Dr. Marvin

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O cantor e compositor curitibano Dr. Marvin, um descendente de suecos, italianos, franceses, espanhóis, portugueses e índios tupi-guarani. Ele reflete essa miscigenação no seu álbum de estréia, intitulado Egrégora.

Personalidade é o que não falta a esse artista do Paraná. Mergulhado no universo do pop rock, mas sem esquecer ritmos como o samba-rock e o reggae e outras misturas como o fandango, originário da cultura da região sul do Brasil. Ele promove um encontro de culturas. O ritmo sulista somado aos tambores do maracatu de Pernambuco aparece em faixas como Fandango, Alfaia e Barreado, e a cadenciada Contos e Histórias. Bairrista como só ele, Marvin sempre teve o desejo de mostrar o Fandango em uma linguagem mais pop. Partiu, junto com Marcos Matias, para uma pesquisa de campo no Valadares, ilha que pertence ao município de Paranaguá, um dos redutos do fandango.

No primeiro disco, Dr. Marvin contou com a participação de músicos experientes com o tecladista Magôo (Zeca Baleiro), do baterista Paulinho Jiraya (Os Virgulóides), do saxofonista Rodrigo Bento e do trompetista Jorge Ceruto (Jota Quest), Marcos Matias e Gilmar Bolla 8 (percussionistas fundadores daNação Zumbi), do pianista e tecladista Paulo Calasans, do baixista Fernando Nunes e do baterista João Viana (que trabalharam com a roqueira Cássia Eller). A produção de algumas faixas ficou por conta de Luis Brasil (produtor do Acústico da Cássia Eller). O Dr. Marvin foi inspirado por alguns trabalhos de artistas consagrados na elaboração do seu primeiro álbum. Como foi o caso do Acústico da Cássia Eller. “foi uma realização pessoal muito grande, estar gravando as três últimas faixas no estúdio Cia dos Técnicos, no Rio de Janeiro, na companhia do produtor Luiz Brasil e também dos músicos que gravaram o CD/DVD da Cássia e que a acompanhavam”. Ele é apaixonado pela música: Flores Astrais. E por isso, regravou o sucesso da banda Secos e Molhados em uma pegada funk rock repleto de elementos eletrônicos. “Além de ser uma ótima música, tem tudo a ver o ambiente do CD. Tanto, musicalmente como visualmente, pois foi uma música da década de 70, época em que assistíamos os clássicos dos desenhos animados e revistas de HQ”. O CD – Egrégora é recheado de letras que falam do cotidiano, de amor, de relacionamentos. A música O Tempo foi feita em parceria com a mãe. E fala sobre passado e presente, experiência de vida e os encantos e desencantos do amor. Já a faixa Pensando em Você é uma balada romântica e é uma reflexão do fim de um relacionamento. É essa mistura que faz o disco ser cheio de energia.

O profissionalismo do artista é visível no capricho sonoro e visual do CD. Antenado com a cultura pop e do rock. E mostra que é possível ter um trabalho qualidade usando a criatividade e investindo na carreira com visão empreendedora.

Segue entrevista exclusiva com Dr. Marvin para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 02.08.2009:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Dr. Marvin: Nasci no dia 07.02.1975 em Curitiba – PR.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Dr. Marvin: Meu contato com a música foi bem prematuro. Fui uma criança muito doente e uma das formas que minha mãe encontrou de me acalmar, foi através da música. A partir dos seis meses de idade, ela colocava LPs, principalmente Handell e Straus para eu ouvir. Isso me acalmava bastante. Creio que foi uma musicoterapia, mesmo antes disso existir como profissão. Aos 10 anos de idade comecei a estudar violão em um conservatório, mas devido ao método muito antigo, não me adaptei e logo procurei uma professora particular para me ensinar violão popular. As aulas também não me interessaram, pois eu não aprendia uma música que gostasse, então parei. Voltei a ter contato com o instrumento aos 23 anos.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica (Teórica)?

Dr. Marvin: Tive apenas aulas particulares ou em escolas de música, não chegando a cursar alguma faculdade de música. Contudo, estudei além do canto e violão, harmonia, história da música e teoria musical. Não me aprofundei nos estudos, mas tenho uma noção geral das cosias e da linguagem musical. E me formei em Direito.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Dr. Marvin: Acredito que tudo que um dia curti ou curto faz parte da formação do meu trabalho, seja para me inspirar a fazer algo similar ou ir em direção oposta, dando elementos para procurar criar algo novo ou com uma nova linguagem. Foram muitas as fases musicais pela quais passei e acho isso ótimo, pois me deixou sem pré-conceitos. Gosto de boa música! Sempre escutei muita música em casa ou junto com meus tios maternos. Escutar cantores clássicos dos discos de minha avó ou de meus tios fazia parte do cotidiano. Ouvíamos Lamartine Babo, Ari Barroso, Orlando Silva, Chico Alves, Sílvio Caldas, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Noel Rosa, Pixinguinha, Cartola, além das tradicionais músicas italianas. Até meus 10 ou 12 anos idade, escutei muita música erudita: Handell, Straus, Beethoven, Mozart. Depois passei a conhecer e curtir o rock americano e da Grã-Bretanha e a música brasileira, passando a escutar muito: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Rita Lee, Roberto Carlos, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Novos Baianos, Jorge Ben, Mutantes, Chico Buarque, The Beatles, Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, James Brown, Jimi Hendrix, Lionel Richie, Stevie Wonder, The Rolling Stones, Elis Regina, Raul Seixas, Secos e Molhados, Marvin Gaye, Elba Ramalho, Frank Sinatra. Já na década de 80 curti muito o nosso rock nacional: Paralamas do Sucesso, IRA, Legião Urbana, Capital Inicial, Roupa Nova, Titãs, Queen, Lulu Santos, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawai, Cazuza, Blitz, além de grandes nomes do pop e do rock internacional: Michael Jackson, Madona, The Clash, The Smith, The Police, U2, Pink Floyd, David Bowie. Também foi nesta época que curti muitos os tenores líricos: Plácido Domingo, Luciano Pavarotti, José Carreras. Na década de 90 em diante: Jota Quest, Skank, Nação Zumbi, Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva, Dire Straits, Red Hot Chili Peppers, Faith no More, Nirvana, R.E.M., Oasis, Djavan, Marcelo D2, Marisa Monte, Tim Maia, Ed Motta, Elton John…  E mais recentemente Alanis Morissette, Ana Carolina, Ivete Sangalo, Ben Harper, Cássia Eller, O Rappa, Black Eyed Peas, Bon Jovi, Pearl Jam, Eagle Eye Cherry, Rod Stewart, Zeca Baleiro, Lenine, entre outros e outros tantos desconhecidos ou pouco conhecidos que vou encontrando aqui e ali na “net”. Ao invés de mencionar os que deixaram de ter importância vou citar os que ainda são importantes e que escuto até hoje. Além dos recentes que escuto na atualidade, os que ainda são frequentemente escutados são: Cartola, Gilberto Gil, Rita Lee, Roberto Carlos, Novos Baianos, Jorge Ben, Chico Buarque, The Beatles, Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, James Brown, Stevie Wonder, The Rolling Stones, Queen, U2, Pink Floyd, Frank Sinatra.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Dr. Marvin: Comecei minha carreira profissional em São Paulo. Vim para cá faz sete anos (2002). Vim para estudar música e passei a procurar o mercado de trabalho uns dois anos depois. Ou seja, por volta de 2004. Contudo, antes disso, ainda em Curitiba, eu já trabalhava minhas composições.

06) RM: Fale do seu primeiro CD. Qual o perfil musical do CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Dr. Marvin: Fazer este primeiro CD – “Egrégora” foi muito difícil. Passei muito tempo pesquisando o caminho a ser tomado. Compondo e pesquisando, principalmente o fandango, foi uma época em que eu não contava com muito dinheiro para a realização do trabalho. As coisas tiveram que ser feitas aos poucos e isso levou quase dois anos. Outra dificuldade foi encontrar as pessoas certas para a gravação. Fiquei muito tempo procurando bons músicos e produtores para participar do meu trabalho. Nesta jornada contei com um apoio muito grande do percussionista da Nação ZumbiMarcos Matias e logo em seguida, Gilmar Bolla 8, também integrante e fundador da banda, ao lado de Chico Science. Foi através do Marcos Matias que conheci o produtor Luiz Brasil, que além de produzir três faixas do meu CD, também participou das gravações. Foi através do Luiz Brasil que tive a oportunidade de contar com outros grandes profissionais, tais como Fernando Nunes, João Vianna, Paulo Calasans, Carlos Malta. Músicos que participaram da gravação do CD – Acústico da Cássia Eller e de seus shows. Isto me marcou muito, pois o acústico da Cássia foi uns dos CDs que usei como referência em muitas passagens deste meu trabalho. Também destaco os arranjos de metais de Rodrigo Bento e Hombre (músicos que por muitos anos trabalharam junto com a banda Jota Quest). Banda que admiro há muito tempo. Estive presente em toda a fase de pré-produção do CD, juntamente com o produtor Flávio Ferreira. Músicos que participaram do CD. Produção – Flávio Ferreira e Luiz Brasil; Vocal – Dr. Marvin, Backing vocal – Dr. Marvin, Luis Brasil, Lia Caldas, Jacqueline Hecher, Henry Aires, Helen Jhey e Rogério Madeo. Guitarras – Flávio Ferreira, Vinícius Gomes. Violões – Luiz Brasil e Flávio Ferreira. Contra-Baixo – Fernando Nunes, Moisés de Jesus. Bateria – João Vianna, Paulinho Jiraya.  Percussão – Marcos Matias, Gilmar Bolla 8, Márcio Monjolo, Maurício de Oliveira. Saxofones- Carlos Malta, Rodrigo Bento. Piano e teclados – Paulo Calasans, Adriano Maggo. Violinos – Denise Pedrassoli e Ana Maria de Oliveira; Viola – Débora Prates; Violoncelo – David Chew. Acordeom – Adriano Maggo; Scratches – DJ Negrito e Gilmar Bolla 8. Programação eletrônica- Flávio Ferreira. Trompete – Hombre. Acredito que as músicas do CD que o público mais curte são: “Fandango”, “Alfaia e Barreado”, “Cai na Roda” e “Como vai Você”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?r

Dr. Marvin: Parafraseando Afriaka Baambata, estou à procura da batida perfeita. Procuro mesclar principalmente rock, funk e reggae à música regional principalmente ao Fandango e à Percussão brasileira. Creio que tenho caminhado cada vez mais em busca do swing brasileiro com o peso da guitarra rock.

08) RM: Como é seu processo de compor?

Dr. Marvin: Tenho mais de um processo de composição. Mas os que eu mais utilizo são: uma inspiração em que aproveito e escrevo algo na maioria das vezes já com a melodia. Ou um determinado assunto, objeto, sentimento ou reflexão.

09) RM: Quais são seus principais parceiros musicais?

Dr. Marvin: Marcos Matias, Flávio Ferreira, Nando Feller, Gio Amaral.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Dr. Marvin: O lado positivo é que se abriu um espaço inimaginável para artistas e bandas poderem mostrar seus trabalhos. Sem imposições de gravadoras. Mas, contudo a maior dificuldade é que o artista precisou assumir um posicionamento muito mais abrangente no mercado, tendo que ser produtor, assessor de imprensa, empresário. Ou seja, fazer tudo que uma gravadora fazia. Acredito que a grande meta antes, era entrar em uma gravadora. Hoje a grande meta é encontrar uma forma de mostrar o trabalho e são tantas as formas que ficamos perdidos, sem saber o direcionamento a ser dado. O que surgirá mais efeito? Como atingir a massa que as gravadoras atingiam e ainda atingem? Como tocar em uma rede de rádios sem a força de uma gravadora?

11) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Dr. Marvin: Acho que tem muita gente boa em nosso cenário, contudo, poucos têm oportunidade de estar na grande mídia. Tem muito lixo nas rádios. Na grande maioria das rádios e emissoras de TV, não há um compromisso com a qualidade musical, apenas com o dinheiro. Creio que a grande revelação da década de 90 pra cá, foi a Nação Zumbi, mas outros apareceram com um bom ou excelente trabalho. Além da Nação, apesar da morte de Chico Science, as bandas ou artistas mais conhecidos no cenário nacional que me vêem à cabeça neste momento e que permanecem com obras consistentes são: Marcelo D2, Skank, Jota Quest, Zeca Baleiro, Marisa Monte. Já as nacionais que apesar de terem uma história, não trouxeram mais nada de inovador ou até mesmo regrediram foram: Paulo Ricardo, IRA, Capital Inicial, Charlie Brown Jr.

12) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Dr. Marvin: Roberto Carlos, Gilberto Gil, Ivete Sangalo.

13) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Dr. Marvin: Creio que a mais inusitada foi quando estava viajando para o Paraná e o ônibus quebrou. O show atrasou umas 4 horas e muita gente já havia indo embora quando começamos. Não pudemos passar o som e isso prejudicou bastante, além do estresse gerado pelo atraso. Mais tarde a prefeitura não queria pagar o show.

14) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Dr. Marvin: O que me deixa mais feliz é a oportunidade de fazer o que realmente gosto. Criar minhas oportunidades. Já o que me deixa triste é a quantidade de “profissionais” irresponsáveis que existem no mercado. Apenas interessados em fazer algum dinheiro. Muitas vezes levam com eles os sonhos do artista que investiu todo o a maior parte do capital que tinham no “profissional” errado. Perdendo a oportunidade de realizarem um bom trabalho.

15) RM: Nos apresente a cena musical de curitibana?

Dr. Marvin: Apesar de voltar à Curitiba com muita frequência, não moro lá há algum tempo. Sei que o cenário do Rock é muito vasto e produtivo. Algumas bandas que conheço são: Terminal Guadalupe, Rexona, Charme Chulo, Beti Malu. Apesar de não ser de Curitiba, ma banda que muito me identifiquei e que estou realizando uma parceria com eles é a Banda Mandau de Ponta Grossa. Descobri que eles estão em São Paulo e fui atrás deles. Hoje desenvolvemos um trabalho juntos.

16) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Dr. Marvin: Tenho músicas que já tocaram ou ainda tocam em rádios sem jabá. Contudo muitas vezes não tem a chance de ficarem por muito tempo, pois logo vem uma promoção e toma os espaços delas.

17) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Dr. Marvin: Você tem certeza?! (risos).

18) RM: Enquanto alguns músicos festejam o fim do formato CD apostando só na música vendida por Download, você lança um CD com uma produção profissional e criativa (Encarte, release em formato de revista em quadrinho) acima da média de muitos artistas famosos. O que lhe motivou para assumir esse risco?

Dr. Marvin: Graças a Deus, a inexperiência me levou a isto. Fiquei muito feliz com o trabalho realizado. Queria algo que fosse a altura de uma grande gravadora, tanto na qualidade técnica musical, quanto no encarte. Também queria algo que fosse diferenciado, que chamasse a atenção e fosse criativo. Continuo apostando na qualidade, mas com a experiência que tenho hoje, acredito que o trabalho teria um excelente resultado, mas pularia alguns caminhos que tomei. Viva o desconhecimento!(risos)

19) RM: Fale da escolha do seu pseudônimo e os motivos que o levou assumir uma “identidade secreta”.

Dr. Marvin: Eu não achava que meu nome fosse musical para o formato de atividade cultural que eu estava buscando. Eu queria um nome que apesar de ser um nome artístico, também pudesse soar como o nome de uma banda. Pensando no desenho da década de 70 e também juntando à minha história, criei um personagem, o Dr. Marvin. O Dr. vem do fato de eu ser advogado e Marvin, tanto da mistura de meus nomes, quando da inspiração dos HQs do criadorMarvel.

20) RM: Quais foram os prós e contras de você deixar a carreira de Direito pela Musical?

Dr. Marvin: Ainda hoje estou em busca de uma carreira sólida. Se eu tivesse optado pelo Direito já teria isto. Abdiquei de muitas coisas, família, a qual ficou no Paraná. Relacionamentos pessoais, oportunidade de negócios em outras áreas. Quando optei pela música eu já trabalhava em um grande escritório de advocacia, com uma ótima reputação. Contudo, não há maior alegria do que se trabalhar com o que gosta. Quando trabalhamos com o que gostamos, produzimos muito mais e mais felizes.

21) RM: Quais os projetos futuros?

Dr. Marvin: Ainda tenho muitos projetos não realizados, mas já colocados no papel. Mas meu foco é continuar divulgando este trabalho que foi lançado e compondo novas músicas para um novo CD ou DVD. O qual ainda não tem data para lançamento.

22-) RM: Quais os seus contatos:

Dr. Marvin: [email protected] / www.drmarvin.com.br / www.myspace.com/drmarvinmusic / www.youtube.com/doutormarvin


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.