Carlão Rastafári

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Carlão Rastafári
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O antropólogo paulista Carlos Benedito Rodrigues da Silva mudou-se para São Luís do Maranhão nos anos 1980. Na época já estudava os bailes negros paulistas e passou a frequentar os salões de reggae da Ilha.

“Da Terra das Primaveras à Ilha do Amor: reggae, lazer e identidade cultural”, livro fruto desse período, foi o primeiro registro acadêmico do fenômeno relevante que surgiu em meados dos anos 1970 e se espalhou pela ilha conquistando milhares de fãs do ritmo jamaicano, e que daria à cidade o hoje amplamente conhecido apelido de Jamaica brasileira.

Carlos Benedito fez uma etnografia do reggae ludovicense, colhendo depoimentos dos personagens que fazem parte da história, desde a explosão do reggae na Jamaica, da chegada ao Maranhão, até a popularização do ritmo em diversas áreas da capital. O livro aborda, principalmente, as relações sociais vivenciadas por uma ampla camada da população negra que adotou o reggae como um lugar de lazer, ressignificando as canções e o estilo de vida da ilha caribenha, a partir da identificação cultural que emerge, inclusive, em virtude da ancestralidade africana comum entre a Terra das Primaveras e a Ilha do Amor.

Nova edição – Lançado em 1995, o livro do antropólogo tornou-se a principal referência sobre o reggae no Maranhão e inspirou várias outras pesquisas sobre o tema. Depois duas décadas esgotado, o livro finalmente ganhou uma segunda edição (Pitomba!, 2016) revisada, atualizada, ampliada, com uma nova capa (assinada pela designer Luiza De Carli) e uma nova pesquisa iconográfica, com fotografias raras dos anos 1990, a maioria cedida por colecionadores.

Como descreve o pesquisador e radialista Ademar Danilo (informante do autor na pesquisa original), em seu prefácio: “Este livro mergulha num fenômeno social de impressionar. O reggae é algo vivo em São Luís e Carlos Benedito conseguiu captar um momento crucial dessa história. Um ritmo estrangeiro cantado em uma língua que quase ninguém entende, forte preconceito agindo contra, nenhum investimento da indústria fonográfica… E mesmo assim o reggae magnetiza milhares e milhares de pessoas em São Luís e diversas cidades do Maranhão, com muitas horas dedicadas ao ritmo nas emissoras de rádio e televisão”.

Carlos Benedito é professor do Departamento de Sociologia e Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão. Doutor em Ciências Sociais-Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros NEAB-UFMA.

É filado à ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores Negros), à ABA (Associação Brasileira de Antropologia) e à SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Segue abaixo entrevista exclusiva com Carlão Rastafári para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 04.06.2018:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e cidade natal?

Carlão Rastafári: Nasci no dia 04.10.1950 em Campinas – SP. Fui registrado como Carlos Benedito Rodrigues da Silva.

02) RM: Como foi o seu primeiro contato com a música reggae?

Carlão Rastafári: Lá pelos anos 70 eu ouvia Davi & Ansel Colins cantando Double Barrel e me identificava com o ritmo, sem saber ainda que era reggae, depois veio Jimmy Cliff, Bob Marley, Peter Tosh.

03) RM: Qual a sua formação acadêmica?

Carlão Rastafári: Fiz graduação em Ciências Sociais e mestrado em Antropologia Social na UNICAMP e doutorado em Ciências Sociais/Antropologia na PUC-SP.

04) RM: Quais os motivos influenciaram para você escolher São Luís do Maranhão como cidade para viver e trabalhar?

Carlão Rastafári: Eu sempre gostei das coisas do nordeste, da cultura do jeito das pessoas, mas não conhecia nada sobre o Maranhão, acredito que uma energia ancestral me impulsionou pra São Luís. Eu estava terminando os créditos do mestrado e começava estudar o movimento black soul em Campinas, que consistia em bailes promovidos pela juventude negra com a música negra norte americana. Uma amiga me avisou que haveria seleção para professor no departamento de sociologia e antropologia da UFMA, eu resolvi tentar e fui aprovado. A princípio era apenas um contrato temporário por oito meses, mas havia falta de professores para atender à demanda do departamento, por isso meu contrato era prorrogado a cada ano e depois de cinco anos fui efetivado junto com outros colegas. Isso foi nos anos 80, significa que vivo em São Luís há 36 anos.

05) RM: Quais os prós e contras de fazer parte do Centro de Cultura Negra do Maranhão?

Carlão Rastafári: É difícil identificar os contras, o Centro de Cultura Negra foi muito importante na minha vida e é ainda. Eu já vinha da militância no Movimento Negro Unificado em Campinas e quando cheguei a São Luís conheci a linha de atuação do CCN, com a educação e as comunidades quilombolas e me integrei logo na organização. A partir dali pude conhecer melhor a realidade da população negra do maranhão que tem experiências diferentes do Sudeste, especialmente o contato com as comunidades quilombolas foi um grande aprendizado, tanto para minha vida pessoal, quanto acadêmica.  Foi importante também porque a partir dos anos 90 comecei compor e cantar no bloco afro Akomabu que criamos em 84 como extensão cultural do CCN.

06) RM: Algumas pessoas do Movimento Negro não concordam com um relacionamento conjugal que não seja entre negros. Você concorda com esse posicionamento? Qual a sua opinião a respeito desse posicionamento?

Carlão Rastafári: Esse tema gera muita polêmica pela tipologia das relações raciais no Brasil. Um racismo latente, mas que ninguém assume; então as escolhas passam por esse processo. Eu penso que as escolhas afetivas também tem um lado de identificação. Penso que devido ao processo de desqualificação que socialmente nos impões; a busca por reconhecimento passa também pela negação de algumas características, mesmo que o fenótipo esteja denunciando. Em geral o homem negro busca na mulher branca a representação de sua ascensão social, é uma conquista simbólica, especialmente entre os negros que se projetam socialmente pelo esporte ou pelas artes. Eu penso que se você investe na formação intelectual de um jovem negro, se ele se casa com uma mulher branca, ele estará repassando todo aquele investimento para uma família branca, e assim os negros continuam na mesma posição. Além disso, uma mulher branca casada com negro ou um homem branco casado com negra, por mais que sejam solidários, jamais entenderão as constantes situações de racismo que vivemos. Eu não tenho controle sobre isso, mas sempre incentivei meus filhos e minha filha a se relacionarem com pessoas negras.

07) RM: Na sua tese – livro: “Da Terra das Primaveras à Ilha do Amor” que trata sobre o reggae em São Luís do Maranhão não tem um relato sobre a importância da obra da banda Tribo Jah que faz reggae com os clichês e influência jamaicana e que nacionalmente ficou conhecida como a primeira banda de reggae da Jamaica Brasileira. E que na sua trajetória foi a primeira banda a tocar reggae no interior do nordeste até ganhar relevância no sudeste e no exterior. Qual o motivo para ausência na sua pesquisa de um destaque ao pioneirismo da Tribo de Jah?

 Carlão Rastafári: A minha pesquisa não estava direcionada para bandas ou cantores. Eu queria entender o reggae como fenômeno social problematizado sociologicamente como um movimento envolvendo jovens negros da periferia nordestina como um ritmo estrangeiro cujo idioma não era compreendido pela maioria das pessoas. Penso que dessa forma canalizei alguns olhares críticos, tanto para o reggae quanto para o meu trabalho.

08) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quais foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Carlão Rastafári: Eu não tenho informação e confesso que não tenho refletido sobre isso porque não me sinto envolvido com o cenário reggae de uma forma geral, minha atuação se limita a São Luís. Acho que não surgiu nenhum grande destaque nacional nas últimas décadas. Posso estar enganado, mas acho que esse espaço continua dominado por Cidade Negra, Edson Gomes, Skank, pouca coisa mudou. Sei que existem outros cantores e bandas, mas ainda não detonaram em nível nacional.

09) RM: Quais as melhores Radiolas de São Luís no passado e atualmente?

Carlão Rastafári: É difícil dizer quais são as melhores, já que houve muita mudança com os avanços tecnológicos na área da informativa, algumas Radiolas não sobreviveram, outras se sofisticaram a incorporaram radiolas menores. Como eu disse o cenário reggae em São Luís é um espeço de disputas, então ocorre até casos de radiolas serem compradas e desativadas pra eliminar a concorrência. No passado havia muitas, cerca de 80 Radiolas, Sonzão do Carne Seca, Voz de Ouro Canarinho, Águia do Som, Águia de Ouro, Estrela do Som I e II, Itamaraty, Diamante Negro, Asa Branca, FM Natty Nyfson, Black Power, Princesa do Som, Menina Veneno, entre outras, Algumas já não existem mais, outras sobrevivem ainda. Atualmente tem as equipes de vinil que circulam com programações semanais além dos bares de reggae, já não existem ações como nos anos 80.

10) RM:  Mudou a realidade descrita na letra de “Magnatas e Regueiros” da Tribo de Jah?

 Carlão Rastafári: Não mudou. Cada vez mais o salão de reggae é um espaço de disputa ente os donos de clubes e radiolas por um mercado lucrativo. A realidade do regueiro continua sendo da exclusão e da marginalização. O regueiro resiste, se valoriza, continua na correria para sobreviver, mas ainda existe muito preconceito contra o reggae.

11) RM: Quais as diferenças entre as Radiolas de São Luís?

Carlão Rastafári: Atualmente as Radiolas são menores que as dos anos 80, diminuíram o tamanho, pois não existem mais os grandes espaços para os paredões de caixas de som e investiram em tecnologia, penso que a diferença entre elas seja a sofisticação tecnológica que algumas implantaram.

12) RM: Nos clubes que tem as Radiolas operadas por DJs tem espaço para banda de reggae tocar?

Carlão Rastafári: Não é comum, a cultura do reggae no Maranhão é tradicionalmente de radiolas, existem bandas, mas estas não se apresentam no mesmo espaço das Radiolas, a não ser em algum show especial.

13) RM: Existe rivalidade entre DJs das Radiolas, Banda de Reggae e Reggae eletrônico em São Luís?

Carlão Rastafári: A rivalidade é mais entre as Radiolas, certamente envolve os DJs/Selekta. Em relação às bandas não há tanta rivalidade, até porque o mercado é restringido pela força das Radiolas. As bandas e cantores e cantoras de reggae nacional criticam a restrição do mercado pela predominância das Radiolas comandadas pelos DJs. A expressão reggae eletrônico diz respeito a um tipo de reggae que os timbres dos instrumentos são produzidos por computador ou por Teclado e o vocalista cantar em cima da banda do Teclado ou o DJ solta o playback, segundo os adeptos do roots, violam a originalidade do ritmo.

14) RM: Quais as diferenças dos  públicos que frequentam as apresentações das Radiola, Banda de Reggae e Reggae eletrônico em São Luís?

Carlão Rastafári: Eu penso que a diferença é que os regueiros mais antigos preferem o roots reggae dos anos 70, as bandas atendem a um público de classe média e o reggae eletrônico é para um público mais jovem que começou a frequentar o reggae mais recentemente, a partir do ano 2000.

15) RM: O que justifica São Luís ser conhecida como a Jamaica Brasileira?

Carlão Rastafári: A presença forte do reggae ao longo dos últimos 40 anos, com um público imenso frequentando os espaços, e possibilitando uma forte identificação especialmente da maioria da população negra e pobre das periferias com o reggae. Ou seja, o ritmo está presente em todas as atividades culturais e políticas da cidade.

16) RM: O reggae em São Luís é dançado agarradinho. Essa característica local seria por conta da semelhança do ritmo reggae com o Xote?

Carlão Rastafári: Eu atribuo isso à tradição nordestina de dançar agarradinho, a dança do reggae foi adaptada culturalmente criando uma linguagem local.

17) RM: O shows de reggae no sudeste a presença maior é de jovens e em São Luís tem pessoas de várias idades. Quais os motivos levaram a essa característica local?

Carlão Rastafári: Penso que seja pela identificação que se tem com o reggae em São Luís, o ritmo sobreviveu a muitos movimentos musicais impostos pela mídia e permanece como uma representação forte envolvendo várias gerações.

18) RM: Qual a receptividade dos regueiros de São Luís para com os músicos jamaicanos?

Carlão Rastafári: Existe uma identificação dos regueiros com alguns cantores e cantoras. Eles mesmos se surpreendem quando chegam na “Ilha do Amor” e o publico canta suas músicas. A receptividade é extraordinária.

19) RM: A receptividade dos regueiros de São Luís é a mesma para com os músicos e bandas de reggae do Brasil?

Carlão Rastafári: Não é a mesma coisa, porque a cultura reggae em São Luís foi construída por meio da Radiola. Os regueiros se habituaram a ouvir a música jamaicana que predomina nas festas e na maioria dos programas de rádio, por isso conhecem pouco do reggae nacional.

20) RM: A impressão para quem não mora em São Luís é que a cena reggae local é diferente das outras cenas reggae do Brasil. Essa impressão procede? Quais as principais diferenças?

Carlão Rastafári: Como eu disse antes, é pela predominância das Radiolas e do roots jamaicano, existe um acervo imenso desse tipo de reggae em São Luís que são reproduzidos nas Radiolas. Além disso, à presença é majoritariamente da população negra da periferia, diferente de outras regiões onde o publico é branco de classe média.

21) RM: Quais as diferenças entre a cena reggae em São Luís e de Salvador na Bahia?

Carlão Rastafári: Eu não conheço muito da cena reggae em Salvador, mas pelo que em vejo, lá existem várias bandas e cantores atuando no mercado, o espaço das Radiolas é menor.

22) RM: Os frequentadores de salão de festa de reggae em São Luís vão para dançar, beber e se divertir e não por ter uma consciência de classe e de etnia?

Carlão Rastafári: Talvez pela repressão que impôs aos regueiros ao longo desses 40 anos, com acusações de marginalidade e cerceamento pela ação policial, tenha despertado a consciência do regueiro sobre a sua condição social e isso certamente atribui uma conotação política ao movimento reggae. Porém, os DJs que comanda a festa também não tem muita informação sobre a representação do reggae desde sua origem, como um ritmo de contestação, contra formas diversas de opressão.

23) RM: Quais os motivos que levam alguns militantes do movimento negro de São Luís não frequentarem os salões de reggae?

Carlão Rastafári: Penso que os mesmo motivos que levam outras pessoas; por não terem identificação como o ritmo reggae, buscarem outros espaços de lazer aonde encontrar os amigos e amigas.

24) RM: Mesmo sem uma postura politizada dos frequentadores dos clubes de reggae você acredita ser importante o agrupamento de pessoas da mesma etnia e classe social ocupando o mesmo espaço de lazer?

Carlão Rastafári: Historicamente os grupos humanos se agruparam por identificação. Seja para o lazer ou por alguma situação política específica. No caso da população negra, o racismo é um fator que nos impulsiona a buscar os iguais como forma de resistência. Portanto, mesmo que não haja uma motivação consciente, o reggae se torna um elemento comum de identificação para as populações negras que majoritariamente ocupam a cena reggae local.

25) RM: Como você analisa a relação que se faz da música reggae com o uso da maconha?

Carlão Rastafári: Essa relação precisa ser contextualizada, ou seja, é preciso compreendê-la do ponto de vista da cultura, da espiritualidade, da filosofia rastafári, e não apenas na concepção ocidental de que a maconha é droga de regueiro, ou que o reggae seja musica de maconheiro. O consumo da maconha é forte em vários grupos sociais que apreciam diferentes gêneros musicais, mas talvez, por é espaço frequentado por negros das classes pobres, o reggae acaba sendo mais rápida e pejorativamente identificado com a maconha.

26) RM: Como você analisa a relação que se faz da música reggae com a religião Rastafari?

Carlão Rastafári: O rastafarianismo é uma das bases da musica reggae, o ritmo é cultivado pelas comunidades rasta em lugres da Etiópia e da Jamaica. Muitos compositores de reggae compõem as suas músicas a partir dos ensinamentos da religião, a meu ver esse é um dos fatores de diferenciação do reggae em relação a outros gêneros musicais.

27) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa tal afirmação?

Carlão Rastafári: Nunca ouvi nem li algo sobre isso, mas penso que seja pela defesa de originalidade frente às alterações que alguns cantores impuseram ao ritmo buscar espaço no mercado da música.

28) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Carlão Rastafári: É difícil opinar sobre isso, porque não estou antenado com o mercado mundial da música. Talvez porque tenha poucos cantores e bandas que trabalham predominantemente com o reggae. Outra coisa, eu penso que o reggae no Brasil ainda é visto como música marginal, neste sentido o espaço ocupado tanto em programação das emissoras de rádio e de shows se torna restrito em  relação a outros estilos

29) RM: Mesmo São Luís sendo conhecida como a Jamaica Brasileira. O reggae não é unanimidade local. Quais os ritmos musicais predominante em São Luís?

Carlão Rastafári: Da mesma forma que em outras regiões do país, especialmente no Norte e Nordeste, existem os ritmos tradicionais criados pelos descendentes de africanos escravizados. Esses estão presentes nas festas do bumba meu boi, nas festas religiosas e no carnaval. Mas além do reggae é possível encontras os mesmo ritmos que a mídia importa de todas as outras regiões do país.

30) RM: Qual a sua relação pessoal com Fabiana Rasta?

Carlão Rastafári: Somos amigos, dialogamos por identificação étnica e por concepções comuns sobre o reggae enquanto instrumento de mobilização política e emancipação humana, é uma pessoa que eu respeito e admiro.

31) RM: Qual a sua relação pessoal com Fauzi?

Carlão Rastafári: Somos amigos, considero uma pessoa importante para a divulgação do reggae e valorização do regueiro maranhense.

32) RM: Qual a sua relação pessoal com o DJ/Radialista Ademar Danilo?

Carlão Rastafári: De amizade e profissionalismo. Considero uma das pessoas importante nesse cenário. Foi com ele que tive os primeiros contatos com os espaços do reggae em São Luís.

33) RM: Qual a sua relação pessoal DJ/Radialista Tarcísio Selektah?

Carlão Rastafári: Também temos diálogo frequente sobre o universo do reggae. Trabalhamos na mesma instituição, frequentamos os mesmos espaços.

34) RM: Qual a sua relação pessoal Gerson Conceição?

Carlão Rastafári: Gerson é um grande músico, admiro o seu trabalho, mas não temos muito contato em termos de diálogo.

35) RM: Qual a sua relação pessoal com Célia Sampaio?

Carlão Rastafári: Célia é companheira de militância no movimento negro. Super  ligada ao movimento reggae, extrema defensora do reggae autoral, uma grande artista que defende e valoriza o reggae nacional. Uma amiga por quem tenho muito respeito e admiração. Uma das pessoas mais consideradas na cena reggae de São Luís.

36) RM: Quais os seus projetos de pesquisa futuro?

Carlão Rastafári: Não tenho nada definido em termos do reggae, mas continuo debatendo a respeito e eventualmente orientando ou escrevendo pouca coisa a respeito.

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.