Adolar Marin

O cantor, compositor e instrumentista paulistano Adolar Marin, descobriu-se para a música desde que dedilhou as seis cordas do Violão pela primeira vez, aos oito anos de idade. A partir daí, completou todo o ciclo da infância e juventude acompanhado por violões, guitarras, cantorias entre amigos, microfones, pedais etc.

Aos 18 anos, caiu na noite musical do Brasil e de lá nunca mais saiu. Tocou de tudo: samba, rock, MPB, baião, carnaval. Com a chegada da literatura e da poesia em sua vida, escreveu as primeiras letras. E as primeiras canções.

Em 1998, gravou o primeiro CD – Qualquer Estação. Naturalmente, os shows começaram a acontecer pelos SESC’s, teatros, festivais, as matérias pelos jornais e revistas e as canções nas rádios espalhadas pelo país. Viajando pelo Brasil, cantou e gravou ao lado de nomes como Ivan Lins, Fátima Guedes, Guarabyra, Sizão Machado, Virgínia Rosa, Cristóvão Bastos, Dominguinhos, entre outros.

O segundo CD – Atemporal, foi lançado em 2006. É desse disco as premiadas canções “Por Pouco”, “Baião de Um”, “Flor Deserta”, “A Minha Casa” e “Meu Choro, Seu Riso”, esta última vencedora do Prêmio Sesc de Música Tom Jobim, em 2013.

Também em 2013, lançou o show/cd Epílogo, que vem conquistando sucesso: foi destaque no programa Cesta de Música da Rádio CBN, na TV Record News e na Rádio Nacional de Brasília, que realizou um especial sobre sua carreira. As canções vêm sendo executadas, com destaque para Beleza, na programação da rádio USP FM.

Em 2014, se apresentou ao lado da OSSA – Orquestra Sinfônica de Santo André, conduzida pelo Maestro Abel Rocha, cantando seu repertório próprio. No mesmo ano, recebeu o convite e compôs o tema dos 40 anos do grandioso Festival de MPB de Ilha Solteira.

Em 2015, ele idealizou ao lado da cantora e compositora Marcia Cherubin, da produtora Solange Rocco e do jornalista Silvio Berengani, o Projeto Música no Parque, com apoio da Prefeitura de Santo André – SP. Também dirigiu musicalmente o show Homenagem póstuma ao cantor e compositor Madan, cuja primeira apresentação se deu no Auditório do Itaú Cultural, com grande elenco.

Artista bastante conhecido e ativo da cena musical independente, Adolar criou e roteirizou em 2015 o programa Na Minha Casa para receber amigos da música de todo o país. Com 22 edições online (Youtube e Facebook, além de sites e rádios virtuais) entrevistou e tocou com grandes nomes como Kléber Albuquerque, Carlos Navas, Filó Machado, Conrado Pera e Zeca Baleiro, este último recebido no programa especial comemorativo de um ano.

Agora em 2017, se prepara para lançar o 4º. CD da carreira e segue com sua agenda de shows pelo Brasil.

Segue abaixo entrevista exclusiva de Adolar Marin para a WWW.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 13.03.2017:

01) Ritmo Melodia : Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Adolar Marin : Nasci no dia 17 de Março de 1966 em São Paulo – SP.

02) RM : Fale do seu primeiro contato com a música?

Adolar Marin : Meus pais sempre tiveram o costume de ouvir música em casa, pelo rádio, TV ou tocando os velhos discos de vinil. Eu, menino, já tinha minha “vitrolinha” e guardava uma “graninha” para comprar meus discos. Às vezes ganhava um de presente. Um dia, na casa de minha avó, descobri um violão em cima do guarda-roupa. Eu tinha uns sete anos de idade. Era a descoberta do instrumentista que adormecia dentro de mim.De lá para cá, nunca mais deixei de tocar violão. Provavelmente foi aí que a música nasceu para mim.

03) RM : Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Adolar Marin : Fiz aulas com um professor particular de violão nessa época de menino descrita acima. Foi por um pequeno tempo. Meu estudo formal foi até o curso técnico de Contabilidade, que terminei. Tirei até o CRC, mas não exerci a profissão. Em 1986, estudei Música na conhecida Fundação das Artes de São Caetano do Sul- SP, mas não terminei o curso.

04) RM : Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Adolar Marin : Sempre ouvi e ouço muita coisa. E com bastante frequência: a MPB e o rock das rádios dos anos 70/80. Muito vinil: Clube da Esquina, Tropicália, a música nordestina como um todo, de Elomar a forró. Criava minhas próprias coletâneas com as fitas-cassetes para ouvir no carro. Um pouco do erudito, pois estudava isso na Fundação. E hoje, bastante, os alternativos, os independentes. Está cheio de gente maravilhosa fazendo música atualmente.

05) RM : Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Adolar Marin : Foi nos anos 80, como compositor e músico da noite, nos bares e afins do ABC Paulista. Logo em seguida, fui tocar em Sampa (São Paulo). Também dei um pouco de aulas, como quase todo músico faz, para ter uma “graninha” a mais no orçamento.

06) RM : Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Adolar Marin : São três CDs oficiais de carreira lançados: Qualquer Estação (1999), Atemporal (2006) e Epílogo (2013). Tem também duas coletâneas com músicas minhas que saíram na Europa: Brasilidade e Cachaça Fina. E há composições minhas em mais de 40 CDs de vários festivais e mostras de música espalhados pelo Brasil.

Nos CDs oficias, gravaram comigo, entre tantos ótimos músicos: Dominguinhos, Sizão Machado, Virgínia Rosa, Élio Camalle, Fernando Cavallieri, João Cristal, Robertinho Carvalho, Alê Damasceno, Giba Favery, Marcos Paiva, Léa Freire, Dino Barioni, Humberto Zigler, Marcos Klis e Leandro Cabral. Os dois primeiros CDs contemplam uma música brasileira mais próxima à tradição, com minha assinatura, claro. E o terceiro, é um disco com acento mais pesado, com guitarras distorcidas e seus solos em uma fusão de minha MPB com o blues e o rock.

O nome do CD – Qualquer Estação se refere a qualquer lugar, onda, elemento da vida você encontrar música. A palavra estação tem muitos significados. O disco se chamaria: Qualquer Estação da Terra, mas ficou Qualquer Estação, que mostra uma viagem para qualquer lugar como demonstra a capa do disco que é bem psicodélica, meio Floydeana, mesmo não tendo sido intencional. A Capa sou eu em um ponto de ônibus, olhando para o fundo do disco, esperando algo ou alguém que entre junto comigo nessa viagem, ou seja, entre no meu disco para viajar comigo. Meu disco é todo pensado do som a metáforas visuais. Dentro do encarte existem fotos que se referem a cada tema das músicas. Os críticos musicais que respeito muito: Zuza Homem de Mello e o Mauro Dias fizeram suas resenhas e gostaram muito do meu disco. Então quando esses críticos respeitados falam que Adolar Marin tem um lugar na MPB é preciso ressaltar. As fotos são do meu amigo, Fernando Freitas. O artista Gráfico que participou do trabalho foi o João Sampaio.

Músicas que se destacaram: A Minha Casa, Baião de Um, Flor Deserta, Teimosia, Seis Horas, Beleza e Miguilim.

 07) RM : Como você define o seu estilo musical?

Adolar Marin : Música Brasileira.

08) RM : Você estudou técnica vocal?

Adolar Marin : Não.

09) RM : Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Adolar Marin : Acho bacana o aperfeiçoamento através da técnica, mas penso que a intuição, sozinha, vai longe. Já a técnica, não!Cuidados com a voz, os básicos: falar pouco em dia de show (muito difícil isso!), evitar bebidas geladas e não fumar.

10) RM : Quais as cantoras(es) que você admira?

Adolar Marin : São muitos, mas cito algumas belas vozes que me inspiram: Milton Nascimento, Stevie Wonder, João Gilberto, Djavan, Jane Duboc, Ceumar, Zé Ramalho, Luiz Melodia, Eddie Vedder, Caetano Veloso, Alcione, Leny Andrade e Zé Luiz Mazziotti. Quem me impressionou muito nos últimos tempos foi a magnífica cantora portuguesa Carminho.

11) RM : Como é o seu processo de compor?

Adolar Marin : Eu comecei compor a partir de 1982. Eu comecei fazer música no período que participei de uma comunidade Jovem da Igreja Católica. Comecei compor com harmonia rebuscada e uma letra influenciada pelos princípios religiosos. A minha vida foi se modificando, eu me tornei um profissional da música, comecei a compor música popular brasileira refletindo minhas influências musicais.

 Meu processo de compor é justamente a sua própria negação: não tenho processo de compor. Tudo pode acontecer e fazer surgir letra ou música para mim. E de qualquer modo. A vida me faz compor. Viver me faz compor!

12) RM : Quais são seus principais parceiros de composição?

Adolar Marin : Meu mais constante é Léo Nogueira. Mas tenho músicas com grandes talentos dessa arte: cancionistas como Élio Camalle, Zé Terra, Marcio Policastro, Álvaro Cueva e Kléber Albuquerque, poetas como Lúcia Santos, Artur Gomes e Flavio Alves Costa. E um dos mais recentes é o Zeca Baleiro.

 13) RM : Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Adolar Marin : De um lado (os prós), você tem sempre a liberdade para poder escolher qual caminho tomar, qual direção artística seguir. Do outro, quase um efeito que advém dessa mesma liberdade: o independente caminha sempre paralelo e às vezes até fora do mercado. Isso faz com que precise se reinventar a todo o momento e procurar sempre formas originais de comercializar o trabalho e de aproximá-lo mais do público.

14) RM : Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Adolar Marin : Não tenho especificamente uma estratégia, traço algumas metas, vou seguindo e procurando melhorar e me renovar na medida de minha criatividade e momento presentes. Uma dica é sempre ter material novo disponível para o seu público: além dos shows e eventos, músicas, vídeos, fotos etc.

15) RM : Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

 Adolar Marin : A própria carreira é om empreendedorismo em si, já que o independente cria o caminho da carreira no momento em que caminha. Depende de si, em outras palavras. Ou seja, parado, não acontece nada. Em movimento, já está empreendendo. Penso que traçar algumas metas básicas anualmente, como eu citei acima, faça a diferença. Programar-se para gravação e lançamento de seus CDs, fazer agendamento e divulgação de datas previamente. E também anotar as ideias, os projetos, antes de pô-los em prática. Organizar-se é fundamental.

16) RM : O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Adolar Marin : A internet é uma grande aliada na carreira, ao fazer as suas informações chegarem direta e rapidamente ao público. Mas não leva sozinha esse mesmo público ao show. É uma aliada. Porém, não se basta. Você tem que fazer tudo o que já fazia antes, na carreira, e somar à sua exposição/divulgação na internet. Daí poderá ter bons resultados e retorno de público.

17) RM : Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Adolar Marin : As vantagens são os custos: bem mais baixos do que nos estúdios de gravação profissionais. Porém, corre-se o risco de a qualidade ser duvidosa no produto final, se não houver o conhecimento profissional necessário para o que se quer realizar.

18) RM : No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar o disco não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Adolar Marin : Sou fiel e honesto à minha música, meu próprio trabalho, pois acho que é justamente isso o que me diferenciará dos outros: a originalidade, ter algo “meu” a dizer, ainda que de diferentes maneiras. O artista que permanece é aquele cujo trabalho tem assinatura própria, mesmo se se modificar ao longo do tempo.

19) RM : Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Adolar Marin : No cenário musical brasileiro sempre tem gente boa chegando, a caminho, se renovando, enfim… Gosto de alguns rappers como Criolo, Emicida e Arnaldo Tifu, este último é da minha cidade, Santo André. No caso deles, o texto corre à frente. A música me chama menos a atenção. Vejo mais renovação e novas propostas nos alternativos e independentes. Tem a Carol Naine, carioca radicada em São Paulo, cujo CD de estreia é ótimo. Gosto de Rubel e do Cícero, nova geração. Um que é ótimo intérprete, eu sou fã: Túlio Borges, de Brasília – DF. Acho Kléber Albuquerque e Marco Vilane, meus amigos e parceiros, muito bons. Vem surgindo uma grande cantora, anote aí: Aline Nascimento. E tem os instrumentistas, sempre os ouço. Hamilton de Holanda me encanta, é gênio. O baixista Marcos Paiva tem feito coisas bonitas, renovando a partir da tradição, do choro. Marquinhos gravou em meu CD – Atemporal. Conheço, é fera. Tem o Diogo Figueiredo, violonista virtuose. Sobre quem regrediu eu não sei, porque não ouço nada de que não goste. Se começar a ouvir e não gostar, paro de ouvir na hora.

20) RM : Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

 Adolar Marin : João Bosco é um. Vi um show dele em 2016. Continua arrasador. Também em 2016, fui como convidado assistir ao Baile do Baleiro. E põe baile nisso, umas 4, 5 horas seguidas de música, com convidados e banda. Zeca é bastante inquieto, não para. Isso é inspirador. E ele veio no meu programa como convidado, o Na Minha Casa. Tocamos bonito! Fátima Guedes lançou seu atual CD – Transparente, e eu fui. Ela continua interpretando de forma única e seu show é muito atual e musical. Mandou até um Fora, Temer! No final!

21) RM : Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Adolar Marin : Sempre acontecem muitas coisas nos shows. Uma história inusitada e que terminou legal: fui lançar o meu terceiro CD no lindo Bar Photozophia, na cidade de São Francisco Xavier. Faltando algumas horas para o show, caiu uma tempestade, a energia parou na cidade toda e era impossível voltar em tempo hábil para o show. Eu, de violão elétrico, consegui com o Sandro, argentino querido que era o proprietário do bar, um micro amplificador, do tamanho de uma caixa de sapatos. E agora? Não dava tempo para mais nada. Bem, liguei ali o violão e a voz foi a capela, na raça mesmo. E o show? Com um som todo em volume baixinho, foi lindo, emocionante, todo no escuro à luz de velas, e o público atento e silencioso a cada canção. Inesquecível.

22) RM : O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Adolar Marin : Felicidade é saber que sempre tem gente nova conhecendo e se identificando com o que eu faço, isso nunca para, dia após dia. Tristeza? Tem em tudo na vida, né? É a Harmonia dos contrários, Ying-Yang, o equilíbrio. Talvez a música independente mais presente nas rádios do Brasil já ajudaria demais. Fico triste quando ligo o rádio nas emissoras comerciais!

23) RM : Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Adolar Marin : Aqui em Santo André- SP é bem bacana e diverso, com músicos de todas as cenas: do regional ao rock, do choro ao blues, da música instrumental, tem muitos (e bons) compositores, cantores (as) e guitarristas virtuoses de jazz, de bandas cover, gente do brega, do erudito, do samba, aliás, temos uma Orquestra Sinfônica própria, o que por si só já diz muito da cultura musical da cidade.

24) RM : Quais os músicos, bandas da cidade que você mora você indica como uma boa opção?

Adolar Marin : Tem muita gente! Os já conhecidos como:Edson Cordeiro, que hoje mora na Alemanha, o Adoniram (que morou aqui e citava a cidade em suas entrevistas). Gosto dos compositores Kléber Albuquerque, Zé Terra, Rene de França, Edu Guerra, Fernando Cavallieri e Daniel Pessoa, dos cantores (as)Marcia Cherubin, Mimi e Lia Cordoni, dos instrumentistas Alexandre Fontanetti, João Cristal, Fábio Daros, Flavio Barba, Beto Marsola e Vasco Faé, dos jovens compositores André Marchiori e Rodrigo Régis e dos velhos dinossauros da música, como o guitarrista Sergio “Papagaio” Vicentini e o Charles Nardelli, o querido Charlão Batera. Tem até o Ronnie Packer, um famoso cover do Elvis Presley, mas eu não gosto de cover.

25) RM : Você acredita que sem o pagamento de jabá suas músicas tocarão nas rádios?

Adolar Marin : Elas tocam: Rádio Brasil Atual (98,9 MHZ), Rádio USP FM (93,7 MHZ), muitas WebRádios e algumas Universitárias pelo Brasil afora. Mas o jabá é a “instituição” nacional, a que não falha. Pagou, tocou!

26) RM : O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Adolar Marin : Não tenha preconceitos, ouça tudo, desde os clássicos de cada estilo até as coisas novas. Se dedique de verdade, seja estudando a teoria, praticando ou mesmo se informando sobre a carreira, por mais que você já se sinta bastante talentoso. Some (do verbo somar!) sempre, nunca subtraia. Lá na frente isso fará diferença. O resto a sua história vai contar.

27) RM : Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI, CEUs e Itaú Cultural para cena musical em São Paulo?

Adolar Marin : São fundamentais e imprescindíveis, sem dúvida nenhuma. E precisam inspirar outros espaços, públicos ou privados, a fazerem o mesmo, ou seja, possibilitar a apresentação dos artistas da cidade em bons lugares, com plenas condições técnicas (palco, camarim, equipamentos sonoros, etc.) e com cachês que possam, além de cobrir os custos de sua produção, gerar algum pagamento real ao artista que se apresenta.

28) RM : O circuito de Bar nos Bairros Vila Madalena, Vila Mariana, Pinheiros, Perdizes e adjacência ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Adolar Marin : Atualmente não eu sei muito sobre essa realidade, pois há alguns anos não acompanho essa cena musical em São Paulo. Talvez os músicos que morem ou se apresentem nesses bairros possam responder melhor a essa pergunta.

29) RM : Você participou de Festivais de Música?

Adolar Marin : Eu participei de vários festivais, alguns me chamam de veterano de festivais. Mas eu não posso dizer que foi minha escola musical, porque eu sempre participei, mas não havia uma continuidade. A minha escola é trabalhar na noite nos bares da vida ou acompanhando artistas desde 1984.

30) RM : Quais os seus projetos futuros?

Adolar Marin : O repertório do quarto CD já está escolhido e o planejamento é lançá-lo ainda em 2017. Tem outro CD já em fase de produção, que pode surgir ao mesmo tempo. É um de parcerias, ainda não dá pra falar muito sobre ele.O programa Na Minha Casa, com 22 edições online, deve seguir em 2017. Também novas parcerias estão surgindo, ideias de coletivos para além da música, com literatura e audiovisual incluídos. Muito que fazer!

31) RM : Quais seus contatos para show e para os fãs?

Adolar Marin : Shows:Ba Rocco Produções –  (11) 9.9963-6143 | baroccoprod@gmail.com| Solange Rocco |www.facebook.com/adolarmarin| no Youtube: www.youtube.com/channel/UCPvwEjp1uC5h6TeUwY4swTg

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