Artistas Sem Mecenas

Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa

www.ritmomelodia.mus.br

ritmomelodia@hotmail.com

Nos séculos passados alguns artistas (pintor, Musico e escultor) virtuosos ganhavam à proteção financeira, abrigo e prestigio de nobres mecenas. Eles investiam na produção e divulgação das obras dos seus poucos escolhidos. O artista ganhava titulo de nobre para poder se dedicar exclusivamente para suas criações. Mas o tempo passou e os mecenas foram desaparecendo da cena cultural. No passado obras de artes serviam como investimento financeiro e status social. E a música tinha um valor lúdico impressionante. No clero e nos palácios havia muitos mecenas.

Mas na atualidade com formas de investimentos com lucros mais rápidos e status equivalente, os mecenas tradicionais estão em extinção. Apareceram outras formas de mecenas, como os produtores e agenciadores artísticos de pop star que criam uma estrutura imensa com a possibilidade de projetar em poucos meses um E.T.cantor (a). Alguns músicos por sua vez começaram acreditar em conto de fada. Alguns em pleno século XXI agem como gatas borralheiras que acreditam que um produtor – príncipe encantado vai aparecer na sua porta procurando uma voz de sereia ou gênio da composição e de um instrumento musical.

Hoje o músico que acordar para vida real tem mais chances de furar o bloqueio da falta de incentivo financeiro e construir uma carreira profissional com Profissionalismo e metas. Ser bom e criativo são obrigações e se tiver visão de mercado será o diferencial. Não se contente com o seu melhor hoje, acredite sempre que será muito melhor a manhã. Muitos músicos são virtuosos na sua arte e se esquecem de expor e se expor para o publico que deseja atingir. O músico independente em particular não tem fôlego para lançar um disco a cada dois anos. Tendo em vista seus poucos recursos de divulgação e distribuição do seu CD. O mais aceitável será traçar metas a curto, médio e longo prazo. Os primeiros mil CDs são fáceis de vender, mas dez vezes esse número é mais complicado e leva mais tempo. Antes de se enroscar com gravadoras que não tem uma infra-estrutura de divulgação e distribuição busque caminhos próprios. Lembre-se do dito popular: “Quem trabalha para pobre pede esmolar para dois”. Conhecemos uma gravadora competente pelo seu plano de mídia (Divulgação em rádios, jornais, revistas e internet) e ampla distribuição. Se o artista consegue chegar a um sucesso considerável sozinho terá mais independência de negociar contratos favoráveis com gravadoras maiores.

Hoje as gravadoras contratam artista com a matriz do disco (fonograma) com qualidade e já com um certo publico comprador. Hoje se você tem um CD de qualidade, visão de mercado e publico crescente, os mecenas modernos aparecem em filas indianas. Mas esperar ser financiado por “caças talentos” ou mecenas, é melhor voltar para a realidade. Pense na sua carreira como um empreendimento empresarial e deixe para a criação e apresentação ao publico sua essência criativa e emocional. Ser famoso virou lugar comum. O difícil é no futuro existir pessoas comuns para consumirem as obras de tantos artistas.

*Editor da revista: www.ritmomelodia.mus.br /ritmomelodia@hotmail.com

Sem Comentário

Deixe um Comentário