Wagão Paiva

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Wagão Paiva
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Cantor, músico, compositor, escritor e ator. Essa é a definição do artista W.agão (Lê-se Wagão).

O autodidata nascido na cidade de Nova Iguaçu (RJ) que toca violão, guitarra, bateria, baixo e percussão, chegou ao mercado fonográfico de forma tímida, usando a internet como sua aliada, o que aos poucos, lhe deu uma bela notoriedade.

Wagner José da Silva Paiva, ou simplesmente W.agão Paiva, nome artístico adotado devido ao apelido da infância, iniciou sua vida artística em 1998, quando ainda adolescente, fazia shows em pequenos eventos e em bares na cidade, sendo vocalista em bandas de pop.

​Nestes quase 20 anos de estrada, ele nunca desistiu de seu sonho, que é levar alegria e amor por onde passar. O seu primeiro CD – “#TOCAWAGAO” trás sucessos antigos da sua carreira de com novas roupagens e outras composições inéditas. Preservando suas raízes, W.agão segue com a bagagem de quem domina a arte de compor, tocar e cantar, conquistando cada vez mais seu espaço, sempre com muito carisma e seu jeito humilde de ser.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Wagão (W.agão) Paiva para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 02.04.2018:

 01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

 Wagão (W.agão) Paiva: Cheguei neste no do dia 03 de Abril de 1981. Sou nascido e criado em minha amada e sofrida Nova Iguaçu (RJ).

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a .

Wagão (W.agão) Paiva: Minha história com música começa no útero. Quando tocava Roberto Carlos e/ou Sidney Magal, mamãe dizia que era possível me ver sorrindo. Eu me chamo Wagner por conta do Wagner Montes no programa o “O Povo na TV” de 1979, já nasci com alma e fui batizado com nome de artista. Aos 7 anos, meu brinquedo preferido era um violãozinho de madeira, quando não, fazia dos cabos de vassoura meu pedestal. Na pré-adolescência, sem que eles soubessem, fui influenciado musicalmente por meus irmãos e sua velha “disputa” pelo “dial” do rádio todas as manhãs. Minha irmã com som de “boy bands”, meu irmão do meio, pelo som da viola caipira e dos lamentos do sertão, e o meu irmão mais velho, já falecido, com a ideologia e o grito do rock. Além dos clássicos que conheci por papai e mamãe. Bem, contei tudo isso porque tal vivencia construiu o homem que digita estas palavras e que compõem canções inspiradas na própria vida e na observação atenta ao ser humano.

03) RM: Qual a sua formação e\ou acadêmica fora da área musical?

Wagão (W.agão) Paiva: Sou professor por formação com especialização em Neuropsicopedagogia. Infelizmente a maioria de nós músicos, precisa ter mais de uma profissão para se manter. Faz pouco mais de um ano que parei de lecionar para me dedicar a minha carreira musical, mas foi uma decisão tomada depois de 10 anos de sala de aula, senti que esse era o momento.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Wagão (W.agão) Paiva: Atualmente minhas influências são muitas, fica até difícil de citar, no passado o rock dos anos 80 e 90 foram parte importante de meu conteúdo musical, mas hoje admiro demais a lascívia da música francesa, o romantismo de Pepino de Capri e a tarantela italiana, o Lundu africano, o folk/blues americano, a modinha portuguesa e todos os riquíssimos ritmos brasileiros.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Wagão (W.agão) Paiva: Aos 15 anos de idade, formei a minha primeira banda de rock, aos 16 anos fizemos o primeiro show e logo depois apareceu um homem disposto a investir em meu talento. Na época pensei, “Foi rápido hein”, mas que nada, era um falso empresário. As apresentações feitas não foram pagas e de quebra o cara furtou nossos instrumentos. O mundo artístico é cruel demais, pois artista são pessoas que, em sua maioria, tem egos enormes… Lidar com o ego das pessoas é cruel. Eu sempre falo isso com quem está começando.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Wagão (W.agão) Paiva: Em 20 anos de carreira musical, o CD – #Tocawagao é o primeiro que lanço em 2017 e encontra-se disponível em todas as plataformas digitais de streaming. Meu público é muito diversificado e isso me deixa muito feliz, pois meu trabalho transita entre as diferentes classes sociais.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Wagão (W.agão) Paiva: Sou da escola de Raul Seixas, ele tocava o que dava em sua cabeça e com isso construiu uma identidade própria. No Brasil até o final da década de 70 era assim. Uma pequena pesquisa no acervo de Jerry Adriani, Eduardo Dusek e tantos outros, provam isso, era do rock ao brega. Aos poucos fomos enlatando nosso trabalho e levantando bandeiras. Hoje eu toco o que o público e eu queremos, sem preconceito musical.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Wagão (W.agão) Paiva: Vim estudar neste último ano. Eu sou músico autodidata. O meu primeiro violão, eu catei do lixo de um vizinho, consertei o tampo e aproveitei as quatro cordas e assim iniciei meus estudos musicais tocando um “contrabaixo” improvisado. Pedia uns toques aos meus amigos que faziam aula de música, eles me davam dicas e com as já falecidas “modinhas” aprendia os acordes sem pestana. Era caro estudar música. Dois anos depois meu pai me deu meu primeiro Contrabaixo que eu carinhosamente o apelidei de Nelson Ned – oh trocadilho (risos).

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Wagão (W.agão) Paiva: Só depois que eu estudei técnica vocal foi que vi o quanto é importante cuidar das pregas vocais. É como você ser agricultor e não afiar o facão antes de ir para o corte da cana. Você perde muito tempo e se cansa o dobro e ainda corre o risco de criar “dentes” e estragar o facão. O mesmo acontece com nossa voz.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Wagão (W.agão) Paiva: Sidney Magal, Gal Costa, Alcione, Tim Maia, Tony Garrido, Bruce Dickson, Dio, etc. São tantos que fica até complicado continuar. Estou sempre em busca de algo positivo nos trabalhos que ouço. E vou te falar, até a Pablo Vittar que todo mundo “taca o pau”, eu acho interessante e merece meus aplausos, pois é um trabalho ousado para os moldes da cultura existente, somos um país machista e prepotente. Ele vende e tem o público dele, qual o problema? Precisamos olhar mais para o nosso “quadrado” e esquecer o do vizinho.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Wagão (W.agão) Paiva: Empírico na maioria das vezes e observador em outros.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição? 

Wagão (W.agão) Paiva: Já tentei compor em parceria, mas nunca terminou nada. Acho que sou o problemático da situação, meio lobo solitário.

13) RM : Quem já gravou as suas músicas?

Wagão (W.agão) Paiva: Já fizeram muitos covers de músicas minhas, mas nunca as gravaram. Banda Sonambulos, PityLELA, Augusto Vasconcellos, Grupo Trem das 11,  são algumas dessas pessoas.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Wagão (W.agão) Paiva: Todo bônus tem seu ônus, todos os grandes que a história da música nos apresentou, sempre tiveram uma grande equipe e muito investimento para fazer as coisas acontecerem. Para ganhar é preciso ceder, mas é claro, desde que isso não ofenda seus princípios. A liberdade, muitas das vezes, é a chave da prisão.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Wagão (W.agão) Paiva: Divulgação e parcerias estão sendo feitas Brasil a fora. Hoje consegui sair de minha zona de conforto e ser conhecido em boa parte de nosso território.

 16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Wagão (W.agão) Paiva: Intercâmbio musical e divulgação massiva na internet.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Wagão (W.agão) Paiva: Se não fosse a internet eu não seria metade do que sou hoje. Quando que a RitmoMelodia chegariam até mim? Vocês já entrevistaram a nata da música, Gilberto Gil e Paulinho da Viola são só alguns dos nomes. Que privilégio, está na revista também.

18) RM : Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Wagão (W.agão) Paiva: Em minha opinião não existe desvantagens. Quer gravar, grave. Eu amadureci muito musicalmente quando passei a me ouvir. Em 2003 gravei um ensaio com uma câmera VHS, quando me assisti e ouvi, em 2004 eu era outro músico e assim foi. Se eu fosse gravar hoje novamente o #Tocawagao, com certeza ele teria outra linha vocal, mas profunda e harmoniosa.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Wagão (W.agão) Paiva: Eu mostro quem eu sou sem rótulos, toco aquilo que as pessoas estão acostumadas e querem ouvir, porém, ousando e colocando minha cara, minha marca na música. Uma característica minha é a mudança de tons… Eu sempre faço isso de forma abrupta e harmoniosa, raramente faço uma música com compasso engessado. Num primeiro momento há o estranhamento, mas logo em seguida, as pessoas curtem o acidente. Não quero ser mais um, eu sou o que sou, porque fui o que fui. Essa é a metamorfose do trabalho musical do Wagão.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Wagão (W.agão) Paiva: Há muito tempo que a música brasileira não se renova e fazer esta comparação é muito complicado. As pessoas mudaram, o cenário cultural mudou. Este conflito de gerações que vivemos hoje foi o mesmo que nossos avós sofreram com nossos pais com a ascensão do rock na década de 50 e da cena musical Disco em 70. Eu sei o que é bom para mim. Quando tiver meus filhos, sei aonde irei orienta-los. Se o povo não tem senso crítico hoje é porque elas não foram ensinadas a escolher. As pessoas reclamam do jornalismo da TV Globo, mas me atrevo a falar que 99% dos artistas, sonham em cantar no palco do Domingão, pois isso é Status. Se algo não me agrada, eu simplesmente saio do estabelecimento, troco de rádio, de canal etc. É esse pensamento de respeito mútuo que falta em nossa sociedade.

21) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

 Wagão (W.agão) Paiva: Admiro demais a turma que pertenceu ao Los Hermanos e Hermeto Paschoal.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Wagão (W.agão) Paiva: Tenho algumas histórias… Para você ter uma ideia, eu já fui furtado por um empresário, já tive o estúdio assaltado, já fui assediado por meses por um homossexual que cismou que tinha que transar comigo, já fomos expulso do palco porque ousamos tocar rock pesado numa festa de rua aonde só tinha FUNK carioca. Uma vez o cara me ofereceu a esposa dele. E já dormi em rodoviária, já peguei carona de caminhão para viajar para outros Estados… Um dia as historias serão registradas em um .

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Wagão (W.agão) Paiva: Faço amigos e amores por onde passo e isso não tem preço. Alegria e tristeza fazem parte do ser humano, quando ela aparece, logo vira uma nova canção.

24) RM : Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Wagão (W.agão) Paiva: Nova Iguaçu é Diversificada e atraente.

25) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Wagão (W.agão) Paiva: Baixada Fluminense é um celeiro de artistas… Gosto da banda “Um a Um”, banda da “Sonâmbulos”, “Evolução” e “RuArt” – os últimos dois, são grupos de dança que desenvolvem um trabalho social maravilhoso.

26) RM : Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Wagão (W.agão) Paiva: Graças ao Pai Maior, já tocam, são 15 rádios pelo Brasil, fora as Webs Rádios. Avancei muito neste ano que só me dediquei a minha carreira.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Wagão (W.agão) Paiva: Coragem e paciência. Saiba ouvir aquilo que será bom para ti e renegue aquilo que não irá somar em nada. Outra coisa muito importante, silêncio em seus planos, deixe acontecer para depois falar.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Wagão (W.agão) Paiva: Prós: Espaços para divulgação. Contras: Julgamento parcial e tendencioso de alguns juízes de tais festivais.

29) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Wagão (W.agão) Paiva: Toda divulgação é bem vinda, todo espaço para mostrar sua arte é valioso. Independente de qualquer coisa.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Wagão (W.agão) Paiva: A mídia é movida por números. Se você dê audiência, você está na mídia, caso contrário, fica na geladeira. Os músicos precisam montar primeiro seu público, é um trabalho debaixo para cima. Conheço gente que tem 100 mil viewes no youtube, mas que não lotam uma casa para 100 pessoas, e aí, me explica isso? Visualizações compradas. Essa turma consegue seus 15 minutos de fama e depois já era, para se perpetuar tem que se trabalhar e muito.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Wagão (W.agão) Paiva: São muito burocráticos. É como a Lei Rouanet, já viu a dificuldade para se conseguir o financiamento? A mesma coisa são esses espaços. Eles deveriam apresentar os critérios e o que eles procuram para poder orientar os músicos que queiram participar de seus projetos.  E tem mais, todo ano são as mesmas caras. O músico também precisa se profissionalizar, mas esses processos poderiam ser mais transparentes.

32) RM: O que a sua experiência como ator ajuda na atuação do músico?

Wagão (W.agão) Paiva: Vou responder essa frase citando William Shakespeare: “O mundo inteiro é um palco. E todos os homens e mulheres não passam de meros atores. Eles entram e saem de cena. E cada um no seu tempo representa diversos papéis.” Acredito ter dito tudo (risos).

33) RM: Fale sobre seu livro “Vivendo e Não Aprendendo”.

Wagão (W.agão) Paiva: Meu amigo; gostaria de esclarecer algo primeiro relacionado ao título… Infelizmente este nome não é uma homenagem ao antológico disco da banda Ira, em 1986, bem que eu gostaria que fosse (risos).

Este título se dá por conta da teimosia humana em sempre repetir os mesmo erros.

Ele nasceu por conta do finado Orkut. As pessoas acompanhavam meu mural, eu o usava como blog e escrevia sobre tudo. Até que um dia fui bloqueado por conta de umas palavras de baixo calão que não souberam enxergar o humor ali. O texto era o seguinte: “Assento Sanitário, Cu não tem acento”: http://wagaopaiva.blogspot.com.br/search?q=assento+sanitário. Indignado, afinal de contas estava fazendo um serviço de utilidade pública, trazendo luz de conhecimento aos meus assíduos leitores, criei um blog e passei a estudar a origem dos palavrões. A partir do nosso idioma, vi temas que poderiam ser mais bem explorados e passei a brincar com a história. Usei um ponto de vista lúdico e metafórico para analisar os pensamentos de renomados filósofos, em situações comuns de qualquer cidadão, como por exemplo, a flatulência. No final das contas nasceu um livro bem humorado, onde a informação e grandes períodos históricos foram repassados de forma didática e sociológica. Ele esta em sua segunda edição, revista e atualizada, onde reescrevi boa parte e o deixei mais enxuto. Tive propriedade e cuidado para explanar e brincar com a história e temas tidos como polêmicos: homossexualidade e o exame de próstata. Consegui criar uma assinatura própria; contestando teorias, mas com um movimento de investigação ao Senso Comum e Mítico, onde humor, colóquio e linguagem erudita se encontram num mesmo contexto.

34) RM: Fale sobre seu livro “Filosofias de Boteco”.

Wagão (W.agão) Paiva: A primeira edição do meu livro “Vivendo e Não Aprendendo” me deixou preso a um contrato com uma editora que me colocou na geladeira. Com “Filosofias de Boteco” seria diferente… Em 15 de outubro de 2014, realizei um grande sonho, fundei o terceiro selo editorial de Nova Iguaçu a Entreasllinhas Editora. Não por acaso essa data, sou professor por formação com especialização em neuropsicopedagogia. E 15 de outubro é o dia do tão aclamado, mas mal creditado: “professor”. Brindamos a inauguração desse selo, com o lançamento de meu segundo livro, “Filosofias no Boteco”. “Filosofias no Boteco” é um livro de sociologia. Ao todo, foram cindo anos para sua produção, três de pesquisa e dois de escrita. Essa não é uma obra de apologia ao álcool; nem tão pouco de “causos” e estórias engraçadas e ditos populares… É, além de tudo, uma reflexão crítica sobre a história da bebida alcoólica. Hoje somos capazes de entender os malefícios do uso abusivo do álcool, mas se olharmos para trás, podemos observar e entender porque nossos antepassados não pensavam assim: A bebida alcoólica ajudou a humanidade a superar epidemias, construir Impérios, organizar sociedades e até mesmo criar tecnologias. É um livro de curiosidades, por exemplo: Você sabia que a cerveja tem um padroeiro? E que em muitos botecos (tavernas, saloons, bodegas e tantos outros sinônimos mundo e história afora), iniciaram-se grandes revoltas e revoluções? E que a pasteurização só existe porque seu inventor queria fazer com o que o vinho durasse mais tempo? Embora com tamanhas curiosidades, culinária e fatos históricos, quero deixar claro que não pretendi esgotar o assunto. Tentei escrever o livro de uma forma em que a conversa fosse parecida com uma conversa de bar, sabe? Daquelas que a gente esquece a hora de ir embora – e sempre acaba pedindo “mais uma” antes da saideira.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Wagão (W.agão) Paiva: Precisamos sonhar e ser ousados, meu projeto próximo é Ganhar o Grammy de Música Latina.

36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Wagão (W.agão) Paiva: Com Evolução produções pelo (21) 9.8362-3715 | [email protected] | https://wagpaiva.wixsite.com/wagaopaiva|

https://www.youtube.com/watch?v=X5JQHIOrwMc

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.