Banda Pedra Rara

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Banda Pedra Rara
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Pela filosofia de torcedor e boleiro um time vitorioso começa com um bom goleiro. Em uma banda vitoriosa pelo vocalista. E o projeto Pedra Rara tem como o idealizador, líder e intérprete Zé Orlando.

Seus 23 anos como vocalista e percussionista na Tribo de Jah lhe deram régua, compasso e uma vasta experiência dentro e fora do Brasil para começar um novo desafio com solida perspectiva de êxito. Os fãs da sua antiga banda sabiam que era um show com dois momentos distintos. Quando o Zé Orlando assumia o vocal era o momento de alto astral do show. Agora ele vai levar esta atmosfera integralmente na sua nova banda Pedra Rara. Outro diferencial neste novo projeto é a diversidades nas composições. No primeiro CD são 10 músicas com mais de cinco autores com forma de singular de compor. O disco tem como título a pedra preciosa Ônix. E os próximos 11 discos continuaram tendo como o título o nome um pedra preciosa. Os músicos da banda Pedra Rara são freelancer e tem o formato Sound System de show com a participação de um DJ soltando as bases das músicas.

Segue abaixo a entrevista exclusiva com Zé Orlando vocalista da Pedra Rara para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 08.03.2019:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Zé Orlando | Pedra Rara: Nasci no dia 20.07.1964 em Guimarães – MA.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Zé Orlando | Pedra Rara: O meu primeiro contato com a música foi aos quatro anos de idade em um programa de TV (difusora) em São Luís – MA em 1968 em um programa de calouros em que fui agraciado com o primeiro prêmio. Eu e meus colegas ( músicos da Tribo de JahAquiles Rabelo Filho (Baixista) nasceu no  dia 04/08/1962 em Turiaçú – Maranhão.  João Rodrigues – Joãozinho (Baterista) nasceu no dia 22/05/1961 em Bequimão – Maranhão. Alexsandro Costas EnesNetto Enes (Guitarrista solo) nasceu no dia 19/01/1963 em São Luís – Maranhão e Francisco Guilherme Frazão (Teclado)) do colégio de Cegos não estudávamos música na escola. Só estudávamos o Braille. A música nós aproximou. Pois acreditávamos no que estávamos fazendo. Na época ouvíamos muito reggae nas rádios AM. E alguns programas tocando somente reggae. E ouvíamos também: Roberto Carlos, Waldic Soriano, Carlos André e tantos outros.

03) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Zé Orlando | Pedra Rara: Como nordestino sempre vivi em um caldeirão de ritmos como: forró, brega, lambada, bumba meu boi, rock, axé music, reggae, entre outros. Além disso, comecei minha carreira musical como músico de baile e passei 16 anos tocando todos os ritmos. Isso me deu um aprendizado inigualável até mesmo para ser usado nos shows que faço hoje em dia.

04) RM: Qual a sua formação musical?

Zé Orlando | Pedra Rara: Sou formado através da principal escola de músico do mundo, que é tocar à noite nos bares, bailes e casa de show da vida. Eu ainda não estudei teoria musical, tudo que aprendi foi através da prática musical.

05) RM: Quando você saiu da Tribo de Jah você não tinha concluído o ensino médio. Hoje você já concluiu os cursos de inglês e espanhol e estar na Faculdade. Como foi retomar os estudos com mais de 40 anos de idade?

Zé Orlando | Pedra Rara: Voltei a estuar para concluído o ensino médio, com a conclusão do mesmo comecei a estudar idiomas em uma das escolas de idiomas mais conceituadas do Brasil: Wizard e recebi o certificado de conclusão por dois de Inglês e Espanhol. Eu continuo estudando, pois, estudar é a parte mais estruturante da vida, através do aprendizado passamos a pensar por conta própria e ter maior discernimento sobre diversas situações que nos são impostas. Estou cursando   Tradução e Interpretação de Inglês na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado – São Paulo.

06) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Zé Orlando | Pedra Rara: Comecei em São Luís – MA em 1979 em uma banda de nome “Brazilian Boys”. Por conta do nosso entrosamento como músicos, nós éramos bem vistos pelos donos de equipamentos para show que vez por outra sempre nos convidavam para individualmente fazer parte de outras bandas. Mas eles sabiam que não aceitávamos tocar se não fossemos todos juntos (João Rodrigues – Joãozinho, Aquiles, Netto Enes e Frazão). Então desistiam de tal convite. As Radiolas foram fundamentais em nossa vida musical, pois além de fazerem as aberturas de nossos shows-bailes. Algumas vezes tivemos que usar alguns equipamentos de Radiolas para tocarmos.

07) RM: Quando, como e onde  surgiu a Tribo de Jah?

Zé Orlando | Pedra Rara: Em 1986 quando estava ensaiando com meus parceiros (João Rodrigues – Joãozinho, Aquiles, Netto Enes e Frazão) na banda “Reflexo”. O Fauzi Beydoun (nasceu no dia 24.09.1958) se apresentou e nos disse que estava comprando o equipamento de som do dono da banda que trabalhávamos. E nos perguntou se topávamos trabalhar com ele em uma proposta autoral com o ritmo reggae, assim começou tudo. Apesar de ser uma ótima oportunidade teríamos de lidar com uma matéria totalmente nova (a criação); afinal tínhamos a experiência de copiar músicas de outras bandas, mas isso não nos assustou, pois os desafios existem para serem transpostos.

08) RM: Qual a importância da Tribo de Jah na sua carreira musical?

Zé Orlando | Pedra Rara: Através da Tribo de Jah pude mostrar meu potencial como vocalista para o Brasil e pro mundo, antes só conhecido pelos clubes de bailes do Maranhão. Então, foi uma trajetória muita relevante na minha carreira. Tocamos na Jamaica, no Japão, no USA, na Itália, na Holanda, na Suíça, em Cabo Verde (África), na Argentina, no Uruguai, na Guiana Francesa. Isso traz muita responsabilidade frente aos meus fãs. E, acredito que esse é um verdadeiro presente divino.

09) RM: Como foi dividir com Fauzi Baydoun o vocal da Tribo de Jah? Quais os prós e contras?

Zé Orlando | Pedra Rara: Foi uma trajetória de muito valor em minha carreira musical. Pois, a Tribo de Jah tinha dois estilos totalmente diferentes um do outro no mesmo show. Um vocalista complementava o outro. Entendo que não temos capacidade de julgarmos uns aos outros. E por este motivo vejo que a individualidade de todos tem que ser respeitada.

10) RM: Quais os motivos e motivações que fizeram você saída da Tribo de Jah após 23 anos de banda?

Zé Orlando | Pedra Rara: Quando se vive em um lugar por muito tempo acaba causando certo desgaste. Além disso, tem o desejo de aprender e fazer nossa própria história. E nos dar o direito ao livre-arbítrio. Minha saída deu-se mais pelo motivo de já está alimentando uma ideia de seguir uma carreira solo. Desde junho de 2006 quando imaginava colocar a minha voz e minha música como porta-voz de projetos sociais de acessibilidade e inclusão social de pessoas com deficiência. E quando estamos focados em duas atividades diferentes não fazemos as duas com o mesmo empenho, por este motivo decidi sair.

11) RM: Qual foi a reação dos seus colegas de banda com a sua decisão de sair?

Zé Orlando | Pedra Rara: Foi uma reação de repúdio. O repúdio em relação à atitude que tomei. Pois as pessoas jamais imaginam que você saindo de um trabalho que passou muito tempo e quem tem garantia financeira, possa dar a volta por cima começando do “zero” com o próprio trabalho colocando a “cara” para bater. Mas acho que pensar assim, é se acomodar e não ter coragem de lutar por aquilo que acredita. A nossa capacidade de superação é ilimitada, basta querermos.

12) RM: Você imaginou a hipótese dos seus colegas de Tribo de Jah (João Rodrigues – Joãozinho, Aquiles, Netto Enes e Frazão) acompanhá-lo no seu projeto musical com a Pedra Rara?

Zé Orlando | Pedra Rara Quando imaginei o projeto da Pedra Rara pensei um trabalho paralelo à Tribo de Jah com eles tocando comigo; mas com o decorrer do tempo vi que isso não teria como ser feito. Pois, tínhamos certa estabilidade financeira na Tribo de Jah. E sair para realizar outro projeto seria começar tudo do zero, então decidi sair sozinho. Na verdade em uma viagem que fizemos a fortaleza em 2007 cheguei a conversar com o Fauzi a respeito de eu fazer uma futura gravação solo. Nesse meio tempo fiz alguns shows solo e o Fauzi não gostou. E já havia certo desgaste na nossa relação, afinal foram 23 anos. Além do mais não se pode servir a dois senhores. Ou você toca em uma banda ou em outra. E eu já estava totalmente envolvido com o projeto da banda Pedra Rara. E para não sair com as portas fechadas. Eu preferi conversar com todos e deixá-los. E seguir o meu novo caminho.

13) RM: Quais os motivos do novo projeto musical ter um nome banda (Pedra Rara) e não o nome do cantor Zé Orlando?

Zé Orlando | Pedra Rara: Primeiro porque usar clichês do reggae como “Leões Raiz”, “Dreadlock “, “Babylon Tribos”, já estão muito batidos. No meu entender tinha que buscar um nome diferenciado e com consistência. E procurei vê na beleza do ser humano e na diversidade de pensamento, observação, sentimento e até mesmo formas de argumentação a raridade que somos. Então decidi optar por um nome que desse sentido a tudo isso e não do meu nome de batismo.

14) RM: Explique a escolha do nome da banda? Quem são os músicos que formam a Pedra Rara?

Zé Orlando | Pedra Rara: O nome Pedra Rara foi tirado da Bíblia (Exodus cap 39 vers. de 6 a 14) quando Deus pede para Moisés construir seu templo com as 12 pedras raras. Os músicos da Pedra Rara são freelancer e posso me apresentar no formato sound system com a participação de um DJ responsável soltar as bases do meu repertório.

15) RM: Fale do seu primeiro CD da Pedra Rara.

Zé Orlando | Pedra Rara: Neste primeiro CD – Ônix colocamos uma pitada de diferente no reggae nacional. E mesmo com toda experiência que adquirimos ao logo deste tempo temos a consciência que será um grande aprendizado. Não queremos trazer somente o reggae em si, mas muita informação sem perder principalmente a essência do ritmo reggae. O público reggae pode ter a certeza que estamos chegando com uma proposta nova e muito dançante. Um dos diferencias do disco é que cada música é de compositores diferentes que proporcionam melodias e letras jamais parecidas; mesmo tratando de temas semelhantes nas letras, mas a diversidade e originalidade prevalecem.

16) RM: Como você define o estilo musical da Pedra Rara dentro da cena reggae?

Zé Orlando | Pedra Rara: Somos reggae caminhando para a world music. Quando falo em world music falo que o nosso reggae pode ter influências diversas. Desde o estilo mais rústico (roots) até o estilo mais moderno (new roots). Isso implica em conhecermos vários estilos musicais.

17) RM: As suas experiências de estrada e musical na Tribo de Jah estão contribuindo como na trajetória com a Pedra Rara?

Zé Orlando | Pedra Rara: Sem dúvida nenhuma foram 23 anos de aprendizado pelo Brasil e pelo mundo. Durante todo este tempo de Tribo de Jah eu tive a oportunidade de aprender muito. E com meus colegas deficientes visuais (João Rodrigues – Joãozinho, Aquiles, Netto Enes e Frazão) cada dia que vivemos, eu sempre aprendi mais a respeitar a individualidade de cada um independente de quem seja e das nossas limitações.

18) RM: Você estreia na Pedra Rara seu lado de compor?

Zé Orlando | Pedra Rara: No primeiro disco ainda não componho. Apenas interpreto músicas de outros compositores. Mais isso não quer dizer que no futuro eu não venha a compor música sozinho ou em parceria.

19) RM: Quais são seus principais parceiros musicais?

Zé Orlando | Pedra Rara: Tenho recebidos músicas de vários compositores do país. Então, a princípio não tenho parceiros. Estou neste primeiro disco analisando o vasto material que chega. E escolhendo o repertório pro disco junto com meu produtor Marlon Siqueira. E o meu entrevistador (Antonio Carlos) me autorizar duas músicas: Asas (Antonio Carlos | Elisete Retter) e Pedra Rara (Antonio Carlos | Savilar).

20) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Zé Orlando | Pedra Rara: Entendo que não é somente no Brasil que temos dificuldade em desenvolver uma carreira independente; mas vejo que os desafios existem para serem superados, quando fazemos um trabalho com conceito e ele terá o seu devido valor.

21) RM: Você tinha baixa visão. E hoje só enxerga vulto. Qual o impacto da mudança de ser o guia dos seus amigos na banda de Tribo de Jah por 23 anos e agora precisar usar bengala e quando possível ser auxiliado por guia? 

Zé Orlando | Pedra Rara: Ainda não tive tempo para analisar o acontecimento. A vida não espera que paremos para buscarmos explicações no acaso, afinal isto pode nos trazer muito sofrimento. No meu caso desde a infância tenho convivido com pessoas com alguma deficiência e principalmente com pessoas cegas. Observei aprendi com eles, mas ressalto que conviver não é igual a viver a situação; é o que penso, mas cada um de nós tem a sua forma de ver e reagir aos mesmos fatos.

22) RM: O que é ser “cego” para você?

Zé Orlando | Pedra Rara: Ser Cego pelo lado científico é perder a visão, ou seja, não enxergar as pessoas, animais, a natureza e as coisas e viver literalmente na escuridão; já pelo lado da vida e espiritual é ver tudo e não enxergar nada.

23) RM: Fale do seu projeto Pedra Rara em Sala de Aula: Reggae acessível.

Zé Orlando | Pedra Rara: O projeto musical Pedra Rara quando foi idealizado, já foi pensado em agregar a música a educação, pois o reggae é estilo musical muito estigmatizado, além do mais desde jovem nunca me vi só como um artista mas como um trabalhador da música. O primeiro CD – “Ônix” é o primeiro disco no Brasil e nas Américas contendo áudio descrição em três idiomas Inglês, Espanhol e Português, trazendo a acessibilidade e não nos traz envaidecimento, nos dar é muito mais responsabilidades para tornar o mundo melhor e leva-lo para salas de aula e palestras será a concretização do quanto somos raros.

24) RM: Você sempre cantou acompanhado por uma banda quais os prós e contras de cantar com o formato sound system em parceria com um DJ?

Zé Orlando | Pedra Rara: Não há prós nem contras e sim, situações diferentes. Cantar usando sound system mesmo estando acompanhado por  bons DJs tenho que me desdobrar para não deixar a vibe (vibração) nem a energia do show caírem, não estou tirando o mérito dos DJs pelo grande trabalho que fazem mundo a fora mas nesse caso para o público a notoriedade vai para o cantor, sendo o DJ o apoio. Ao passo que cantar com uma banda a atenção do público é quase igual devido a vários sentimentos que se misturam fazendo com que o público preste atenção em cada integrante no palco consequentemente a energia tem uma maior captação.

26) RM: Você com a sua longa trajetória no reggae depois que saiu da banda Tribo de Jah sentiu o apoio de produtores de eventos para vender o show da sua banda Pedra Rara?

Zé Orlando | Pedra Rara: Não e no começo esse fato me deixou um pouco frustrado, mas como não deixei a banda Tribo de Jah em vão e sim para concretizar um sonho com o meu projeto Pedra Rara, joguei a frustração para o alto e comecei a trabalhar na construção da Pedra Rara. Eu comecei paralelamente a trabalhar com web rádio apresentando um programa Reggae In Box sendo o programa diferenciado perante os outros programas do Brasil. Além de entrevistas, o nosso programa é o único no Brasil com tópico em cinco idiomas e além de reggae abordamos assuntos de acessibilidade e inclusão com uma rede de web rádios no Brasil e Europa.

27) RM: Coletivo, fórum ou associação de reggae após a sua saída da Tribo de Jah convida a Pedra Rara para os eventos que eles realizam?

Zé Orlando | Pedra Rara: Definitivamente não.

28) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações na última década e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Pedra Rara / Zé Orlando: Observo que têm muitas bandas fazendo a mesma coisa. E isso não é bom, pois acaba sacrificando o mercado de uma forma geral, No meu entender revelações desta década foram: “Natiruts”, “Planta e Raiz” e “Ponto de Equilíbrio”, Nengo Vieira. E artistas com obras perpetuadas são: Tribo de Jah, Edson Gomes e “Cidade Negra”.

29) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Zé Orlando | Pedra Rara: Não tenho propriamente um artista como referência, mas ao ver um show bem montado me delicio só de assisti-lo. Aqui no Brasil os produtores de eventos não têm o mínimo de respeito para com seus artistas, salvo algumas exceções.

30) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical ?

Zé Orlando | Pedra Rara: Todas que você possa ou não imaginar, pois o artista sem essas situações não tem como fazer história. Uma dessas histórias aconteceu na Guiana Francesa em 1994 em um show que estávamos fazendo na Praça da Palmice, caiu uma chuva incessante durante duas horas e o povo que estava no show parecia que estava em estado de êxtase e só saiu quando o show terminou, mesmo sendo ao ar livre e somente o palco era coberto. A outra história aconteceu em Cabo Verde na África. O ministro da cultura teria que discursar após o show, mas o público não deixou. Pois tivemos de tocar durante três horas e foi maravilhoso…

31) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Zé Orlando | Pedra Rara: O que me deixa mais feliz é ver o meu trabalho sendo reconhecido pelo público. O que me deixa muito triste é a falta de consideração tanto de produtores como de empresários para com a arte em geral.

32) RM: Quais os músicos e bandas de reggae no Brasil que você recomenda ouvir?

Zé Orlando | Pedra Rara: Costumo ouvir todas as bandas de reggae, sejam nacionais ou estrangeiras. E respeito todas as diferenças, além disso não posso citar nomes, se não posso cometer injustiça.

33) RM: O que você acha das banda de reggae no Brasil que querem ser mais jamaicanas que as da Jamaica?

Zé Orlando | Pedra Rara: Acho uma falta de identidade. Aqui no Brasil temos pré-requisitos como nenhum outro lugar no mundo em termos rítmicos. É inconcebível nos dias de hoje, vê vocalistas que vivem de imitar o jeito de cantar e de se comportar no palco do Bob Marley. Isso é muita falta de identidade.

34) RM: O que você diria para as pessoas e meio de comunicação que ainda relacionar o gênero musical reggae a religião Rastafári e a maconha?

Zé Orlando | Pedra Rara: Estas relações  não têm nada haver se formos estudar a fundo estas questões, a exemplo: a maconha na Jamaica já era consumida pelos índios antes do descobrimento 1492. O reggae nasceu no fim de 1950 e manteve suas evoluções. E, quanto à religião é uma escolha de foro íntimo e cultural de cada pessoa. O gênero musical do reggae traz a mensagem de positividade, consciência e crítica social.

35) RM: Na sua opinião o que falta pra cena reggae brasileira ter o mesmo valor que o reggae tem fora do Brasil?

Zé Orlando | Pedra Rara: Valorização tanto por parte dos músicos como por parte daqueles que fazem eventos de reggae. Acredito que na hora que as bandas brasileiras começarem a fazer um reggae autenticamente brasileiro sem querer ser jamaicano; mas lógico sem perder a essência que o ritmo tem. Aí com certeza  a valorização será melhor.

36) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Zé Orlando | Pedra Rara: Duvido muito.

37) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Zé Orlando | Pedra Rara: Digo que as barreiras foram feitas para serem transpostas. E digo mais, o que nos impulsiona para a vida é o sonho.

38) RM: Quais os projetos futuros?

Zé Orlando | Pedra Rara: Por enquanto estamos muito focados em divulgar CD – “Ônix” e inciar o projeto Pedra Rara em Sala de Aula: Reggae Acessível. Quanto ao futuro deixo a cargo do criador (Deus).

39) RM: Quais os seus contatos?

Zé Orlando | Pedra Rara: (11) 94720 – 3481 (WhatsApp) | [email protected] | http://www.pedrarara.com.br


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.