O Canto do Santo de Casa

Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa

www.ritmomelodia.mus.br

ritmomelodia@hotmail.com

“Que Santo de Casa não obra milagre”, todo mundo comenta e/ou difama. Essa máxima é tatuada na sina de: poetas, profetas, gênios e loucos.

Se o seu vizinho que não chama atenção; exceto quando alguém fala mal dele, aparecer na TV respondendo pesquisa, pagando mico em pegadinha ou realyti show, sendo caso de policia (Como vitima ou vilão). Estes fatos o fazem passar existir de fato para a sua comunidade. A luz mágica da TV dá vida aos anônimos. Se alguém próximo ou não, tornar-se famoso pela arte que faz e que a maioria sempre duvida de sua competência e/ou criatividade, os mesmos incrédulos tornam-se fãs incondicionais e amigos íntimos. E querem aparecer em programas dominicais dando depoimentos confidenciais da nova estrela, contando historias e mostrando objetos que provam a proximidade.  Mas o “Santo de Casa” tem que propagar a ressonância do seu canto em outros cantos para ser respeitado na sua “Aldeia”.

Alguns músicos são cobrados quando atingirem a fama para não esquecerem as origens. Os mesmos conquistam as suas vitórias profissionais e pessoais através dos próprios esforços e muitas vezes solitários. E poucos receberam incentivos pessoais, materiais e espiritual; exceto dos pais, entes queridos e pouquíssimos amigos, para desenvolverem a sua Arte. A torcida motivacional que teve da maioria dos seus conterrâneos na hora da partida é: “Se vencer estamos junto para usufruir os frutos”. Mas se “fracassar” não precisa avisar. Famosos artistas hoje saíram e/ou retornaram a cidade natal com despedidas e recepções pouco nobres e calorosas.  Mas após o êxito e sucesso profissional, se não tratarem bem os bajuladores, são classificados de esnobes, arrogante e pedantes.

O profeta sabe que só longe da sua terra pode ter suas profecias aceitas e respeitadas um dia. O bom exemplo da humanidade é: Jesus Cristo de Nazaré. Mas quais são os motivos que levam artistas buscarem novos cantos e horizontes? O fenômeno é conhecido como: “A Cidade ficou pequena demais para minha criatividade e ambição profissional e pessoal”. Algumas músicas retratam bem o fenômeno da partida e retornou à cidade natal em diversas visões e situações. O artista retirante busca a grande cidade por não poder esperar 300 anos de vida pela evolução natural da sua cercania.

Mas toda migração ou imigração tem seus males naturais: superpopulação e acirradas disputas profissional. Mas a guerra pela sobrevivência nas grandes cidades há pelo menos a possibilidade de vitórias. Enquanto no interior sobra tranquilidade e faltam oportunidades. A Prosperidade, sombra e água fresca existem para os “donos” do lugar e para seus descendentes, bajulares e heróis. Sobrando para os demais a migalha que cai da boca do tubarão. Alguns “Santos de Casa” não se ausentam permanentemente de sua origem por alcançar um prestigio local, mas por não atingirem reconhecimento nacionalmente, continuam Santos de Casa.

Uns vão à luta e deixam um pequeno publico seleto que torce para que os sonhos do seu artista não sejam abortados ou engolidos pela poeira da estrada. Na grande metrópole o caboclo chora, passa frio, humilhação, preconceito, sufoco e a mãe não escuta o seu lamento ou arrependimento. Se o “Santo de Casa” se torna famoso ou não, mas após a sua guerra pessoal, profissional, os conterrâneos os respeitam pelo bom exemplo de abnegação e coragem por buscar a vitória almejada por muitos, o reencontro com a sua origem será um verdadeiro abraço fraterno. Nem os conterrâneos nem o “Santo de Casa” têm obrigações do autorreconhecimento. Cada pessoa tem que construir o seu próprio caminho devendo homenagem e agradecimento a quem o ajudou na caminhada árdua. A cobrança pelo reconhecimento e/ou a mágoa de quem ficou ou de quem partiu não tem razão de existir.

Nascemos em algum lugar por acaso, sorte ou azar geográfico. E escolhemos outros lugares para viver e sobreviver por opção consciente de buscar o melhor que não encontrou no lugar de nascimento. Alguns artistas sentem saudades de suas origens e outros não. Muitos saíram de sua terra natal quando criança ou adolescente, tendo mais tempo de vida fora de sua terra natal. O que deve existir respeito mútuo de quem partiu e de quem ficou. A relação do Canto do Santo de Casa com seu local de origem será como o reencontro do amor de mãe que recebe calorosamente o filho pródigo pelo que o mesmo representa em qualidade de caráter e não por sua fama.

A origem pode simbolizar bem a nossa mãe e a escolha de outro lugar a nova família. E essa separação pode unir o sentimento de respeito de quem ficou e o orgulho da origem de quem partiu com a cara e a coragem de construir seu destino em um melhor lugar para si.  A vitória é a meta a atingir sempre. O orgulho maior são as conquistas e lições da caminhada. A fama será consequências e as suas vitórias o bom exemplo. O êxito maior, a sua ousadia de lutar e dominar o destino construindo sua história com dignidade, esperança, respeito, humildade, honestidade e prosperidade.

* Editor da revista: www.ritmomelodia.mus.br \ ritmomelodia@hotmail.com  


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