Dilsinho Medeiros

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O cantor, compositor e percussionista paraibano Dilsinho Medeiros começou a sua carreira musical ouvindo os ensaios do seu pai, o sanfoneiro e compositor “Severino Medeiros” e aprendeu a tocar zabumba, triângulo, pandeiro e outros instrumentos de percussão ainda criança.

Dilsinho Medeiros se profissionalizou aos 15 anos de idade.  Já tocou com Geovane Júnior, Ton Oliveira, Os 3 do Nordeste, Os 3 de Campina, Banda Tallentus, Sabor de Mel, Estação da Luz e outras bandas e artistas.

Em 2014 iniciou uma nova carreira, dessa vez solista e gravou o seu primeiro álbum em homenagem ao um dos melhores trios de forró do Brasil, o CD – Dilsinho Medeiros canta: ‘‘Os 3 do Nordeste’’. Em 2016 lança um disco com suas composições com o titulo “Quero minha vida na tua”, o nome do disco é da música que lhe deu o quarto lugar no maior Festival de Forró do Brasil em Itaúnas -ES. Em 2018, estrou em estúdio com mais um novo projeto autoral, um álbum no estilo musical do duplo sentido, com as participações especiais de ícones da música nordestina.

Dilsinho Medeiros participou de alguns Festivais de Música. Em 2008 participou do FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas – ES chegando à final.

Em 2010 venceu o Festival Regional de Trios de Forró em Campina Grande – PB com o trio “Os 3 De Campina”. Em 2012 participou do FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas – ES, chegando mais uma vez na final e ficando  4 lugar. Em 2016 no Festival de Música ‘‘Arretado Star’’ outro concurso de trios de forró, realizado no mês de maio em Campina Grande – PB, onde participaram 78 trios, se destacou ficando em 2º lugar e mais uma vez participando com o trio “Os 3 de Campina”.  Em 2016 no mês de julho mais uma vez participou do FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas – ES com a música autora “Forró Bom Era Assim”, ficando mais uma vez na final do festival. Em 2016 no mês de agosto participou de outro festival em João Pessoa – PB o FENEPS – Festival Nordeste de forró pé de serra sim senhor e se destacou com a apresentação da sua música entrando na gravação do CD e DVD do Festival. Em 2018 participou do FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas – ES mais uma vez, e sua música “No Relento” lhe rendeu o primeiro lugar, além de ter sido indicados em três categorias, ganhou como melhor triangulista e melhor banda e assim foi o Campeão do FENFIT 2018.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Dilsinho Medeiros para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22.04.2019:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Dilsinho Medeiros: Nasci no dia 19.12.1979 em Campina Grande (PB).

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Dilsinho Medeiros: Meu primeiro contato com a música foi aqui em casa mesmo, observando meu pai (o sanfoneiro Severino Medeiros) ensaiar com os seus músicos.

03) RM: Qual a sua formação musical e formação acadêmica fora da área musical?

 Dilsinho Medeiros: Eu nunca estudei música, foi dom divino mesmo. Na formação escolar terminei o ensino médio e fiz um curso de dois anos de Contabilidade, mas também não segui em diante nessa área, fiquei apaixonado pela música onde estou até hoje.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Dilsinho Medeiros: Minhas influências sempre foram na área forrozeira. No passado primeiro foi o meu pai Severino Medeiros (sanfoneiro, cantor e compositor), através dele comecei a apreciar e gostar de muitos artistas como: Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Trio Mossoró, Os 3 do Nordeste, Ary Lobo, Marinês, Pinto do Acordeon, Antônio Barros e Cecéu. No presente gosto muito do som e das músicas de Flávio José, Dorgival Dantas, Falamansa e trio Dona Zefa. Não tive influências que deixaram de ser importantes, para mim até hoje esses e outros são importante para continuação da nossa cultura do forró.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Dilsinho Medeiros: Como músico instrumentista (percussão), eu comecei aos 12 anos de idade acompanhando meu pai Severino Medeiros em casa e em alguns eventos. Aos 15 anos me profissionalizei e toquei com vários artistas e bandas, tais como: Geovane Júnior e Banda sabor de Mel, Banda Talentu’s, Banda Raízes,  MFShow, Banda Fixação, Banda Estação da Luz, Os 3 de Campina. Fiz algumas participações com os 3 do Nordeste, Adauto Ferreira e por último passei mais tempo foi Ton Oliveira. Depois abusei de tocar em bandas, tive até alguns chamamentos, mas não aceitei. A música não desistiu de mim e nem eu dela e continuei tocando e apaixonado pelo nosso forró.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Dilsinho Medeiros: Pelos “Os 3 de Campina”, trio de forró ao qual trabalhei muitos anos e gravei cinco CDs. E agora com carreira solo gravei dois CDs e estou com o terceiro CD no clima de duplo sentido. Os músicos que gravaram comigo até hoje, na Sanfonas: Adriano Moreno, Vangelis, Adriano José ,Roninho do Acordeon e Hedran Barreto. Na zabumba: Frank Moral, Erivan Percussa e eu. No Triângulo: Ailton Medeiros e Dilsinho Medeiros. Contrabaixo: Ailton Medeiros, Eduardo (Du Bass). Guitarra: Bruno Br,   Ailton.  Bateria: Wendel. Vocais: Onilson Medeiros, Deise Cristina e Ailton. O perfil dos CDs é o tradicional forró pé de serra, xote, forró, baião, arrasta-pé e frevo. As músicas que mais se destacaram foram: “Forró bom danado”, “Quero Minha vida na tua”, “Outro Bem Querer”.

07) RM: Como é o seu processo de compor canção?

Dilsinho Medeiros: A composição vem de repente, às vezes estou trabalhando, viajando ou deitado mesmo, quando a inspiração vem, pode ser de qualquer história de vida de alguém ou imaginação mesmo. Muitas vezes observando as redes sociais, basta ter uma frase que me toca que eu busco fazer uma canção.

08) RM: Quais são seus principais parceiros musicais em composição?

Dilsinho Medeiros: Na verdade todos os parceiros são importantes. Agora os mais que fiz parceria até hoje foram: Ananias do Acordeon, Luís Pereira e Hedran Barreto.

09) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

 Dilsinho Medeiros: Muitas pessoas tem o dom musical: tocam, cantam e compõem que já é um grande fator positivo para desenvolver uma carreira musical. Aí vêm os contras, que são os pouquíssimos apoios culturais, quando se está começando a carreira. Sair várias vezes da cidade para participar de Festival de Música por conta própria, pois não consegui ajuda financeira local. Mas se acredito no meu trabalho e penso em crescer profissionalmente,  tenho que ter muita fé e ir além das críticas e falta de apoio de terceiros, trabalhar e arcar com minhas despesas.

10) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Dilsinho Medeiros: A concorrência sempre foi desafio em toda área de trabalho, mas podemos se diferenciar através das características de cada um, das ideias, dos projetos. No forró não se pode mudar muito para não perder a autenticidade, mas podemos conseguir através das letras, melodias e formas de tocar se diferenciarmos.

11) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Dilsinho Medeiros: As vantagens é que qualquer pessoa pode fazer uma gravação gastando muito pouco e muitas pessoas fazem até na sua própria casa. A desvantagem é que você não vai ter uma gravação com ótima qualidade se comparada a estúdio de grande porte que além de equipamentos, tem pessoas que entendem bem mais sobre captação e edição de áudios do que você, mas isto é relativo, vai depender das finanças e sabedoria.

12) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Dilsinho Medeiros: A internet veio mais para ajudar na divulgação do nosso trabalho, o que as grandes mídias de rádios e TVs só fazem se pagarmos jabá. Você tem a opção de divulgação gratuita nas redes sociais e que hoje em dia é mais amplo do que essas emissoras que falei anteriormente. Não vejo lado negativo na internet em se tratando de músicas, há não serem os direitos autorais, mas no mais a internet ajuda bem mais.

13) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

 Dilsinho Medeiros: Gravar as composições, gravar vídeos e publicar nas redes sociais ou mostrar pessoalmente aos amigos artistas, empresários ou admiradores do meu trabalho musical.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

 Dilsinho Medeiros: Procuro mostrar as músicas que tocam o coração das pessoas, não gosto de cantar música que agradam uma parcela e desagradam à maioria por conta de música “modinha”, por fim sempre mostro minhas músicas, mas não deixando de tocar os sucessos dos artistas na minha área do forró.

15) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Dilsinho Medeiros: Em relação às músicas do nordeste que fizeram sucesso nacional quem caiu muito devido outros estilos músicas de sucesso nacional, foram: “Matruz com leite”, “Magníficos” e outras bandas de forró das antigas. Foi devido às “modinhas” musicais, que essas regrediram. Em relação a artista nacional que progrediram e ainda consiste obtendo sucesso são os românticos: Roberto Carlos, Luan Santana e algumas duplas sertanejas.

16) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Dilsinho Medeiros: Adelmário Coelho, um excelente artista, além de ter uma voz forrozeira, tem um ótimo repertório e admiro muito a sua produção, uma maravilhosa banda, gosto também ver músicos de banda padronizados de vestimenta, sapatos, calças, as camisas, são tudo iguais. Profissionalismo e qualidade artística 100%.

17) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Dilsinho Medeiros: Já chegamos a lugar onde disseram que tinha o som, chegando lá, era só uma caixa amplificada, onde ligamos só a sanfona e o microfone para a voz, e mesmo assim sem qualidade. Já aconteceram várias vezes não ter palco, ficarmos no chão e o povo dançando bem perto, aí batem no pedestal do microfone e machuca a boca de quem canta. Uma vez esqueci a correia do zabumba em casa, só percebi na festa e não dava tempo ir pegar, então peguei uma sacola de plástico de lixo enrolei várias vezes e amarramos no zabumba e deu certo, são as gambiarras da vida (risos). As gafes da minha vida são o meu esquecimento e as trocas de nomes das pessoas que faço. Sobre as não concordâncias contratuais, sempre acontece com todo mundo e comigo não foi diferente, até hoje estou para receber algum cachê ainda não pago.

18) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Dilsinho Medeiros: O que me deixa mais feliz é ver as minhas músicas sendo tocadas e gravadas por outros artistas, o reconhecimento do público deixa qualquer artista feliz. O que mais entristece é a falta de valorização por partes dos políticos e conhecidos, que ao invés de dar uma força e incentivo ao artista local, fazem o contrário.

19) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Dilsinho Medeiros: Depende, por um lado acredito que não, o mundo hoje vira em torno da grande mídia e rola muito dinheiro. E se eu não pagar o jabá não toca a música na programação, a não ser que o locutor ou dono da rádio seja um amigo. Mas se a minha música for gravada por outros artistas de renome nacionais, que trabalham com grandes gravadoras e televisão e quando for sucesso nacional todas as rádios tocarão.

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Dilsinho Medeiros: Eu digo, que se a pessoa desejar vencer na vida, seja lá em qual área for, persista nos seus sonhos, com fé e esperança um dia você alcança, dependemos dos outros mais acima de tudo dependemos de Deus e de si mesmo. Desejo boa sorte e que Jesus ilumine o seu caminho.

21) RM: Você estudou técnica vocal?

Dilsinho Medeiros: Não.

22) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal para a saúde vocal?

Dilsinho Medeiros: Acredito que é muito importante para aprimorar a voz, alcançar tons mais altos, aprender a respirar no tempo, aprimorar a dicção. Enfim, quem já estudou dize que é muito bom.

23) RM: Quais os prós e contras de ter uma carreira profissional paralela a carreira musical?

Dilsinho Medeiros: O prol é ter outro tipo de renda financeira e não depender só da música. O contra é que dependendo do que for trabalhar; eu mesmo trabalho com pintura e em outras áreas de construção, não é tão legal, porque pode provocar alteração voz pelo contato com poeira e outros riscos de acidentes. Por isso, depende muito da área que vai trabalhar, mas sabendo separar dar pra fazer as duas funções.

24) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Dilsinho Medeiros: O cenário musical de Campina Grande (PB) é bem eclético, tem Samba, MPB, Forró estilizado e pé de serra, mas o que mais está em alta é o sertanejo. Acredito que é pela linha romântica que é sempre aceitável e tem o investimento financeiro para elevar a carreira desses artistas e bandas. Pagam o jabá na grande mídia nacional e todo mundo termina conhecendo as músicas deles.

25) RM: Quais os músicos e bandas locais que você recomenda ouvir?

Dilsinho Medeiros: Aqui tem muito artistas de grande talento, alguns anônimos ainda e outros já conhecidos do público, por mim eu recomendo todos, mas prefiro não colocar nomes, posso esquecer alguém (risos).

26) RM: Quais os fatores que faltam para uma cidade universitária e de forte comércio como Campina Grande, ter um mercado melhor para a profissão de músico?

Dilsinho Medeiros: Mais investimento e apoio aos artistas locais, tais como projetos que tenha chamamento de bandas para todos os tipos de eventos, não só em época festiva, mas durante o ano todo valorização o artista local.

27) RM: Campina Grande que realiza o Maior São João do Mundo gera de fato um mercado profissional para os músicos locais?

Dilsinho Medeiros: Gera sim, mas antigamente o músico era mais valorizado, tanto no valor do cachê como na quantidade de show. E com tanta desvalorização dos artistas após a privatização, muitos acreditam que a empresa contratada para administrar O Maior São João do Mundo ou mesmo a prefeitura não está preocupada com a cultura nordestina e com os artistas locais.

28) RM: O que falta para o Festival de Inverno ter o mesmo destaque que o Maior São João do Mundo?

Dilsinho Medeiros: São eventos de destaques diferentes, nem se tivessem mais dias do Festival de Inverno ou mesmo enchessem de atrações não teria a mesma relevância do Maior São João Mundo, pois o São João é uma festa tradicional, um patrimônio cultural. O São João atrai mais turistas pelo fator da música ser unicamente forró, mesmo que alguns administradores tenham bagunçado a festa junina no nordeste contratando artistas de outros ritmos musicais. O Festival de Inverno é bem eclético e a arte vai além da música, tem teatro, danças, concertos, etc. Os dois eventos são ótimos para a cidade e para os artistas que tem uma fonte de renda a mais.

29) RM: Campina Grande que faz o Maior São João Mundo, tem espaços para dançar forró fora do mesmo de junho?

Dilsinho Medeiros: Tem o espaço “Pé De Serra no Quintal”, mas existem alguns bares e outros locais que tem o forró pé de serra e outros ritmos, como sertanejos, anos 60, MPB, samba e forró estilizados.

30) RM: Quais os outros gêneros musicais que é forte em Campina Grande?

Dilsinho Medeiros: Sertanejo e Forró Estilizado.

31) RM: Quais os principais espaço de música ao vivo em Campina Grande?

 Dilsinho Medeiros: O Spazzio, a Vila forró e o Clube Campestre, esses são os mais conhecidos e tradicionais da cidade, só que fazem eventos esporádicos, mas especificamente no período junino. Mas em Campina tem outros lugares que fazem música ao vivo o ano inteiro, exemplo Bar do Cuscuz, Senses, Banana bear Sallon Bar, Ipiranga, Forró do Max, Pé de Serra no Quintal, etc..

32) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com João Gonçalves?

Dilsinho Medeiros: João Gonçalves é amigo da nossa família, meu pai Severino Medeiros já o acompanhou na sanfona várias vezes. Ele sempre vem na minha casa mostrar e gravar as suas músicas com meu irmão e maestro Ailton Medeiros. João é um ícone da música nordestina, um dos maiores compositores de forró. É um artista maravilhoso e uma grande pessoa.

33) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Amazan?

Dilsinho Medeiros: Amazan é um amigo próximo da família, já veio na minha casa algumas vezes gravar participação nos CDs dos forrozeiros e prosear com meus pais. Amazan é um poeta, artista muito carismático que conseguiu atrair seu público com suas estórias e músicas engraçadas. Vejo-o de vez em quando nos programas de televisão ou nas festas por aí.

34) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Gabmar Cavalcanti e Kátia Virginia?

Dilsinho Medeiros: O saudoso Gabmar Cavalcante era um excelente músico, maestro de mão cheia, era amigo da família Medeiros, mas tive pouco contato com ele. Ele tinha um estúdio e fui à sua casa fazer uma gravação uma duas vezes, meus irmãos é que eram mais chegados. Kátia Virgínia, a sua esposa, não tenho contato pessoal, mas reconheço que é uma das grandes vozes da cidade, ela canta muito, excelente intérprete.

35) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Tann?

Dilsinho Medeiros: Alexandre Barros, o famoso Tann, uma figura ilustríssima da cidade, um cara carismático e talentoso. É amigo da família Medeiros, já gravou muito com meu irmão Ailton Medeiros e de vez em quando o meu irmão Adriano Moreno o acompanha nos teclados. Tann é eclético, gosto muito da sua pessoa e eu o admiro bastante.

36) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Biliu de Campina?

Dilsinho Medeiros: Biliu de Campina é um artista bem irreverente, forrozeiro de raiz, o autêntico, conhecido como maior carrego musical da cidade. Meu pai Severino Medeiros já o acompanhou várias vezes, a gente sempre se ver no calçadão ou nos eventos. A pouco tempo o convidei para participar do meu novo disco, um álbum no estilo de duplo sentido e Biliu aceitou o convite, fiquei muito feliz e espero que der tudo certo.

37) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Eloísa Olinto?

Dilsinho Medeiros: Eloísa Olinto é uma pessoa maravilhosa, uma grande artista, canta MPB, samba, forró e muito mais. Atualmente ela se destacou como apresentadora de programa de TV, no qual eu participei como artista convidado na TV Itararé afiliada da TV Cultura. Eloísa é uma grande artista, uma vez ou outra nós vemos nos eventos. Posso dizer que ela é maravilhosa, ela brilha e encanta a todos.

38) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Gintana Pimentel?

Dilsinho Medeiros: Somos amigos de redes sociais e de vez em quando nos batemos por aí, nos eventos musicais ou programas de TV. Participamos juntos em 2014 de um Festival pelo Sesc em João Pessoa,  foi aonde tive mais tempo de falarmos sobre os projetos musicais de ambos. Gitana é uma promessa dessa nova geração da música campinense. Ela é eclética, talentosa, determinada e simpática.

39) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Capilé?

Dilsinho Medeiros: Capilé é um artista exemplar, considerado o rei da alegria com sua enorme simpatia. O meu contato com ele de imediato foi através do meu pai Severino Medeiros que gravou sanfona no primeiro LP da sua carreira. E de lá pra cá nos vemos sempre, nas festividades da cidade ou programa de TV, principalmente no São João.

40) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Tina Dias?

Dilsinho Medeiros: Tina Dias é uma excelente cantora, uma das melhores vozes da cidade, sou seu fã. É simpática e atenciosa. Já tive o prazer, várias vezes de ver sua apresentação, ela é show.

41) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com o seu pai Severino Medeiros?

Dilsinho Medeiros: Severino Medeiros, o “Saudoso”, este eu falo com muito amor e gratidão. Meu Mestre, amado pai e sanfoneiro dos bons, era sempre procurado por todos os artistas e forrozeiros, seja para produzir e gravar discos ou para tocar com eles. Era professor de música, muito respeitado pelos alunos e amigos. Analfabeto e sem ter outra profissão, meu pai foi um guerreiro na arte da música, pois criou oito filhos trabalhando com a arte musical. E nós sabemos que é difícil viver dependendo exclusivamente do mercado musical. Severino foi um homem de família, honesto e trabalhador, nos inspirou muito a seguir o seu exemplo, nos dando muito orgulho. A minha carreira musical comecei com ele, ainda adolescente, ele era o meu guia nas composições, quando eu fazia uma música sempre o perguntava se era parecido com alguma outra música, pois ele pela idade, tempo e talento em harmonização sabia de tudo. Enfim, falar de Severino como grande artista que era e um pai maravilhoso, escreveria uma carta. Agora nos resta é saudade e seguir na música e continuar o legado que ele deixou.

42) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Geovane Junior?

Dilsinho Medeiros: Geovane Júnior é um cara talentosíssimo na arte de cantar e encantar como cantor, compositor, comunicador, apresentador etc.. Meu contato com ele já começa em família, é meu primo legítimo, sempre foi uma pessoa batalhadora e defensora da nossa cultura, depois do meu pai Severino Medeiros, Geovane Júnior foi o artista aonde comecei a carreira como músico profissional como percussionista na sua banda “Sabor de mel” e nos seus shows como artista solo, eu fui o seu zabumbeiro. Severino Medeiros e Geovane Júnior fizeram eu conhecer e gostar do forró e hoje sou um amante, só tenho que agradecer a eles por me mostrarem nossa rica e linda cultura nordestina.

43) RM: Quais os projetos futuros?

Dilsinho Medeiros: Meus projetos futuros é sempre continuar fazendo este dom que Deus me deu que é compor e trabalhar na arte da música. Eu pretendo gravar outros CDs, Vídeos e participar de eventuais Festivais de Música. Quero se Deus permitir continuar trabalhando com a música, ao qual eu amo muito.

44) RM: Quais os seus contatos para show e para seus fãs?

Dilsinho Medeiros: No Facebook e Instagram, é só procurar Dilsinho Medeiros.

(83) 99658 – 9422 (WhatsApp) | (83) 98687 – 7077


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.