Vicente Telles

Vicente Telles é ator compositor e Produtor Musical começou nos programas de auditório do Cine Art Palácio na cidade de Santa Inês/Ma. Apresentado pelo locutor Clélio Silveira, nos programas Vicente era figurinha carimbada. No início de 1975, veio montar seu bazar de sonhos no Rio de Janeiro. Em 1998 estreou na TV Globo, como ator no Domingão do Faustão com o quadro “Faça-me Sorrir”, onde teve um grande sucesso.

A produção do Faustão levou Vicente para todos os cantos do Brasil em busca de algum santo milagreiro o fizesse dá um sorriso. o ator Eri Johnson, os jogadores como Ronaldinho, Cafu, Zagalo, Romário, Raí, Zico, Leonardo, Edmundo, entre outros da Seleção Brasileira. Em 1999 Vicente gravou novos trabalhos, como “Mandacaru” contracenando com Roberta Close, participou de vários Linha Direta da Rede Globo.

Vicente Telles tem mais de 13 discos gravados entre Vinis e CDs, carreira que teve início em 1979, tendo um dos seus discos produzido por Raimundo Fagner, outro por Marcus Pitter e os demais pelo próprio artista, com participações de Belchior, Cláudia Telles, Guilherme Arantes entre outros nomes da MPB. Autor de muitas músicas gravadas por cantores populares.

Em agosto/2003, idealizou e realizou junto com Getúlio Côrtes e Direção Musical de Leno, (Dupla Leno e Lílian), o show “O Pulo do Negro Gato”, um tributo a Getúlio Côrtes, compositor de inúmeras canções gravadas pelo Rei Roberto Carlos. Com grandes estrelas participando, como; Fagner, Luiz Melodia, Jerry Adriane, Dr. Silvana & Cia., Golden Boys, Renato e Seus Blue Caps, Gerson King Combo, Adriana entre outros da Jovem Guarda.

Em 2009 lançou o CD – “O Romântico Apaixonado” onde faz incursões por sucessos antigos e interpreta, com o coração, grandes pérolas da música popular brasileira como: “Devolvi”, “Memória de uma velha canção”, “Eu Daria a minha vida”, “O amanhã espera por nós dois e outras”, lançado na Feira de São Cristóvão com uma ótima aceitação, incluindo a canção “Você não me ensinou a te esquecer” interpretada por Caetano Veloso e também por Vicente Telles. Ouvindo Vicente Telles se tem a certeza de que cantar é um ato de prazer.  Lançou em 2015 um CD – “Vicente Telles Por Todos” onde traz canções sua e de amigos de infância.

Em 2017 lançou o CD – Vicente Telles em Ritmo de Jovem Guarda (Jovem Guarda Universitária) com os hits da jovem guarda incluindo uma canção inédita do Roberto Carlos iniciada por ele em 1966 e concluída em 2016 por Vicente Telles. Canção que inspira e lidara uma campanha com vários vídeos de vários artistas, empresários e cidadãos comuns pedindo: ROBERTO CARLOS CANTE COM VICENTE TELLES!

Segue abaixo entrevista exclusiva com Vicente Telles para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 20.11.2017:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e sua cidade natal?

Vicente Telles: Nasci no dia 15 de abril de 1956 de Santa Inês – Maranhão, à 260 km da capital de São Luís. E “Ponta da Linha” foi o primeiro nome da cidade, pois, dependendo da localização pode ser o fim ou o início do Nordeste. Na ponta da linha por ser uma das últimas cidades do Nordeste ou uma das primeiras, ou seja, fica ensanduichada pelo norte e nordeste.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música?

Vicente Telles: Era primavera, flores para todos os lados colorindo o aroma destes dias. Eu ao invés de voar, eu corria entre estas cores aromatizando meus sonhos. A ingenuidade vestia aqueles dias simples onde eu bebia a água pura na fonte da inocência. Sempre atravessando a sala sob o lençol de uma variação de sons na sela das canções, que deviam ocupava as paradas da época. Era tardinha num tom bem “Ave Maria”, vejo sair do rádio e ouço uma voz aveludada e chorosa, aquela canção me paralisou. Entrava em meus ouvidos como água num pano. Acho que aquela quase noite de novembro me abraçara batizando-me com amor a arte, as canções, a melodia, a poesia, ali tudo tomava conta de mim, a voz suave, a melodia, os arranjos, fui tomado, arrastado e vacinado com aquela canção. Ali foi lançada no universo da minha vida do meu corpo essa semente que sacramentada.

Então canção “Ave Maria” passou a ser a trilha dos meus dias, passei a cantá-la por alguns centavos, e logo passei a me interessar por este artista. Uns três quatro meses depois desta possessão musical, eu ouço uma notícia pelo rádio no dia cinco de fevereiro de 1965 que o intérprete de “Ave Maria”, o cantor e compositor Marco Antônio tinha falecido eletrocutado na madrugada de cinco de fevereiro, nas proximidades de sua residência em Nilópolis – RJ.

Eram duas horas da madrugada quando ele procurava chegar a sua casa, na Avenida Mirandela 290, tateando no escuro, pois um temporal interrompera a energia elétrica, ali, desde as 19 horas do dia 4. Foi então que pisou numa poça d’água, onde caíra um fio de alta tensão, sendo fulminado. Ninguém pôde fazer qualquer coisa em seu socorro. O corpo permaneceu onde fora eletrocutado, até às 9 horas do dia seguinte, quando se providenciou o desligamento da rede elétrica que matara o artista. Marco Antônio foi sepultado no cemitério de Inhaúma, no dia 6, às 10 horas da manhã, depois de velado por alguns.

Troquei o corre, corre das ruas, das brincadeiras como: Boca de forno, forno, e seu eu mandar eu vou e se eu não for? Pega uma dúzia de bolo. Eram uma das brincadeiras do meu tempo, mas, a partir desta canção, desta quase noite, passei a achar maravilhoso ouvir uma canção, sentir a primavera chegar, o perfume de uma flor, uma criança sorrindo, uma rosa se abrindo enfim eram verdades livres de qualquer questionamento com vontade bonita. Marco Antônio despertou em mim através do seu som, da sua voz e da sua respiração sentimental que pranteavam as suas canções o que hoje desfio no meu mundo.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Vicente Telles: Na área musical sou um autodidata que tem amor pela arte musical principalmente musical/literária. A força da música que me levou por mares dantes navegados nas minhas intuições: Vocação.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Vicente Telles: Nasci e vivi os meus primeiros sete anos, que, segundo alguns estudos é o que define a nossa personalidade em todos os aspectos. No final da minha rua tinha um Cabaré, que era exatamente do lado esquerdo saindo de casa, já do Direito tinha o comércio e serviço de alto falantes que tocava um estilo musical mais selecionado, mais para o lado intelectual da música, por isso na minha vida se entranhou todos os seguimentos musicais dos mais distintos possíveis. Ouvia Velha Guarda, Jovem Guarda, movimento de Rock com Elvis Presley, Rolins Stones que antecedeu antes da Jovem Guarda. Do meu lado Esquerdo os dramas musicais e do lado direito às canções com uma elaboração dirigida a ouvintes mais exigente. Passei a compor e cantar com naturalidade em todos os estilos.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Vicente Telles: Sempre participei de programas de calouros, de apresentações festivas na minha cidade do interior, mas nada disso julgava profissional e também sempre tentava fazer contatos com artistas que se apresentavam em Santa Inês – MA, assim como: Luiz Gonzaga, Roberto Muller, Ary Lobo, João do Vale, José Roberto, Fernando Mendes, José Augusto, Agnaldo Timóteo, Waldick Soriano, Marcus Pitter, visitando artistas que iam se apresentar na minha cidade, eu ia na esperança de quem algum destes artistas me trouxesse para o Rio de Janeiro para que eu pudesse me profissionalizar, vencer como artista.

06) RM: Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Vicente Telles: Quatro Vinis e uns 14 CDs, o meu primeiro disco foi um compacto simples pelo selo Epic/CBS produzido pelo cantor e compositor Raimundo Fagner nos anos de 1978 e 79 e lançado em 1980 com as canções: “Canção para um perdido” (Vicente Telles/Kid Bayano); “Vidas Paralelas” (Vicente Telles/Bival Farias). Dar para ter uma ideia como era difícil, levei esse tempo todo para fazer este disco, isso contando com a contratação e definição de que núcleo eu participaria.

Depois, em 1982 fiz outro compacto pela Polygran com as canções: “Marize” e “Pássaro Azul”, este compacto não saiu, mas deu origem a um LP que trazia o título: “Olhar de Vagalume” tendo uma boa aceitação inclusive tocou muito em todo norte e nordeste, aqui no sudeste muito pouco, mas foi um disco que me deixou numa posição legal no mercado, depois deste disco fiz um disco que trazia o título: “… É Por isso que estou aqui”, inclusive essa canção é do Roberto Carlos, gravei meio reggae, este disco também foi bem fiz muito programas de TVs e depois partir para outro disco já com um cunho meio Jovem Guarda lançado pela gravadora do Carlos Santos e distribuído pela Polygram, também foi bem.

A partir daí partimos para o CD. O meu primeiro CD – “O Mago da Canção”, autoral assim como os de vinis, uma mistura de roque com baladas e canções, depois partir para um caminho romântico fiz os CDs volume 1, 2, 3, 4 e 5 “O Romântico Apaixonado”. Fiz um “Stop Vicente Telles” com inéditas e regravações inclusive uma parceria com Raul Seixas e agora estou com “Vicente Telles em ritmo de jovem guarda” volume 1 e 2. Este disco traz uma parceria não autorizada com Roberto Carlos que é a canção “Você vai perde seu bem” (A Mais Linda Canção).

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Vicente Telles: Um clinico geral da música. Canto para a cabeça o corpo e para coração. As canções que faço são matemáticas e emoção. Transpiração e inspiração. Ora mais inspiração que transpiração ora o inverso e hora meio a meio, ou seja, eu canto o mundo com as suas diferenças musicais.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Vicente Telles: Estudei um pouco, mas não tive como permanecer até o fim. Primeiro pela condição e segundo por estar me sentindo incomodado com a padronização, ou seja, quase todos que estavam ali comigo faziam o mesmo exercício e começavam a impostar a voz de forma muito parecida e isso me deixou com medo de não ter voz própria.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Vicente Telles: No meu caso foi interessante para eu saber que quando se canta precisa usar bem a respiração para não perder o ritmo e a afinação, literalmente. Eu fui aprendendo fazendo, ouvindo e vendo com a humildade dos que precisam enxergar.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Vicente Telles: Diana, Marisa Monte, Núbia Lafaiete, Zizi Possi, Maria Bethânia, Amelinha e Claudia Barroso.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Vicente Telles: Compor para mim é como sentir fome, é como um ato sexual da emoção com a criação e parir uma obra seja ela prima, irmã ou uma filha bastarda.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição? Quem já gravou as suas músicas?

Vicente Telles: Tive muitos, Luís Sarmanho, Doc Salu, Cesar Nascimento, Mano Borges, Nelsinho Pipoca e aqueles que aparece você compõe uma, duas canções e fica por ali.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Vicente Telles: É ser um marginal da arte, contra os maiores interesses financeiros deste meio. Apesar de que hoje em dia você pode mandar fabricar seu trabalho apenas com o seu CPF e com as autorizações das canções envolvidas no trabalho, se for autoral não precisará nem destas tais autorizações.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Vicente Telles: A minha vida artística sempre foi no susto. Sempre me equilibrando nas linhas da palma da mão. Sou muito de improviso. Se os músicos virem à porta de entrada já é uma ótima saída. Assim entrarei com a minha arte me fazendo feliz cheio de asas para riscar o céu.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você prática para desenvolver a sua carreira?

Vicente Telles: Não me atenho a estes caminhos, embora quisesse não saberia, pois pouco entendo, vou fazendo, caminhando, sonhando e lutando, só isso.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Vicente Telles: A internet é uma porta para o mundo, graças a Deus. É tudo de bom para mostrarmos nossos trabalhos, não temos mais o que nos impeça como antes.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia de gravação (home estúdio)?

Vicente Telles: Faz-nos perder qualidade, não precisar ser realmente artista para se lançarem no mercado, todos querem aparecer sem nenhuma aptidão e preocupação com a qualidade artística e sim a montantes de dinheiro. Ostentação e etc. Virou qualquer nota, pode ser bom no aspecto de alguém sair de uma vida difícil, mas para a arte foi ruim, falo no aspecto qualidade artístico. A tecnologia dissolve a arte na maioria dos casos.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Vicente Telles: Nesse caso entra em campo o “Vale Tudo” para aparecer, cabe ai um pouco da resposta anterior. Tudo deixa de ser emoção e passa a ser matemática e na arte não cabe à matemática pelo menos no momento que se cria, por isso, que digo o que disse.

19) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Vicente Telles: A TERNURA ACABOU! A ostentação ocupa todos os espaços principalmente os da mídia, onde milhões de brasileiros são levados por essa onda tão pequena que é o ato de se mostrar e de se exibir enquanto muitos disputam com ratos comidas num latão de lixo. As pessoas que tem essa atitude querem simplesmente mostrar ao seu próximo uma “força” através do material esquecendo-se de que apenas meia hora de chuva arrasta tudo e desabriga a todos. Os mesquinhos imbecilizados pela tosca vaidade burra de ostentar não sabem o que é carinho, ternura e amizade. Antes destas tais ostentações os encontros eram regados de tanta felicidade e poesia que o brilho de cada olhar brindava os sorrisos. Pessoas materialistas são mais infelizes e mais suscetíveis a doenças.

20) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Vicente Telles: Roberto Carlos, Hermeto Paschoal, Manasses, Marisa Monte, Amado Batista e Vicente Telles (risos).

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Vicente Telles: Aconteceu muito de eu estar cantando “Procurarem seus ninhos”, rolar brigas e dai balas voando e cantando “No meu lugar dentro do ambiente” e “Eu nos biombos do desespero” e da “Fé entre sinal da cruz e Ave Maria”, enquanto isso balas riscavam por sobre minha cabeça, já em outros lugares o público vibrar com tiros para cima e em outros todos com facas, facões e revolveres na cintura, o tremeliques tomando conta de mim, a voz faltando, o medo de não cantar me prendendo e tudo mais, e aquilo tudo se voltar contra mim e por ai vai.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Vicente Telles: Colocarem o dinheiro em primeiro plano. Tocar por música é muito gostoso e mais interessante que por dinheiro. Claro que o dinheiro como a consequência deste trabalho é maravilhoso.

23) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Vicente Telles: No Brasil está tudo igual musicalmente por conta de tudo que já falamos anteriormente.

24) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Vicente Telles: Tribo de Gonzaga (Pé de Serra), César Nascimento, Caio César, Chiquinho França, Savanna Aires.

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Vicente Telles: Não tocará nem as minhas e nem de outros artistas. O mundo hoje é dinheiro. Só um aborto da natureza ou por força do universo ou sorte, se é que existe, tocará sem pagamento do Jabá.

26) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Vicente Telles: Festival de Música já teve uma importância muito grande de transformar e de abrir caminhos para a arte e a cultura, mas, a música assim como o futebol nos tempos de Mané Garrincha em que se jogava por amor e a música se tocava por música. Mas hoje é por dinheiro e ostentar, isso faz com que o Festival de Música perca originalidade e a sua forma genuína de Festival. Não sou o dono da verdade, mas vejo assim. Se hoje fizerem algum Festival de Música terão que colocar umas “bundas” rebolando no meio do contrário não terá nenhum sucesso a não ser que o povo se reeduque através dos meios de comunicação, por que viramos o país da “Bunda” e sendo assim automaticamente viramos um pais de “M…”.

27) RM: Hoje os Festivais de Música ainda têm a importância de revelar talentos?

Vicente Telles: Acho que não, mudou tudo, é como falei numa resposta acima, havendo uma reeducação e a mídia deixar de priorizar o ibope e investir mais na educação dos que sempre estão receptivos para a mídia. A mídia dita os caminhos na maioria das vezes. Ai você diz como as TVs irão ganhar, elas já tem uma verba do governo de uma boa quantidade e a outra parte poderia ser pelas leis de incentivos. E elas mesmas poderiam criar eventos nos lugares, ganharão um pouco menos em dinheiro e mais em qualidade. Antigamente as rádios faziam eventos e os artistas cantavam sem cachê e isso era bom que divulgava os artistas e em troca elas tocam as músicas dos artistas. Não é um retrocesso e sim uma forma de salvar a cultura. E de certa forma induzirá aqueles que fazem canções de qualquer jeito a se preocuparem com o enredo, português e a qualidade em geral.

28) RM: Nos apresente a sua família musical (Filhos, esposa, irmãos que atuam na música)?

Vicente Telles: Tem o meu filho Caio César que além de um grande musico é um grande interprete, o poeta de mão cheia, universitário e desenvolve um belíssimo trabalho em Campina Grande na Paraíba com seus parceiros Hugo César e Savanna Aires, dois grandes artistas de qualidade indescritíveis tanto na poesia como na música.

29) RM: Roberto Carlos não autorizou você a gravar: “Você vai perder seu bem”, uma música que você criou uma segunda parte para a canção. Quais os motivos o levaram a concluí uma música inédita do rei?

Vicente Telles: Primeiro que estar ao lado do rei Roberto Carlos de qualquer forma é inspiração, felicidade e orgulho. Segundo é que ao ouvir esse trecho de canção que já estava comigo há uns 20 anos e ao começar a selecionar canções da Jovem Guarda para fazer um disco com os hits da Jovem Guarda, o meu filho Caio Cesar me perguntou por que eu não terminaria aquela canção. Uma canção que certamente o povo gostaria de saber de algo que Roberto Carlos não mostrou por que motivos, eu não saberia dizer, mas quando meu filho falou isso eu sentir algo como se fosse uma energia espiritual, fui tocar a parte que já existia e sai cantando a segunda parte sem nenhuma dificuldade e transpiração foi totalmente inspiração. Naquele momento senti Deus do meu lado, pois como todos os corpos siderais estão ligados por elásticos celestiais invisíveis, assim, somos nós, partículas que constrói um todo, juntos.

30) RM: O que você achou da recusa de parceria musical do seu ídolo Roberto Carlos?

Vicente Telles: Roberto Carlos não recusou, estive na casa dele mostrei a canção e as matérias, ele virou e disse: “ah, é você bicho, você é o tal! Tudo bem, tudo bem”. Por várias vezes eu perguntei: tudo bem ao Roberto Carlos e todas as mil vezes ele disse: “tudo bem” e como palavra de rei não volta atrás, estou aqui trabalhando a canção e tranquilamente fazendo a campanha Roberto Carlos cante com Vicente Telles. Essa campanha está nas redes sociais já com vários artistas fazendo o pedido, tem como conferir quais nas minhas páginas, facebook, You tube e outras, e também publiquei uma “Carta aberta a Roberto Carlos” que caso você possa publicá-la ajudará mais ainda.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Vicente Telles: A mídia faz um trabalho que beneficia ela e seus interesses por índice do IBOPE.

32) RM: Quais os seus projetos futuros?

Vicente Telles: Sei para onde estou indo e tenho a convicção de que estou no meu caminho, mas existem travessias nos nossos caminhos que nos desvirtuam e a nossa persistência nos coloca novamente nos nossos pensamentos e assim vamos lutando contra tudo e contra a contramão desse percurso que tem nossas digitais.

33) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Vicente Telles: (21) 9.8357 – 7294 | vt.telles@gmail.com | https://www.facebook.com/vicente.telles.33 | Instagran: tellesvicente: Vicente Telles | Twitter: Vicente Telles@VicenteTeles

 

O que achou? Comente aqui!