Douglas Malharo

Douglas Malharo 1 Entrevista - Música - Revista Ritmo Melodia
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Douglas Malharo há 24 anos atuando como artista, compositor, multi-instrumentista e produtor fonográfico.

Douglas Malharo realizou cinco tours Internacionais pelo USA. Ele gravou dois CDs e uma coletânea. É formado em Produção Fonográfica pela Universidade Estácio de Sá, cursou Tepem I, II e III na UNI-RIO, Shows & Eventos no IATEC, Harmonia & Percepção Musical no CIGAM com Ian Guest, Empretec no SEBRAE e Projetos Culturais com a Três na Roda.

Foi por cinco anos Diretor Artístico do LAPA 40 GRAUS (desde a inauguração em 2008). Exerceu o cargo de Secretário Municipal de Cultura & Turismo em Santa Rita de Jacutinga – Minas Gerais; sua terra natal em 2012. Produziu shows para Lulu Santos, Joao Bosco, Seu Jorge, Luan Santana, Anitta, Cesar Menotti & Fabiano, entre outros.

Fez abertura de shows para Cássia Eller, Paralamas do Sucesso, Guilherme Arantes, Zé Ramalho, entre outros. Realizou mais de 20 workshops ao lado de músicos como Arthur Maia, Nelson Faria, Cláudio Infante, Robertinho Silva, André Neiva entre outros. Criou o Projeto Beneficente Sopa, Roupa & Sonhos que existe desde 2010.

Apresentações Internacionais relevantes: BRAZILIAN DAY USA 2017 – Connecticut (Bridgeport). BRAZILIAN DAY USA 2017 – New York (Manhattan, Stand Tivolli). BBG MIAMI 2018 – Brazilian Business Group. POMPANO BEACH FESTIVAL 2018 – FL (2 shows).

Sua versão de “Triste” (Tom Jobim) foi autorizada sem ônus pela JOBIM MUSIC em seu primeiro CD e no seu segundo CD tem a versão de “Escrito nas Estrelas” gravada ao vivo ao lado de Milton Guedes no Teatro Rival BR.

Atualmente divulga a sua discografia no BOX (Até aqui com muito Amor) realizando pocket shows autorais, festivais de música pelo Brasil, cursa piano & teclado na escola Villa Lobos e inicia sua Pós-graduação de Gestão de Pessoas & Coating.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Douglas Malharom para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01.08.2019:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Douglas Malharo: Nasci no dia 11/03/1977 em Santa Rita de Jacutinga – MG.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Douglas Malharo: Foi em minha cidade natal Santa Rita de Jacutinga – MG, até hoje o violeiro que me influenciou está vivo e inclusive, já tocamos juntos algumas vezes, se chama Deco. Eu tinha uns 10 anos de idade ou menos, me lembro dele tocando perto dos meus pais (Davis e Marina), eu parando de brincar pra escutá-lo. Depois aos 14 anos em Volta Redonda (RJ), tive minha primeira aula de música…

03) RM: Qual a sua formação musical?

Douglas Malharo: Em 1991, aos 14 anos de idade comecei a estudar Violão em aulas particulares. Em 2005 estudei Harmonia & Percepção Musical no CIGAM. Uma escola fundada por Ian Guest um húngaro radicado no Brasil desde 1957. Bacharel em composição pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de janeiro e Berklee College of Music. Um compositor, arranjador e educador musical. Precursor da didática aplicada à música popular e introdutor do Método Kodály de musicalização no Brasil. Autor dos livros Arranjo, método prático em 3 volumes, Harmonia, método prático também em 3 volumes e 16 estudos escritos e gravados para piano, todos publicados pela Lumiar Editora. Revisor e colaborador de edições musicais das editoras Lumiar e Terra dos Pássaros. Sou formado em Produção Fonográfica pela Universidade Estácio de Sá. E cursei Tepem I, II e III na UNI-RIO, Shows & Eventos no IATEC, Empretec no SEBRAE e Projetos Culturais com a Três na Roda. Estou cursando Piano & Teclado na Escola Villa Lobos e iniciei Pós-graduação de Gestão de Pessoas & Coating.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Douglas Malharo: Antes de me tornar compositor, eu fui guitarrista de várias bandas de Rock, Pop, Baile e até Sertanejo antes de virar “Sertanejo Universitário”. Em 2005 vim para o Rio de Janeiro para estudar MPB em uma escola fundada pelo húngaro Ian Guest, no CIGAM, minha vida mudou depois deste cara. Passei a só escutar música brasileira como Paulinho da Viola, Djavan, etc… parei de escutar sons americanizados por uns 10 anos. Daí veio quase que ao mesmo tempo o início dos 16 anos nos bares da vida e tudo mudou.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Douglas Malharo: Foi em Volta Redonda – RJ, nas esquinas onde os jovens se reuniam pra andar de skate, queimada, garrafão, etc. Fiquei fascinado com um conhecido que chegou com um violão e tocou a “Brasileirinho”, rapidamente, procurei um professor. Foi a melhor coisa que fiz, logo ir me profissionalizar com alguém do meio. Depois de 1 ano e meio estudando 7 horas por dia, foi um pulo sonoro muito grande.

06) RM: Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Douglas Malharo: Tenho 2 CDs lançados e uma coletânea. O perfil é a MPB, que chama de Nova e Antiga MPB (risos). Eu não faço música pensando em um público, nunca fiz e se possível nunca farei. Só sei que canto minhas verdades e amores vividos com minha mulher há 23 anos juntos. Canto para nós, eu, ela e meu filho. Se um de nós três gostarmos, já estou feliz.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Douglas Malharo: Nova e Antiga MPB.

08) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Douglas Malharo: Tentei estudar técnica vocal por duas vezes, porém, achei muito chato e resolvi não tentar mais. Cuido da minha voz dormindo muito, quase 10 horas por dia, falando cada vez menos e me alimentando bem, além de cantar de vez em quando em casa. Raramente para acompanhar um vinho.

09) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Douglas Malharo: Não sou fã de artistas de uma forma geral. Trabalhei como produtor de shows e Secretário Municipal de Cultura por uns 6 ou 7 anos e vi que artistas são em sua maioria, são falsos e egocêntricos demais. Sou fã dos que fazem serviço beneficente.

10) RM: Como é o seu processo de compor?

Douglas Malharo: Nenhum, vem de repente tudo junto umas três vezes por ano no máximo. Por isso não tenho parceiros musicais até o momento.

11) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Douglas Malharo: Ninguém, não libero pra qualquer pessoa, preciso curtir a energia de alguma forma.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Douglas Malharo: Sempre fui empreendedor desde os 12 anos de diade quando comecei a trabalhar e estudar música aos 14 anos. Sou muito feliz desta forma e tudo que tenho veio da música, carro, casa, meu negócio fora da música e até minha família. Pretendo ser sempre independente neste sentido. Caso exista alguém um dia querendo comprar meu trabalho, esta pessoa terá que respeitar um pouco minha forma de ver a vida. Coisas como 20 shows por mês, acredito não ser o foco ou importante. Seis já estaria de bom tamanho ou menos, porém, com qualidade e de uma forma leve.

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Douglas Malharo: Segredo e silêncio (risos).

14) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Douglas Malharo: Segredo e silêncio (risos).

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Douglas Malharo: Acredito que ajuda e muito, principalmente em meus shows fora do país. Pena que só fico 20 minutos por dia e olhe lá… gostaria de um dia ter alguém para cuidar das minhas redes sociais.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Douglas Malharo: Acho que tem muita música ruim sendo gravada e isso atrapalha o mercado musical de uma forma geral, gente que não tem nada a dizer, dizendo (risos). Mas, vamos em frente.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Douglas Malharo: Não ligo para os ciclos. Eu sou o meu ciclo.

18) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Douglas Malharo: Prefiro não citar, até porque fazem dois anos que não vejo programa de TV e nem escuto programa de rádio.

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Douglas Malharo: Produzi uma vez um show do Lulu Santos e aprendi naquele dia como funciona uma verdadeira produção de extremo bom gosto e profissionalismo.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Douglas Malharo: Eu não me lembro de nada que tenha me magoado, até porque, não levo isso comigo, procuro ser cada vez mais leve. As pessoas fazem ideia do que somos, porém, é só uma ideia, somente nós sabemos o nosso valor perante o mundo e nossas verdadeiras intenções.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Douglas Malharo: Feliz em poder mandar no meu próprio nariz até hoje, triste por não achar quem ainda não me achou…, mas tudo tem um porquê e a hora de Deus é diferente da nossa.

22) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Douglas Malharo: O mercado musical está muito doente e faz tempo… acredito que alguém irá pagar para isso acontecer. Eu não pretendo tirar do meu bolso para isso, já toco pouco em algumas rádios pelo Brasil e recebo até meus direitos autorais, fico feliz por ser sincero e de coração.

23) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Douglas Malharo: Se você estiver feliz, continue.

24) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Douglas Malharo: Participei de um Festival de Música Nacional da Rádio MEC ano passado, fiquei em segundo lugar e fiquei feliz, minha mulher foi me representar pois eu estava fora tocando em minha Tour 5 pelos USA, ela falou que foi ótimo. Pode ser que eu entre algum dia em outro Festival de Música.

25) RM: Na sua opinião, hoje Festival de Música revela novos talentos?

Douglas Malharo: Acredito que Festival de Música de abrangência Nacional revela novos talentos, um Festival de Música de abrangência Municipais, não revela.

26) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Douglas Malharo: Amo, vou a vários shows.

27) RM: O circuito de Bar da cidade que você é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Douglas Malharo: Parei de tocar em bares há 10 anos, porém, há 10 anos atrás (2009) era satisfatório, eu vivia disso.

28) RM: Qual sua relação pessoal e profissional com Juçara Freire?

Douglas Malharo: Eu me apaixono por certas pessoas da arte e ela é uma delas. A energia chega muito leve sempre.

29) RM: Quais os seus projetos futuros?

Douglas Malharo: Estudar, ler muito, gravar de 5 em 5 anos, viajar cada vez mais e continuar a cozinhar para minha família.

30) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Douglas Malharo: www.douglasmalharo.com.br

| [email protected]

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.