Kristoff Silva

O compositor, professor de teoria musical e autor de trilhas para teatro, poesia e dança Kristoff Silva, além do recente CD – “Deriva” (2013), possui também um DVD – “Ao vivo na Casa da Ópera”, com participação de Ná Ozzetti – 2008 e outros dois CDs, “Em Pé No Porto” (2007) e “A Outra Cidade”; este  em parceria com Makely Ka e Pablo Castro – 2003.

Na sua carreira destacam-se: Participação no BrazilianExplorative Music, no Le Poisson Rouge – Nova Iorque; Participação no projeto Tutakitaki, residência artística que visava a aproximação da música brasileira e a cultura Maori – Nova Zelândia; Apresentação na Sala São Paulo, as “Três ou mais canções para voz e quarteto de cordas”, obra encomendada pela Fundação Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo; Bolsa Funarte de Criação Artística com um projeto de composição de canções para voz e sons eletrônicos; Terceira colocação no Prêmio Visa, edição compositores, dentre 3.650 inscritos em todo o Brasil; Foi selecionado pelos programas de patrocínio: Petrobrás Cultural, Natura Musical e Rumos Itaú Cultural; escreveu o Livro de Partituras de Zé Miguel Wisnik e é um dos violonistas responsáveis pelo Cancioneiro Elomar, com 14 cadernos de partituras do compositor.

Apresentou-se na Casa da MúsicaPorto; Portugal, Mercat Musica VivaVic – Barcelona – Espanha; South bySouthwest, Austin – EUA e em importantes espaços culturais e festivais na Nova Zelândia, como o Erupt Lake Festival, em Taupo, IlliotTheatre, Te Papa Museum e Matterhorn em Wellington e KujahLounge em Auckland.

Dentre os artistas com os quais já se apresentou figuram Caetano Veloso, Elza Soares, Elomar, Zé Miguel Wisnik, Luiz Tatit, do diretor teatral Zé Celso Martinez Correa, das cantoras Alda Rezende, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, além da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e do Grupo UAKTI.

Segue abaixo a entrevista exclusiva com Kristoff Silva para a  , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 20.03.2017:

01) Ritmo Melodia : Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Kristoff Silva : Nasci no dia 30-10-1972 nos EUA, na cidade de Passaic, mas vim para o Brasil quando tinha ainda nove meses de idade, me considero brasileiríssimo, como, aliás, o sobrenome “Silva” não nega.

02) RM : Fale do seu primeiro contato com a música?

Kristoff Silva : Bem cedo aconteceu meu contato com a música, no seio familiar mesmo, meu avô tocava clarinete, meus tios começavam a aprender algum instrumento. A música é que sustentara a família desse meu avô, seu pai era maestro de banda. E também porque nesse período a música brasileira estava ali, nas ruas, nas calçadas, no violão tocado à beira do portão, de modo que aprendi observando os vizinhos também.

03) RM : Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Kristoff Silva : Cursei o Bacharelado em Violão Clássico, dez anos depois fiz o mestrado em Estudo das Práticas Musicais, cuja temática se relaciona com a Semiótica da Canção, de Luiz Tatit.

04) RM : Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Kristoff Silva : As primeiras foram a MPB desse período (década de 1970) e os clássicos que ouvia em casa, os discos do meu avô, principalmente a Suíte Quebra Nozes e o Bolero de Ravel, “meus brinquedos de infância”. Permanece daí toda a intimidade com a MPB e o prazer da fruição e do interesse pelo universo erudito. Nenhuma deixa de ter importância, mas, de uns tempos para cá, ouço bem menos a música brasileira que é a minha base, tenho me dedicado, quando posso, a ouvir coisas de outros países, e, se canção, alguma coisa feita atualmente em Nova Iorque – EUA. Mas o ouvido tem sempre que estar aberto, disponível para as coisas de qualquer tempo e lugar.

05) RM : Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Kristoff Silva : Depois do aprendizado em casa e na rua, aos 13 iniciei os estudos na Fundação de Educação Artística, centro de excelência no tocante ao ensino de música, e posteriormente Conservatório e Escola de Música da UFMG. Aos 21 de idade comecei a dar aulas de violão no Centro de Musicalização Infantil, mais relevante que isso foram as oficinas que dei nos Festivais de Inverno da UFMG. A partir daí comecei a atuar dentro do teatro também, principalmente como diretor musical e autor de trilhas sonoras.

06) RM : Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Kristoff Silva : Três CDs. O mais recente é Deriva (2013), tem também o Em Pé No Porto (2007) e A Outra Cidade, este com os compositores Makely Ka e Pablo Castro.

O CD – “Deriva” é bastante denso, tem muito a ver com um período de minha vida, coisas sendo desfeitas, se transformando, muita gente pensa apenas no significado do termo “deriva” como na expressão “à deriva”, mas é também uma derivação de experiências realizadas à época, com música eletrônica e música para quarteto de cordas. Essas experiências geraram canções bem distantes uma das outras, e deu trabalho integrá-las num álbum, mas quando foi feito, gerou uma conexão muito forte entre elas. É um disco para ser ouvido do início ao fim. Cada canção fica melhor quando apreciada neste fluxo.

O CD –Em Pé No Porto”, por sua vez, é mais sereno, tem a presença sempre decisiva dos músicos da banda, e as canções são menos conectadas umas com as outras.

O CD – “A Outra Cidade” É um projeto coletivo denominado  lançado em 2003 e do qual participam os intérpretes mais atuantes da nova geração mineira, como Marina Machado, Alda Rezende, Amaranto, Patrícia Ahmaral, Sérgio Pererê, além de nomes com uma história de mais tempo, como a Titane e a Paula Santoro. Um disco onde três autores se encontram com outros tantos intérpretes (ao todo 44 músicos) trazendo muito do que se faz em matéria de música popular em Minas.

07) RM : Como você define o seu estilo musical?

Kristoff Silva : Música para ouvir sem estar fazendo outra coisa (risos). Brincadeira, bom, eu não sou a melhor pessoa para definir isso. E creio muito pouco em falar sobre música. Ouvir é melhor.

08) RM : Como é o seu processo de compor?

Kristoff Silva : A partir da letra. Normalmente, letra de parceiros, enviadas a mim, a meu pedido.

09) RM : Quais são seus principais parceiros de composição?

Kristoff Silva : Bernardo Maranhão, Luiz Tatit, MakelyKa e Mauro Aguiar.

10) RM : Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Kristoff Silva : Prós: sobretudo a proximidade afetiva com os músicos, parceiros, intérpretes e público. Contra: falta de condições para uma frequência de apresentações, que em muito aprimoraria o desempenho e o desenvolvimento artístico.

11) RM : Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Kristoff Silva : Sem estratégias. E sem planejamento. Infelizmente nada posso dizer a respeito.

12) RM : O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Kristoff Silva – Não chega a ajudar na carreira, porque esta é um fio frágil entre o diletantismo e a ilusão (risos), mas é um jeito de ser ouvido à distância e , vez em quando, receber uma “mensagem numa garrafa”.

13) RM : Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Kristoff Silva : Enormes vantagens; na falta de apresentações frequentes, você se aprimora ouvindo suas próprias gravações. Desvantagens, eu não creio que haja para o músico, só para os ouvintes, que terão mais trabalho em separar o que interessa e o que não interessa em meio a um insondável oceano de informações.

14) RM : No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje, gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Kristoff Silva : Não faço nada para isso. Quando componho, eu estou em busca de usar todos os recursos que me pareçam necessário para dizer aquilo que a letra diz. Podem ser poucos ou muito s recursos, de qualquer natureza, seja harmonia, timbres, qualquer coisa. Minha necessidade se relaciona com o sentido da letra e o prazer da música, nada mais.

15) RM : Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Kristoff Silva : Não sou capaz de ler décadas, mesmo nesse assunto que me é tão caro. Não tenho essa vocação. Há artistas, como o Siba, que estão aí há mais de duas décadas, sempre com vigor, em minha opinião. Na minha cidade há compositores de mão cheia, como Pablo Castro, Rafael Martini e Alexandre Andrés. Agora, a palavra gênio eu reservo para um nome: Thiago Amud.

16) RM : Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Kristoff Silva : O Terno e Tó Brandileone são artistas de uma competência inquestionável.

17) RM : Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Kristoff Silva : Eu evito ao máximo essas situações desagradáveis, por isso me apresento uma vez por ano (risos). Prefiro mesmo outra coisa a me apresentar em lugares onde as pessoas não estão lá para ouvir música.

Houve uma vez que o som atrapalhou muito: aniversário de 450 anos São Paulo, ao lado de ídolos como José Miguel Wisnik e Caetano Veloso.  Como situação inusitada, posso citar a ocasião de estar no centro do Maracanã, no encerramento dos Jogos Pan-americanos, cantando com minha voz suave um samba de roda. Jamais imaginaria isso.

18) RM : O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Kristoff Silva : Feliz: Ser ouvido e emocionar alguém. Triste: perceber o quanto a escuta dos valores que eu reconheço nas músicas é algo cada vez menos compartilhado com a maioria das pessoas.

19) RM : Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Kristoff Silva : Acima mencionei três dos autores que acho mais consistentes, e volto a mencionar porque vale o reforço nesses nomes: Pablo Castro, Rafael Martini e Alexandre Andrés. Mas Belo Horizonte explodiu em cores nos últimos anos, temos música de todo tipo, com gente bacana se esmerando em lançar trabalhos bem realizados em todos os sentidos. Seria realmente impossível começar a listar aqui. Vou apenas mencionar aquele que representa muitíssimo bem essa ou essas novas páginas da nossa história local: Luiz Gabriel Lopes. É nosso cancionista mais prolífico, conhecido nacionalmente pelo trabalho com o Grupo Graveola, e que apresenta fôlego para atravessar algumas décadas e rechear a discoteca dos brasileiros que gostam de canção.

20) RM : Quais os músicos, bandas da cidade que você mora você indica como uma boa opção?

Kristoff Silva : Graveola, Transmissor, Gustavito, Jennifer Souza, e para se esbaldar, dançar, ouvir, viajar: Icolinili.

21) RM : Você acredita que sem o pagamento de jabá suas músicas tocarão nas rádios?

Kristoff Silva : A rádio Inconfidência, em Belo Horizonte, toca com alguma regularidade. No mais, depende de muito boa vontade dos programadores em ir à busca e, caso tenham liberdade, programar.

22) RM : O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Kristoff Silva : No Brasil? Só o faça se for inevitável.

23) RM : Quais os Violonistas que você admira?

Kristoff Silva : Muitos. Música instrumental não é uma especialidade minha mais, mas posso citar o Paulo Belinatti (especialmente sua verve como arranjador), os virtuoses Aliéksey Vianna e Luiz Leite, o gênio Hudson Lacerda, que entre outras genialidades é um excelente violonista, sem contar nossos artistas mais referenciais no violão/canção: João Bosco, Gilberto Gil, João Gilberto.

24) RM : Quais os compositores eruditos que você admira?

Kristoff Silva : Incontáveis.

25) RM : Quais os compositores populares que você admira?

Kristoff Silva : Os essenciais para meu senso de pertencimento cultural são Guinga, Egberto Gismonti, Elomar, por outro lado os integrantes da Vanguarda Paulista, e, claro, o quarteto fantástico Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Chico Buarque. Mas admiro geral, especialmente os contemporâneos já citados.

26) RM : Quais os compositores da Bossa Nova você admira?

Kristoff Silva : Nenhuma ligação com a Bossa Nova.

27) RM : Como foi a sua participação no projeto Tutakitaki; residência artística que visava a aproximação da música brasileira e a cultura Maori (Nova Zelândia)?

Kristoff Silva : Foi uma experiência deliciosa, proporcionada pela cantora Alda Rezende, que heroicamente tem mostrado do outro lado do mundo que salsa e samba não vem do mesmo lugar. Ela vive num país onde a maioria das pessoas não sabe quem é Tom Jobim, (obviamente sabe quem é Ronaldo, o jogador). Então, música brasileira não é assunto que eles têm qualquer referência; por um lado isso é ótimo (risos). E a aproximação se deu principalmente por meio de unir as letras em Maori com ritmos brasileiros, como o ijexá.  Soa uma delícia!

28) RM : Quais os prós e contras de ter projetos aprovados pela Petrobrás Cultural, Natura Musical e Rumos Itaú Cultural?

Kristoff Silva : Só prós.

29) RM : Bolsa Funarte de Criação Artística , Fale sobre o projeto de composição de canções para voz e sons eletrônicos, bolsa aprovada para Bolsa da Funarte de Criação Artística?

Kristoff Silva : Composição de canções para voz e sons eletrônicos foi um projeto que impulsionou muito minha relação com a programação eletrônica. Resultou em seis canções, registradas no CD– Deriva; o disco traz programações que eu fiz nesse projeto, somadas às potentes programações do super Pedro Durães. Quem quiser ouvir é só acessar o SoundCloud, e procurar Deriva- Kristoff Silva: https://soundcloud.com/deriva-kristoff-silva).

30) RM : Qual canção sua foi premiada em terceiro lugar no Prêmio Visa, edição compositores, dentre 3.650 inscritos em todo o Brasil?

Kristoff Silva : Não foi uma, mas uma série de sete canções:Em pé no porto, A volta barroca, Mulher do Norte, A Chamar, Intuição, Lige Santo Forte. Estão registradas no CD -Em pé no porto:https://soundcloud.com/kristoffsilva/sets/em-p-no-porto

32) RM : Comente sobre o seu Livro com Partituras da obra de Zé Miguel Wisnik? Quais os recursos técnicos são exigidos para o violonista tocar essas partituras?

Kristoff Silva : Este livro é muito especial porque as composições do Zé Miguel trazem o DNA de sua formação como pianista. Isso faz com que o livro registre em partitura uma música que, apesar de uma harmonia muitas vezes simples, singela, é descrita em gestos muito particulares, não facilmente encontráveis na canção popular brasileira. É um trabalho de alto nível se pensar em transcrições de canções populares para partitura. E o mérito está mais no autor, ainda que minha tarefa de tirar, de ouvido, nota por nota, não tenha sido exatamente fácil. Até porque não toco piano. Para um violonista ou outro instrumentista qualquer, o livro apresenta cifras.

33) RM : Comente sobre os seus 14 cadernos de partituras da obra do compositor e cantor baiano Elomar? Quais os recursos técnicos são exigidos para o violonista tocar essas partituras?

Kristoff Silva : Este é o mais incrível trabalho de transcrições do qual já participei. A música do Elomar parece antiga, mas não existe nada na Renascença ou outro período que apresente todo o conjunto de características que sua música apresenta. Daí que as nossas partituras; digo nossas porque foi uma equipe que transcreveu, também de ouvido a partir de gravações da década de setenta apresentam esse hibridismo que traz uma notação que ora remete à música antiga (como os recitativos) ora para a música contemporânea; com indicações de improvisação sobre um conjunto delimitado de notas. A equipe da qual participo foi formada por Hudson Lacerda, Letícia Bertelli, Maurício Ribeiro e Avelar Jr.

34-) RM : Como você analisa a atuação cultural e musical dos seus contemporâneos?

Kristoff Silva : Não sou um crítico, mas acho interessante a pergunta porque como músicos temos instrumentos de análise que muitas vezes os críticos profissionais não têm. Não há como falar de tudo o que é feito, então enquanto comento alguma coisa peço que considerem que naturalmente incluo o que eu mesmo faço como objeto dessa análise. Penso que é hora de sermos mais exigentes e sacarmos que não basta usar programações eletrônicas ou tambores deslocados de sua origem para ser atual.  E olha que eu sou um entusiasta da programação eletrônica, aquela que você sente que acompanha o desenvolvimento da forma do que esteja sendo apresentada, uma canção, por exemplo. Neste caso a programação participa da estrutura da música como uma das chaves para sua interpretação.

Não vejo como necessário aqui discorrer sobre nomes de grandes artistas contemporâneos como Arnaldo Antunes, Maurício Pereira, Ná Ozzetti e outros. Mas para o surgimento de novos nomes a questão da imagem se impõe. “Qual é a cara do seu som?” “É tipo uma mistura disso que eu já vi com aquilo, etc”. Ainda que possam estar em conformidade com o som que o cara faz, tais questões muitas vezes sobrepujam a própria música, o que eu acho complicado. Então, se quisermos boa música precisamos procurar com os ouvidos, não é? Sei que artistas contemporâneos admiráveis estão ainda escondidos. Existem sim, como vejo aqui mesmo em Belo Horizonte, não só meus parceiros próximos, mas toda uma geração: Vitor Santana, o pessoal do SOMBA, Érika, Dudu Nicácio, Rafael Macedo. E para dar um só exemplo, mas que vale muito, em Sampa destacaria Iara Rennó e a trupe do “Dona Zica”.

35) RM : Quais os seus projetos futuros?

Kristoff Silva : Estou cursando o Doutorado em Educação Musical, com planos de ingressar nalgum quadro de docentes, em alguma faculdade. Além disso, seguir compondo e tocando, ainda que esporadicamente, mas sempre em boas condições. Afinal, a razão de ser dessa jornada ainda é encontrar a escuta atenta e a sensibilidade dos ouvintes.

36) RM : Contato: Kristoff Silva – WWW.kristoffsilva.tnb.art.br | https://soundcloud.com/deriva-kristoff-silva

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