Danilo Strada

Danilo Strada 1 Entrevista - Música - Revista Ritmo Melodia
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Tempo de Leitura: 14 minutos

O cantor, compositor e violeiro mineiro Danilo Strada teve o primeiro contato com a música aos 11 anos de idade como integrante da Corporação Musical Santa Barbara.

Aos 14 anos montou a sua primeira banda de pop rock que se chamava “Reação Ativa” que tinha como vocalista Daniel Mello (já Falecido) e que se apresentava em Sarau e Festivais de Música em Minas Gerais e Interior de São Paulo.  Danilo Strada é músico autodidata e aprendeu a tocar vários instrumentos como Viola caipira, Violão, Baixo, Bateria, Gaita, entre outros. E começou a compor músicas em 2003 e adotou o nome artístico Danilo Strada em meados de 2008 quando trabalhava de carteiro temporário em uma agência dos correios e foi batizado com o nome artístico de Strada pelo fato do carteiro andar muito. Em 2010 grava seu primeiro EP – “Voz e Violão Ao Vivo”. Em 2011 ao lado de Leandro decide montar uma dupla que teve uma participação muito especial no Programa Prosa e Talento do Canal TV Sul filial da Rede Minas cantando “Vida de Peão” até então inédita da dupla que era uma versão de “Take Me Home, Country Roads” de John Denver. No ano de 2014 Danilo Strada novamente em carreira solo fazendo várias apresentações em toda a região sudoeste mineira no formato acústicas voz e violão e com repertório variado acaba realizando um sonho antigo de gravar um disco voltado para a cultura caipira lançando um trabalho voltado exclusivamente para o sertanejo raiz; ele tem uma paixão antiga pelo gênero. O CD – “Frutos e Raízes” tendo uma boa repercussão em toda a região. Em 2016 Danilo Strada lança mais um trabalho o “Acústico Ao Vivo Frutos e Raízes”, um EP com suas músicas próprias. O EP gravado de forma simples no formato ao vivo voz e violão e com a participação de alguns músicos amigos, com cinco músicas próprias.

Danilo Strada já levou a sua música para alguns programas de TV e Rádio como TV Sul, G Minas TV, TV Direta, Programa Viola do Brasil, Programa Expresso, Guaranésia TV entre outros e popularizado um clipe de sua música em parceria com Willian Tavares, que fala sobre o pantanal: “Viagem ao Mato Grosso do Sul”. Danilo Strada hoje além de dar aulas de música se apresenta em vários eventos no formato voz e violão com um repertório variado além de canções próprias. Em 2016 Danilo Strada é convidado para fazer a trilha sonora do filme “O Perdão”, uma produção do diretor Geovani Brito natural Guaranésia – MG. Até então a trilha sonora era algo inédito na carreira de Danilo Strada que decidiu aceitar o desafio gravando todas as trilhas com Viola Caipira. O filme foi exibido por duas semanas no Teatro Fernandina Tavares Paes de Guaranésia sendo arrecadado 3.000 litros de óleo para instituições de caridade que passavam por um período dificuldade na época. Foi realizada uma homenagem ao diretor Geovani Brito pela Câmara do Vereadores de Guaranésia – MG.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Danilo Strada para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 19.08.2019:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Danilo Strada: Eu nasci no dia 06 de maio de 1986 e sou mineiro de Guaranésia – MG. Fui registrado como Danilo Rodrigo Miam e por trabalhar como carteiro temporário, os meus colegas achavam a pronúncia do meu sobrenome muito difícil e sugeriram usar Strada em alusão ao trabalho que fazia de carteiro. Comecei a usa em 2008.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música?

Danilo Strada: Meu primeiro contato com a música foi através da Corporação Musical Santa Barbara em minha cidade natal aos 11 onze anos de idade onde estudei partitura musical de instrumentos de sopro mais durou pouco tempo até conhecer o violão e a guitarra e me apaixonar pelo Rock a princípio aos 14 anos fundei minha primeira banda de pop rock intitulada Reação Ativa que tinha como vocalista o meu amigo Daniel Mello já falecido nesta banda eu era o baixista.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Danilo Strada: Na área musical sou autodidata, exceto instrumentos de sopro que fiz aulas de partituras quando tinha 11 anos de idade. E fora da área musical sou formado em Técnico em Segurança do Trabalho além de ter cursado um pouco de Biologia, mas não cheguei a finalizar o curso.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Danilo Strada: Sempre procurei ouvir todos os ritmos musicais sem ter preconceito, mas como influência eu tenho Folk music, Pop Rock e música Sertanejo Raiz. Sempre gostei das músicas de Zé Geraldo, Bob Dylan e Almir Sater. E carrego comigo uma referência muito forte do Pop Rock dos anos 80 como Legião Urbana, Titãs entre outros. Mas tenho uma influência forte da cultura caipira da minha terra da moda de viola do Tião Carreiro, Renato Teixeira entre outros. E todas essas influências de alguma forma ainda carregam dentro de mim certa importância musical. Hoje o pop rock dos anos 80 tem menos importância dando espaço para a música Folk e Sertanejo Raiz. Acho muito legal a exposição musical da cultura local de minha terra.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Danilo Strada: Em 2001 comecei a minha carreira musical através de apresentações em festas de quermesses locais e regionais do sudoeste mineiro e paulista se expandindo para barzinhos, churrascarias, pizzarias e todo tipo de evento musical onde pudesse mostrar minha música. E sempre em formato acústico voz e violão como cantor solo e antes eu já me apresentava como músico de apoio de outros grupos, duplas e cantores na noite.

06) RM : Quantos CDs lançados?

Danilo Strada: Em 2010 o EP – “Voz e Violão ao Vivo” com músicas de minha autoria. Um formato mais simples e natural como tem sido a minha proposta. Em 2014 o CD – “Frutos e Raízes” com música Sertaneja Raiz onde interpreto modas de Viola e regravações de artistas do mundo gospel de música caipira como Amilton Ferreira que tem músicas maravilhosas dando assim uma cara diferente para o estilo. Em 2016 o EP – “Frutos e Raízes acústico ao vivo” que eu destaco a música: “Quero Voltar A Sorrir” e este EP teve a participação dos músicos: Anderson Moreti no Baixo, Wesley Marcos no Violão e Bruno no Acordeon. As músicas do CD e dos EPs estão disponíveis em diversas plataformas digitais: Deezer, Spotyfy, Youtube.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Danilo Strada: Eu demorei em perceber que o meu estilo era música tradicional. O Folk e a música Caipira. A música que faço traz influências desses dois gêneros musicais que tem origem no seio do povo que viver no campo e no interior, principalmente na hora de compor fica algo como Tião Carreiro misturado com o Bob Dylan.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Danilo Strada: Tive algumas aulas de técnica vocal; mas a maior aula que tive foi a experiência de cantar profissionalmente que é a maior escola musical.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Danilo Strada: A voz é a “enxada” do cantor, o seu instrumento de trabalho e a profissão o seu roçado. Repouso, boas horas de sono para manter a saúde e a qualidade da voz. É importante cuidar usando corretamente as técnicas vocais e evitando tóxicos que destroem qualquer voz.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Danilo Strada: Admiro muito o trabalho do Almir Sater, Renato Teixeira, Zé Geraldo e toda esta geração de música boa. Têm algumas cantoras que amo o trabalho musical: Irmãs Galvão, Zélia Duncan, Allanis Morrisete e Elis Regina, mas queria destacar dois artistas desta nova geração que curto muito Francis Rosa e Tuia Lencioni são futuros nomes da música Folk e Sertanejo Raiz.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Danilo Strada: Não gosto de forçar nada no processo de compor. Tem que ser totalmente natural; às vezes surge a melodia ai a letra vem sempre no processo natural nem que leve meses para compor uma canção.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Danilo Strada: Tenho música com meu amigo André Trine; já fizemos algumas canções juntos e o Wilian Tavares (pai da ex panicat Wendy Tavares) já compomos muita música juntos.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Danilo Strada: O sanfoneiro e cantor Diego Fernandes; que trabalha com a dupla Cesar e Paulinho, gravou “Ninho de Amor” (Rodrigo Strada\Willian Tavares).

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Danilo Strada: Há muita dificuldade manter uma carreira musical de forma independente. Encontra-se todo tipo de obstáculos desde o processo de gravação das músicas até a oportunidade para divulgá-las e até tocá-las para mostrar um projeto diferente dos artistas de músicas descartáveis que tem desde contrato com gravadoras a aviões para viajar e fazer show.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Danilo Strada: Tenho trabalhado na divulgação em todo tipo de redes sociais e abraçando todo tipo de oportunidades que tiver. O objetivo é poder levar a minha música a mais e mais pessoas e dentro do palco levar sem fronteiras e preconceitos musicais a minha música simples, mas que fala de coisas positivas para dias tão difíceis.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Danilo Strada: Divulgação e mais divulgação sempre mostrando coisas novas para o pessoal que nos segue sem perder a essência da qualidade musical.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Danilo Strada: A internet abriu espaço para aqueles que talvez não tivesse voz ativa e espaço para divulgar seus projetos, porém abriu um leque para certa decadência de apreciação musical. Música que contem certa poesia não é ouvida com atenção sendo trocada pelo conteúdo de fácil assimilação. A música virou consumo rápido e descartável com a chegada da internet.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Danilo Strada: Há certa vantagem, eu mesmo gravei dois projetos de forma simples sem muita tecnologia. Eu preferi assim para deixar a coisa mais natural para mostrar o meu som como ele é. Há muita coisa tecnológica fazendo música eletrônica usando sampler sem necessidade da atuação do instrumentista desvalorizando a profissão do músico como acontecia no passado com o uso do Teclado arranjador e deixando a desejar a qualidade do produto musical.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Danilo Strada: Tento seguir o inverso do que todos fazem fui várias questionado para seguir o caminho que muitos seguem o de musicas pop e letras repetitivas mais estou preferindo seguir o inverso mesmo deixa eles irem pro sul eu vou pro norte mesmo e se caso vierem pro norte eu vou pro sul esta é a minha ideia.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Danilo Strada: O cenário musical brasileiro estar carente. Há muito trabalho musical sem consistência e trabalhos que tem qualidade escondida. A uma inversão de valores na nossa música. Uma revelação musical que gostei é a dupla AnaVitoria, são muito talentosas. Agora quem permanece consiste são Almir Sater, Zé Ramalho acho que eles continuam fortes e firmes com suas ideias. Agora a cena música em si, grande parte regrediu, mas artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e alguns dos principais nomes da nossa música têm feito discos que não me agradou tanto quanto os seus discos clássicos.

21) RM: Como você analisa o cenário da música Sertaneja raiz. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Danilo Strada: A música sertaneja se popularizou muito nos últimos anos e seus admiradores, principalmente para o sertanejo universitário. O sertanejo raiz percebe-se também um aumento do número de jovens que se identificam e prestigiam o estilo raiz, principalmente nas no interior do país em que há um grande movimento cultural de folclore do Congadas e Folias de Reis. Hoje também as famosas festas de queimas de alho em que se explora a tradição dos carros de bois e a música sertaneja raiz. Estes encontros folclóricos de alguma forma faz com que a nova geração tenha contato com a música sertaneja raiz fortalecendo esta cultura. Todos sabem o preconceito que havia com a música sertaneja caipira no passado até chegar na sua aceitação no fim dos anos oitenta. Invadindo as rádios FMs do país, pois antes a música sertaneja só tocava nas rádios AMs. Temos visto nos últimos anos novos talentos da música sertaneja defendendo o estilo raiz. As revelações dos últimos anos foram: João Carreiro e Capataz; Mayk e Lyan; Os Dois Mineiros entre outros que defendem a bandeira da música sertaneja raiz. Percebemos que alguns deixaram de incluir em seus repertórios músicas sertaneja raiz como Luan Santanna, que em seus primeiros discos regravava nem que seja uma música do estilo raiz. Hoje ele já não inclui mais, ele deu a seu estilo um ar mais popularesco e faz o mesmo Paula Fernandes. Já artistas como Sergio Reis, Almir Sater e Renato Teixeira mantém vivas a tradição da música sertaneja caipira. Eles deixam as suas carreiras mais consistentes, pois tem nos seus repertórios músicas tradicionais como: “Cuitelinho”, “Tristeza do Jeca”, “Romaria”, “Amanheceu Peguei a Viola” e outros importantes clássicos da música sertaneja raiz.

22) RM: Como você analisa o cenário da música Sertaneja pop e Universitária. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Danilo Strada: A música sertaneja pop e universitária foi o advento tecnológico e eletrônico da música pop com uma levada totalmente diferente do sertanejo raiz sendo incluídos instrumentos que antes não era usados no estilo. Esta mudança começou lá nos anos setenta com Leo Canhoto e Robertinho incluindo Bateria, Baixo entre outros instrumentos. Este sertanejo pop ganhou muita força na década de noventa com Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano entre outros. Essa música sertaneja moderna se popularizou pelo país e na década seguinte os artistas famosos citados presenciaram o nascimento do sertanejo universitário fazendo concorrência com os sertanejos já famosos  e uma mudança radical na música brasileira até chegar a música sertaneja pop que vemos hoje. Sabemos que esta música não é sertaneja raiz é música pop, romântica, de duplo sentido e dançante intitulada sertanejo. Essa música não tem os temas que as músicas feitas por duplas no passado como: Vieira e Vieirinha, Zico e Zeca, Liu e Léo, Tião Carreiro, Tonico e Tinoco entre outros tinham que era a vida no campo, as lendas que muita gente contava e histórias do povo. Existem artistas desta nova geração que acho que permaneceu com obras consistentes que realmente tem trabalhos maravilhosos como Victor e Léo, Bruna Viola e Wilson Teixeira que faz um ótimo trabalho de música sertaneja e já outros como Paula Fernandes, que eu achei que defenderia a música sertaneja raiz com unhas e dentes. Ela foi meio que deixando de lado para seguir um caminho mais pop misturando estilos diversificados perdendo sua caracteristica inicial e o mesmo fez Gustavo Lima.

23) RM: Qual as diferenças entre tocar a Viola de 10 cordas e o Violão de 6 cordas?

Danilo Strada: A Viola caipira ou de 10 cordas é muito interessante. Eu tive amor à primeira vista por este instrumento. A Viola 10 cordas pode ser tocada de diversas maneiras. Vários roqueiros a usaram em seus shows e discos por ter um timbre maravilhoso. O disco “A Tempestade” de 1996 da Legião Urbana e o último suspiro do Renato Russo, foi usado a Viola 10 cordas quase no disco todo nos arranjos das músicas, por exemplo “A Via Lactea”, “La Aventura” entre outras. Então percebe-se a riqueza da Viola 10 cordas que é denominado como um instrumento para a música caipira mas que usada em muitas músicas do rock e pop. Rick Martin usou Viola 10 cordas em seu disco Unplugged MTV. A Viola 10 cordas faz uma música soar de forma bela e harmoniosa só acompanhada de uma voz. Eu toco Viola 10 cordas no estilo pantaneiro sem dedeira no estilo do Almir Sater tentando mesclar a Viola 10 cordas com outros ritmos como o Chamamé que é um ritmo que aprecio muito e pretendo ainda fazer um dia um disco exclusivo explorando este estilo. Já o violão é aquela coisa do arroz com feijão no prato não tem como dispensar. Ele pode ser tocado em qualquer lugar e encaixa em qualquer estilo musical. Eu uso hoje o Violão de nylon de 6 cordas. Um violão simples sem muitos recursos, porém de um timbre maravilhoso. Já usei muito violões de aço mas percebi que o Violão de nylon para cantar na noite é melhor e encaixa fácil em qualquer estilo musical, principalmente o sertanejo raiz e na MPB que exige muito dedilhado. E quem puder ter dois violões, tenha um de cordas de aço e um de cordas de nylon para quem faz cantoria na noite. Meus alunos de violão me perguntam qual o melhor opção e indico ter os dois para quem deseja está fazendo música ao vivo. Agora violão de 12 cordas tenho vontade de ter um. Amo ver Oswaldo Montenegro fazer seu show inteiro com um violão de 12 cordas. Fica um som maravilhoso.

24) RM: Qual as principais técnicas para tocar bem a Viola de 10 cordas?

Danilo Strada: Todo instrumento exige dedicação e prazer em tê-lo e tocá-lo. Percebe-se uma euforia para se ter o instrumento quando se é iniciante e em meio as dificuldades em aprender tocá-lo vem o desanimo e o abandono do instrumento. Já presenciei muito isso dando aulas de violão e guitarra. Eu sempre digo aos meus alunos páre nem que seja quinze minutos por dia e se dedique ao instrumento para ir aperfeiçoando cada vez mais. E isso inclui a Viola de 10 cordas que exige dedicação e vontade de tocar o instrumento e ter um caminho próprio na música. Tião Carreiro descobriu o pagode na Viola, precisamos ser diferente e encontrar algo novo. Eu sempre digo aos meus alunos tentem criar o seu estilo não foquem somente naquilo que já existe. Há muita gente tocando e a grande maioria copiando o que o Tião Carreiro fez e mal sabem que ele se destacou por ser diferente das demais duplas criando o pagode de viola a mesma coisa Helena Meirelles que se destacou na época fazendo algo novo o chamamé na viola e o Almir Sater a mesma coisa fez um jeito novo de tocar viola. Então para se tocar bem é necessário força de vontade, dedicação, persistência e principalmente tentar ter um estilo próprio que se adquiri com o tempo.

25) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Danilo Strada: Zé Geraldo, Luís Melodia, Nando Reis, Fagner entre outros.

26) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Danilo Strada: De tudo citado na pergunta, todo músico passa e passa por diversas coisas inusitadas. Uma vez estava tão concentrado cantando e de repente saiu uma briga no lugar que eu cantava. Quebraram tudo e eui cantando, depois que me toquei da briga, mas tem muitas histórias… Vai páginas e páginas de histórias.

27) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Danilo Strada: Feliz é quando uma pessoa gosta do meu som. A sensação de felicidade não tem grana que pague. Triste são as dificuldades encontradas pra divulgar o trabalho musical, a falta de atenção que a vida moderna faz com as pessoas na hora de prestigiar uma música autoral e a mensagem da letra.

28) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Danilo Strada: Moro em Guaranésia – MG e Minas Gerais é rico culturalmente, mas que se encontra em muitas dificuldades culturais principalmente as cidades interioranas. Mas a cultura é muito forte há uma grande luta para promover a cultura local e seus artistas.

29) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Danilo Strada: Gil Mattos, Caíque Brito e Dona Zé, mas todos os artistas locais são de excelente qualidade.

30) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Danilo Strada: Dificilmente minha música vai tocar. Todos sabem que na grande mídia (Rádio e TV) cobra o jabá para uma música tocar na programação ou aparecer em um programa de grande audiência.

31) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Danilo Strada: Acreditar sempre apesar das dificuldades e muita fé para não desistir no meio no caminho.

32) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Danilo Strada: É um ótimo espaço para estar mostrando a nossa música, mas alguns e não todos; é um jogo de cartas marcadas.

33) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música revela novos talentos?

 Danilo Strada: Infelizmente não, pois não há mais nos Festivais de Música o glamour dos antigos Festivais nem a divulgação na grande mídia como tinha na época dos Festivais da Record para revelar artistas que realmente tenha talento. E não há incentivo para novos Festivais de Música e muitos acabaram; exemplo Viola de Todos os Cantos da EPTV.

34) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Danilo Strada: A grande mídia tem mostrado e explorado artistas pré-fabricados por empresários gananciosos. E ela muitas vezes é culpada pela decadência musical em que vivemos a exemplo de músicas sem qualquer conteúdo literário e joga música descartável goela abaixo da população e dos jovens brasileiros.

35) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Danilo Strada: Ótimo. Todo espaço que for cedido à cultura tem que ser explorada, apreciada e aplaudida pela população e seus artistas.

36) RM: O circuito de Bar na sua cidade é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Danilo Strada: Em Guaranésia – MG os Bares com certeza são um dos melhores espaços para encontrar ótimos artistas da musica independente

37) RM: Quais os seus projetos futuros?

Danilo Strada: Tenho pensado muito no presente e deixo a vida seguir seu percurso sem cobrar nada. Descobri que sofro menos, mas tenho sonho de levar a minha música sempre adiante e continuar fazendo nossos projetos e o que for da vontade de Deus vai ser.

38) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Danilo Strada: (35) 99120 – 6721  | [email protected] | www.facebook/danilostrada | Instagram/danilostrada | www.youtube/danilostrada | www.youtube/danilostradatopic

 Links: Danilo Strada – Frutos e Raízes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrqaidSI7H8Eg3ehOulaUgZkvDwnsxfCF |

 Danilo Strada – Voz e Violão (Ao Vivo): https://www.youtube.com/playlist?list=PLrqaidSI7H8FZprav61y9NOZdomCaUgze |

Danilo Strada – Frutos e Raízes Acústico Ao Vivo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrqaidSI7H8EIR_mZmz-gVUiIQsO-XFlO |

 https://youtu.be/flYj9rxs3nY |

 https://youtu.be/flYj9rxs3nY |

https://youtu.be/RZJcPZtWfgc

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of
Tagged
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.