Nininho de Uauá

nininho
  • 23
    Shares
Nininho de Uauá
Avalie esta Entrevista

O cantor, compositor baiano Nininho de Uauá aos oito anos de idade, aprendeu a decorar e depois ler os tão sonhados cordéis, arte que sempre lhe serviu de estímulo para tudo que fazia. Ele ficou encantado ao ouvir Amado Batista e Roberto Carlos, os cantores românticos da época.

No final dos anos 80 Nininho direto do sertão Caatingueiro chega à Rua Oscar Freire, próxima a Av. Paulista – São Paulo, a Rua mais chique e famosa da cidade para fazer o tratamento da pneumonia. Após muitos exames, os médicos concluíram que tinha se curado da pneumonia. Ele ficou morando com a sua mãe na casa dos patrões dela. Mas ele tinha muitas de saudades de seu pai, seus bichos, dos caminhos, sua gente, sua terra, suas origens e acabou voltando para o Sítio do Tomás. Aos 15 anos de idade ele percebeu que precisava voltar para São Paulo, pois após conhecer a grande metrópole, entendeu que era a sua chance para crescer na vida. Procurou um trabalho como jardineiro, para amenizar a saudade de mexer com a terra. Neste meio tempo, Fausto, marido de sua tia Bibita, que trabalhava como jardineiro na mansão de um casal de gregos que moravam em Moema, precisava tirar férias e indicou Nininho para ficar em seu lugar por quinze dias. Passados os quinze dias, quando voltou ao trabalho, o casal havia gostado tanto do trabalho de Nininho, que mudaram Fausto de função, deixando Nininho como jardineiro da mansão.

Nininho trabalhava o tempo todo assobiando e algum tempo depois, o dono da mansão, Sr. Constantino, percebendo sua afinação e lhe disse: “quem assobia afinado tem dom para a música, porque você não compra um instrumento?”. Comprou seu violão e foi à procura de um professor. Como tudo na vida parece estar escrito, ele encontrou na Rua Pedro de Toledo próximo à Moema, o professor Hélio Brás, baiano de Santo Amaro da Purificação. Em apenas três Aulas se mostrou um aluno diferenciado, tinha muita facilidade para aprender. Neste meio tempo, conheceu dois amigos cearenses Val e que também começaram a ensiná-lo a tocar Violão.

Aos vinte anos de idade começou a compor e a fazer pequenos shows. A sua música é influenciada pelo espírito do sertão, pelas paisagens, pela mulher, pelas lendas e costumes do povo nordestino, pela fauna, flora, geografia e relevo da caatinga nordestina, pelo cheiro do mato e pelo sentimento de respeito às tradições.

Em 1997, conheceu o grande Gereba, cantor, compositor e violonista, nascido em Monte Santo – BA e criado em Uauá até quatorze anos de idade. Gereba tem músicas gravadas por grandes nomes da música popular brasileira, tais como: Fagner, Amelinha, Beto Carvalho, Diana Pequeno e muitos outros. Conhece também o ator, poeta, compositor e cantor João Bá, de Crisópolis, sertão da Bahia, que tem suas músicas gravadas por Almir Sater, Hermeto Pascoal, Diana Pequeno, Bendegó, entre outros.

Em 2000, com vinte e seis anos, com muita luta e garra, grava seu primeiro CD, intitulado “Eu Vim de Longe”, com participação de Hélio Brás, Mariane Reis, João Bá e Gereba.

“O que mais me agrada em minha profissão é conhecer artista como Nininho de Uauá. Ouvi seu disco anterior e adorei. Ele canta sua terra e sua gente com a ligação direta com a alma do povo que só os mais humildes e populares conseguem. Viva o trabalho de Nininho de Uauá” – Paulo Betti (Ator).

“As estrelas no céu, os pirilampos na terra”. O sertão tem muitas vozes. Antigas e novas. Nininho de Uauá é uma novíssima voz na eterna missão de descobrir e cantar o sertão. É novíssima não por ser recente, é tal pelo que diz. Como poucos, ele, sabe se utilizar das coisas simples da caatinga para transformá-las em imagens poderosas que falam da alegria, dores, dúvidas e esperanças de sua gente. Na sua música podemos sentir o prazer da sombra do umbuzeiro, a beleza dos pirilampos tentando reproduzir na terra o infinito manto de estrelas do céu de Uauá. Mas, nela também ressoa a grande saga do homem que abandona sua terra para viver os desafios da cidade grande. A sutileza das coisas do sertão cede a fúria do trânsito, o barulho da cidade grande. A música dele é novíssima porque nasce da consciência da dificuldade e da luta e nunca do sentimento de derrota. Foi pensando assim que utilizei sua música e sua presença no meu filme “São Paulo de Uauá“. Artista, amigo, mestre e profeta de sua gente. Que ele continue conquistando novos corações, como fez com o meu, com sua arte!“. – Hermano Penna (Cineasta).

Segue abaixo entrevista exclusiva com Nininho de Uauá para a em 18.02.2016:    

01-) RM – Qual sua data de nascimento e sua cidade natal?

Nininho de Uauá – Nasci em 08/09/1974 – Uauá-BA.

02-) RM – Conte como foi o seu primeiro contato com a música?

Nininho de Uauá – Meu primeiro contato com a música se deu ouvindo o Programa do Zé Bettio, na Rádio Capital de São Paulo. Durante o dia a Rádio não pegava, pois, a cidade de Uauá – BA fica a 2.600 km de São Paulo, então ficávamos o dia inteiro esperando a madrugada chegar, pois ela só caia em cadeia nacional após a meia noite e até hoje é assim.

Outro contato com a música foi através do toca disco. Na casa de minha tia tinha um toca disco e eu ia lá só para escutar os vinis com músicas de Luiz Gonzaga, Roberto Carlos e Amado Batista. Algum tempo depois um dos moradores abriu um Barzinho com duas portinhas no meio de um entroncamento que dava acesso ao povoado Sitio do Tomas (a 35 km de Uauá), lá ele servia galinhada e fazia um bailinho ao som de Luiz Caldas, que era tocado em um velho toca fitas. Nos intervalos do baile ele tocava a fita do compositor de Uauá, o velho Janjão, voz e violão, música muito calma e que falava da caatinga. Era uma espécie de momento de reflexão e relaxamento para repor as energias e depois retornar ao bailinho.

Algum tempo mais tarde foi inaugurada a Rádio Piquaraçá FM em Monte Santo-BA e em nossa fazenda tinham dois trabalhadores que trabalhavam o dia inteiro cantando os sucessos da Rádio e na hora do almoço eles tocavam violão e cantavam, e eu ficava em volta escutando e curtindo cada acorde.

03-) RM – Qual sua formação musical e acadêmica fora música?

Nininho de Uauá – Fiz algumas aulas de violão e na parte acadêmica fiz Paisagismo.

04-) RM – Quais suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Nininho de Uauá – No passado Roberto Carlos e Amado Batista, pois eram as músicas tocadas na época em minha região. No presente minhas influências musicais são: Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Moraes Moreira, Almir Sater, Luiz Caldas.

05-) RM – Quando, como e onde  você começou sua carreira musical?

Nininho de Uauá – Comecei minha carreira em São Paulo em 2000. Nesta época fazia aula de Karatê e fiquei amigo do professor Jorge Luiz que conheceu o cantor sertanejo Alison Mor e me falou sobre ele. O Alisson Mor havia gravado uma fita cassete de sua esposa Val de Alencar, voz e violão, cantado músicas inéditas. Apesar do pouco recurso utilizado na gravação eu gostei da fita, achei que ele levava jeito para coisa. Então, o Jorginho convenceu o Alison a comprar um computador para gravar o meu primeiro CD, sendo o primeiro trabalho dele profissionalmente, fui cobaia do Alisson Mor (risos). Sem experiência alguma, gravamos a primeira música “Eu Vim de Longe”. Falei para meu amigo César Di, cantor e compositor mineiro, sobre a gravação da minha música e ele foi conhecer o “estúdio” do Alison e ouviu minha música “Eu Vim de Longe” e gostou da gravação. Então me propôs gravar um CD, metade com minhas músicas e metade com as músicas dele, por uma questão financeira e melhor divulgação, pois duas pessoas divulgando seria melhor.

Assim o fizemos em 2001, gravando o CD “Parceria”, com músicas intercaladas e na última faixa cantamos juntos a música “Menina Consciência”, de nossa autoria. O Jorginho também não tinha experiência nesta área, mas sabia mexer no computador, então pedimos a ele que fizesse a capa do nosso CD e ficamos eu, César e Jorginho por quase uma semana na casa dele para fazer a capa do CD “Parceria”. Com tudo isso, eu aprendi que na vida temos que enfrentar o novo, pois Alisson Mor nunca tinha feito uma gravação de CD, Jorginho nunca tinha feito uma Capa de CD e eu e César nunca tínhamos gravado nenhum CD, e o trabalho ficou muito bom, pois houve união, amizade, companheirismo e cada um deu o seu melhor!

06-) RM – Quantos discos lançados e quais os anos de lançamento(quais os músicos que participaram das gravações)? Qual o perfil musical de cada álbum? E quais as músicas que você acha que caíram no gosto do seu público?

Nininho de Uauá – Gravei seis CDs e uma Coletânea.

Em 2001 foi lançado o CD – “Parceria”. Um CD de MPB e Forró com o músico mineiro César Di. As músicas que caíram no gosto do publico foram “Paisagem do Sertão” (MPB) e “Busca da Solução” (Forró).

Em 2002 o CD – “Eu Vim de Longe”. MPB e Forró. Participação: Gereba, João Bá, Hélio Braz e Mariane Reis. Mais pedida “Aquele Amor” e “Eu Vim de Longe”.

Em 2004 o CD – “Na Sobra do Umbuzeiro”, um CD Voz e Violão com Gereba. MPB.  As músicas “Nessa Cidade” e “Saudades de Monte Santo” caíram nos gosto do publico.

Em 2006 o CD – “Pirilampos”. CD de Forró. Participação: Gereba, João Bá, Arleno Farias, Carlos Silva, Joab Morais e Silvany. Mais pedida foi “Cada Passo”.

Em 2008 o CD – “ColetâneaEu Vim de Longe”. Um CD de MPB e Forró. Participação: Gereba, João Bá, Arleno Farias, Carlos Silva, Joab Morais, Hélio Braz, Mariane Reis e Silvany.

Em 2011 0 CD – “Impar”. MPB e Forró. Participação: Luiz Caldas, Nilton Freitas e Helena Elis. A mais pedida foi “Sentimento Alegre”.

Em 2013 o CD – “Rural Urbano”. MPB, Axé e Românticas. A mais pedidas foram “Saudade da Alegria” e “Beleza Sertaneja”.

08-) RM – Como você define seu estilo musical?

Nininho de Uauá – Meu estilo musical é MPB Regional.

09 -) RM – Quais os cantores e cantoras que você admira?

Nininho de Uauá – Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Luiz Caldas, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Almir Sater, Xangaí, Elomar, Maria Bethânia, Elba Ramalho. 

10-) RM – Como é seu processo de compor?

Nininho de Uauá – Minhas composições aparecem naturalmente com letra e melodia. Não faço música de encomenda. Não preciso ter nenhum lugar ou momento especial. Ela vem ou não vem. Também não uso nenhum instrumento para compor. Ela vem completa. Depois é que pego o violão para saber quais são os acordes. Não forço nada. É assim que nascem minhas composições. 

11-) RM – Quem são seus parceiros musicais?

Nininho de Uauá – A grande maioria das minhas composições sou o autor. Tenho a música “Na Sombra do Umbuzeiro”, com Gereba, “Minha Fulô de Liz”, com João Bá, “Essência Oculta” e “Menina Consciência”, com César Di, “Uma Chance Prá Voltar”, com Carlos Silva, “Tenho Visto e Pensado”, com Joab Morais, “Sentimento Alegre”, com Ailton Lima e “História de Mano Véio e Mano Novo”, com Dedé Florêncio.

12-) RM – Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Nininho de Uauá – No meu ponto de vista a carreira independente só tem como vantagem a liberdade de se escolher repertório e capa do CD, no mais tudo é pura dificuldade, salvo para aqueles artistas que já possui uma situação financeira muito bem estruturada, pois podem pagar distribuidora, pagar uma ótima assessoria de imprensa e toda a retaguarda necessária para se inserir e se manter no mercado.

13-) RM – Como você analisa o cenário musical brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Nininho de Uauá – Infelizmente não vejo boas músicas na nova geração, tudo muito parecido e sem identidade. Você ouve uma música na rádio e se o locutor não falar o nome você não sabe quem está cantado. Tudo parece à mesma coisa, não tem uma marca. Exemplo: Você escuta uma música do Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Alceu Valença ou do Geraldo Azevedo e logo já sabe quem está cantando.

14-) RM – Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Nininho de Uauá – Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Luiz Caldas, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Almir Sater, Xangaí, Elomar, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Gereba, Toquinho.

15-) RM – Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Nininho de Uauá – Em 2009 fui cantar no 1º Encontro dos Baianos, no clube da CMTC em São Paulo, organizado pelos radialistas Mano Véio e Mano Novo, da Rádio Nativa FM, o evento tinha uma expectativa de duas mil pessoas e apareceram seis mil. Os organizadores contrataram meia dúzia de seguranças e no meio do meu show um cara no meio do povo passou a mão na bunda de uma moça e começou a maior briga. O namorado da moça foi dar um soco no sujeito e ele se abaixou e pegou em outro e ai começou o quebra pau. O causador da encrenca para não ser linchado subiu no palco e ficou atrás da banda, nesta hora eu pensei que a multidão iria invadir o palco e quebrar tudo. Os músicos da banda ficaram sem saber o que fazer. Respirei fundo, pedi calma ao povo e continuei o show.  Felizmente no fim deu tudo certo, mas até hoje não me esqueço da cena: o cara que passou a mão na bunda da moça, ele dava uma tapa e recebia cinquenta (risos).

16-) RM – O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

 Nininho de Uauá – O que me deixa mais feliz é poder cantar minhas composições e as músicas que eu gosto.  Realizar um ótimo show, fazer novas amizades e trocar ideias com outros artistas.

O que me deixa muito triste na carreira musical é vê tantos talentos sendo desperdiçados pelo caminho por falta oportunidades e apoiadores.

17-) RM – Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Nininho de Uauá – Os Saraus de São Paulo são bem legais. Revelam muitos talentos e um grande incentivo para os artistas. Também temos os SESCs que trazem bons shows e a Virada Cultural, um marco em São Paulo.

18-) RM – Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Nininho de Uauá – Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Luiz Caldas, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Almir Sater, Xangaí, Elomar, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Gereba, Toquinho, Paralamas do Sucesso.

19-) RM – Quais os cantores e cantoras que gravaram as suas canções?

Nininho de Uauá – Os cantores baianos Rabelo Gonzaga, Big Dantas, Rone Clécio, Silvana Rodrigues, Arleno Farias, os cantores paraibanos Dedé Florêncio, o Forró Banana Amassada e Trio Umbuzeiro.

20-) RM – Você inscreve as suas músicas em Festivais?

Nininho de Uauá – Hoje não mais, pois participei de dois festivais onde ganharam os piores. Não falo isto só porque minhas músicas não entraram, mas porque tinham músicas muitos boas que também não conseguiram nenhuma classificação.

21-) RM – O que acha da importância dos Festivais para lançar novos talentos para um grande publico?

Nininho de Uauá – Num passado distante o Festival realmente ajudou a mostrar novos talentos.  Hoje acredito que tem muita carta marcada e os grandes talentos acabam ficando de fora.

22-) RM – Você acredita que suas músicas tocarão nas rádios sem pagar o jabá?

Nininho de Uauá – Sim, pois minhas músicas tocam sem nenhum jabá há muitos anos na rádio Piquaraçá – FM, de Monte Santo-BA, que tem alcance em mais de duzentos municípios da região. Também toca na Paraíba, na Rádio Integração do Brejo e Rádio Cultura AM, em São Paulo no Programa do Mano Véio e Mano Novo, da rádio Nativa FM, na Rádio Bandeirantes e na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

23-) RM – O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Nininho de Uauá – Para aguentar as dificuldades desta estrada, em primeiro lugar tem que gravar o que gosta. Só assim se tem força e ânimo para continuar na batalha. Não se prejudicar financeiramente em função da carreira, pois nem sempre se consegue o retorno desejado. É importante correr atrás de um sonho, mas de uma maneira consciente. Não existe receita para o sucesso!

24-) RM – Quais as ações empreendedora que você prática para desenvolver a sua carreira musical?

Nininho de Uauá – Mando minhas músicas para as Rádios e tenho uma assessoria de imprensa que divulga meu trabalho.

25-) RM – O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Nininho de Uauá – No meu caso ela só ajuda, pois divulgo meus eventos, vídeos e músicas.

26-) RM – Quais os seus projetos futuros?

Nininho de Uauá – Pretendo fazer um espaço cultural no povoado em que nasci, Sitio do Tomas em Uauá, que se chamará “Canto do Nininho”.  Lá irei me apresentar pelo menos umas duas vezes ao ano, mas será aberto o ano inteiro, pois quero levar lazer aos moradores com diversas atrações musicais e levar contadores de histórias, resgatando nossas tradições nesta área.

27-) RM – Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Nininho de Uauá – Meus  telefones de contato são: (11) 98427-1618 – Tim | (11) 99828-1220 – Vivo | [email protected] | WWW.nininhodeuaua.blogspot.com

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.