Max Gonzaga

O cantor, compositor e violonista paulista Max Gonzaga teve os primeiros contatos com a música na infância através do pai acordeonista.

Aos 15 anos de idade, Max Gonzaga adotou o violão como instrumento para composição e interpretação. A partir daí, seguiu-se uma longa jornada dedicada aos trabalhos autorais e de interpretação, através da atuação na noite da cidade de São Paulo, interior, sul de Minas e Litoral Norte.

Em 1985, juntamente com Valério Maciel (guitarrista) e Alexandre Cunha (Baterista), formou a banda “Albatroz” de repertório voltado para o Jazz, Blues e releituras de músicas do cancioneiro nacional, apresentando-se no Sesc, Sesi, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Teatro São José, entre outros espaços culturais.

Em 1995 formou o trio “Marimbondos” ao lado de Marcelo Molina (sax tenor) e Alexandre Cunha (Baterista) com enfoque no circuito de bares e casas noturnas da região do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Já consolidada a sua experiência tanto como compositor quanto como intérprete, em 2002 fundou o clube “Caiubi” de Compositores, onde juntamente com Henrique Barros, Liz Rodrigues, Tito Pinheiro, Vlado Lima, Ricardo Soares e Sonekka, iniciaram o movimento que tem como proposta a valorização da música autoral entre compositores à margem da mídia e do mercado fonográfico.

Nos últimos anos apresentou-se em vários espaços culturais da cidade de São Paulo. Entre eles destacam-se Café Piu-Piu, Supremo Musical, Teatro do Tuca, Tucarena, Sesc Ipiranga, Centro Cultural São Paulo, Teatro Crowne Plaza, além do próprio clube Caiubí de Artes. Apresentou-se também em São José dos Campos, no Teatro Walmor Chagas e no Viela Bar.

Em 2005 lançou seu primeiro CD – “Marginal” e teve sua música “Classe Média” classificada para o Festival Cultura – A Nova Música do Brasil.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Max Gonzaga para a , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 19.10.2017:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Max Gonzaga: Nasci no dia 19.10.1966 em São José dos Campos – SP

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

 Max Gonzaga: Meu pai é acordeonista.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Max Gonzaga: Eu sou Engenheiro e músico.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Max Gonzaga: Música brasileira, jazz, world music, erudita, eletrônica. Todas relevantes.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Max Gonzaga: Em 1985 nos Bares e Bailes de São José dos Campos – SP.

06) RM: Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Max Gonzaga: CD – “Marginal” em 2005 e o CD – “Fotografias” em 2012. Ambos falam sobre pessoas e situações vividas em ambiente urbano.

A música: “Classe Média”, do CD – “Marginal”, foi a que mais caiu no gosto do público em geral. Quanto ao meu público, dizem que gostam de todas.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Max Gonzaga: Não sei definir. Tem de tudo um pouco.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Max Gonzaga: Uns seis meses.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Max Gonzaga: Fundamental para longevidade das cordas vocais.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Max Gonzaga: São muitos, não tenho ninguém em especial.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Max Gonzaga: Lento.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Max Gonzaga: Não tenho.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Max Gonzaga: Silvilee, Coral – UFJF.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Max Gonzaga: A favor, a autonomia na gestão da carreira. Contra, a dificuldade de divulgação e consequentemente, formação de público.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Max Gonzaga: Não há estratégia definida e sim adequação à situação vigente.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Max Gonzaga – Produção de áudios, vídeos, shows e projetos nos mais diversos formatos.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Max Gonzaga: Para mim só ajuda.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Max Gonzaga: Vantagem é poder produzir a baixo custo. Desvantagem é que mais artistas estão produzindo e buscando os cada vez mais escassos espaços para divulgação.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Max Gonzaga: Não faço nada, apenas faço meu trabalho.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Max Gonzaga: O cenário é o melhor possível. Muita gente de qualidade produzindo trabalhos extraordinários há décadas. Porém os poucos meios de divulgação mascaram esse quadro.

21) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Max Gonzaga – São vários, prefiro não citar.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Max Gonzaga: Por sorte, nunca vivi esses constrangimentos.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Max Gonzaga: Minha carreira musical só me dá alegrias.

24) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora.

Max Gonzaga: O cenário é o melhor possível. Muita gente de qualidade produzindo trabalhos extraordinários nos últimos anos.

25) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Max Gonzaga: São vários, prefiro não citar.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Max Gonzaga: Já tocam.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Max Gonzaga: Que tenha uma atividade profissional paralela.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Max Gonzaga: Ponto positivo por ser um espaço para divulgação e negativo quanto são em formato competitivo e não de mostra.

 29) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Max Gonzaga: Sim.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Max Gonzaga: Tímida.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical em São Paulo?

Max Gonzaga: A melhor possível.

32) RM: O circuito de Bar nos Bairros Vila Madalena, Vila Mariana, Pinheiros, Perdizes e adjacência ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Max Gonzaga: Sim.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Max Gonzaga: Lançamento e produção de Shows do DVD Fisiologia.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

 

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