Juçara Freire

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Juçara Freire
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A cantora, compositor e violonista Juçara Freire sua musicalidade vem desde a infância ganhou o seu primeiro violão e começou a cantar e compor.

Na adolescência participou de vários Festivais de na Escola e no Bairro. Em 1988 casou-se e se afastou do meio , retornando em 2001 com força total. Desde então, essa carioca, vem despontando no cenário da música. Suas apresentações vêm rendendo muitos elogios por parte do público e também da mídia.

Em 2003 e 2004 foi destaque feminino do Festival de Música – Som na Praça – realizado no bairro de Rocha Miranda (RJ), tendo as músicas do Festival tocadas nas rádios: Rádio Viva Rio, Rádio TPM, Rádio Bicuda. Em 2005 participou do programa de calouros do Raul Gil – Quem sabe canta, quem não sabe dança – tendo suas apresentações muito elogiadas pelos jurados e principalmente por José Messias, que sempre foi rigoroso nos comentários. Ainda em 2005 participou do Festival do Clube dos Compositores, pela Internet. No final de 2007 lançou o seu primeiro álbum – “SEDUZIR”, autoral e , com o selo Sony Dadc Brasil. E arranjos de Silvestre Alcântara, vocais de Cíntia Possidonio e Simone Tertuliano, produção executiva de Telma Sucupira.

Juçara participou dos Festivais de Música: FEMI 2010 – Ficando em 3º lugar. Em 2010 do VERSOS & ACORDES (participando do disco coletânea). Em 2011 do FAVELA FESTIVAL 2011 (patrocinado pela CUFA, GLOBO RIO , PETROBRAS , GOVERNO DO ESTADO E RÁDIO MPB FM ). Em 2013 do Festival CEPE FUNDÃO no Teatro Rival, patrocínio PETROBRAS, 3º lugar categoria composição e letra. Em 2014 do Festival CEPE FUNDÃO no Teatro Rival, patrocínio PETROBRAS, dueto com Valdo Aguiar. Em 2015 do Festival Talentos da Baixada no SESC São João de Meriti. Em 2015 do Festival CEPE FUNDÃO no Teatro Rival, patrocínio PETROBRAS, 1º lugar categoria composição e letra. Prêmio de melhor intérprete e também 1º lugar na dupla com Lucas de Castro, cantando “Paixão”. Em 2016 Festival CEPE FUNDÃO no Teatro Rival, patrocínio PETROBRAS. Em 2017 do Festival CEPE FUNDÃO no Teatro Rival, patrocínio PETROBRAS. Em 2018 do Festival Teatro Ziembinski. Juçara está com uma música no álbum coletivo SOPA RJ, de vários artistas de variados estilos. Lançamento em Dezembro de 2017, no Beco das Garrafas.

Atualmente está empenhada na divulgação do seu segundo álbum – “BEM MAIS“ e dos seus EPs. Divulgando em rádios web (suas músicas tocam na webrádio “Música tá na pista”, organizada por João Calos Ribeiro) e nas plataformas digitais. E nas suas apresentações na orla de Copacabana , Leme e toda quinta-feira no Frango & Cia na Vila da Penha. E em janeiro 2018 fechei contrato com o selo BonfaStudio Digital Records do cantor, compositor, escritor e produtor musical Tavynho Bonfá, 

Segue abaixo entrevista exclusiva com Juçara Freire para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 15.03.2018:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Juçara Freire: Nasci no dia 07.10.1970 Rio de Janeiro.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Juçara Freire: Em casa ouvindo o que minha mãe colocava na vitrola ou em programas de rádio.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Juçara Freire: Não tenho formação musical em diploma, pois o que sei é muito mais intuição e atividade prática. Teoria nada! A minha formação escolar é ensino médio completo.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Juçara Freire: Como ouvia o que minha mãe gostava, tinha muito Roberto Carlos, Agnaldo Timóteo, Maria Bethânia, Benito di Paula, Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, entre outros. Depois na adolescência vieram as bandas de rock nacional, que foi o que me soltou um pouco mais para música. Na atualidade mantenho o que passei a admirar, Adriana Calcanhotto, João Bosco, Djavan, Chico Buarque, Milton Nascimento, Beto Guedes, Flávio Venturini. E ao longo desses anos o que menos mantenho no repertório é o Roberto Carlos.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Juçara Freire: Sempre gostei de cantar. Mas a tocar (ou tentar) foi após um acidente. Fui atropelada aos 10 anos de idade, e precisava fazer fisioterapia para movimentar a mão esquerda, pedi um Violão para minha mãe. E brincando tomei gosto pela coisa. Mas como profissão, foram muitos anos depois, veio à onda de cantar em Karaokê. E sempre quando voltava do trabalho, passava por um Barzinho que tinha. Parava lá, cantava umas quatro a cinco músicas, e seguia pra casa. Até que outros clientes começaram a pedir que eu cantasse as músicas que eles escolhiam. Em 2001, um cara (Mario) me ouviu e me chamou para fazer parte da banda “Sem Pretensão”, que não deu certo. Através do Mario, eu conheci o músico Daniel Bosco Lima e começamos a namorar e tirar um repertório para tocar em Bar. Em 2005 participamos do Programa do Raul Gil: “Quem sabe canta quem não sabe dança”.  O namoro acabou e eu para mostrar que podia continuar apresentando o repertório me dediquei ao Violão. E assim começou a minha carreira musical em 2001.

06) RM : Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Juçara Freire: Tenho dois CDs lançados: o CD – “Seduzir” em 2008. Silvestre Alcântara foi quem fez os arranjos e tocou a maioria dos instrumentos. E teve também a guitarra de Rogério Lopes. Além dos vocais das minhas amigas Cíntia Possidônio e Simone Tertuliano, que são também cantoras e compositoras. O perfil musical desse disco é um pop romântico. E as músicas desse CD que mais agradou foram: “Seduzir”, “Te quero”, “Sem compromisso” e “Porta aberta”.

CD – “Bem mais” em 2017. Nesse CD comecei com André Loures, que fez os arranjos de três músicas : “Bem mais”, “Tudo certo”, “Saudade remix”. Nesse disco, ele tocou os instrumentos mais o amigo Dan. Masterização dessas Carlos Lazaroni. Depois quem fez os arranjos das outras foram Deusdete Maranhão (Teclados) e Chiquinho Brazão (Bateria e Percussão). No Violão e Guitarra Cláudio Gurgel. Masterização Chiquinho Brazão. Nesse CD já trago samba canção, dance, pop e românticas também. E também parceria com Simone Tertuliano em duas canções: “Não faz sentido” e “Pouco importa”. As músicas que mais caíram no gosto popular foram: “Saudade”, “Bem mais”, “Valeu a pena”.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Juçara Freire: Um pop romântico.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Juçara Freire: Tentei, mas fui aconselhada a abandonar a aula e voltar em outra oportunidade (risos). Eu ria nos exercícios e perguntava coisas demais, a professora surtou comigo (risos).

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Juçara Freire: Acredito que seja importante para que o cantor saiba o seu potencial e as suas limitações. E cuidar da voz é primordial, pois sem ela, como trabalhar?!

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Juçara Freire: Adriana Calcanhoto, Maria Bethânia, Isabella Taviani, Maysa.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Juçara Freire: Não tenho. A música vem de um som, uma palavra, um momento. Quando isso acontece, vem tudo junto, letra e . Mas quando algum amigo me passa a melodia e o tema, normalmente coloco a letra no mesmo dia. Exceto com Jorge Bodhar que estou uns seis meses com a melodia dele, e nada!

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Juçara Freire: As músicas que fiz em parceria foram por acaso. A Simone Tertuliano estava tentando colocar letra nas melodias dela, mas não vinha nada. Ela me mostrou as músicas e na hora coloquei a letra e ela gostou. Pronto! Minha primeira parceria. Depois, no ano passado, o André Loures estava com um samba quê precisava de letra, já tinha mostrado para outros amigos sambistas e pagodeiros, e nada! Foi quando me falou a respeito e me passou o samba e a ideia do que queria, uma hora depois entreguei o samba dele. E logo eu, a única pessoa que ele não pensou em pedir ajuda, pois samba não é a minha praia. Mas deu certo. Está no YouTube: “A vida é um eterno recomeçar”. E mais recente fiz com Babal Galvão: “De Poesia e Pão”.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Juçara Freire: Só eu gravei…

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Juçara Freire: Os prós é que você decide o que fazer, decide o teu repertório, decide onde tocar. O contra é que a grana é curta e investir na carreira faz a diferença.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Juçara Freire: Não tenho uma estratégia, mas busco divulgar meu trabalho, busco me apresentar em bons locais.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Juçara Freire: Procuro ter um bom repertório. Faço amizades que sempre somam tanto para mim, quanto para o amigo em questão (ninguém chega a lugar algum sozinho). No meu cartão de visita tem os links que divulgam minhas músicas. Coloquei minhas músicas nas plataformas digitais.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Juçara Freire: Com certeza ajuda muito na divulgação. Pois chego a lugares com minha música, que fisicamente, no momento seria impossível. Mas no que prejudica, fica na questão financeira. Pois existem diversos cantores e cantoras com vídeos muito melhores que os meus. Por conta da qualidade de gravação imagem e áudio. Quaro mais se tem para investir, melhor o trabalho.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Juçara Freire: Vantagem que se tem “uma banda a disposição sempre”. O ruim é que dependendo do produtor, fica um trabalho mecânico.

19) RM : No passado a dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Juçara Freire: Nada! Faço o meu trabalho como uma formiguinha… Dia a dia.

20) RM : Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Juçara Freire: O cenário musical brasileiro está um horror! Está difícil para quem gosta de música de qualidade, com letra poética, melodia. Quem toca na noite, como eu, fazer um bom trabalho, sem ser interrompido por pedidos de música que pra mim não rolam, está difícil. Quem se revelou para mim nessas últimas décadas: Maria Rita, Ana Vitoria, Vander Lee, Luísa Possi, Moska. Quem permaneceu foi Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Moska, Lenine. Quem regrediu para mim foi Roberto Carlos.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Juçara Freire: Maria Bethânia… Ney Matogrosso

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Juçara Freire: Meu Deus! Tantos acontecimentos (risos). Já cantei e não recebi.

Já fui agarrada no palco, na saída do banheiro. Já subiram no palco e dançaram de biquíni se esfregando nas minhas costas. Já cantei num auditório aonde só tinha surdos, pois me colocaram no auditório errado (risos), mas depois fui para o certo. Já choraram por alguma música que cantei e ainda ganhei gorjeta por isso! Já perdi trabalho porque dois clientes, amigos do dono do bar, brigarem por minha causa. Quebram muita coisa. Tudo porque um disse que amava e o outro gritou que era ele quem amava mais. Bêbados. Já viu né?!

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Juçara Freire: O que me deixa feliz é ver o público curtindo o trabalho. E triste, quando me apresento para um público que não tá nem ai para qualidade musical.

24) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Juçara Freire: Em Duque de Caxias (RJ) predomina o Funk, Pagode e Sertanejo.

25) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Juçara Freire: Contrabaixistas: Marcelo BA, Caê Melo; Violonista: Bruno Azevedo; Baterista: Alan Jackson; Cantor: Adalto Bastos.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Juçara Freire: Na boa! Dependendo da Rádio, nem pagando o jabá. As Rádios independentes, rádio web. Estão dando de dez nessas rádios mercenárias. E eu não pagaria o jabá.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Juçara Freire: Se a pessoa está certa de que ama a música, então dê o seu melhor, seja feliz com as suas conquistas. E não desista!

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Juçara Freire: Não vejo o contra. Pois quando me classifico, já fico feliz. Minha meta em Festivais de Música é participar, vencer já é outra história.

29) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Juçara Freire: Não. Mas é um bom local para fazer amizades e conhecer coisas boas de perto.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Juçara Freire: Até bem pouco tempo eu culpava a grande mídia pela baixa qualidade musical que se ouve em cada esquina. Mas hoje admito que sejam as pessoas que escolhem o que querem ouvir. Então a grande mídia faz a cobertura simplesmente do que o povo quer e gosta.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Juçara Freire: Um bom espaço. Mas de difícil acesso. Acredito que não basta ter um bom trabalho, para se apresentar nesses espaços, e sim um bom conhecimento a quem entregar o material para ser avaliado.

32) RM: Qual o circuito de Bar no Rio de Janeiro que é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Juçara Freire: Os de franquia… Onde tem vários espalhados pela cidade.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Juçara Freire: Divulgar meu trabalho em shows com banda. E fazer o terceiro CD ao vivo. Já tenho músicas para isso. E dividir o palco em shows com amigos. Dia 16 de março de 2018 participo do Festiva de Música Marolo de Ouro em Paraguaçu (MG). Deseje-me sorte…

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Juçara Freire: (21) 99868 – 9419 | [email protected]

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.