria fomos um dos entrevistados no filme. Não vi ainda o filme. Mas parece-me que o filme teve uma boa repercussão e nossa entrevista foi bem aceita pelo público. 6-) RM – Na sua entrevista você comenta que a palavra forró para a sociedade nordestina da época era um palavrão? Sivuca – A Palavra Forró, Torrado tinha o mesmo significado de baile de porta de rua. Se você chegasse à casa de uma família convidando uma das filhas da casa para dançar num Forró, você no mínimo levava um tiro de sal de espingarda do dono da casa. 7-) RM – Fale do seu inicio de carreira no Rio de Janeiro? Sivuca – Eu tenho duas etapas no Rio de Janeiro. Quando fui contratado pela TV Tupi para trabalhar simultaneamente no Rio e em São Paulo em 1955. Em 1959 sai do país. Em 1976 conheci a minha companheira e parceira: Gloria Gadelha e voltei para o Brasil. Essa foi minha segunda etapa e começou meu grande sucesso como compositor. 8-) RM – Fale das suas parcerias musicais? Sivuca – Em primeiro lugar Gloria Gadelha. Depois fiz uma música, que virou hino com Chico Buarque: João e Maria. |